<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342</id><updated>2012-01-27T11:54:10.698-02:00</updated><title type='text'>DAIMON</title><subtitle type='html'>Este blog, criado e dirigido pelo professor Michel Farah Valverde, traz ideias, reflexões e demais informações referentes à filosofia, política, artes e educação. É destinado a todos os interessados, em especial aos jovens, estudantes ou não. Os textos publicados pelo autor podem ser usados, com a condição de que seja citada a fonte.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>79</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-963185391279942948</id><published>2012-01-27T11:52:00.001-02:00</published><updated>2012-01-27T11:54:10.704-02:00</updated><title type='text'>Opinião: Luis Fernando Veríssimo sobre o dantesco BBB</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Partilho com os leitores a análise que o escritor e cronista Luis Fernando Veríssimo fez sobre o Big Brother Brasil (vulgo BBB) exibido pela Rede Globo. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Este programa já ultrapassou todos os limites do bom senso e da decência. Infelizmente muitas pessoas não percebem o quanto este atrativo é de mau gosto e menospreza a inteligência dos telespectadores, com exibição de vulgaridades e baixarias. Tomara que o povo brasileiro acorde e proteste contra esse tipo de entretenimento abjeto não dando audiência.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência. Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros...todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB . Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas. &lt;br /&gt;Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , ·visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicado no Blog do Portuga:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://brunojpteixeira.blogspot.com/2012/01/visao-de-verissimo-sobre-o-bbb-tv-globo.html"&gt;http://brunojpteixeira.blogspot.com/2012/01/visao-de-verissimo-sobre-o-bbb-tv-globo.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-963185391279942948?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/963185391279942948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=963185391279942948' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/963185391279942948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/963185391279942948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2012/01/opiniao-luis-fernando-verissimo-sobre-o.html' title='Opinião: Luis Fernando Veríssimo sobre o dantesco BBB'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-9219536913448737720</id><published>2012-01-25T16:33:00.003-02:00</published><updated>2012-01-25T16:35:00.030-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Tempo de renovação&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que falar a respeito de 2012? Não se trata dos cordiais e otimistas cumprimentos festivos ofertados entre amigos e parentes, tampouco de verbalizar previsões como um advinho. O ano nascente oferece a todos a oportunidade única de renovar os sentimentos, pensamentos e relações mais benfazejas e nobres que se deram ao longo do ano findado. Mais ainda, a de refazer os humores e planos fracassados, de recompor as decepções e retomar bons propósitos não efetivados, ou cumpridos parcialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renovar-se é uma atitude necessária a todo ser vivo, e isso é facilmente comprovado pela simples observação empírica da natureza: as plantas de qualquer espécie são transformadas de acordo com as estações e os fenômenos físicos e químicos pelos quais são sucessíveis; animais, em toda a extensão de gênero, se modificam e se adaptam conforme os elementos naturais com os quais interagem; o próprio dado fundamental do universo parece ser o eterno suceder de estados móveis, com mutações constantes e perenes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao ser humano, a renovação não se dá simplesmente como recuperação das forças, mas, mediante a revisitação da experiência vivida, assumir para a nova etapa vital uma postura altiva e esclarecida, preparada para enfrentar as peripécias com maturidade e equilíbrio. A grande novidade anual está em aguçar a percepção de si próprio – o autoconhecimento – em decorrência das vicissitudes que o tempo e as circunstâncias ofereceram e consolidar entre tais instabilidades um traslado seguro, sem macular a personalidade, nem querer “obrigar” a realidade a se enquadrar nos critérios e vontades pessoais. A liberdade de se fazer é plena quando associada às condições objetivas pelas quais é viável criar o possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo atual favorece o estabelecimento de um projeto de vida audacioso e benéfico em todos os níveis de existência (indivíduo, família, sociedade), e o compromisso diário com a harmonia interior (psíquica, física, emocional) e com o exercício de ações viabilizadoras desse estado saudável são certamente os primeiros passos na realização de um ano formidável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-9219536913448737720?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/9219536913448737720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=9219536913448737720' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/9219536913448737720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/9219536913448737720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2012/01/tempo-de-renovacao-o-que-falar-respeito.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-1501638667514441332</id><published>2012-01-22T12:20:00.001-02:00</published><updated>2012-01-22T12:23:02.892-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Por que ir ao Teatro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Publicado na Revista &lt;/em&gt;Pietá&lt;em&gt;, edição de janeiro de 2012&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Falar da importância de frequentar o teatro para mim é algo muito cômodo, já que realizei por mais de dez anos espetáculos teatrais. Mas quando me vejo na tarefa de convencer alguém, sem a mesma trajetória e envolvimento afetivo e prático com a arte da cena, a ter o mesmo apreço pessoal pelo teatro, a questão deixa de ser tão simples e ganha proporção de acentuada seriedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas têm as mais distintas ideias sobre o teatro. De manifestação divina a reduto de vagabundos e transviados, de ofício elitista a aparato didático, o teatro sempre despertou fascínio e aversão, e foi e é considerado por alguns como profissão para privilegiados e talentosos por natureza ou mesmo tomado como ambiente de loucuras e imoralidades. Fato é que nenhuma dessas perspectivas, embora permeiem o universo mítico e os caminhos fatuais do fenômeno teatral, não são em hipótese alguma referências verdadeiras do que é essa manifestação artística. Num primeiro momento, é prudente afastar da mente toda série de imaginações sem fundamento para então se colocar na busca da compreensão exata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teatro visa mostrar através de recursos técnicos e atuações humanas um modo de ser possível. A palavra theatron, originária do grego, significa “lugar de onde se vê”, palavra que já sinaliza os pontos fundamentais dessa arte: o encontro das pessoas em um edifício ou espaço (“lugar”), que possui a função prática e intencional (“de onde”) de acolher pessoas para assistirem algo (“se vê”). Mais ver o quê? Trata-se, evidente, de uma criação estética, ou seja, a produção de uma obra concreta e manipulável, não redutível a uma imitação grosseira dos fatos reais, o que não invalida sob nenhuma hipótese uma perspectiva de “retrato” da vida. Algumas criações inclusive exageram no objetivo de fidelidade aos acontecimentos cotidianos, enquanto outras caminham pelas trilhas do sonho e do universo interior. Os atores, principais agentes do teatro, são preparados com qualificações que permitem a reprodução, dia após dia de exibição pública, das mesmas cenas com igual proporção de intensidade, emoção e vibração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena endossar o dito no parágrafo anterior com o dizer do ator Fernando Peixoto, no livro O que é Teatro de sua autoria: “Um espaço, um homem que ocupa este espaço, outro homem que o observa. Entre ambos, a consciência de uma cumplicidade, que os instantes seguintes poderão até atenuar, fazer esquecer, talvez acentuar: o primeiro, sozinho ou acompanhado, mostra um personagem e um comportamento deste personagem numa determinada situação, através de palavras ou gestos, talvez através da imobilidade e do silêncio, enquanto que o segundo, sozinho ou acompanhado, sabe que tem diante de si uma reprodução, falsa ou fiel, improvisada ou previamente ensaiada, de acontecimentos que imitam ou reconstituem imagens da fantasia ou da realidade.” A magia do teatro se dá exatamente no contrato simbólico estabelecido no momento do espetáculo entre o espectador e o artista, cuja cláusula máxima é a troca ininterrupta de imaginações, sensações e pensamentos, tudo relativo ao mundo humano. O teatro sempre teve o poder de consolar as emoções inevitáveis e abalar as estruturas do entendimento e das crenças simplórias, gerando nas pessoas de coração atento e alma disponível o privilégio de viverem novas experiências e refletirem sobre suas vidas com profundidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teatro é um convite ao aguçamento da percepção, da sensibilidade e da autoconsciência. Ir ao teatro não se resume ao divertimento ou lazer, mas traz a oportunidade de ver a humanidade naquilo que ela tem de admirável e perverso, de santo e pecaminoso, e repensar a conduta diante de tantas contradições. O teatro nos chama: vamos atender ao seu apelo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-1501638667514441332?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/1501638667514441332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=1501638667514441332' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/1501638667514441332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/1501638667514441332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2012/01/por-que-ir-ao-teatro-publicado-na.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-1917153941114193980</id><published>2012-01-18T13:15:00.001-02:00</published><updated>2012-01-18T13:18:27.510-02:00</updated><title type='text'>Crítica Teatral</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;TEMPO, EXISTÊNCIA, MEMÓRIA... PUERIL&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surge o Coletivo Nonada! O nome inspirado em Guimarães Rosa – “Nonada” é a palavra de abertura de &lt;strong&gt;Grande Sertão: Veredas&lt;/strong&gt; – apresenta o cerne da proposta de pesquisa dessa grata aparição teatral em solo sorocabano. Os atores Robson Roso (também diretor), Fabiana Souza, Douglas Emilio e Daiana de Moura compõem o elenco do primeiro espetáculo deste grupo, &lt;em&gt;Pueril&lt;/em&gt;, resultado do projeto &lt;strong&gt;Tempus Fugit&lt;/strong&gt; desenvolvido pelos atores, uma equipe especial de colaboradores (dentre os quais Egla Monteiro, Melany Kern, Raquel Ornellas, Júlio Moura e Rodrigo Cavalheiro) e com o fomento da Lei de Incentivo à Cultura de Sorocaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A encenação constrói-se sobre o entrecruzamento de quatro personagens, com identidades bastante singulares, que se descobrem e traçam juntos a sua história (ou histórias?) entre dores e amores, presenças e ausências. No labirinto de emoções e fantasias ingênuas, os fatos se dão a conhecer menos pela sua historicidade do que pelo universo subjetivo das personagens, numa austera procura de si mesmos e das faces ocultas de suas trajetórias. Tais forças são expostas em cenas não contínuas, emaranhadas sem condicionamento seqüencial, marcadas por diálogos e pequenos solos preenchidos sempre por muito lirismo. É bom constatar que o texto foi elaborado coletivamente no decorrer do processo, não havendo escritos dramáticos prévios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pueril&lt;/em&gt;, antes de qualquer coisa, reflete cenicamente a busca do próprio coletivo: são os quatro atores que, se encontrando sob as bênçãos dionisíacas na messe da amizade, trazem das entranhas de suas experiências pessoais e artísticas a seiva para compor tão esbelta e promissora obra cênica. Desde cedo se presume, com inigualável clareza (até pelo programa entregue ao público) a relevância intra-dramática da experiência do memorial histórico dos intérpretes, posto nas cenas em simbiose com os caracteres das personagens criadas. Aliás, seria redundante afirmar (como Stanislavski já o fez) que o trabalho do ator, aquém das metodologias do fazer teatral, se ancora definitivamente nos atributos, pensamentos e emoções do homem e mulher que se oferecem para atuar, pois suas criações resvalam consecutivamente na síntese pessoal emanada das vísceras de seu progenitor. O grupo não apenas quis produzir um espetáculo teatral, mas selou um compromisso com a memória, preservador e articulista do conteúdo passado na vivacidade do presente, e se oferece como dados imediatos de experiência pessoais e sociais a compor o painel referencial pelo qual se arrolará o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meu ver, a encenação trata exclusivamente sobre o tempo e tudo que o circunda, incluindo o fenômeno humano. Tempo pensado nos múltiplos aspectos pelos quais este se torna completamente apreendido cognitivamente, ou ao menos significado. Mas não se restringe ao tempo somente como leitmotiv narrativo, e sim o tempo como propulsor de uma investigação artística. Com isso não descarto a preocupação com o espaço, salientada em prólogo pelo coletivo, mas julgo que mesmo a concepção espacial empregada é erigida tendo por princípio a forma temporal segundo a qual traçaram sua obra colaborativa. &lt;em&gt;Pueril&lt;/em&gt; marca o tempo – considerado como passagem contínua e necessária, e propulsor de desdobramentos vitais para os seres sob seu jugo – apresentando pela ação das personagens uma série de elementos, como mala, folhas, fotos; também uma gama de cantigas e brincadeiras remete constantemente à linha temporal, e sua elasticidade imaginária conduz o espectador aos recortes breves e instigantes da existência, tanto as do plano ficcional quanto da realidade. Essa é a vivência mais imediatamente posta aos nossos sentidos: existir é pôr-se de modo consciente em sintonia com o movimento vital dentro do qual somos ou poderemos ser algo - além da facticidade. O cosmos, na sua magnífica auto-renovação cíclica, revela-nos a circularidade da vida, e isso reflete certamente na percepção fundamental dos atos e acontecimentos pelos quais nem precisamos ter vivido diretamente para experimentar sua cor, cheiro, sabor. &lt;em&gt;Pueril&lt;/em&gt; oferece ao público uma gama de sensações, acompanhadas pelos lampejos serenos e meditativos das personagens, que conduzem, à maneira de um devotado cicerone, pelas demarcações de memórias autoconscientes, expressivas de nostalgia, placidez, melancolia, afeições portadoras de universalidade. Devido a isso, cada espectador sente-se tocado no seu íntimo, integrando seu “agora” no timing da lembrança, ou fazendo um mergulho emocional por estados oriundos da natureza humana, herdados inconscientemente de gerações expiradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proximidade das ações dramáticas com a vida real não se dá apenas pela verossimilhança dos acontecimentos cênicos em relação ao contexto existencial dos expectadores, mas sobretudo pela concórdia e integração do elenco. Isso não se consegue simplesmente juntando alguns profissionais que seguem a mesma pauta, convivendo por uma obrigação contratual. Os atores são, fora do tablado, amigos, parceiros, confidentes, e essa coexistência (marcada por inúmeros afetos) gera a sintonia intransferível que entra na cena e dá um tom especial ao enredo. &lt;em&gt;Pueril &lt;/em&gt;é, nesse sentido, um laboratório de alteridades, um estágio para todo aquele carente de superar o desperdício de viver sem reconhecer o rosto do outro, uma chamada definitiva para abertura da subjetividade laqueada para o múltiplo e a diferença. Robson, Fabiana, Douglas e Daiana convidam seu público a volver o olhar, anestesiado pelo individualismo contemporâneo e cegueira espiritual, a presenciar nas entranhas do coração as razões ocultas da cada identidade, e isso se dará somente em consonância com os coadjuvantes de cada biografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte tem a virtude de penetrar nos lugares pouco visitados da alma e reencontrar experiências perdidas, ou a muito deixadas de lado. Assistir &lt;em&gt;Pueril&lt;/em&gt; é se dar a oportunidade de recordar a singularidade pessoal na multiplicidade humana, recheada por edemas, fissuras, honras e esperança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-1917153941114193980?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/1917153941114193980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=1917153941114193980' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/1917153941114193980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/1917153941114193980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2012/01/critica-teatral.html' title='Crítica Teatral'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-3362824531744690815</id><published>2012-01-01T21:24:00.001-02:00</published><updated>2012-01-01T21:27:17.927-02:00</updated><title type='text'>Opinião</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Lei da Palmada: mais um passo para o estado totalitário&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Está em curso, agora para o Senado votar, a famigerada Lei da Palmada, que se trata evidentemente de mais uma interferência arbitrária do Estado na vida familiar do brasileiro.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Apresento este artigo de Percival Puggina, publicado no&lt;/em&gt; Diário de Sorocaba &lt;em&gt;no dia 23 de dezembro de 2011. Leiam e reflitam sobre os rumos que o governo e aliados querem dar ao país.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Para saberem quem é que manda&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Por Percival Puggina&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lei da Palmada é produto do politicamente correto, que tem por objetivo submeter liberdade e consenso às rédeas de dissensos minoritários. E é mais uma intromissão do Estado na vida privada. Bastaria isso para determinar sua rejeição. Mas ela passou na Câmara dos Deputados e segue a toque de caixa para o Senado. A pedagogia do politicamente correto está produzindo alunos que batem nos professores, mas está convencida de que falta um pouco mais do mesmo. Vale dizer, ainda menos disciplina para ainda mais porrada e bullying.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso é certo e sabido. Mas o que não se diz é que a Lei da Palmada é irmã da Lei do Desarmamento, do PNDH-3, do vestibular do Enem, da Lei de Quotas Raciais, do perfil que deram ao STF, da Lei da Homofobia, do marco regulatório da imprensa e por aí vai. Ou seja, não se diz, ou pouco se diz, que há uma ideologia soprando essa praga sobre as famílias brasileiras, assim como o vento espalha fungos nas lavouras. É a ideologia do totalitarismo, que implica um Estado com o monopólio da força e com amplas funções modeladoras em relação às instituições da sociedade, entre elas a instituição familiar (quando deveriam ser estas a orientar e domar o Estado!). Recentemente, em programa de tevê, uma pedagoga integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente pregava: “O Estado tem o dever de educar a sociedade para novos padrões de conduta”. Ela estava convencida, por essa ideologia maldita, que é obrigação do Estado comandar o leitor destas linhas não apenas sobre coisas como declarar sua renda ou se comportar no trânsito, mas sobre como educar seus filhos. O melhor castigo, dizia um psicólogo que aplaudia a aprovação da lei na Câmara dos Deputados, é substituir uma atividade prazerosa da criança por outra menos prazerosa. Punição, como tal, nunca papai. Nunca mamãe. E depois, bem feito: agüentem os malfeitos que virão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os corretos limites do uso da força já estão dados tanto no Código Civil (perdem o pátrio poder os pais que castigarem imoderadamente os filhos), no Código Penal (punições para casos graves de violência contra crianças e adolescentes) e no ECA (idem). Não era necessária qualquer legislação especial. A estratégia adotada para aprovação da lei na Câmara consistiu em levar o debate como se houvesse dois blocos: os contra a palmada e os a favor da palmado. Haverá alguém a favor da palmada? Alguém é a favor da quimioterapia? No entanto, há situações concretas no ambiente familiar que se resolvem com a simples possibilidade da aplicação de uma palmada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformá-la em tema de lei federal, objeto de delação, é completa demasia que nasce, forçosamente, de uma visão totalitária de Estado. Não hesito em afirmar que prejudiciais, mesmo, ao desenvolvimento saudável das crianças, são outras coisas muito freqüentes na sociedade. A saber: 1) a educação permissiva, que não estabelece limites e franqueia acesso aos vícios socialmente tolerados e não tolerados; 2) a indiferença dos pais em relação ao que fazem os filhos e ao seu preparo para a aventura de viver; e 3) a violência verbal, que faz decair o mútuo respeito e a autoridade paterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A afirmação de que a palmada introduz a violência na instituição familiar é cristalinamente falsa. A violência entra em casa pela janela, pela porta da rua, pela antena da tevê, pelo bar da esquina e pelo beco onde se aloja o traficante. Ante elas, a eventual palmadinha educativa é o que de fato significa: sinal de amor que educa. Ao contrário do que pensam a deputada federal Maria do Rosário e seus colegas que aprovaram o projeto, essa lei não coibirá a violência contra as crianças. Se os três instrumentos já existentes (Código Civil, Código Penal e ECA) não conseguiram coibir os maus tratos dentro de casa, não contiveram os pais abusadores e violentos, não será uma lei que proíbe a palmada aplicada pelos pais amorosos e responsáveis que vai produzir isso. O que ela fará é ensinar às crianças (até porque prevê aulas de esclarecimento nas escolas) que é o Estado quem manda naquele pedaço que elas chamam de minha casa, meu barraco, meu apê, minha família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-3362824531744690815?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/3362824531744690815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=3362824531744690815' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/3362824531744690815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/3362824531744690815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2012/01/opiniao.html' title='Opinião'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-6251307226977044135</id><published>2011-12-27T17:39:00.001-02:00</published><updated>2011-12-27T17:41:08.199-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Meditação de Natal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Publicado no Jornal&lt;/em&gt; Diário de Sorocaba &lt;em&gt;em 24 de dezembro de 2011&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O fim de ano, para as mentes inquietas, é um momento especial por proporcionar uma série de interrogações relativas à avaliação pessoal. Isso significa que as pessoas portadoras destas mentes têm, nessa época festiva e corolária de uma trajetória vivenciada, uma certa necessidade de repensar o seu ano em todas as suas dimensões. Muitos ainda aproveitam o balanço feito para elencar propósitos de cunho positivo em que se dispõem à melhora de comportamento e ao aperfeiçoamento do caráter.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;É claro que isso é importante e acaba por ser um comprometimento salutar para a alma. No entanto, mais do que fazer e reclamar promessas e decisões de mudança radical de vida, o Natal traz outras exigências mais tênues, impróprias para a extravagância pífia das celebrações natalinas correntes. Na verdade, trata-se mais de um convite do que exigência, convite este dado na sutileza do mistério comemorado. De nada vale recuperar na memória as experiências anuais e propor em continuidade novas ações e compromissos se não for meditado, antes, o valor da vida e o sentido de renovação oriundos do nascimento e revelação do Deus-menino à humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Imaginar o Cristo nascendo num lugar bucólico e repleto de simplicidade desnorteia qualquer tipo de arrogância e soberba. Afinal, aquele proclamado rei provém da morada dos súditos, cresce e vive no meio deles e, quando exerce seu reinado, o faz de forma atípica. Lugar de rei é no palácio, cercado de lacaios, condecorado de honras e cultivado a regalias. Inversamente, Jesus, zombado e humilhado, fez das ruas e das casas dos mais desprezados e injuriados o seu trono e o seu reino. Cercou-se de discípulos e esperançosos da sabedoria divina, e tudo o que obteve foi a condecoração degradante de blasfemador por uma platéia irredutível e zombeteira interessada unicamente em punir o traidor e escarnecedor das tradições. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Na realidade, Cristo demonstrou, desde o início de sua vida pública, um significado diverso e contrário de realeza. Ser rei, na atitude de Jesus, é dispor-se ao Bem, agir em prol dos sofredores e desorientados, é servir sem exigir recompensas (sobretudo materiais) e alimentar espiritualmente os desolados. Todos aqueles carentes de acalento e direção se aproximaram de alguma forma ao ouvirem a voz do Senhor ou simplesmente avistarem a sua presença. São muitos os relatos (como o da Samaritana e o de Maria Madalena) em que o contato amoroso germinou frutos de santidade – e esta representa o estado de mudança radical do modo de se relacionar com o mundo, com os outros e com si. O amor é o próprio sustentáculo do Bem, e o Bem, por sua vez, não se plenifica sem o complemento do amor. O amor a que Deus nos convida é a charitas, a doação gratuita ao próximo com a finalidade de apresentar-lhe, pela prática desse dom, a face copiosa do Criador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Cristo não incentivou a filantropia. Filantropia, embora muitos tomem como sinônimo de caridade, não o é em hipótese alguma. Ele nos desafiou a tomar parte de um projeto de vida: a divinização da humanidade. O seu nascimento e ministério provam que vale a pena acreditar no homem e, unido ao Amor maior, agir em seu benefício, com vista no aprimoramento do seu ser e no comprometimento com os demais. Mas não apenas isso: a missão dos aderentes ao projeto de Cristo é o de criar condições de existência favoráveis aos propósitos do amor. Não basta amar, mas também proliferar a possibilidade de novos enlaces amorosos e estendê-los amiúde pelos mais nebulosos corações. Caridade é o abrandamento de si para o Bem livre de qualquer cobrança ou restituição, somente pela satisfação de encontrá-lo e fazer dele a motivação principal do viver. Eis o sentido da vida legado por Jesus, o amor incondicional e a corresponsabilidade de todos por todos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Talvez estejamos longe desse ápice de humanização, todavia a consciência disso e a vontade de atingir tal graça também estão dentro do projeto divino, exigente mas recompensador, e o Natal renova, a cada fim de ano, a certeza deste mistério e o chamamento a se entregar aos seus desígnios. Com essa verdade celebrada no nosso hoje, podemos pensar no futuro e aumentar a nossa disponibilidade de amar e fazê-lo com vigor e humildade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-6251307226977044135?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/6251307226977044135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=6251307226977044135' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/6251307226977044135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/6251307226977044135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/12/meditacao-de-natal-publicado-no-jornal.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-7676165759468052629</id><published>2011-12-15T00:29:00.001-02:00</published><updated>2011-12-15T00:36:55.529-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;O monopólio das “minorias”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Publicado no Jornal&lt;/em&gt; Diário de Sorocaba &lt;em&gt;em 14 de dezembro de 2011&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A onda do presente é a dos famigerados discursos das “minorias”, tecnicamente definidas como grupos de sofredores e excluídos, que recebem injúrias e indiferença por parte da “maioria”, segundo estes alienada e de moral impositiva. São as pessoas incluídas nestes segmentos que, motivadas por agentes políticos engajados em partidos e geralmente em associações do terceiro setor, a se unirem em organizações reivindicatórias, mobilizam a sociedade em torno de suas queixas. Assim o fazem os movimentos em prol da legalização da maconha, da descriminalização do aborto, da defesa dos direitos de homossexuais, dos sem-terra, dos ambientalistas e demais frontarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente a organização livre e ponderada de cidadãos empenhados numa causa de valor social não só é legitima no Estado de Direito, como também é capital na promoção de autêntica justiça. O problema é como esses movimentos têm tido mais ascensão e vultosos privilégios nos ambientes públicos (seja pela ação de deputados e ministros, seja pelos apelos sistemáticos de órgãos jornalísticos), em detrimento de outras instituições e representações sociais, parcial ou totalmente afastadas dos lugares de discussão, ou ao menos não levadas a sério nas suas posições e críticas. Políticos, intelectuais, professores universitários e pseudo-artistas estão engajados em pichar e repudiar os julgamentos das religiões e das entidades defensoras do conservadorismo a respeito das ações dessas “minorias” no cenário nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os membros ativos desses grupos permitem que os movimentos ao qual representam se filiem aos interesses majoritários de uma determinada frente política (na conjuntura atual, o PT e aliados), de modo a contribuírem com seus propósitos de poder, ao mesmo tempo garantindo as prerrogativas de sua pauta ideológica, conforme aquilo que almejam para seus beneficiados e não necessariamente para o bem do povo. Os ativistas políticos, percebendo que não poderiam moldar a sociedade segundo suas pretensões se não houvesse uma “revolução cultural”, com a derrubada dos valores tradicionais, se associaram às “minorias” na intenção velada de conseguirem pressionar a opinião popular a abrir mão progressivamente das suas raízes e aceitar as mudanças forçadas de maneira natural e totalmente passiva. Isso se faz mediante algumas estratégias contínuas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Deturpação crescente do vocabulário ao usar enfaticamente, e sem o mínimo apuro de significado, palavras como “preconceito”, “discriminação”, “homofobia”, de modo a confundir as pessoas e persuadi-las de que a verdadeira e única acepção de tais nomes são aquelas designadas pelos grupos acima citados;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Insinuação, com apelos propagandísticos unilaterais, que todo aquele que se puser contrário ao discurso vigente das “minorias”é quase criminoso, e por isso precisa ser execrado do debate público, sem ao menos uma chance de expor as razões de divergência. Isso se deu muito a respeito daqueles que se puseram contra as cotas raciais, e hoje isso se repete em relação aos questionadores do movimento gay; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Ocultamento e manipulação engenhosa de dados e fatos, noticiados sempre com parcialidade e de forma superficial, sem verificação de confiabilidade de fontes e com forte inclinação interpretativa em favor desses grupos, hoje amparados pelo aparelho midiático e por investidores de grande porte econômico. Outrossim, eventos sociais promovidos para divulgar suas idéias são amplamente mostrados e elogiados pelos comunicadores, sem nenhum tipo de contestação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se confrarias políticas ocupam praticamente todos os meios de comunicação e espaços culturais, e suas reclamações têm sido prontamente acolhidas e invioladas, é prudente questionar: onde estão as lideranças antagônicas desta situação? Estão impedidos de falar ou se omitiram diante do poder adversário? São relegados ao esquecimento por forças dominantes ou se venderam barato a conveniências diplomáticas vergonhosas? Serão mártires ou traidores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma democracia saudável e verdadeiramente legítima permite o confronto de apreciações sobre todos os assuntos que se colocam em pauta dos interesses públicos, sem qualquer tipo de restrição prévia. O conflito gerado pela heterogeneidade, cada qual na defesa de uma perspectiva unívoca, é a base da constituição dos fundamentos isonômico e isegórico, e nenhum dos atores sociais tem sobressalência sobre os demais, a ponto de fazer calar a voz opositora sem nem permitir a sua clamação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-7676165759468052629?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/7676165759468052629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=7676165759468052629' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/7676165759468052629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/7676165759468052629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/12/o-monopolio-das-minorias-publicado-no.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-2760166024266013983</id><published>2011-11-01T18:29:00.000-02:00</published><updated>2011-11-01T18:29:23.489-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Sobre mestres, discípulos e educação (II)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Publicado no Jornal &lt;/em&gt;Diário de Sorocaba&lt;em&gt; em 28 de outubro de 2011&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação discípulo-mestre vai muito além de um tramite comercial ou prestação de serviço. É contato respeitoso e entusiasmante, condimentado por incontáveis minúcias amparadas pela curiosidade e pela dúvida. O mestre, mais do que instrutor, é exemplo de vida e conduta intelectual e moral, sinal de altiva sabedoria e portador de esperança, e na sua vida transparece indistintamente suas concepções e méritos na coerência das atitudes diante dos fatos e enigmas do mundo. Não quero em hipótese alguma comparar a noção de mestre com a dos doutrinadores políticos, que se aproveitam da atenção de jovens ingênuos para vender a eles o programa ideológico dos seus partidos ou dos grupos sociais a que pertencem, sem presumir que seus alvos têm ao menos o direito de confrontar seus discursos com outros contrários e extrair da reflexão pontos de vistas particularizados. Isso é abominável e não corresponde em nada ao sentido que estas linhas pretender esclarecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mestre, antes de tudo, é um venerador da tradição. A noção de tradição – expressa de maneira equivocada pelos oportunistas e ineptos como “coisa atrasada” ou “ultrapassada” – está unificada ao feito de “trazer de novo” algo vivido e merecedor de avivamento, ou seja, o apelo à tradição consuma-se no ato de reviver na temporalidade presente experiências relacionadas ao pensar, sentir, agir, que podem auxiliar a compreender como pensamos, sentimos e agimos, para assim orientar os modos de ser na atualidade. O mestre, como alguém experiente, consegue articular as angústias e crises do momento com aquelas experimentadas por gerações de outrora, podendo então aconselhar e ensinar os caminhos sensatos tendo por base não apenas teorizações, mas vivências humanas acertadas ou fracassadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido a isso e demais fatores oriundos de cada repertório pessoal, o mestre é tido e respeitado pelo discípulo como autoridade. Aliás, os filósofos medievais valorizavam os antepassados quando teciam suas meditações: a auctoritas era exatamente o fator referencial para os debates e investigações acadêmicas, os quais resultavam em discursos sedimentados em grandes conhecedores das matérias tratadas. Os fundamentos filosóficos das teses eram elaborados em diálogo permanente com o já pensado, e isso fazia dos homens do passado inegáveis conselheiros e guias dos pensadores. Mesmo nos dias hodiernos, ainda que prevaleça por parte de uma gama de pensadores a repulsa pela tradição, filósofos de séculos atrás são evocados quando tudo o que sobra resume-se em neblinas e trevas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando transportamos esse breve quadro ao campo pedagógico e escolar, fica explícita a total inversão de valores pela qual passa a sociedade, sobretudo brasileira. O sistema educacional tem mimado o educando, pois incentiva a postura autossuficiente (na acepção arrogante do termo) e a desconsideração pela autoridade do professor como portador de uma ciência ainda não degustada pela juventude. As leis dão excesso de direitos aos adolescentes e jovens, em contrapartida tira deles a maioria das responsabilidades necessárias ao bom aprendizado. Formalmente o sistema cobra uma postura séria, mas no decorrer das práticas de ensino os educadores são menosprezados e ridicularizados costumeiramente por estudantes pouco devotos à busca de saberes fundamentais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Nedel, em artigo intitulado “Educação e Autoridade”, afirma categoricamente: o que possibilita o desenrolar com êxito de qualquer obra educativa é o fator autoridade, estabelecida pelo uso do múnus científico daquele que ensina, sem com isso desprezar o que o aprendiz tem a contribuir. A liberdade, conforme Nedel, complementa-se com a autoridade, ambas associadas para despertar o que há de melhor no indivíduo. Diz: “Uma e outra, autoridade e liberdade, têm o mesmo fim: o exercício pleno das faculdades do educando e a realização do seu ser na forma quanto possível perfeita. Aliando-se a autoridade pedagógica ao que há de melhor no aluno, defende-o contra ele próprio e o ajuda a alcançar sua maturidade e autonomia interior.” A autoridade do educador, imprescindível para atrair confiança e admiração, é condição sine qua non para adquirir a verdadeira autonomia, gradativamente e com a consciência das suas capacidades e obrigações, e não o oposto. Porém, se falta disposição sincera e voluntariosa para aquisição de conhecimento, fica complicado exigir sucesso ou algum aprimoramento espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espírito do discipulado precisa ser estimulado nos estudantes caso o país queira um mínimo de dignidade na educação. Ninguém está livre de crises e sobressaltos, e no anseio de solucionar as angústias a primeira lição é a de se colocar como ouvinte humilde e atencioso de alguém que pode nortear suas escolhas de acordo com o bom uso da liberdade. Se os mestres – título com o qual os professores e outros mentores deixaram de ser condecorados há bastante tempo por seus orientandos – não tiverem o devido respeito e estima, receio nunca mais haver possibilidade de recuperar a importância social do educador e, por conseqüência quase direta, seu interesse e empenho pela nobre arte de ensinar, que vem se dissipando paulatinamente neste cenário desestimulante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-2760166024266013983?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/2760166024266013983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=2760166024266013983' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/2760166024266013983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/2760166024266013983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/11/sobre-mestres-discipulos-e-educacao-ii.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-3925797962436729380</id><published>2011-10-18T15:12:00.001-02:00</published><updated>2011-10-18T15:17:33.607-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: x-large;"&gt;Sobre mestres, discípulos e educação (I)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;em&gt;Publicado no Jornal&lt;/em&gt; Diário de Sorocaba &lt;em&gt;em 16 de outubro de 2011&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A figura do mestre, instigante no processo cognoscível, é uma invariável presença desde tempos remotos. Aristóteles escreveu seu tratado ético e dedicou a seu filho Nicômaco como ensinamento e lição de vida; Santo Agostinho, na obra De Magistro, dialoga com Adeodato sobre a linguagem e a verdade de Deus, presente no interior de cada homem; Martin Heidegger, filósofo alemão, dedicou sua obra máxima, Ser e Tempo, a seu mentor Edmund Husserl, o mesmo que viria a suceder na cátedra de filosofia na Universidade de Friburgo; e assim muitos outros casos poderiam ser enumerados para explicitar o vínculo primaz e significativo entre o aprendiz e seu tutor, ou educador – para empregar termo moderno querido pelo grupo de profissionais do ensino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Ocorre que no momento presente a pessoa do mestre caiu em descrédito, tamanha a banalidade do trato com a questão educacional, e a então alusão necessária à sabedoria ancestral transmitida pelas gerações se perde na precariedade intelectual de nossos contemporâneos desorientados. O mestre, portador de sólida credibilidade no tangente aos preceitos oferecidos para o discípulo solícito, é substituído com rapidez por qualquer charlatanismo atrativo, ou pela arrogância dos educadores de gabinete que julgam terem achado a solução final para todas as dificuldades pedagógicas com sistemas prolixos e ilusórios. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;A bola da vez das doutrinas educacionais é o Construtivismo, desenvolvido há poucas décadas, titular absoluto do time dos burocratas do ensino. Pensadores como Jean Piaget e Lev Vigotsky contribuíram para que a educação fosse entendida enquanto espaço exclusivo de interesse individual desligado da correspondência com a realidade, em que o conhecimento não se esmera na evidência e apenas adquire valor quando “construído” pelo aprendiz, de acordo com suas preferências, vontades e motivos circunstanciais. Nessa vertente pedagógica, o papel da educação é simplesmente estimulá-lo, com base no contexto de sua vida e na capacidade inerente ao seu desenvolvimento vital, a elaborar mentalmente sentenças que guardem ao menos um pouquinho de coerência lógica, ou seja, certa veracidade minimamente aceitável, segundo algum critério arbitrário. O mestre, ou professor, ou educador, torna-se somente uma ferramenta de descoberta, e sua contribuição não passa de facilitar o acesso de conteúdos programados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O conhecimento pensado assim é, no mínimo, incoerente, para não dizer descabido. Conhecer não é mera manobra conceitual, nem um enunciado criado a partir das ideias livres desprovidas de precisão racional, mas ao contrário, é a atividade de, no reconhecimento do ente que se revela (toda e qualquer manifestação existente), absorver dele as informações essenciais, tratadas em seguida pelos procedimentos intelectuais de reverberação simbólica. Não há “construção” de aprendizados: elaboram-se, pelas vivências do real, modos de inserção aprofundada na própria existência para então fazer emergir o significado das presenças inquiridas, culminando num processo de assimilação do verdadeiro. Capturar o ente na sua é se dispor a vislumbrar seu ser. Não se constrói a essência de algo, mas se “des-cobre” o sentido ao mergulhar intimamente, em perspectiva dialógica, na observância daquele que se dá a ver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Quem adere ao construtivismo sem matutar criticamente seus pressupostos, tem a séria tendência em aceitar como “postura educativa” a livre associação de impressões e coisas, dando ao sujeito o papel de soberano absoluto das significações. Inversamente, o conhecimento brota da relação autoconsciente com os entes, que possuem por si mesmos “vestígios” independentemente da apreensão cognitiva do sujeito. Aliás, todos nós somos, em medida equivalente, sujeitos e objetos – percebemos e nos damos a perceber. Uma pedra “nos fala” e sente a seu modo nossa presença, e não deixará de ser o que é; ela não pode ser um avião ou outro ente que queiramos acreditar e fazer dela (nesse contexto, a criança sim pode trabalhar com figurações, mas isso se refere apenas ao plano imaginário e não efetivo da realidade, diferença essa que, ao longo do aprendizado, deve ficar realçada). Essa verdade do conhecimento não se restringe ao conteúdo adquirido e verbalizado, mas ao tipo de relação existencial mantida entre o conhecedor e o conhecido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Todas as bobagens construtivistas só serviram para afastar as pessoas do exercício genuíno de busca do saber e incentivaram muitos a desprezarem a experiência do educador, acreditando na falsa premissa da “liberdade de interpretação para tudo”. Enquanto o discípulo, ou aluno, tiver proeminência total nos processos de aprendizagem contemporâneos, sem considerar os demais participantes em igual margem de importância, a valorização dos autênticos mestres estará seriamente comprometida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-3925797962436729380?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/3925797962436729380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=3925797962436729380' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/3925797962436729380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/3925797962436729380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/10/sobre-mestres-discipulos-e-educacao-i.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-8370683121769202074</id><published>2011-09-26T20:48:00.001-03:00</published><updated>2011-09-26T20:48:35.410-03:00</updated><title type='text'>A legalização do aborto no Brasil II (mensagem de Alberto Monteiro)</title><content type='html'>RESUMO DA MENSAGEM: NOVO ATAQUE AO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIREITO À VIDA - II &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENADO RECEBE PLATAFORMA PARA A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quarta feira dia 24 de agosto de 2011 enviei uma mensagem &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;expondo que as representantes de diversas ONGs que promovem a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;legalização do aborto no Brasil foram recebidas em audiência &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;convocada por iniciativa da senadora Lídice da Mata, do PSB da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bahia, com o apoio da senadora Ângela Portela, do PT de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roraima, e da senadora Ana Rita, do PT do Espírito Santo, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para a entrega do documento da PLATAFORMA PARA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.senado.gov.br/noticias/movimento-de-mulheres-critica-projetos-de-lei-contrarios-a-interesses-femininos.aspx"&gt;http://www.senado.gov.br/noticias/movimento-de-mulheres-critica-projetos-de-lei-contrarios-a-interesses-femininos.aspx&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As informações repercutiram por toda a Internet. Quem digitar no &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Google a expressão [Senado recebe proposta legalização aborto] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;encontrará 667.000 resultados, muitos dos quais contendo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;transcrições da mensagem, e mais 186.000 resultados para a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;expressão [Senado recebe plataforma legalização aborto]. Os &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e-mails certamente multiplicaram-se mais do que os sites e a Igreja &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Católica do Mato Grosso produziu e postou no You Tube dois vídeos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sobre a Plataforma nos endereços: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;amp;v=kQTVPFyuzPM"&gt;http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;amp;v=kQTVPFyuzPM&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;amp;v=ioCmZTnMx0E"&gt;http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;amp;v=ioCmZTnMx0E&lt;/a&gt; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documento da Plataforma apresentada ao Senado afirmava que o aborto &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é apenas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O RESULTADO DA INTERRUPÇÃO DA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRAVIDEZ ATÉ A 22ª SEMANA DE GESTAÇÃO E &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CUJO PRODUTO PESA ATÉ 500 GRAMAS", &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que pretende retomar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A PROPOSTA DE LEGALIZAÇÃO ELABORADA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PELA COMISSÃO TRIPARTITE, INSTITUÍDA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM 2005 PELA SECRETARIA DE POLÍTICAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARA AS MULHERES, RETIRANDO A PRÁTICA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DE ABORTAMENTO DO CÓDIGO PENAL", &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou seja, o projeto elaborado pelo Governo Lula que pretendia tornar o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aborto legal durante todos os nove meses da gravidez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Plataforma afirma, ademais, em seu início, que pretende &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"CRIAR UM CLIMA DE DIÁLOGO E DENÚNCIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NA SOCIEDADE", mas logo a seguir afirma que tem como &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;objetivo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"IMPEDIR QUE ORGANIZAÇÕES RELIGIOSAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARTICIPEM NA ELABORAÇÃO E CONTROLE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOCIAL DAS POLÍTICAS PÚBLICAS, OU &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RECEBAM RECURSOS PÚBLICOS PARA AÇÃO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOCIAL QUE SEJA ORIENTADA POR &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRINCÍPIOS RELIGIOSOS", &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;além de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"GARANTIR A ORIENTAÇÃO SEXUAL" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nas escolas e &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"IMPEDIR A PRÁTICA DO ENSINO RELIGIOSO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NA REDE PÚBLICA DE EDUCAÇÃO". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi a todos os que receberam aquela mensagem que &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESCREVESSEM E TELEFONASSEM AOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GABINETES SENADORES PARA PEDIR-LHES &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUE SE MANIFESTASSEM CLARAMENTE, AO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TOMAREM A PALAVRA NO PLENÁRIO DO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENADO, QUE ESTAS POSIÇÕES NÃO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REPRESENTAM O PENSAMENTO DO POVO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASILEIRO QUE OS ELEGEU, MAS DE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS QUE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUEREM IMPOR AO PAÍS E AO MUNDO O &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RECONHECIMENTO DO ASSASSINATO DE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INOCENTES COMO UM NOVO DIREITO HUMANO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço à multidão de pessoas que multiplicaram a mensagem na &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Internet e que entraram em contato com os senadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta mensagem estou cumprindo a promessa de manter a todos informados &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sobre o desenvolvimento dos acontecimentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O BRASIL ESTÁ ENFRENTANDO O MAIOR &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATAQUE JÁ DESENCADEADO CONTRA A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIGNIDADE DA VIDA HUMANA QUE JÁ HOUVE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM SUA HISTÓRIA. O problema transcende o próprio Brasil &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e representa o coroamento de investimentos estrangeiros de várias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;décadas que pretendem impor o aborto não só ao Brasil como também a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;toda a América Latina e a todo o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente a formação de vários grupos que estudem estes e outros &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;problemas que ameaçam a democracia e a integridade de nosso país &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;poderá salvar o estado de direito no Brasil. NÃO PODE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EXISTIR DEMOCRACIA SEM PARTICIPAÇÃO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATIVA DOS CIDADÃOS. Não se intimide com o tamanho da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mensagem. Ou entendemos esta verdade ou virá uma nova ditadura, pior &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do que todas as precedentes que já tivemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PEÇO A TODOS QUE IMPRIMAM, DIVULGUEM E &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTUDEM AS INFORMAÇÕES DESTA MENSAGEM. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a todos pelo bem que estão ajudando a promover. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto R. S. Monteiro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEIA A SEGUIR: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A POSIÇÃO DO SENADO DIANTE DA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLATAFORMA PELO ABORTO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O QUE É O IPAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. OS PARTIDOS DE ESQUERDA E A PROMOÇÃO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DO ABORTO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. ASSISTA OS VÍDEOS POSTADOS NO YOU &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TUBE SOBRE A PLATAFORMA APRESENTADA NO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENADO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. RESUMO DA PLATAFORMA APRESENTADA AO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENADO PARA A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASIL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A POSIÇÃO DO SENADO DIANTE DA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLATAFORMA PELO ABORTO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A audiência em que foi apresentada a PLATAFORMA PARA A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL foi convocada &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pela Senadora Lídice da Mata do PSB da Bahia, conforme consta &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da Pauta da Subcomissão Permanente em Defesa da Mulher: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://legis.senado.gov.br/sil-pdf/Comissoes/Permanentes/CDHSPDM/Pautas/20110818SC005.pdf"&gt;http://legis.senado.gov.br/sil-pdf/Comissoes/Permanentes/CDHSPDM/Pautas/20110818SC005.pdf&lt;/a&gt; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Agencia Senado de Notícias divulgou o evento nos seguintes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;informes: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.senado.gov.br/noticias/movimento-de-mulheres-critica-projetos-de-lei-contrarios-a-interesses-femininos.aspx"&gt;http://www.senado.gov.br/noticias/movimento-de-mulheres-critica-projetos-de-lei-contrarios-a-interesses-femininos.aspx&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.senado.gov.br/noticias/ilegalidade-do-aborto-prejudica-mulheres-pobres-e-negras-avaliam-participantes-de-audiencia.aspx"&gt;http://www.senado.gov.br/noticias/ilegalidade-do-aborto-prejudica-mulheres-pobres-e-negras-avaliam-participantes-de-audiencia.aspx&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, após a realização da audiência, as pessoas que &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entraram em contato com os gabinetes dos senadores em Brasília foram &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;unânimes em afirmar que a sua quase totalidade não tinham tido &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;conhecimento nem da audiência nem da PLATAFORMA, e &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;manifestavam indignação pelo conteúdo do documento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que tudo indica as diversas ONGs que apresentaram &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLATAFORMA, com o apoio das senadoras que convocaram a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;audiência, realizaram o evento sem levá-lo ao conhecimento dos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;demais parlamentares nem do público em geral, para poder divulgar mais &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tarde a PLATAFORMA como fato consumado, apresentado e &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;recebido pelo Senado brasileiro sem que tivesse havido uma única voz &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de protesto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PLATAFORMA PARA A LEGALIZAÇÃO DO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABORTO NO BRASIL na realidade circulou apenas entre os &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;poucos parlamentares organizadores do evento. A audiência foi &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;divulgada pelos meios de comunicação do Senado, mas a Agência &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senado não divulgou o próprio texto da PLATAFORMA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conteúdo da PLATAFORMA havia sido lançado oficialmente, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por uma rede de organizações que promovem a legalização do aborto no &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil, no dia 28 de setembro de 2010. Esta data é &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;considerada por estas organizações como o Dia Latino Americano e &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caribenho pela Despenalização do Aborto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lançamento oficial da PLATAFORMA foi realizado no dia 28 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de setembro de 2011 em ato público em frente à Igreja de Santo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antônio, no Recife, com cobertura noticiosa da Agência Brasil: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2010-09-28/plataforma-para-legalizacao-do-aborto-no-brasil-sera-lancada-hoje"&gt;http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2010-09-28/plataforma-para-legalizacao-do-aborto-no-brasil-sera-lancada-hoje&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2010-09-28/entidades-lancam-plataforma-para-legalizacao-do-aborto-no-brasil"&gt;http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2010-09-28/entidades-lancam-plataforma-para-legalizacao-do-aborto-no-brasil&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o lançamento oficial da PLATAFORMA, o IPAS e &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;outras organizações que participaram da redação do documento &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mantiveram o texto completo da PLATAFORMA na Internet até &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alguns dias em seguida à denúncia da audiência pública do Senado no &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dia 18 de agosto de 2011. Depois disso, com exceção da Liga &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasileira de Lésbicas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[http://lblnacional.wordpress.com/plataforma-pela-legalizacao-do-aborto/] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os sites das ONGs que disponibilizavam o documento no seu original &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PDF passaram a remover PLATAFORMA de suas páginas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documento em formato PDF que foi recentemente removido do site do &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IPAS no endereço &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ipas.org.br/arquivos/plataforma_frente.pdf"&gt;www.ipas.org.br/arquivos/plataforma_frente.pdf&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pode ser ainda consultado, no formato original, no Cache do Google, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;neste endereço: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;q=cache:0pZUb4U2w9EJ:www.ipas.org.br/arquivos/plataforma_frente.pdf+Plataforma+Legaliza%C3%A7%C3%A3o+aborto+Brasil&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;gl=br&amp;amp;pid=bl&amp;amp;srcid=ADGEESg5JrB1KJi_SXpDv3k1kdsprw-CH9V4aoGwRPDcE9YX9-mO9Dw00XAAQ7UccRABgAn0LxGV5U3TEnRHjcWG-m3FgfT8muID2Nj5dMQ36SQhaYFGnKmxm892GMxJt4Kv1ZuvjTZx&amp;amp;sig=AHIEtbT1ImWvEnVrYKlnyX2WiHkcRpeHAQ"&gt;http://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;q=cache:0pZUb4U2w9EJ:www.ipas.org.br/arquivos/plataforma_frente.pdf+Plataforma+Legaliza%C3%A7%C3%A3o+aborto+Brasil&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;gl=br&amp;amp;pid=bl&amp;amp;srcid=ADGEESg5JrB1KJi_SXpDv3k1kdsprw-CH9V4aoGwRPDcE9YX9-mO9Dw00XAAQ7UccRABgAn0LxGV5U3TEnRHjcWG-m3FgfT8muID2Nj5dMQ36SQhaYFGnKmxm892GMxJt4Kv1ZuvjTZx&amp;amp;sig=AHIEtbT1ImWvEnVrYKlnyX2WiHkcRpeHAQ&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O QUE É O IPAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a pressão internacional para obrigar os países a legalizar e a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;promover o aborto iniciou-se em 1952, quando o bilionário &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;americano John Rockefeller III reuniu uma equipe de especialistas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em demografia e fundou o Conselho Populacional em Nova York. À &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;iniciativa juntou-se em seguida a Fundação Ford e a Fundação &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rockefeller. Estas organizações lideraram, durante duas décadas, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um intenso trabalho de lobby junto ao governo federal americano para que &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;este considerasse o controle demográfico de todo o planeta uma &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;política de segurança dos Estados Unidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes esforços lograram êxito em 1967, quando o Senado norte &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;americano emendou o Título X (Programs Relating to Population &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Growth - Programas Relacionados ao Crescimento Populacional) do &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foreign Assistence Aid (Lei de Assistência ao Exterior) de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1961, que havia criado a USAID (Agência dos Estados &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unidos para o Desenvolvimento Internacional). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.usaid.gov/about_usaid/usaidhist.html"&gt;http://www.usaid.gov/about_usaid/usaidhist.html&lt;/a&gt; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 1967 o governo dos Estados Unidos criou dentro da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;USAID um escritório de problemas demográficos, para cuja &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;direção foi nomeado o médico epidemiologista Reimert Ravenholt. O &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;governo americano, segundo as próprias palavras de Ravenholt, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;confiou-lhe nada mais do que a missão de diminuir em todo o mundo a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;taxa de crescimento populacional. As operações eram sigilosas, mas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no final do século XX o próprio Dr. Ravenholt publicou em um site &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pessoal a documentação com todos os dados do trabalho então &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;executado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ravenholt.com/"&gt;http://www.ravenholt.com/&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram gastos, entre 1968 e 1978, quase dois bilhões de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dólares para diminuir o crescimento populacional em praticamente todos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os países do terceiro mundo. Este foi, nas palavras de Ravenholt, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o segundo maior programa de ajuda externa da história dos Estados &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unidos, menor apenas do que o programa de reconstrução da Europa, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;após a segunda guerra mundial, que havia custado aos cofres públicos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dezessete bilhões de dólares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dinheiro foi gasto não apenas com a distribuição de pílulas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;anticoncepcionais, mas com o treinamento, nas dependências da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Universidade John Hopkins, de equipes médicas provenientes de quase &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma centena de países para habilitá-los na prática da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esterilização forçada das mulheres, uma prática que se difundiu &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;imediatamente em todo o mundo, sem que os governos conseguissem &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;descobrir sua origem. No Brasil a esterilização forçada das &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mulheres se deu principalmente nos estados do Nordeste; foram &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;instaladas duas Comissões Parlamentares de Inquérito para &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;investigar as denúncias e as origens desta prática, sem que se &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tivesse chegado a nenhuma conclusão. Entretanto, não é necessária &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nenhuma CPI para investigar o assunto. Todos os dados estão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;revelados no site pessoal do ex-diretor do Escritório de Problemas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Populacionais da USAID: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ravenholt.com/"&gt;http://www.ravenholt.com/&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste site pode-se constatar que os fabulosos recursos da USAID &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;foram gastos também com o treinamento de milhares de médicos em &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;técnicas de aborto clandestino. Os médicos nativos eram trazidos de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mais de 70 países do terceiro mundo para universidades americanas, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nas quais eram treinados a fazer abortos e onde recebiam equipamentos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;especialmente desenvolvidos pela própria USAID para a prática de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abortos clandestinos em países com poucos recursos de saúde. A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;USAID financiou também o desenvolvimento das primeiras drogas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abortivas da história que, na década seguinte, começaram a ser &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;distribuídas também clandestinamente por outras organizações &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;internacionais nos países onde o aborto não estava legalizado. Na &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;América Latina a distribuição maciça destas drogas iniciou-se no &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nordeste brasileiro, um dos principais alvos deste trabalho. Graças &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à USAID, uma rede de clínicas clandestinas de aborto e de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;programas de esterilização forçada estendeu-se sobre todo o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dr. Ravenholt afirma que somente nos anos 70 o programa da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;USAID impediu o nascimento de cerca de 1 bilhão de seres humanos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em todo o mundo. Esta última afirmação encontra-se num depoimento &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autobiográfico que pode ser encontrado neste endereço: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.smith.edu/library/libs/ssc/prh/transcripts/ravenholt-trans.pdf"&gt;http://www.smith.edu/library/libs/ssc/prh/transcripts/ravenholt-trans.pdf&lt;/a&gt; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final dos anos 70, devido à crescente revolta dos países do &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;terceiro mundo contra o ativismo populacional do governo dos Estados &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unidos, a USAID decidiu fundar uma organização não &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;governamental para continuar, com fundos privados, a atividade &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;anti-vida desenvolvida pela entidade. Foi assim criado o IPAS, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma organização não governamental, fundada pelos líderes da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;USAID nos anos 70 na Carolina do Norte, para promover, com &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ajuda da iniciativa privada, o trabalho de capacitação de novos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;médicos em técnicas de aborto e a disseminação de equipamentos para &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a prática do aborto provocado em todo o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente o IPAS treina, somente no Brasil, há mais de uma &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;década, mil novos médicos a cada ano nas técnicas e no uso de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;equipamentos que podem ser utilizados diretamente para a prática de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abortos, em cursos ministrados abertamente nas principais maternidades &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;municipais, estaduais e federais brasileiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia aqui, neste relatório, como o IPAS trabalha em conjunto com &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;outras organizações a favor do aborto para a implantação de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;clínicas clandestinas de aborto nos países da América Latina: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.documentosepesquisas.com/financiamento-internacional-do-aborto.pdf"&gt;http://www.documentosepesquisas.com/financiamento-internacional-do-aborto.pdf&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja neste outro endereço como o IPAS anuncia no Brasil os seus &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cursos de Aspiração Manual Intra Uterina (AMIU), o aparelho &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;originalmente desenvolvido nos anos 70 pela USAID para difundir a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;prática do aborto nos países do terceiro mundo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aads.org.br/wp/?page_id=151"&gt;http://www.aads.org.br/wp/?page_id=151&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para promover estes cursos o IPAS vale-se do fato que a técnica &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de AMIU pode ser usada tanto para aspirar restos fetais de um aborto &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já realizado, como para provocar um aborto em casos de estupro ou em &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;qualquer outro caso. Mas a literatura internacional é clara em &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;apontar o IPAS como um dos principais promotores do aborto &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;clandestino no mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PLATAFORMA PARA A LEGALIZAÇÃO DO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABORTO NO BRASIL apresentada ao Senado brasileiro em &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agosto de 2011 afirma pretender, entre outras reivindicações, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMPLIAR O USO DO AMIU (ASPIRAÇÃO MANUAL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRA-UTERINA) PARA ABORTO ATÉ 12 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEMANAS, POIS PARA O INÍCIO DA GRAVIDEZ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTE É O MÉTODO SEGURO PARA A SAÚDE DAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHERES. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Leia o resumo da PLATAFORMA no final desta mensagem, ítem &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a década de 1990 a Fundação MacArthur gastou somente &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no Brasil a quantia de 36 milhões de dólares para promover a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cultura do aborto no país. O relatório das atividades &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desenvolvidas, publicado pela própria MacArthur, afirma que o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IPAS foi um de seus principais parceiros no Brasil. Segundo o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;relatório, que pode ser lido na íntegra no site abaixo indicado, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"COM O APOIO DA FUNDAÇÃO MACARTHUR, O &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IPAS INICIOU UM PROGRAMA DE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TREINAMENTO DE SERVIÇOS MUNICIPAIS, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTADUAIS E UNIVERSITÁRIOS" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em técnicas que podem ser usadas tanto para atendimento pós-aborto, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como para a própria prática do aborto provocado. O relatório da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MacArthur usa palavras propositalmente suavizadas para descrever o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;trabalho do IPAS, mas afirma que o financiamento da Fundação &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;permitiu que, através do IPAS, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O NÚMERO DE LOCAIS NO BRASIL PARA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASSISTÊNCIA AO ABORTO AUMENTASSE EM &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;60%", &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e que o IPAS oferece &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"UM SERVIÇO CRÍTICO PARA O TREINAMENTO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DE MÉDICOS E ENFERMEIROS EM &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROCEDIMENTOS SEGUROS, ELIMINANDO A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IGNORÂNCIA QUE ÀS VEZES SE TORNA UMA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESCULPA PARA A FALTA DE AÇÃO". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixe e leia o relatório completo das atividades da Fundação &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MacArthur para promover o aborto no Brasil deste endereço: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.votopelavida.com/macarthurlessonslearned.pdf"&gt;http://www.votopelavida.com/macarthurlessonslearned.pdf&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fêz o governo brasileiro para coibir as atividades do IPAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no Brasil? Fechou os olhos, omitiu-se vergonhosamente? Muito pelo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;contrário: O GOVERNO LULA CONDECOROU O IPAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PELOS RELEVANTES SERVIÇOS PRESTADOS À &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NAÇÃO. No dia 9 de março de 2009, durante o Seminário &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nacional de Direitos da Mulher, o ministro da saúde do governo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula, em nome do estado brasileiro, entregou oficialmente uma placa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de reconhecimento ao IPAS pelos 25 anos de serviços prestados à &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;saúde da mulher no Brasil. Apesar da homenagem ter sido realizada no &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil, somente páginas do estrangeiro registram hoje o evento: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRAZILIAN MINISTRY OF HEALTH HONORS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IPAS'S ADESSE: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ipas.org/Library/News/News_Items/Brazilian_Ministry_of_Health_honors_Ipass_Adesse.aspx"&gt;http://www.ipas.org/Library/News/News_Items/Brazilian_Ministry_of_Health_honors_Ipass_Adesse.aspx&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MINISTERIO DE SALUD BRASILEÑO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMENAJEA A LEILA ADESSE, DIRECTORA DE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IPAS BRASIL: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ipas.org/Library/News/News_Items/Ministerio_de_Salud_brasileno_homenajea_a_Leila_Adesse_Directora_de_Ipas_Brasil.aspx"&gt;http://www.ipas.org/Library/News/News_Items/Ministerio_de_Salud_brasileno_homenajea_a_Leila_Adesse_Directora_de_Ipas_Brasil.aspx&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. OS PARTIDOS DE ESQUERDA E A PROMOÇÃO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DO ABORTO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moderna promoção internacional do aborto iniciou-se em 1952 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;graças às iniciativas do mega milionário John Rockefeller III, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da Fundação Rockefeller e da Fundação Ford. O OBJETIVO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ERA O DE COIBIR O CRESCIMENTO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POPULACIONAL NOS PAÍSES DO TERCEIRO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUNDO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início dos anos 90, constatando que a simples difusão dos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;métodos anticoncepcionais e a legalização do aborto não eram &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;suficientes para reduzir o crescimento populacional a zero, porque &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;metade da população desejavam casar para ter filhos e formar uma &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;família, a Fundação Ford idealizou um programa a nível mundial de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;promoção da emancipação da mulher ao mercado de trabalho e de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lançamento de novos direitos sexuais e reprodutivos. A idéia era &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;justamente a de promover uma revolução sexual internacional, promover &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;novas estruturas familiares, desassociar o sexo com a idéia da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;família, induzir as pessoas a não desejarem ter filhos e promover o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aborto não como um mal menor necessário, mas como um direito e um &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relatório programático da Fundação Ford que iniciou este vasto &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;programa de controle mundial de comportamento pode ser lido aqui: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESUMO EM PORTUGUES: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.votopelavida.com/fundacaoford1990.pdf"&gt;http://www.votopelavida.com/fundacaoford1990.pdf&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORIGINAL COMPLETO EM INGLÊS: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.votopelavida.com/fordfoundation1990.pdf"&gt;http://www.votopelavida.com/fordfoundation1990.pdf&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão do controle demográfico possui notável semelhança com a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;questão da exploração do trabalho operário que deu origem aos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;partidos de esquerda no século XIX. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolução industrial, que possibilitou o surgimento de novos meios &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de produção para a humanidade, gerou também o surgimento de um grau &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;inédito de exploração sem precedentes da classe trabalhadora. Os &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;empresários obrigavam um número cada vez maior de operários, vindos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do campo em busca de melhores condições de vida, a jornadas de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;trabalho desumanas em troca de salários que somente permitiam um nível &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mínimo de subsistência. À medida em que o lucro do empresariado &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aumentava, crescia também o número de fábricas assim como o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;contingente do operariado oprimido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maneira mais simples de se ter evitado o agravamento desta situação &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teria sido a repartição humana do lucro entre empresários e &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;trabalhadores, mas a ganância dos empresários buscava, em vez &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;disso, o maior lucro juntamente com o alastramento das condições &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desumanas dos trabalhadores. O próprio capitalismo ia neste sentido &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;contra si mesmo, produzindo a contradição de um contingente cada vez &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;maior de operários que, se compreendessem a real situação do que &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sucedia, poderiam facilmente organizar-se e tomar o poder que haviam &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;conquistado os empresários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida em que este processo se desenvolvia, os próprios &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;empresários passaram também a competir entre si e o poder econômico &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tornou-se hegemônico sob o controle de poucos monopolistas. Os &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;grandes empresários não somente não repartiam com os operários, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como também não repartiam entre eles próprios. O poder econômico, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cada vez mais monopolista, alcançou proporções mundiais e o mundo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;passou a ser dividido como propriedade particular entre pouquíssimas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pessoas. Surgiu deste modo o fenômeno do imperialismo capitalista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contradição estava em que, à medida em que um número cada vez &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;menor de milionários detentores do poder repartiam o mundo entre si, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estavam também construindo as próprias bases para a destruição de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seu poder. Os atuais partidos de esquerda anunciaram sua fundação &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tendo como objetivo acelerar a derrubada do sistema opressor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão populacional insere-se dentro da mesma lógica que deu &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;origem há um século aos partidos de esquerda, mas parece hoje eles &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não querem ou já não são mais capazes de entender o problema &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fazendo, ao contrário, o próprio jogo do imperialismo que juraram &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;combater. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questões populacionais iniciaram-se no mundo moderno no século &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18, quando o desenvolvimento da ciência promoveu avanços &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;significativos na agricultura, no saneamento público e na medicina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes avanços iniciaram uma drástica diminuição da mortalidade na &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Europa. Esta diminuição da mortalidade promoveu, em &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;conseqüência, o crescimento demográfico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a história mostra que o crescimento demográfico europeu, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;conseqüência da queda da mortalidade humana, logo em seguida veio a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;equilibrar-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A causa foi o mesmo desenvolvimento científico que permitiu, também &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na Europa, depois de mais algumas gerações, o surgimento da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;revolução industrial. A revolução industrial somente ocorreu &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;depois de avanços significativos na agricultura, no saneamento e na &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;medicina, que haviam diminuído a mortalidade na Europa. A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;migração da população camponesa para as cidades e o seu emprego nas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fábricas promoveu um aumento significativo da urbanização que, sem &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;necessidade do uso de métodos de controle de natalidade ou da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;promoção do aborto, fêz com que diminuísse também a natalidade, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;além da mortalidade que já estava em decréscimo. A mortalidade &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;baixa, agora equilibrada com uma natalidade também baixa, fêz com &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que o crescimento populacional zerasse. É fato muito conhecido que na &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;primeira metade do século XX o crescimento populacional da Europa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estava equilibrado e isto era basicamente devido à nova estrutura da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sociedade proporcionadas pelo desenvolvimento da ciência e pela &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;revolução industrial. Se a agricultura, a medicina e o saneamento &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;básico haviam diminuído a mortalidade, por outro lado a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;industrialização e a urbanização haviam diminuído a natalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após a Segunda Guerra Mundial, quando a economia mundial &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estava dominada pelo monopólio centrado nos Estados Unidos e na &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Europa Ocidental, a recém fundada ONU soou para o mundo o alarme &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de que estava havendo uma explosão populacional nos países em &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desenvolvimento, apesar de que o fenômeno já fosse conhecido e estava &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sendo estudado em silêncio pelas grandes fundações americanas. O &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fenômeno estava acontecendo porque os progressos da medicina e do &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;saneamento estavam reduzindo a mortalidade nos países do terceiro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mundo, mas a sua economia agrícola e pouco industrializada era incapaz &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de criar uma estrutura social que favorecesse uma queda da natalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma solução era evidente, mas impensável. Assim como os &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;empresários poderiam dividir os lucros humanamente com os empregados, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os detentores da hegemonia econômica poderia dividir o monopólio do &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desenvolvimento tecnológico com os restantes dos países do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta solução, porém, destruiria a própria estrutura do &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;imperialismo monopolista. Não fazer nada, entretanto, também não &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seria uma solução. Um aumento populacional moderado, por menor que &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fosse, produziria a médio e a longo prazo um mercado econômico nos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;países em desenvolvimento que acabaria se tornando tão grande que &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acabaria por destruir as própria estrutura do monopolismo econômico &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;centrado nos Estados Unidos e na Europa. Era a mesma contradição &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que havia surgido com a industrialização. A ganância dos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;empresários não repartia os lucros com o proletariado, enquanto a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;própria sede de lucro fazia crescer desmedidamente a classe proletária &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de tal modo que chegaria o dia em que ela própria promoveria uma &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;revolução e tomaria o poder. Na questão populacional a ganância &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dos dirigentes da economia jamais os faria repartir equitativamente o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;progresso entre os diversos países mas, enquanto isso, a mesma sede &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de poder promovia uma explosão populacional que acabaria por alterar de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tal modo as dimensões do mercado econômico que acabaria por destruir o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;monopólio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, diversamente do caso do proletariado, o imperialismo monopolista &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tem uma solução simples para a contradição do problema &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;populacional. O imperialismo não pode destruir o proletariado, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque neste caso ninguém irá operar as fábricas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no caso do crescimento populacional o imperialismo pode remover &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;muito facilmente a contradição que o ameaça através da promoção da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;anticoncepção e do aborto e através do financiamento de teses de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;economia como o famoso trabalho "Crescimento Populacional em Países &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de Baixa Renda" de Ansley Coale e Edgar Hoover. Este livro, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;publicado em 1958, financiado pelas organizações Rockefeller e &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pelo Banco Mundial, representou durante 20 anos a última palavra &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nos meios especializados para justificar os programas de controle &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;demográfico e de promoção do aborto no mundo. Em uma linguagem &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;complexa a obra afirma, em última análise, que as altas taxas de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;crescimento populacional fazem com que o elevado número de crianças &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desviem os investimentos em bens de capital para despesas com &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alimentação, moradia e educação e que, portanto, países pobres &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como a Índia se desenvolveriam mais rapidamente se reduzissem as suas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;taxas de crescimento demográfico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os partidos de esquerda, porém, EM VEZ DE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROMOVEREM O CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MODERADO DO MUNDO EM DESENVOLVIMENTO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que, ao contrário do que afirmam Coale e Hoover, é na verdade UM &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FATOR DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TAMBÉM UMA DAS PRINCIPAIS AMEAÇAS AO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IMPERIALISMO MONOPOLISTA, promove, em vez &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;disso, uma política populacional que está levando o Brasil a um &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;crescimento demográfico negativo e ao inverno demográfico, justamente &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma das metas do poder econômico para garantir a geopolítica do &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;monopólio. E tudo isso, executado rigorosamente conforme a cartilha &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dos programas idealizados pela Fundação Ford, revestidos sob o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;manto da emancipação da mulher e dos novos direitos sexuais e &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;reprodutivos, e com direito à condecoração do governo Lula pelos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eminentes serviços prestados à nação pelo IPAS, que não faz &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nada mais do que continuar em todo o mundo em desenvolvimento as &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;políticas hediondas iniciadas pela USAID. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seguinte fato pode ilustrar o quanto esta situação é inédita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1966 John Rockefeller III, querendo envolver as Nações &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unidas em seus planos de controle demográfico, percorreu pessoalmente &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;52 países para colher as assinaturas de seus governantes com a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;finalidade de aprsentar uma DECLARAÇÃO DOS LÍDERES &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUNDIAIS sobre a ameaça populacional que pudesse viabilizar a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;criação do Fundo das Nações Unidas para Atividades &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Populacionais. Hoje, este Fundo (FNUAP) é um dos principais &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;promotores do aborto no mundo e o principal apoiador internacional da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;política do filho único e do aborto obrigatório na China. Na &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;China não existem direitos sexuais e reprodutivos para as mulheres: o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aborto é obrigatório para a mulher a menos que ela obtenha uma &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;licença, raramente concedida, para gerar um segundo filho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carta preparada por Rockefeller em 1966 dizia, entre outras &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;coisas, que &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"ACREDITAMOS QUE O PROBLEMA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POPULACIONAL DEVE SER RECONHECIDO COMO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELEMENTO PRINCIPAL NO PLANEJAMENTO DOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBJETIVOS ECONÔMICOS DAS NAÇÕES. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ACREDITAMOS QUE A MAIORIA DOS PAIS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESEJAM POSSUIR OS MEIOS PARA PLANEJAR &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUAS FAMÍLIAS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ACREDITAMOS QUE O OBJETIVO DO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLANEJAMENTO FAMILIAR É O &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENRIQUECIMENTO DA VIDA HUMANA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ACREDITAMOS QUE A PAZ DEFINITIVA E &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DURADOURA DA HUMANIDADE DEPENDE EM &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRANDE PARTE DE COMO O DESAFIO DO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CRESCIMENTO POPULACIONAL SERÁ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENFRENTADO". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jstor.org/pss/1965194"&gt;http://www.jstor.org/pss/1965194&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Declaração foi assinada pelo governo dos Estados Unidos, da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inglaterra, da Holanda, Japão, Índia, Paquistão, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indonésia, Austrália e mais representantes de um terço de toda a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;população do planeta. Além destes países, John Rockefeller &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;havia enviado a carta também para o Vaticano e para a URSS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vaticano simplesmente não respondeu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A URSS inicialmente respondeu, através de sua missão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;diplomática, que tomaria uma posição definitiva após os devidos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estudos e considerando o pedido como tema de relevância. Algumas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;semanas depois a resposta finalmente veio sob a forma de um telegrama &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enviado a John Rockefeller III. O documento, assinado por &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aleksei Kosygin, na época o presidente do Conselho de Ministros do &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kremlin, agradecia o convite, mas recusava-se a assinar a carta. O &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;motivo alegado, segundo o próprio texto do telegrama, era que &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"SEGUNDO A POSIÇÃO DE NOSSO PAÍS, AS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAUSAS DA GUERRA NÃO RESIDEM NO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CRESCIMENTO POPULACIONAL, MAS SIM NAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POLÍTICAS IMPERIALISTAS DE CERTOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAÍSES". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.documentosepesquisas.com/worldstatement.pdf"&gt;http://www.documentosepesquisas.com/worldstatement.pdf&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DIREITO À VIDA NÃO SE INICIA COM O &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NASCIMENTO. Todo ser humano, nascido ou não nascido, tem &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;direito à vida. O aborto elimina uma vida humana. O ABORTO É &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM ATENTADO CONTRA O MAIS FUNDAMENTAL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOS DIREITOS HUMANOS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imposição internacional do aborto, promovida por fundações &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;internacionais, mesmo contra a opinião pública majoritária dos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;povos, não tem por objetivo a emancipação da mulher. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imposição internacional do aborto obedece a uma nova forma de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;imperialismo que pretende impor-se através de técnicas sofisticadas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de manipulação do comportamento humano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como é descrita nos relatórios da Fundação Ford e está sendo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;executada através das agências das Nações Unidas, a imposição &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;internacional do aborto é, na realidade, a primeira experiência &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;promovida a nível global de manipulação do comportamento através de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;modificações planejadas da estrutura social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ÚNICA MANEIRA DE ENFRENTAR ESTE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESAFIO É ATRAVÉS DA PARTICIPAÇÃO DE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CADA UM DOS CIDADÃOS AOS QUAIS OS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GOVERNANTES REPRESENTAM. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O BRASIL ESTÁ ENFRENTANDO O MAIOR &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATAQUE JÁ DESENCADEADO CONTRA A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIGNIDADE DA VIDA HUMANA QUE JÁ HOUVE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM SUA HISTÓRIA. O problema transcende o próprio Brasil &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e representa o coroamento de investimentos estrangeiros de várias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;décadas que pretendem impor o aborto não só ao Brasil como também a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;toda a América Latina e a todo o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRANSMITA ESTA MENSAGEM A TODOS OS SEUS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTATOS DE SUA LISTA DE ENDEREÇOS, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RECOMENDANDO, COM SUAS PRÓPRIAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PALAVRAS, O SEU ESTUDO E DIVULGAÇÃO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se intimide pelo tamanho desta mensagem. Não existe outra &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;maneira de defender a democracia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JUNTE OUTRAS PESSOAS EM SEU TRABALHO, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM SUA SUA COMUNIDADE OU EM SUA IGREJA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARA A LEITURA, O ESTUDO E A DIVULGAÇÃO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESTA MENSAGEM. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seguinte endereço, promovido por um consórcio latino americano de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;grupos em defesa da vida, pode-se encontrar maior quantidade de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;material para estudos em grupo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.votopelavida.com/"&gt;http://www.votopelavida.com/&lt;/a&gt; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças ao trabalho de todos, segundo dados do SUS o número de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abortos no Brasil tem diminuido, pelo menos nos últimos quatro anos, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a uma taxa de 12% ao ano, a aprovação ao aborto, que já é &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;baixíssima, continua diminuindo ano após ano, e o conhecimento sobre &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o significado e a gravidade da questão da defesa da vida tem crescido a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;olhos vistos em nossa sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a todos pelo imenso bem imenso que estão ajudando a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;promover. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto R. S. Monteiro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. ASSISTA OS VÍDEOS POSTADOS NO YOU &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TUBE SOBRE A PLATAFORMA APRESENTADA NO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENADO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja Católica do Mato Grosso produziu e postou no You Tube &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dois vídeos denunciando a PLATAFORMA PARA A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;amp;v=kQTVPFyuzPM"&gt;http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;amp;v=kQTVPFyuzPM&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;amp;v=ioCmZTnMx0E"&gt;http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;amp;v=ioCmZTnMx0E&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. LEIA AQUI O RESUMO DA PLATAFORMA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;APRESENTADA AO SENADO PARA A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso intuito é reverter o processo de denúncias, humilhações e &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ações judiciais em curso, que atingem tanto mulheres que abortaram &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quanto as trabalhadoras que as atendem e as organizações que lutam &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pela legalização. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As forças reacionárias estão fortes e enraizadas no Estado. No &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Congresso, desde 2008, a organização desses setores vem &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;avançando continuamente. Quatro frentes parlamentares anti-aborto &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;atuam de forma extremamente organizada no Parlamento. Frentes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estaduais de parlamentares começam a ser formadas. No final de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2008, estes setores propuseram uma CPI que não foi &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;implementada, mas parlamentares reacionários e machistas seguem se &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;articulando para sua efetivação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente, projetos de lei retrógrados, contrários aos direitos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;das mulheres, que foram propostos entre 2007 e 2009, tramitam &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no Congresso sob forte pressão para votação. Entre eles, há o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estatuto do Nascituro, que, se aprovado, impedirá a realização &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de abortos até em casos de estupro e criminalizará o debate e luta &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pela legalização. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No inicio do ano de 2010 ocorreram novos fatos que atacaram ainda &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mais a democracia. Setores da direita, entre eles integrantes da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igreja Católica, ruralistas e defensores da ditadura militar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;atacaram frontalmente o Terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(PNDH 3). Dentre os temas criticados por esses setores, está &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o apoio à revisão da legislação punitiva do aborto. O plano, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;elaborado a partir de conferências públicas, foi totalmente &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desqualificado por esses grupos, que querem impor o retrocesso de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;direitos, a subordinação e controle sobre o corpo e a vida das &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os processos eleitorais tem sido momentos em que esses grupos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;conservadores, em nome da falsa defesa da vida, chantageiam &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;candidatas(os) e eleitorado para fazer prevalecer sua visão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ideológica e ampliar as bases conservadoras no poder. Com isso, o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;debate do aborto fica rebaixado para o âmbito judicial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da desinformação generalizada da população, a Assembléia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da Frente, realizada no final de 2009, decidiu pela elaboração &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e difusão de uma Plataforma pela Legalização do Aborto no &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa Plataforma pretende: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Efetivar a proposta de legalização elaborada pela Comissão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tripartite, instituída em 2005 pela Secretaria de Políticas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para as Mulheres, retirando a prática de abortamento do código &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;penal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ampliar o uso do AMIU (Aspiração Manual Intra-uterina) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para aborto até 12 semanas, pois para o início da gravidez este é &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o método seguro para a saúde das mulheres; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assegurar o uso de fármacos, misoprostol ou similares, seguido de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;curetagem quando necessário, para abortos a partir da 12ª semana; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Garantir atendimento rápido, seguro, humanizado e respeitoso às &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mulheres em situação de abortamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Garantir informação sobre a legalização do aborto no âmbito das &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;políticas públicas e ação do governo brasileiro, combatendo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quaisquer formas de cerceamento ao debate; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Refutar a tese de que se pretende legalizar o aborto até o nono &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mês de gestação. Informar a população que ao tratar do aborto &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estamos falando do resultado da interrupção da gravidez até a 22a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;semana de gestação e cujo produto pesa até 500g. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desqualificar o argumento de que legalizar o aborto estimula esta &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;prática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Explicar porque o plebiscito não pode ser usado no caso do aborto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aborto é uma decisão pessoal da mulher, não é uma questão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;plebiscitária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Impedir que organizações religiosas participem na elaboração e &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;controle social das políticas públicas, ou recebam recursos públicos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para ação social que seja orientada por princípios religiosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Impedir a prática do ensino religioso na rede pública de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;educação, e garantir a orientação sexual que inclua a informação &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e distribuição de preservativos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ilegalidade do aborto viola os direitos humanos das mulheres, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bloqueia o exercício do direito de decidir, sua autonomia, impõe a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;maternidade obrigatória e fere a dignidade das mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma mulher deve ser presa, perseguida, humilhada ou maltratada &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por ter feito um aborto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FRENTE NACIONAL CONTRA A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CRIMINALIZAÇÃO DAS MULHERES E PELA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEGALIZAÇÃO DO ABORTO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-8370683121769202074?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/8370683121769202074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=8370683121769202074' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/8370683121769202074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/8370683121769202074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/09/legalizacao-do-aborto-no-brasil-ii.html' title='A legalização do aborto no Brasil II (mensagem de Alberto Monteiro)'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-824934372624149193</id><published>2011-09-17T14:00:00.001-03:00</published><updated>2011-09-17T14:02:47.446-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Vamos todos educar?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Publicado no Jornal&lt;/em&gt; Diário de Sorocaba &lt;em&gt;em 04 de setembro de 2011&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;Educação não é apenas direito do cidadão, mas principalmente seu dever. Cada indivíduo, sem exceção e em qualquer idade, tem de priorizar entre as suas metas e obrigações o requintamento dos valores morais, da inteligência e a conquista e vivência plena da liberdade, sem as quais não se pode experimentar a felicidade verdadeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, não é de agora que se percebe, observando a situação real dos estudantes em nossas escolas, posturas contrárias à responsabilidade pessoal: jovens completamente desinteressados pelo estudo, juntamente com muitos pais ausentes e pouco preocupados com a educação dos filhos. No Brasil, o painel educacional é cada vez mais grave e alarmante, haja vista a crescente falta de vontade dos nossos educandos (guardadas as devidas exceções) em obter conhecimentos “inúteis”, ou seja, voltados simplesmente para o prazer da descoberta e da reflexão, sem aplicação funcional (exatamente aqueles dirigidos para a formação humana integral e definidora da personalidade sadia e de competências genéricas), enquanto boa parte dos pais, confusos e desorientados no meio do furacão nebuloso e frívolo oferecido em desmedida pelo mundo contemporâneo, não consegue meios de estimular seus descendentes a progredir a cata de novos horizontes instigantes e abrangentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O adolescente – cuja fase juvenil é a mais difícil e conturbada – não consegue sozinho visualizar o quão importante são os estudos que realiza nessa etapa vital, tanto na escola como em outras instituições de ensino que por ventura frequente. Ele não enxerga o quanto seu ser é enriquecido e aprimorado pelo labor intelectual, sem dúvida um benefício impagável e intransferível na travessia do engrandecimento do espírito, algo incrivelmente além da simplista tecnicização do conhecimento, proposta essa que, se tomada isoladamente, irá deixando-o à margem das dimensões da vida em proveito apenas da concretização de habilidades voltadas ao trabalho. O saber adquirido, seja nos institutos de ensino ou no regalo familiar, se destina à totalidade da pessoa humana, e não pode se reduzir, sob nenhuma condição, para a mera instrumentalização em favor da atividade profissional sem levar em conta os demais componentes da existência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais triste, porém, é a falta de envolvimento de muitos adultos nesse processo vital para a constituição de uma pessoa de bem, completa e preparada para enfrentar dificuldades em todos os campos. Quando a negligência e a escassez de boa intenção tomam assento no costume dos adultos, sejam pais ou responsáveis legais, não é possível exigir muito dos filhos, e com isso os resultados posteriores serão fatalmente prejudiciais para eles. Toda experiência de vida individual passa necessariamente por uma série de aprendizados, e se faltar nessa passagem um comprometimento ajuizado e perspicaz, por parte do aprendente e de seus acompanhantes e auxiliares, essa expectativa de abertura ao conhecimento pode se perder de forma irrecuperável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estimados pais: educar um filho não é apenas encaminhá-lo para outros fazerem o serviço; educação não pode ser terceirizada. Educar é oferecer cuidado, no sentido mais pleno que essa palavra possa ter. Cuidar de um jovem é saber orientá-lo e acompanhar com dedicação as alegrias e obstáculos, anseios e decepções a assaltá-lo durante seus “anos dourados” de desvendamentos e aprendizagens. Sobretudo, educar é “abrir a cabeça” do jovem para pensar o futuro, fazendo-o entender a importância de se preparar o melhor possível para beneficiar a si próprio e a todos os seus no decorrer da jornada vital. Com paciência, vontade e atenção dadas ao processo educacional da juventude, em toda a sua extensão, certamente a sociedade inteira vai se favorecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o momento de todos fazermos a nossa parte para mudar o lamentável quadro dos estudantes e aprendentes brasileiros, dedicando uma atenção especial ao preparo escolar e cívico dos jovens. Somos nós – país, educadores e formadores em geral – os semeadores da juventude de hoje, e se nosso trabalho for realizado da maneira certa, com bom senso e solicitude, os adultos de amanhã serão homens e mulheres dignos de honra e admiração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-824934372624149193?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/824934372624149193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=824934372624149193' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/824934372624149193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/824934372624149193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/09/vamos-todos-educar-publicado-no-jornal.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-1759185484617625452</id><published>2011-09-04T13:08:00.001-03:00</published><updated>2011-09-04T13:09:18.129-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Arte e experiência religiosa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicado na Revista &lt;/em&gt;Pietá&lt;em&gt;, edição de setembro de 2011&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A religião não é apenas o meio de unir Deus à criatura pelo intermédio de ritos, ensinamentos e práticas espirituais; é também um movimento racional de autoconhecimento. O homem, ao se aproximar do divino, pode fazê-lo sem dimensionar o seu envolvimento com tal experiência, permanecendo sempre como um estranho diante Daquele que admira (nesse caso se utilizando largamente de fórmulas vagas e gestos vazios, sem verdadeira entrega), mas o esperado de todo aquele que deseje aprofundar sua vivência de fé, é a contemplação total, sincera e interiormente motivada pela confiança, fruto da união livre e desinteressada, o que requer uma postura de abertura à própria existência e a perspectiva de mudança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte, tal como a religião, expressa sempre, ainda que por vias indiretas e pouco esclarecedoras, o estado da alma humana. Mesmo o mais simples objeto escultural pode transmitir ao espectador perspicaz e de sensibilidade aguçada, os toques sutis (particulares do indivíduo-artista) a compor não apenas uma forma material, mas toda uma complexa concepção de beleza, composta pela organização de elementos selecionados “a dedo” pela mente criadora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arte e religião possuem ainda outro ponto em comum: tornam evidente ao íntimo de cada ser humano a necessária atitude de “sair de si” (da exclusividade de sua própria situação, do egoísmo e da autossuficiência) e perceber o mundo a sua volta, as angústias e sofrimentos das outras pessoas, praticamente invisíveis no dia-a-dia da turbulenta vida de cada um. Se uma obra artística ou a experiência religiosa não gerarem nas pessoas uma mudança de perspectiva, não as fizerem refletir nada, não produzirem quaisquer sentimentos renovadores, então deixaram de cumprir sua “missão” mais importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda tem mais uma aproximação possível. A religião e a arte se unem na contemplação da beleza, associada ao mergulho edificante na realidade sagrada, ou na sacralidade do mundo. O filósofo Vilém Flusser apresenta claramente essa relação no seu escrito Da Religiosidade: “Chamei de religiosa a busca de beleza (...) esta se torna sinônimo do resplandecer do sacro, da hierofania. O presente ocidental, no qual estamos mergulhados, carece de beleza, porque está agastado da proximidade do sacro”. Quando uma criação artística, de origem religiosa ou não, nos faz sentir emoções novas, acompanhadas de novos pensamentos sobre qualquer coisa, ela eleva um pouco mais nossa alma para além do lugar-comum da nossa morada, e isso acarreta num engrandecimento pessoal e na conquista de novas visões de mundo. O belo transparece nessa elevação espiritual, na melhora da nossa capacidade de enxergar a realidade e, numa associação direta com a religião, agir para modificar o que é preciso, preservar aquilo que é bom e celebrar todos os acontecimentos essenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte, como reflexo da condição humana, torna-se bastante próxima da experiência religiosa, embora elas tenham as suas características próprias. Mas as duas são fundamentais para o homem crescer em aspectos indispensáveis do seu viver – como a sensibilidade atuante e o conhecimento de si – sem os quais não se pode prosperar e fazer a diferença nesta terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-1759185484617625452?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/1759185484617625452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=1759185484617625452' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/1759185484617625452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/1759185484617625452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/09/arte-e-experiencia-religiosa-publicado.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-3578524820644955036</id><published>2011-08-30T19:01:00.000-03:00</published><updated>2011-08-30T19:01:27.772-03:00</updated><title type='text'>A legalização do aborto no Brasil (Mensagem de Alberto Monteiro)</title><content type='html'>A TODOS OS QUE COMPREENDEM O VALOR DA VIDA HUMANA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta feira, dia 18 de agosto de 2011, a Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto, reuniu-se em plenária nas dependências do Senado Nacional, em Brasília. Em seguida, convocadas pela Senadora Senadora Lídice da Mata, com o apoio da senadora Ângela Portela, do PT de Roraima, e da senadora Ana Rita, do PT do Espírito Santo, a Articulação de Mulheres Brasileiras, a Marcha Mundial de Mulheres, a Liga Brasileira de Lésbicas, a União Nacional dos Estudantes e a Central Única dos Trabalhadores, apresentaram ao Senado, em audiência pública realizada no Auditório Petrônio Portela do Senado Federal, o documento da PLATAFORMA PARA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL. A Plataforma pretende retomar "A PROPOSTA DE LEGALIZAÇÃO ELABORADA PELA COMISSÃO TRIPARTITE, INSTITUÍDA EM 2005 PELA SECRETARIA DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES, RETIRANDO A PRÁTICA DE ABORTAMENTO DO CÓDIGO PENAL", isto é, o infame projeto elaborado pelo Governo Lula que pretendia tornar o aborto legal durante todos os nove meses da gravidez. A Plataforma pretende ainda "IMPEDIR QUE ORGANIZAÇÕES RELIGIOSAS PARTICIPEM NA ELABORAÇÃO E CONTROLE SOCIAL DAS POLÍTICAS PÚBLICAS, OU RECEBAM RECURSOS PÚBLICOS PARA AÇÃO SOCIAL QUE SEJA ORIENTADA POR PRINCÍPIOS RELIGIOSOS", e pretende também "GARANTIR A ORIENTAÇÃO SEXUAL" nas escolas e "IMPEDIR A PRÁTICA DO ENSINO RELIGIOSO NA REDE PÚBLICA DE EDUCAÇÃO". Peço, com urgência, nesta mensagem, aos que a receberem, que ENVIEM E-MAILS OU FAXES, E QUE TELEFONEM AOS GABINETES DOS SENADORES PARA PEDIR-LHES QUE SE MANIFESTEM NO PLENÁRIO DO SENADO, ESCLARECENDO QUE ESTAS POSIÇÕES NÃO REPRESENTAM O PENSAMENTO DO POVO BRASILEIRO, MAS DE FUNDAÇÕES INTERNACIONAIS QUE FINANCIAM ESTAS ONGS E QUE QUEREM IMPOR AO PAÍS E AO MUNDO O RECONHECIMENTO DO ASSASSINATO DE INOCENTES COMO UM NOVO DIREITO HUMANO. A seguir todos os detalhes do que está acontecendo, bem como a lista de telefones e mails dos senadores da República. Agradeço a todos pelo bem que estão ajudando a promover. Alberto R. S. Monteiro ============================================&lt;br /&gt;&amp;nbsp;MENSAGEM PRINCIPAL ============================================ &lt;br /&gt;Conforme havia sido anunciado pela Senadora Marta Suplicy, as organizações que promovem o reconhecimento do aborto como um direito humano no Brasil, pesadamente financiadas por um conglomerado de fundações norte americanas, estão voltando o foco de suas atenções para o Senado Federal. Dois dias após o término das eleições de 2010, ao ser questionada por uma repórter sobre "AS CHANCES, DEPOIS DO QUE ACONTECEU NAS ELEIÇÕES DE 2010, DO PT RETOMAR BANDEIRAS HISTÓRICAS COMO O DIREITO AO ABORTO E AO CASAMENTO GAY" a senadora Suplicy respondeu: "CERTAMENTE A PRIORIDADE DO GOVERNO PASSARÁ LONGE DISSO, E A PRESIDENTE DILMA SE COMPROMETEU E NÃO FARÁ NENHUM GESTO NESTE SENTIDO. PORÉM O CONGRESSO É OUTRA COISA, E PROVAVELMENTE DEVERÁ RECUPERAR [O TEMA]". &lt;a href="http://www.documentosepesquisas.com/suplicy.wmv"&gt;http://www.documentosepesquisas.com/suplicy.wmv&lt;/a&gt; Nesta quinta feira passada, dia 18 de agosto de 2011, a Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto, reuniu em Brasilia, nas dependências do Congresso Nacional, as representantes de diversas ONGs que promovem a legalização do aborto no Brasil, para a realização de uma plenária. Em seguida as representantes das organizações seguiram para umadiência pública, convocada pela Senadora Lídice da Mata, do PT da Bahia, com o apoio da senadora Ângela Portela, do PT de Roraima, e da senadora Ana Rita, do PT do Espírito Santo, realizada no Auditório Petrônio Portela do Senado Federal. O tema da audiência, conforme a convocação oficial, era um "DEBATE SOBRE OS DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS DAS MULHERES." &lt;a href="http://legis.senado.gov.br/sil-pdf/Comissoes/Permanentes/CDHSPDM/Pautas/20110818SC005.pdf"&gt;http://legis.senado.gov.br/sil-pdf/Comissoes/Permanentes/CDHSPDM/Pautas/20110818SC005.pdf&lt;/a&gt; Durante a audiência, representantes de várias ONGs, entre as quais entre as quais a Articulação de Mulheres Brasileiras, a Marcha Mundial de Mulheres, a Liga Brasileira de Lésbicas, a União Nacional dos Estudantes e a Central Única dos Trabalhadores, apresentaram aos sernadores o documento da PLATAFORMA PARA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL. &lt;a href="http://www.senado.gov.br/noticias/movimento-de-mulheres-critica-projetos-de-lei-contrarios-a-interesses-femininos.aspx"&gt;http://www.senado.gov.br/noticias/movimento-de-mulheres-critica-projetos-de-lei-contrarios-a-interesses-femininos.aspx&lt;/a&gt; O documento da Plataforma, distribuído no Senado, mas não divulgado pelos meios de comunicação, afirma, entre outras coisas, que pretende-se retomar, no Brasil, "A PROPOSTA DE LEGALIZAÇÃO ELABORADA PELA COMISSÃO TRIPARTITE, INSTITUÍDA EM 2005 PELA SECRETARIA DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES, RETIRANDO A PRÁTICA DE ABORTAMENTO DO CÓDIGO PENAL", isto é, o infame projeto elaborado pelo Governo Lula, apresentado sob a forma do substitutivo do PL 1135/91, que pretendia tornar o aborto legal durante todos os nove meses da gravidez, uma vez que, removido do Código Penal todas as figuras do crime de aborto, não haverá, no ordenamento jurídico brasileiro, qualquer tipificação de crime contra a vida antes do nascimento. A Plataforma insiste, porém, paradoxalmente, em "REFUTAR A TESE DE QUE SE PRETENDE LEGALIZAR O ABORTO ATÉ O NONO MÊS DE GESTAÇÃO". A Plataforma afirma também que o aborto é apenas "O RESULTADO DA INTERRUPÇÃO DA GRAVIDEZ ATÉ A 22ª SEMANA DE GESTAÇÃO E CUJO PRODUTO PESA ATÉ 500 GRAMAS", discriminando o nascituro e ignorando que estamos falando de um ser humano já completamente foremado, dotado do mesmo direito inalienável à vida que qualquer outro ser humano. e não um simples produto que pesa até 500 gramas, A Plataforma pretende ainda "IMPEDIR QUE ORGANIZAÇÕES RELIGIOSAS PARTICIPEM NA ELABORAÇÃO E CONTROLE SOCIAL DAS POLÍTICAS PÚBLICAS, OU RECEBAM RECURSOS PÚBLICOS PARA AÇÃO SOCIAL QUE SEJA ORIENTADA POR PRINCÍPIOS RELIGIOSOS", e pretende também "GARANTIR A ORIENTAÇÃO SEXUAL" nas escolas e "IMPEDIR A PRÁTICA DO ENSINO RELIGIOSO NA REDE PÚBLICA DE EDUCAÇÃO". Nesta mensagem descrevo com detalhes o que está acontecendo. Ofereço um resumo da Plataforma para a Legalização do Aborto no Brasil que foi distribuída no Senado mas não divulgada pelos meios de comunicação e coloco os links para comprovar a veracidade das afirmações feitas e da convocação das ONGs realizada pelo próprio Senado. Os grandes financiadores do aborto no mundo não são as ONGs feministas, mas as fundações internacionais vinculadas a grandes multinacionais, as quais não estão interessadas na promoção da mulher, mas sim no controle do crescimento populacional. Mais recentemente estas mesmas fundações transformaram a imposição do aborto no mundo na primeira grande experiência global de controle do comportamento humano, uma consequencia lógica do que eram inicialmente os objetivos iniciais do movimento, quando em 1952 foi dado o primeiro passo neste direção pelas organizações Rockefeller. BAIXE, IMPRIMA, ESTUDE E DIVULGUE OS SEGUINTES DOCUMENTOS PARA CONSCIENTIZAR OS BRASILEIROS SOBRE A GRAVIDADE DESTAS AFIRMAÇÕES. Leia como a Fundação Ford traçou toda a nova estratégia, iniciada a partir dos anos 90, para promover o aborto, de criação e difusão de direitos sexuais e reprodutivos, com a finalidade de alcançar o controle do crescimento populacional, em um documento elaborado pela própria Fundação. Agora a doutrina dos direitos sexuais e reprodutivos está sendo apresentada no Senado brasileiro como se fosse uma conquista das próprias mulheres. O documento original está no endereço: &lt;a href="http://www.votopelavida.com/fordfoundationur"&gt;http://www.votopelavida.com/fordfoundationur&lt;/a&gt; 1990.pdf Uma versão resumida em português encontra-se em: &lt;a href="http://www.votopelavida.com/fundacaoford1990.pdf"&gt;http://www.votopelavida.com/fundacaoford1990.pdf&lt;/a&gt; Veja aqui como a mesma Fundação Ford, e outras organizações similares, financiam a difusão do aborto na América Latina: &lt;a href="http://www.documentosepesquisas.com/financiamento-internacional-do-aborto.pdf"&gt;http://www.documentosepesquisas.com/financiamento-internacional-do-aborto.pdf&lt;/a&gt; Veja também aqui o relatório original da Fundação MacArthur sobre o seu projeto de 36 milhões de dólares para promover a legalização do aborto no Brasil: &lt;a href="http://www.votopelavida.com/macarthurlessonslearned.pdf"&gt;http://www.votopelavida.com/macarthurlessonslearned.pdf&lt;/a&gt; Já o seguinte documento comenta em detalhes, e em portugues, o trabalho da Fundação MacArthur no Brasil e como o governo do presidente Lula apresentou ao Congresso Nacional em 2005 um projeto de lei que deveria ter legalizado, sem que o povo se tivesse dado conta, o aborto durante todos os nove meses da gravidez, o mesmo projeto que pretende agora ser retomado, com o apoio do Senado brasileiro, pela PLATAFORMA PARA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL: &lt;a href="http://www.votopelavida.com/defesavidabrasil.pdf"&gt;http://www.votopelavida.com/defesavidabrasil.pdf&lt;/a&gt; ESTUDE E DIVULGUE ESTES DOCUMENTOS. SOMENTE DESTA MANEIRA SERÁ POSSÍVEL DEFENDER A DEMOCRACIA BRASILEIRA. O leitor poderá entender, por estes documentos, como se promove a derrocada dos valores fundamentais de uma democracia e como o povo, quando não promove o estudo destas questões, torna-se vítima de todo tipo de ideologia. Isto pode ser exemplificado inclusive na própria atitude do movimento feminista brasileiro. Qualquer pessoa poderá perceber que a linguagem utilizada pela PLATAFORMA PARA A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL é a linguagem típica das organizações de esquerda. Estas organizações, que assinam o documento, deveriam supostamente estar denunciando o imperialismo capitalista, mas na realidade estão ingenuamente sendo conduzidos por ele e promovendo a mesma agenda contra a qual afirmam lutar, enquanto perdem tempo e entendimento acusando de reacionários os que defendem a dignidade da vida humana e denunciam os verdadeiros propósitos que estão por detrás das políticas da promoção do aborto. A esquerda não pode basear suas bandeiras em concepções originárias de uma época em que a ciência não era capaz de compreender como era a vida antes do nascimento. As evidências oferecidas hoje pela ciência mostram, de um modo cada vez mais claro, que a vida antes do nascimento é tão humana quanto a vida depois do nascimento. Não faz sentido chamar o nascituro aos cinco meses de gestação como um produto de 500 gramas e depois rotular os outros de reacionários. Não se pode ir contra o desenvolvimento da ciência. Ao fazer fazer isto, e apegando-se a concepções retrógradas como se fossem o produto da evolução da ciência, é a própria esquerda que perde credibilidade diante do povo. A esquerda também não pode ir contra a percepção geral das mulheres. A defesa da dignidade da vida humana antes do nascimento não é uma posição machista. O aborto agride a natureza da mulher justamente porque o nascituro é um ser humano. A maioria das mulheres brasileiras não é apenas contra o aborto. A maioria das mulheres que praticaram o aborto também arrependeu-se amargamente de tê-lo feito. Só as feministas é que não sabem disso. Isto mostra que a maioria das mulheres que praticaram o aborto o fizeram enganadas por uma propaganda falsa, fomentada e financiada pelo capitalismo internacional, e agiram contra si mesmas ao fazê-lo. A esquerda, ao apoiar o aborto, está na realidade indo contra a natureza das mulheres e a conseqüência disto será a perda de uma parcela cada vez maior do eleitorado. A esquerda se ilude, ademais, ao pretender destruir a Igreja enfrentando-a justamente na questão do aborto. Tanto a Igreja Católica e como os evangélicos jamais abandonarão a oposição ao aborto. Se a Igreja estivesse errada e o nascituro realmente NÃO fosse um ser humano, a esquerda poderia até destruir a Igreja valendo-se da bandeira do aborto. Mas se a evidência da ciência e a maioria das mulheres estão, neste ponto, do lado da Igreja, a esquerda, ao levantar a bandeira do aborto, somente conseguirá fortalecer cada vez mais a posição da Igreja. Se depois a esquerda verifica que está perdendo o apoio do eleitorado por causa do tema aborto, não será porque as supostas forças reacionárias da direita estarão dominando o cenário político, mas porque foi a própria esquerda que terá fortalecido seus adversários. A bandeira do aborto não é um bom negócio para a esquerda. O aborto somente interessa de fato ao imperialismo capitalista. O crescimento demográfico moderado tende a minar os fundamentos da economia monopolista. Ao fazer o jogo do capitalismo e apresentar documentos programáticos como a PLATAFORMA PARA A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL, a esquerda dinamita as suas próprias bases e passa para o público a imagem de dogmática, intolerante e reacionária, justamente aquela imagem que ela está buscando atribuir aos seus opositores. O aborto é, em última análise, uma batalha perdida, tanto para o capitalismo como para a esquerda. Não há poder no mundo que possa contrapor-se à evidência crescente da ciência, à natureza das mulheres e, ainda por cima, para obter a vitória final, tenha que passar por cima do cadáver da Igreja Católica, que sobrevive há mais milênios do que qualquer outro sistema. Mas, pelo menos enquanto o jogo ainda dura, o aborto é um bom negócio para o capitalismo. Não o é, porém, para a esquerda. Desde o primeiro momento, a esquerda só tem a perder com a bandeira do aborto. Para os que precisam mais de credibilidade do que de recursos, aventurar-se na contra mão da história é uma estratégia suicida. PEÇO AOS QUE A RECEBEREM ESTA MENSAGEM QUE ENVIEM E-MAILS E TELEFONEM AOS GABINETES DOS SENADORES PARA PEDIR-LHES, COM A EDUCAÇÃO E RESPEITO QUE CONVÉM AOS REPRESENTANTES ELEITOS DO POVO BRASILEIRO, QUE MANIFESTEM CLARAMENTE, ao tomarem a palavra no plenário do Senado, QUE ESTAS POSIÇÕES NÃO REPRESENTAM O PENSAMENTO DO POVO BRASILEIRO QUE OS ELEGEU, MAS DE ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS QUE QUEREM IMPOR AO PAÍS E AO MUNDO O RECONHECIMENTO DO ASSASSINATO DE INOCENTES COMO UM NOVO DIREITO HUMANO. Buscarei manter a todos informados sobre o desenvolvimento dos acontecimentos em seguida às mensagens que estou enviando. Agradeço a todos pelo grande bem que estão ajudando a promover. Alberto R. S. Monteiro ============================================ 1. PRINCIPAIS REFERÊNCIAS 2. PLATAFORMA PARA A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL - CONDENSADO 3. COMO MANIFESTAR-SE DEMOCRATICAMENTE 4. MAILS DO SENADO BRASILEIRO 5. TELEFONES DO SENADO BRASILEIRO ============================================ &lt;br /&gt;1. PRINCIPAIS REFERÊNCIAS ============================================ &lt;br /&gt;O documento oficial do Senado contendo a convocação da Audiência Pública, nos termos do Requerimento nº 7, de 2011, da Subcomissão Permanente em Defesa da Mulher da Comissão de Direitos Humanos do Senado, de autoria da Senadora Lídice da Mata do PT da Bahia, "PARA DEBATER OS DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS DAS MULHERES", encontra-se no endereço &lt;a href="http://legis.senado.gov.br/sil-pdf/Comissoes/Permanentes/CDHSPDM/Pautas/20110818SC005.pdf"&gt;http://legis.senado.gov.br/sil-pdf/Comissoes/Permanentes/CDHSPDM/Pautas/20110818SC005.pdf&lt;/a&gt; A Agencia Senado de Notícias divulgou os seguintes informes a respeito do evento: 1. MOVIMENTO DE MULHERES CRITICA PROJETOS DE LEI CONTRÁRIOS A INTERESSES FEMININOS: &lt;a href="http://www.senado.gov.br/noticias/movimento-de-mulheres-critica-projetos-de-lei-contrarios-a-interesses-femininos.aspx"&gt;http://www.senado.gov.br/noticias/movimento-de-mulheres-critica-projetos-de-lei-contrarios-a-interesses-femininos.aspx&lt;/a&gt; 2. ILEGALIDADE DO ABORTO PREJUDICA MULHERES POBRES E NEGRAS, AVALIAM PARTICIPANTES DE AUDIÊNCIA: &lt;a href="http://www.senado.gov.br/noticias/ilegalidade-do-aborto-prejudica-mulheres-pobres-e-negras-avaliam-participantes-de-audiencia.aspx"&gt;http://www.senado.gov.br/noticias/ilegalidade-do-aborto-prejudica-mulheres-pobres-e-negras-avaliam-participantes-de-audiencia.aspx&lt;/a&gt; A primeira notícia afirma claramente que a autoridade que convocou a audiência com as ONGs feministas, a senadora Lídice da Mata do PT da Bahia, declarou que o debate sobre "A QUEM PERTENCE O CORPO DA MULHER", ou seja, o debate sobre o aborto, "ESTÁ NA RAIZ DE TODA A DISCRIMINAÇÃO CONTRA AS MULHERES" e que a "DISCUSSÃO SOBRE A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO CONGRESSO DEVE OCORRER COM A MESMA LIBERDADE QUE QUALQUER OUTRO TEMA DE REPERCUSSÃO NACIONAL". A mesma notícia afirma que, durante a audiência, a senadora Ângela Portela (PT-RR), presidente da Comissão, saudou como uma conquista o acordo recém firmado entre entre as ferministas e o "MINISTÉRIO DA SAÚDE NAS ÁREAS DE GÊNERO, SAÚDE SEXUAL E DIREITOS REPRODUTIVOS", e que estes avanços também foram saudados pela senadora Ana Rita (PT-ES). Além da Agência Senado, o evento foi também noticiado pelo Correio do Brasil: COM LEGALIZAÇÃO DISTANTE, FRENTE PRÓ-ABORTO QUER CONTER RETROCESSOS &lt;a href="http://correiodobrasil.com.br/com-legalizacao-distante-frente-pro-aborto-quer-conter-retrocessos/286083/"&gt;http://correiodobrasil.com.br/com-legalizacao-distante-frente-pro-aborto-quer-conter-retrocessos/286083/&lt;/a&gt; A PLATAFORMA PARA A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL, distribuída no Senado pelas ONGs feministas, circulou apenas dentro so Senado e não foi divulgada por nenhum meio de comunicação. A seguir apresentamos um condensado do documento. ============================================ &lt;br /&gt;2. PLATAFORMA PARA A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL - CONDENSADO &lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;Nosso intuito é reverter o processo de denúncias, humilhações e ações judiciais em curso, que atingem tanto mulheres que abortaram quanto as trabalhadoras que as atendem e as organizações que lutam pela legalização. As forças reacionárias estão fortes e enraizadas no Estado. No Congresso, desde 2008, a organização desses setores vem avançando continuamente. Quatro frentes parlamentares anti-aborto atuam de forma extremamente organizada no Parlamento. Frentes estaduais de parlamentares começam a ser formadas. No final de 2008, estes setores propuseram uma CPI que não foi implementada, mas parlamentares reacionários e machistas seguem se articulando para sua efetivação. Paralelamente, projetos de lei retrógrados, contrários aos direitos das mulheres, que foram propostos entre 2007 e 2009, tramitam no Congresso sob forte pressão para votação. Entre eles, há o Estatuto do Nascituro, que, se aprovado, impedirá a realização de abortos até em casos de estupro e criminalizará o debate e luta pela legalização. No inicio do ano de 2010 ocorreram novos fatos que atacaram ainda mais a democracia. Setores da direita, entre eles integrantes da Igreja Católica, ruralistas e defensores da ditadura militar atacaram frontalmente o Terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3). Dentre os temas criticados por esses setores, está o apoio à revisão da legislação punitiva do aborto. O plano, elaborado a partir de conferências públicas, foi totalmente desqualificado por esses grupos, que querem impor o retrocesso de direitos, a subordinação e controle sobre o corpo e a vida das mulheres. Os processos eleitorais tem sido momentos em que esses grupos conservadores, em nome da falsa defesa da vida, chantageiam candidatas(os) e eleitorado para fazer prevalecer sua visão ideológica e ampliar as bases conservadoras no poder. Com isso, o debate do aborto fica rebaixado para o âmbito judicial. Diante da desinformação generalizada da população, a Assembléia da Frente, realizada no final de 2009, decidiu pela elaboração e difusão de uma Plataforma pela Legalização do Aborto no Brasil. Essa Plataforma pretende: - Efetivar a proposta de legalização elaborada pela Comissão Tripartite, instituída em 2005 pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, retirando a prática de abortamento do código penal. - Ampliar o uso do AMIU (Aspiração Manual Intra-uterina) para aborto até 12 semanas, pois para o início da gravidez este é o método seguro para a saúde das mulheres; - Assegurar o uso de fármacos, misoprostol ou similares, seguido de curetagem quando necessário, para abortos a partir da 12ª semana; - Garantir atendimento rápido, seguro, humanizado e respeitoso às mulheres em situação de abortamento. - Garantir informação sobre a legalização do aborto no âmbito das políticas públicas e ação do governo brasileiro, combatendo quaisquer formas de cerceamento ao debate; - Refutar a tese de que se pretende legalizar o aborto até o nono mês de gestação. Informar a população que ao tratar do aborto estamos falando do resultado da interrupção da gravidez até a 22a semana de gestação e cujo produto pesa até 500g. - Desqualificar o argumento de que legalizar o aborto estimula esta prática. - Explicar porque o plebiscito não pode ser usado no caso do aborto. O aborto é uma decisão pessoal da mulher, não é uma questão plebiscitária. - Impedir que organizações religiosas participem na elaboração e controle social das políticas públicas, ou recebam recursos públicos para ação social que seja orientada por princípios religiosos. - Impedir a prática do ensino religioso na rede pública de educação, e garantir a orientação sexual que inclua a informação e distribuição de preservativos. A ilegalidade do aborto viola os direitos humanos das mulheres, bloqueia o exercício do direito de decidir, sua autonomia, impõe a maternidade obrigatória e fere a dignidade das mulheres. Nenhuma mulher deve ser presa, perseguida, humilhada ou maltratada por ter feito um aborto. FRENTE NACIONAL CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DAS MULHERES E PELA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO ============================================ &lt;br /&gt;3. COMO MANIFESTAR-SE DEMOCRATICAMENTE ============================================ &lt;br /&gt;Venho pedir a todos os que entendem a importância do valor da vida e da preservação da democracia que escrevam, telefonem e enviem faxes aos senadores brasileiros, pedindo, em nome de nosso povo, que reconhece claramente que o aborto não é um direito humano, mas o assassinato de um inocente, que, ao assumirem a tribuna no Plenário do Senado, manifestem claramente que as posições da PLATAFORMA PARA A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL não representam o pensamento do povo brasileiro que os elegeu, e sim DE ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS QUE QUEREM IMPOR AO PAÍS E AO MUNDO O RECONHECIMENTO DO ASSASSINATO DE INOCENTES COMO UM NOVO DIREITO HUMANO. Peço também a todos os que escreverem e se manifestarem, que o façam sem faltar com a clareza, MAS SEM FALTAR COM O RESPEITO DEVIDO A QUEM É A PRINCIPAL AUTORIDADE EM EXERCÍCIO NO PAÍS. Lembro o quanto é mais importante enviar um FAX ou fazer um telefonema do que apenas enviar um e-mail, que pode ser facilmente deletado dos computadores. O BRASIL ESTÁ ENFRENTANDO O MAIOR ATAQUE JÁ DESENCADEADO CONTRA A DIGNIDADE DA VIDA HUMANA QUE JÁ HOUVE EM SUA HISTÓRIA. O problema transcende o próprio Brasil e representa o coroamento de investimentos estrangeiros de várias décadas que pretendem impor o aborto não só ao Brasil como também a toda a América Latina e a todo o mundo. Agradeço a todos pelo grandíssimo bem que estão ajudando a fazer. O EXTRAORDINÁRIO TRABALHO DE CADA UM TEM IMPEDIDO EFETIVAMENTE QUE UM GENOCÍDIO INTERNACIONALMENTE PLANEJADO SE ESTENDA PARA TODA A AMÉRICA LATINA. Continuaremos informando a todos o desenrolar dos acontecimentos e as posições assumidas pelos senadores. Em seguida encontram-se os mails e telefones dos Senadores da República. ============================================ &lt;br /&gt;4. MAILS DO SENADO BRASILEIRO ============================================ &lt;a href="mailto:acir@senador.gov.br"&gt;acir@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:aecio.neves@senador.gov.br"&gt;aecio.neves@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:alfredo.nascimento@senador.gov.br"&gt;alfredo.nascimento@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:aloysionunes.ferreira@senador.gov.br"&gt;aloysionunes.ferreira@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:alvarodias@senador.gov.br"&gt;alvarodias@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:ana.amelia@senadora.gov.br"&gt;ana.amelia@senadora.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:ana.rita@senadora.gov.br"&gt;ana.rita@senadora.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:angela.portela@senadora.gov.br"&gt;angela.portela@senadora.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:anibal.diniz@senador.gov.br"&gt;anibal.diniz@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:antoniocarlosvaladares@senador.gov.br"&gt;antoniocarlosvaladares@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:antonio.russo@senador.gov.br"&gt;antonio.russo@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:armando.monteiro@senador.gov.br"&gt;armando.monteiro@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:ataides.oliveira@senador.gov.br"&gt;ataides.oliveira@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:benedito.lira@senador.gov.br"&gt;benedito.lira@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:blairomaggi@senador.gov.br"&gt;blairomaggi@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:casildomaldaner@senador.gov.br"&gt;casildomaldaner@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:cicero.lucena@senador.gov.br"&gt;cicero.lucena@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:ciro.nogueira@senador.gov.br"&gt;ciro.nogueira@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:clesio.andrade@senador.gov.br"&gt;clesio.andrade@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:cristovam@senador.gov.br"&gt;cristovam@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:cyro.miranda@senador.gov.br"&gt;cyro.miranda@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:delcidio.amaral@senador.gov.br"&gt;delcidio.amaral@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:demostenes.torres@senador.gov.br"&gt;demostenes.torres@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:eduardo.amorim@senador.gov.br"&gt;eduardo.amorim@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:eduardo.braga@senador.gov.br"&gt;eduardo.braga@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:eduardo.suplicy@senador.gov.br"&gt;eduardo.suplicy@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:ecafeteira@senador.gov.br"&gt;ecafeteira@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:eunicio.oliveira@senador.gov.br"&gt;eunicio.oliveira@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:fernando.collor@senador.gov.br"&gt;fernando.collor@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:flexaribeiro@senador.gov.br"&gt;flexaribeiro@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:francisco.dornelles@senador.gov.br"&gt;francisco.dornelles@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:garibaldi@senador.gov.br"&gt;garibaldi@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:geovaniborges@senador.gov.br"&gt;geovaniborges@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:gim.argello@senador.gov.br"&gt;gim.argello@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:humberto.costa@senador.gov.br"&gt;humberto.costa@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:inacioarruda@senador.gov.br"&gt;inacioarruda@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:jarbas.vasconcelos@senador.gov.br"&gt;jarbas.vasconcelos@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:jayme.campos@senador.gov.br"&gt;jayme.campos@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:joao.alberto@senador.gov.br"&gt;joao.alberto@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:joaodurval@senador.gov.br"&gt;joaodurval@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:j.v.claudino@senador.gov.br"&gt;j.v.claudino@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:jorgeviana.acre@senador.gov.br"&gt;jorgeviana.acre@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:jose.agripino@senador.gov.br"&gt;jose.agripino@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:gab.josepimentel@senado.gov.br"&gt;gab.josepimentel@senado.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:sarney@senador.gov.br"&gt;sarney@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:katia.abreu@senadora.gov.br"&gt;katia.abreu@senadora.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:lidice.mata@senadora.gov.br"&gt;lidice.mata@senadora.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:lindbergh.farias@senador.gov.br"&gt;lindbergh.farias@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:lobaofilho@senador.gov.br"&gt;lobaofilho@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:lucia.vania@senadora.gov.br"&gt;lucia.vania@senadora.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:luizhenrique@senador.gov.br"&gt;luizhenrique@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:magnomalta@senador.gov.br"&gt;magnomalta@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:crivella@senador.gov.br"&gt;crivella@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:maria.carmo@senadora.gov.br"&gt;maria.carmo@senadora.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:marinorbrito@senadora.gov.br"&gt;marinorbrito@senadora.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:mario.couto@senador.gov.br"&gt;mario.couto@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:martasuplicy@senadora.gov.br"&gt;martasuplicy@senadora.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:mozarildo@senador.gov.br"&gt;mozarildo@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:paulobauer@senador.gov.br"&gt;paulobauer@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:paulodavim@senador.gov.br"&gt;paulodavim@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:paulopaim@senador.gov.br"&gt;paulopaim@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:simon@senador.gov.br"&gt;simon@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:pedrotaques@senador.gov.br"&gt;pedrotaques@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:randolfe.rodrigues@senador.gov.br"&gt;randolfe.rodrigues@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:reditariocassol@senador.gov.br"&gt;reditariocassol@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:renan.calheiros@senador.gov.br"&gt;renan.calheiros@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:ricardoferraco@senador.gov.br"&gt;ricardoferraco@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:roberto.requiao@senador.gov.br"&gt;roberto.requiao@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:rollemberg@senador.gov.br"&gt;rollemberg@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:romero.juca@senador.gov.br"&gt;romero.juca@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:sergiopetecao@senador.gov.br"&gt;sergiopetecao@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:sergiosouza@senado.gov.br"&gt;sergiosouza@senado.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:valdir.raupp@senador.gov.br"&gt;valdir.raupp@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:vanessa.grazziotin@senadora.gov.br"&gt;vanessa.grazziotin@senadora.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:vicentinho.alves@senador.gov.br"&gt;vicentinho.alves@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:vital.rego@senador.gov.br"&gt;vital.rego@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:waldemir.moka@senador.gov.br"&gt;waldemir.moka@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:pinheiro@senador.gov.br"&gt;pinheiro@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:wellington.dias@senador.gov.br"&gt;wellington.dias@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:wilson.santiago@senador.gov.br"&gt;wilson.santiago@senador.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:zeze.perrella@senador.gov.br"&gt;zeze.perrella@senador.gov.br&lt;/a&gt;; ============================================ &lt;br /&gt;5. TELEFONES DO SENADO BRASILEIRO ============================================ &lt;br /&gt;DEM =================== DEMÓSTENES TORRES GO (61) 3303-2091 a 2099 FAX: (61) 3303-2964 JAYME CAMPOS MT (61) 3303-4061/1048 FAX: (61) 3303-2973 JOSÉ AGRIPINO RN (61) 3303-2361/2362 FAX: (61) 3303-1816 KÁTIA ABREU TO (61) 3303-2464 / 3303-2708 FAX: (61) 3303-2990 MARIA DO CARMO ALVES SE (61) 3303-1306/4055 FAX: (61) 3303-2878 =================== PC do B =================== INÁCIO ARRUDA CE (61) 3303-5791/5793 FAX: (61) 3303-5798 VANESSA GRAZZIOTIN AM (61) 3303-6726 FAX: (61) 3303-6734 =================== PDT =================== ACIR GURGACZ RO (61) 3303-3132/1057 FAX: (61) 3303-1343 CRISTOVAM BUARQUE DF (61) 3303-2281 FAX: (61) 3303-2874 JOÃO DURVAL BA (61) 3303-3173 FAX: (61) 3303-2862 PEDRO TAQUES MT (61) 3303-6550 e 3303-6551 FAX: (61) 3303-6554 ZEZE PERRELLA MG 3303-2191 3303-2775 =================== PMDB =================== CASILDO MALDANER SC (61) 3303-4206-07 FAX: (61) 3303-1822 WILSON SANTIAGO PB (61) 3303-9006 FAX: (61) 3303-9014 EDUARDO BRAGA AM (61) 3303-6230 3303-6233 EUNÍCIO OLIVEIRA CE (61) 3303-6245 FAX: (61) 3303-6253 GARIBALDI ALVES RN (61)3303-1777 FAX: (61)3303-1701 GEOVANI BORGES AP (61) 3303-1721 FAX: (61) 3303-1723 JARBAS VASCONCELOS PE (61) 3303-3245 FAX: (61) 3303-1977 JOÃO ALBERTO SOUZA MA (061) 3303-6352 / 6349 (061) 3303-6354 JOSÉ SARNEY AP (61) 3303-3429/3430 FAX: (61) 3303-1776 LOBÃO FILHO MA (61) 3303-2311 a 2314 FAX: (61) 3303-2755 LUIZ HENRIQUE SC (61) 3303-6446/6447 FAX: (61) 3303-6454 PEDRO SIMON RS (61) 3303-3232 FAX: (61) 3303-1304 RENAN CALHEIROS AL (61) 3303-2261/2263 FAX: (61) 3303-1695 RICARDO FERRAÇO ES (61) 3303-6590 FAX: (61) 3303-6592 ROBERTO REQUIÃO PR (61) 3303-6623/6624 FAX: (61) 3303-6628 ROMERO JUCÁ RR (61) 3303-2111 a 2117 FAX: (61) 3303-1653 SÉRGIO SOUZA PR (61) 3303-6271/ 6261 FAX: (61) 3303-6273 VALDIR RAUPP RO (61) 3303-2252/2253 FAX: (61) 3303-2853 VITAL DO RÊGO PB (61) 3303-6747 FAX: (61) 3303-6753 WALDEMIR MOKA MS (61) 3303 - 6767 / 6768 FAX: (61) 3303-6774 =================== PMN =================== SÉRGIO PETECÃO AC (61) 3303-6706 a 6713 FAX: (61) 3303.6714 =================== PP =================== ANA AMÉLIA RS (61) 3303 6083/6084 FAX: (61) 3303.6091 BENEDITO DE LIRA AL (61) 3303-6144 ATÉ 6151 FAX: (61) 330 CIRO NOGUEIRA PI (61) 3303-6185 / 6187 FAX: (61) 3303-6192 FRANCISCO DORNELLES RJ (61)-3303-4229 FAX: (61) 3303-2896 REDITARIO CASSOL RO (61) 3303-6328 -6329 FAX: (61) 3303.6334 =================== PR =================== ALFREDO NASCIMENTO AM (61) 3303-1166 FAX: (61) 3303-1167 ALVARO DIAS PSDB (61) 3303-4059/4060 FAX: (61) 3303-2941 ANTONIO RUSSO MS 3303-1128 / 4844 3303-1920 BLAIRO MAGGI MT (61) 3303-6167 FAX: (61) 3303-6172 CLÉSIO ANDRADE MG (61) 3303-4621 3303-5067 3303-2746 MAGNO MALTA ES (61) 3303-4161/5867 FAX: (61) 3303-1656 VICENTINHO ALVES TO (61) 3303 - 6467/6470 FAX: (61) 3303 6474 =================== PRB =================== MARCELO CRIVELLA RJ (61) 3303-5225/5730 FAX: (61) 3303-2211 =================== PSB =================== ANTONIO CARLOS VALADARES SE (61) 3303-2201 a 2206 FAX: (61) 3303-1786 LÍDICE DA MATA BA (61) 3303-6408/ 3303-6417 FAX: (61) 3303-6414 RODRIGO ROLLEMBERG DF (61) 3303-6640 FAX: (61) 3303-6647 =================== PSC =================== EDUARDO AMORIM SE (61) 3303 6205 a 3303 6211 FAX: (61) 3303-6212 =================== PSDB =================== AÉCIO NEVES MG (61) 3303-6049/6050 FAX: (61) 3303-6051 ALOYSIO NUNES FERREIRA SP (61) 3303-6063/6064 FAX: (61) 3303-6071 ATAÍDES OLIVEIRA TO (61) 3303-2163/2164 FAX: (61) 3303-1848 CÍCERO LUCENA PB (61) 3303-5800 5805 FAX: (61) 3303-5809 CYRO MIRANDA GO (61) 3303-1962 FAX: (61) 3303-1877 FLEXA RIBEIRO PA (61) 3303-2342 FAX: (61) 3303-2731 LÚCIA VÂNIA GO (61) 3303-2035/2844 FAX: (61) 3303-2868 MÁRIO COUTO PA (61) 3303-3050 FAX: (61) 3303-2958 PAULO BAUER SC (61) 3303-6529 FAX: (61) 3303-6535 =================== PSOL =================== MARINOR BRITO PA (61) 3303-6486 FAX: (61) 3303-6494 RANDOLFE RODRIGUES AP (61) 3303-6568 FAX: (61) 3303-6574 =================== PT =================== ANA RITA ES (61) 3303-1129 FAX: (61) 3303-1974 ANGELA PORTELA RR (61) 3303.6103 / 6104 FAX: (61) 3303.6111 ANIBAL DINIZ AC (61) 3303-4546 / 3303-4547 FAX: (61) 3303-2955 DELCÍDIO DO AMARAL MS (61) 3303-2452 a 3303 2457 FAX: (61) 3303-1926 EDUARDO SUPLICY SP (61) 3303-3213/2817/2818 FAX: (61) 3303-2816 HUMBERTO COSTA PE (61) 3303-6285 / 6286 FAX: (61) 3303 6293 JORGE VIANA AC (61) 3303-6366 3303-6367 FAX: (61) 3303-6374 JOSÉ PIMENTEL CE (61) 3303-6390/6391 3303-6394 LINDBERGH FARIAS RJ (61) 3303-6426 / 6427 FAX: (61) 3303-6434 MARTA SUPLICY SP (61) 3303-6510 FAX: (61) 3303-6515 PAULO PAIM RS (61) 3303-5227/5232 FAX: (61) 3303-5235 WALTER PINHEIRO BA (61) 33036788/6790 FAX: (61) 3303-6794 WELLINGTON DIAS PI (61) 3303 9049/9050/9053 FAX: (61) 3303 9048 =================== PTB =================== ARMANDO MONTEIRO PE (61) 3303 6124 e 3303 6125 FAX: (61) 3303 6132 EPITÁCIO CAFETEIRA MA (61) 3303-1402/4073 FAX: (61) 3303-1946 FERNANDO COLLOR AL (61) 3303-5783/5786 FAX: (61) 3303-5789 GIM ARGELLO DF (61) 3303-1161/3303-1547 FAX: (61) 3303-1650 JOÃO VICENTE CLAUDINO PI (61) 3303-2415/4847/3055 FAX: (61) 3303-2967 MOZARILDO CAVALCANTI RR (61) 3303-4078 / 3315 FAX: (61) 3303-1548 =================== PV =================== PAULO DAVIM RN (61) 3303-2371 / 2372 / ... FAX: (61) 3303-1813 &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-3578524820644955036?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/3578524820644955036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=3578524820644955036' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/3578524820644955036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/3578524820644955036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/08/legalizacao-do-aborto-no-brasil.html' title='A legalização do aborto no Brasil (Mensagem de Alberto Monteiro)'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-256345040862107953</id><published>2011-08-20T18:48:00.001-03:00</published><updated>2011-08-20T18:52:14.279-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Terra de Ninguém!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Publicado no Jornal&lt;/em&gt; Diário de Sorocaba&lt;em&gt;, em 18 de agosto de 2011&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O Brasil na última década (e qualquer aproximação com o governo petista não é mera coincidência) tem sido a verdadeira terra das oportunidades. Desqualificado, porém, do otimismo empreendedor que essa afirmação acarretou na América do Norte, a oportunidade neste país está mais para oportunismo imoral e pedante de camadas sociais e lideranças partidárias. Essa é uma terra excelente para corruptos, pilantras, assassinos, criminosos de toda a estirpe, guias autoritários e funestos, menos para a população brasileira, cativa de uma série de mobilizações ideológicas totalmente avessas dos seus anseios e empenhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontecimentos recentes e estratagemas constantes para ludibriar e envolver completamente as inteligências em uma névoa de obscurantismo e inércia, são ostentados pela grande mídia como avanços exorbitantes do exercício da democracia no país, sendo que, na realidade, os agentes democráticos estão na jogada apenas como massa de manobra para os artífices de uma ordem fatal, pronta a exterminar sem nenhuma piedade os valores estruturadores da sociedade. Não se trata de um conflito saudável, com ampla adesão de todas as representações populares, num processo longo e seriado de argumentação e objeções: trata-se de um conúbio belicoso, cultivado por líderes celerados e arrogantes, emissários de suas próprias idealizações, pouco ou nada preocupados na legitimação ética de suas teses, mas determinados a fazer de todos na sociedade seus adeptos mais devotados. Está claro, ao observar com cautela a sequência vexatória de medidas governamentais e judiciárias, bem como as investidas maciças e de algum modo conjuntas de militantes de grupos segmentários (LGBT, pró-maconha e demais), que o cerco se fecha cada vez mais contra os interesses da nação, apartada das decisões não é de hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para recordar as situações ilustrativas desse novo período do país, intencionalmente traçado e mantido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Imposições seqüenciais dos ministros do Supremo Tribunal Federal (união homoafetiva, negativa da extradição do assassino Cesare Battisti), contra a ordem, a preservação da integridade moral e a legalidade do Poder Legislativo levar à pauta assuntos da sua competência, além da prévia necessária numa democracia com a população e suas representações mais atuantes. Sobre isso, Percival Puggina chamou de o “AI-5 do STF” a tomada de decisões que caberiam ao Congresso Nacional, cuja prerrogativa é deliberar e legislar sobre matérias de interesse geral. Vale a pena reproduzir a conclusão do artigo de Puggina, publicado pelo Diário no dia 28 de maio: “O Poder Legislativo foi sorvido pelo Supremo, onde onze pessoas extraem tudo o que querem de meia dúzia de artigos da Constituição. O resto é letra morta, palavra ao vento, sem valor normativo. Deixaram os ministros de ser guardiões para se converterem em donos da Lei Maior. Assim como Geisel concebeu a ‘democracia relativa’ (relativa à sua vontade), o STF inventou a relativização da Constituição (relativizada ao desejo de seus ministros). (...) Foi escancarada a porta para o totalitarismo jurídico.”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Tentativas persistentes de limitar a liberdade de expressão e ação das religiões para favorecer uma legislação parcial e elitista, cedendo privilégios a grupos afins aos planos governistas de depredar a moral tradicional, sustentada pela população. Um dos casos que fica explícita essa retaliação da participação pública das lideranças religiosas á a sucessão de investidas do movimento gay e dos defensores da descriminalização da maconha para mudar a mente e os costumes da sociedade brasileira, com amplo apoio dos partidos políticos, sobretudo da esquerda radical, e da mídia nacional, sem o mínimo de cobertura “democrática” dos abusos desrespeitos para com a fé e das manifestações contrárias aos desmandos do STF, como o ocorrido na Marcha para Jesus, cujo temário girou em torno do monopólio das decisões sedimentadas na interpretação falaciosa e maledicente da Constituição da República;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Apoio e abrigo a criminosos e revolucionários. Cesare Battisti é caso notório, mas a omissão em coibir crimes e falcatruas com maior rigor e severidade acentua ainda mais a exaustão dos mecanismos de justiça do país, ocasionada em grande medida pela falha de caráter dos seus mentores e designados, juntamente com a precariedade dos instrumentos legais de coerção e punição eficaz dos crimes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figurativamente, o Brasil assemelha-se a um salão onde se toca a música que somente agrada aos anfitriões, nunca os convidados. Essa é a verdadeira terra de ninguém, onde manda quem arbitrariamente pode e obedece quem foi perdendo o juízo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-256345040862107953?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/256345040862107953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=256345040862107953' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/256345040862107953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/256345040862107953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/08/terra-de-ninguem-publicado-no-jornal.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-7149353093426886822</id><published>2011-08-12T21:01:00.000-03:00</published><updated>2011-08-12T21:01:33.347-03:00</updated><title type='text'>Mensagem de Alberto S. R. Monteiro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;URGENTE: DEFENSORA DO ABORTO PODERÁ SER NOMEADA PARA O STF&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBJETIVO DESTA MENSAGEM: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A REPRESENTANTE DE UMA DAS MAIS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IMPORTANTES ORGANIZAÇÕES &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTERNACIONAIS QUE PROMOVE O &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RECONHECIMENTO MUNDIAL DO ABORTO COMO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIREITO HUMANO E A COMPLETA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEGALIZAÇÃO DESTA PRÁTICA ESTÁ PARA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SER NOMEADA MINISTRA DO SUPREMO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRIBUNAL FEDERAL PELO GOVERNO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASILEIRO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta mensagem descrevo com detalhes o que está acontecendo, ofereço &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os links para comprovar a veracidade de todas as afirmações feitas e &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;peço aos que a receberem que possam MANIFESTAR-SE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEMOCRATICAMENTE JUNTO AOS ÓRGÃOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMPETENTES DA PRESIDÊNCIA DA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REPÚBLICA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a todos pelo grande bem que estão ajudando a promover. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto R. S. Monteiro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. DEFENSORA DO ABORTO COMO DIREITO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HUMANO PODERÁ ASSUMIR VAGA DE MINISTRO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DO STF. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. COMO MANIFESTAR-SE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEMOCRATICAMENTE. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. MAILS E TELEFONES DA PRESIDÊNCIA DA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REPÚBLICA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. GOVERNO FEDERAL COGITA EM FLÁVIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIOVESAN PARA ASSUMIR CARGO NO STF &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. ALGUNS TEXTOS DE FLÁVIA PIOVESAN &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEFENDENDO A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. PARTICIPAÇÃO DE FLÁVIA PIOVESAN NO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLADEM &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. DEFENSORA DO ABORTO COMO DIREITO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HUMANO PODERÁ ASSUMIR VAGA DE MINISTRO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DO STF. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo dia 8 de agosto de 2011 a ministra Ellen Gracie, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;primeira mulher a assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no Brasil, deverá apresentar sua renúncia ao cargo. A Casa Civil &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da Presidência da República já recebeu a informação e trabalha na &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;indicação de sua sucessora, entre as quais figura em destaque o nome &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de Flávia Piovesan, professora de Direito na Pontifícia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Universidade Católica de São Paulo e uma das principais promotoras &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da legalização do aborto no Brasil e do reconhecimento desta prática &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como um direito humano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora Flávia Piovesan já se pronunciou publicamente &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;inúmeras vezes nos últimos 20 anos a favor da completa legalização &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do aborto no Brasil, e é membro destacado do CLADEM (Comitê &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Latino Americano e Caribenho para a Defesa dos Direitos da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher), uma organização que trabalha para promover o aborto como &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;direito humano em todos os países da América Latina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o CLADEM quem criou e promove todos os anos, no dia 28 de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;setembro, simultaneamente em todos os países da América Latina, o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia Internacional da Luta pela Descriminalização do Aborto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As atividades do CLADEM são financiadas, entre outras &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;organizações, pela Fundação Ford, que foi a criadora, em &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1990, através do famoso relatório "SAÚDE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REPRODUTIVA: UMA ESTRATÉGIA PARA OS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANOS 90", do conceito de "direitos sexuais e reprodutivos", &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que representou uma nova estratégia para promover em todo o mundo a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;prática do aborto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relatório da Fundação Ford, que antes de ficar famoso, já &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esteve por muitos anos no site da organização, pode hoje ser &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;encontrado em outros endereços da internet. O texto completo em &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;inglês pode ser baixado do site &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.votopelavida.com/fordfoundation1990.pdf"&gt;http://www.votopelavida.com/fordfoundation1990.pdf&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e uma versão resumida em português pode ser encontrada no endereço: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.votopelavida.com/fundacaoford1990.pdf"&gt;http://www.votopelavida.com/fundacaoford1990.pdf&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos anos depois da publicação deste programa, as orientações do &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;relatório da Fundação Ford foram adotadas em sua íntegra pela &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ONU. Os principais passos para isto foram dados por ocasião de uma &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;reunião internacional de líderes feministas realizada em 1992 no &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro, da Conferencia do Cairo realizada em 1994, da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conferência da Mulher realizada em Pequim em 1995 e, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;principalmente, através da conferência realizada a portas fechadas em &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1996 em Glen Cove, uma ilha próxima a Nova York, entre as &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;principais organizações que promovem internacionalmente o aborto e os &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;representantes dos Comitês de Monitoramento dos tratados de direitos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;humanos da ONU. Leia mais sobre a Conferência de Glen Cove &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;neste relatório: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.votopelavida.com/assaltodestruicao.pdf"&gt;http://www.votopelavida.com/assaltodestruicao.pdf&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da ONU, a Fundação Ford passou a desenvolver e financiar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma extensa rede internacional de ONGs para defender os direitos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;reprodutivos e o próprio aborto como um novo direito humano. Entre &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estas ONGs estava o CLADEM. No relatório intitulado "OS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;40 ANOS DA FUNDAÇÃO FORD NO BRASIL - UMA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARCERIA PARA A MUDANÇA SOCIAL", publicado &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em 2002 pela Fundação Ford, a organização americana afirma &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ter sido &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"NOTÁVEL O APOIO CONFERIDO AO COMITÊ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LATINO AMERICANO E CARIBE PARA A DEFESA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOS DIREITOS DA MULHER (CLADEM), PARA A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REALIZAÇÃO DE ENCONTROS REGIONAIS E &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTERNACIONAIS, BEM COMO A PRODUÇÃO DE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOCUMENTAÇÃO ESPECIALIZADA SOBRE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIOLÊNCIA". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[OS 40 ANOS DA FUNDAÇÃO FORD NO BRASIL - &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMA PARCERIA PARA A MUDANÇA SOCIAL, pg. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;235: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fordfoundation.org/pdfs/library/Os_40_Anos_da_Funda%C3%A7%C3%A3o_Ford_no_Brasil.pdf"&gt;http://www.fordfoundation.org/pdfs/library/Os_40_Anos_da_Funda%C3%A7%C3%A3o_Ford_no_Brasil.pdf&lt;/a&gt;] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto a Fundação Ford como o CLADEM entendem que o aborto, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enquanto não for plenamente legalizado, apesar de envolver a morte de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um ser humano inocente, constitui uma das formas de violência contra a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mulher. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo ano de 2002 a organização pro vida HUMAN LIFE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTERNATIONAL denunciava que a Fundação Ford havia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;doado nos últimos dois anos quase um milhão de dólares para os &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;trabalhos a favor do aborto do CLADEM na América Latina: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"ADEMAIS, A FUNDAÇÃO FORD INJETOU 772 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MIL DÓLARES DE 1999 A 2001 PARA O COMITÊ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LATINO AMERICANO PARA A DEFESA DOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIREITOS DA MULHER (CLADEM), UMA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORGANIZAÇÃO FEMINISTA PRÓ-ABORTO COM &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RAMIFICAÇÕES EM TODOS OS PAÍSES LATINO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMERICANOS". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[American Foundations: Funding Pro-Abortion Extremists in &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Latin America: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.vidahumana.org/english/family/us-foundations-la.html] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora Flávia Piovesan já foi bolsista da própria &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundação Ford e várias vezes representou o CLADEM junto à &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ONU para a defesa dos Direitos Sexuais e Reprodutivos, incluindo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aí não só o direito ao aborto como também a conseqüente &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;condenação dos países que se recusassem a legalizar a prática como &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;violadores dos direitos humanos das mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente nesta linha, o CLADEM, do qual a professora &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piovesan é membro, encaminhou, em 2010, um relatório à &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em que o Brasil é &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acusado de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"GRAVES VIOLAÇÕES AOS DIREITOS HUMANOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DAS MULHERES", &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por recusar-se a legalizar a prática do aborto. O relatório afirma &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que a ONU &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"RECONHECEU QUE OS DIREITOS SEXUAIS E &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REPRODUTIVOS ERAM DIREITOS HUMANOS E &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUE O GOVERNO BRASILEIRO, QUANDO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASSINOU TAIS DOCUMENTOS, PASSOU A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASSUMIR UM COMPROMISSO POLÍTICO DE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALCANÇAR AS METAS ALI PREVISTAS", &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e lembra que em julho de 2007, o Comitê CEDAW recomendou ao &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;governo brasileiro que &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"ACELERE A REVISÃO DA LEGISLAÇÃO QUE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CRIMINALIZA O ABORTO, COM O FIM DE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELIMINAR AS PROVISÕES PUNITIVAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IMPOSTAS ÀS MULHERES QUE SE SUBMETEM A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM ABORTO", &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e que a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"CRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO COMO UMA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FORMA DE DISCRIMINAÇÃO CONTRA A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER, QUE RESTRINGE O EXERCÍCIO DE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEUS DIREITOS HUMANOS E LIBERDADES &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FUNDAMENTAIS". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta restrição, lembra ainda o CLADEM à Comissão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interamericana de Direitos Humanos, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"VIOLA OS DIREITOS DAS MULHERES, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIOLANDO OS SEUS DIREITOS SEXUAIS E &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIREITOS REPRODUTIVOS". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cladem.org/index.php?option=com_rokdownloads&amp;amp;view=file&amp;amp;task=download&amp;amp;id=1267%3Admreunio-presidente-cidh-brasil-2010&amp;amp;Itemid=115"&gt;http://cladem.org/index.php?option=com_rokdownloads&amp;amp;view=file&amp;amp;task=download&amp;amp;id=1267%3Admreunio-presidente-cidh-brasil-2010&amp;amp;Itemid=115&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nomeação da professora Flávia Piovesan para o Supremo Tribunal &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Federal, além de contribuir notavelmente para a promoção do aborto &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como direito humano, contribuirá principalmente para o agravamento do &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ativismo jurídico por parte do STF. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entende-se por ATIVISMO JUDICIAL a tendência, cada &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vez mais institucionalizada e instrumentalizada, para que o Poder &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Judiciário interfira nas atribuições do Poder Legislativo e, sem &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nenhum controle por parte do povo, legisle como um poder superior ao &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;próprio Legislativo. Nos últimos dez anos os juristas brasileiros &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tem sido doutrinados para considerar o ativismo judicial como um &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aperfeiçoamento das instituições democráticas, mas na verdade &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;trata-se de uma nova forma de ditadura exercida, desta vez, por parte &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do judiciário, já em estado adiantado de implantação na União &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Européia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o ativismo judicial é confundido com um progresso para as &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;instituições democráticas é porque as ditaduras, de modo geral, em &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seus inícios, são formas de governo mais eficientes do que as &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;democracias, e nisto são muitos os que tem razão quando defendem o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ativismo judicial, mas estes mesmos esquecem-se que posteriormente a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;conta que deverá ser paga pelo povo revelar-se-á excessivamente &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alta. É lição conhecida por todos como Hitler e Mussolini foram, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em suas épocas, entusiasticamente aplaudidos por terem sabido tirar a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alemanha e a Itália da miséria, para em seguida submergiram o mundo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na mais sangrenta de todas as guerras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Fundação Ford, a ONU e o CLADEM, contra todas as &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;evidências mais claras da ciência e do senso comum, consideram que o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aborto é um direito humano das mulheres, que aqueles que defendem a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vida humana antes do nascimento devem ser acusados como violadores dos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;direitos humanos e de uma legislação internacional inexistente, e que &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a prática do aborto deve ser imposta a todo o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Fundação sabe que o aborto não pode ser imposto, pelo menos no &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mundo ocidental, pela simples força bruta. Mas não é necessário &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;impô-lo pela força bruta, inclusive porque existem meios muito mais &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eficientes para impô-lo e que já estão sendo amplamente utilizados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, estimava-se que, durante os anos 70, o planejamento &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;familiar, a esterilização e o aborto impediram o nascimento de um &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bilhão de pessoas. Verificou-se que as taxas de natalidade haviam &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;diminuído, mas descobriu-se também que estas haviam-se nivelado em &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um patamar que ainda favoreciam um rápido e contínuo crescimento &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;populacional mundial. Diante destes dados, segundo pode-se constatar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pela leitura do relatório programático intitulado "SAÚDE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REPRODUTIVA, UMA ESTRATÉGIA PARA OS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANOS 90", a Fundação Ford estimou que para alcançar-se o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;crescimento zero seria necessária uma redução da natalidade para a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;qual a oferta de serviços médicos poderia contribuir no máximo com &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;40%, enquanto que os restantes 60% somente poderiam ser &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alcançados mediante alterações sociais: as pessoas deveriam ser &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;motivadas a não desejar ter filhos, e este não era um problema que &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pudesse ser resolvido pela classe médica, mas pelos cientistas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sociais. O relatório apresentado pela Fundação em 1990 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;propunha, por este motivo, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. RECONCEITUALIZAR A SAÚDE E A DOENÇA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÃO APENAS COMO ESTADOS BIOLÓGICOS, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAS COMO PROCESSOS RELACIONADOS AOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MODOS COMO AS PESSOAS VIVEM. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. INTRODUZIR OS CONCEITOS DE SAÚDE E &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. EMPODERAR AS ORGANIZAÇÕES DE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHERES PARA PROMOVER A SAÚDE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REPRODUTIVA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. FINANCIAR A PROMOÇÃO DE DEBATES E A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DISSEMINAÇÃO DE INFORMAÇÃO PARA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEFINIR ÁREAS DE CONSENSO SOBRE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POLÍTICAS DE SAÚDE REPRODUTIVA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enfoque dado para o aborto deveria ser transplantado do esquema &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;conceitual das leis costumeiras para o novo paradigma da saúde &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;reprodutiva das mulheres. Conforme afirmava o relatório, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O RECONHECIMENTO E O RESPEITO POR &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTES DIREITOS, COM OS QUAIS O ABORTO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEM RELAÇÃO DIRETA, É UM OBJETIVO DE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LONGO PRAZO ESTABELECIDO PELA FUNDAÇÃO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FORD". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.votopelavida.com/fordfoundation1990.pdf"&gt;http://www.votopelavida.com/fordfoundation1990.pdf&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAS ESTE NÃO É DECIDIDAMENTE O &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PENSAMENTO DO POVO BRASILEIRO. Para a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;crescente e esmagadora maioria dos brasileiros, o aborto é o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;assassinato de um ser humano e uma agressão à natureza da mulher. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ministro Marco Aurélio de Melo do STF, ignorando a posição &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do povo brasileiro, seguindo a linha das grandes organizações &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;internacionais, defendendo o mais prepotente ativismo judicial e &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;usurpando abertamente as funções do legislativo, já declarou para &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;todo o Brasil, diante das câmaras de televisão, que não deseja &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aposentar-se antes que possa ver o aborto totalmente liberado pela &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corte Suprema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nomeação da professora Flávia Piovesan para o STF &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;representará o agravamento destas lamentáveis posições e uma nova &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tentativa, por parte do governo federal, de legalizar o aborto, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;através da via judiciária, por meios ditatoriais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. COMO MANIFESTAR-SE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEMOCRATICAMENTE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta mensagem detalha e contextualiza estes e outros pontos sobre a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;atuação da professora Flávia Piovesan a favor da promoção da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;legalização do aborto no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho pedir a todos os que entendem a importância do valor da vida e &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da preservação da democracia que escrevam, telefonem e enviem faxes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à Casa Civil da presidência da República, pedindo, em nome do &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;povo brasileiro, que a presidente Dilma Rousseff não nomeie como &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ministro do STF a professora Flávia Piovesan. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa presidente comprometeu-se, durante as eleições de 2010, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a não promover a legalização do aborto no Brasil. Espera-se que &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela cumpra as promessas realizadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço também a todos os que escreverem e se manifestarem, que o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;façam sem faltar com a clareza, MAS SEM FALTAR COM O &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESPEITO DEVIDO A QUEM É A PRINCIPAL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AUTORIDADE EM EXERCÍCIO NO PAÍS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro o quanto é mais importante enviar um FAX ou fazer um &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;telefonema do que apenas enviar um e-mail, que pode ser facilmente &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deletado dos computadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a todos pelo grandíssimo bem que estão ajudando a fazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O EXTRAORDINÁRIO TRABALHO DE CADA UM &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEM IMPEDIDO EFETIVAMENTE QUE UM &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GENOCÍDIO INTERNACIONALMENTE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLANEJADO SE ESTENDA PARA TODA A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMÉRICA LATINA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuaremos informando a todos o desenrolar dos acontecimentos. Em &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seguida encontram-se os mails e telefones da Presidência da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;República &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto R. S. Monteiro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. MAILS E TELEFONES DA PRESIDÊNCIA DA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REPÚBLICA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ministra da Casa Civil: Gleisi Helena Hoffmann &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telefone: 0 xx 61 3411-1221 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E-mail da Casa Civil: &lt;a href="mailto:casacivil@planalto.gov.br"&gt;casacivil@planalto.gov.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GABINETE PESSOAL DA PRESIDENTE DA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REPÚBLICA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;0 xx 61 3411.1200 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;0 xx 61 3411.1201 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fax: 0 xx 61 3411.2222 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para enviar um E-mail à Presidente da República: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php"&gt;https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SECRETARIA GERAL DA PRESIDENCIA DA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REPÚBLICA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ministro-Chefe: Gilberto Carvalho &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;0 xx 61 3411.1224 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;0 xx 61 3321.1994 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;0 xx 61 3411-1407 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E-mail da Secretaria Geral: &lt;a href="mailto:sg@planalto.gov.br"&gt;sg@planalto.gov.br&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERENCIAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. GOVERNO FEDERAL COGITA EM FLÁVIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIOVESAN PARA ASSUMIR CARGO NO STF &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Consultor Jurídico, a ministra Ellen Gracie deixará o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Supremo Tribunal Federal no dia 8 de agosto. A sucessão da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ministra já é discutida com vigor em Brasília. Segundo a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;publicação, um dos nomes mais cotados para a sucessão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É O DA PROCURADORA DO ESTADO DE SÃO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAULO E PROFESSORA DA PUC DE SÃO PAULO E &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DO PARANÁ, FLÁVIA PIOVESAN. O TRABALHO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONSISTENTE DA PROFESSORA NA ÁREA DE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIREITOS HUMANOS, ALINHADO COM A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JURISPRUDÊNCIA CONTEMPORÂNEA DO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUPREMO, É SEU PRINCIPAL CERTIFICADO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DE HABILITAÇÃO PARA A VAGA".&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.conjur.com.br/2011-jul-29/ministra-ellen-gracie-deixa-supremo-tribunal-federal-agosto"&gt;http://www.conjur.com.br/2011-jul-29/ministra-ellen-gracie-deixa-supremo-tribunal-federal-agosto&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Revista Época afirma que a corrida para a disputa da nova vaga já &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;está aberta, e um dos nomes mais cotados é o da professora Flávia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piovesan, apresentada como "especialista em direitos humanos": &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"NO PRÓXIMO DIA 8, A MINISTRA DO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF) ELLEN &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRACIE IRÁ SE APOSENTAR. A APROXIMAÇÃO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DE SUA SAÍDA DO ÓRGÃO, REPRESENTANTE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MÁXIMO DO PODER JUDICIÁRIO NO PAÍS, JÁ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABRIU EXTRA-OFICIALMENTE A CORRIDA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PELA VAGA, QUE JÁ TEM PELO MENOS TRÊS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CANDIDATAS. ENTRE OS NOMES COMENTADOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NO SUPREMO ESTÃO O DA JUÍZA SYLVIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;STEINER, DO TRIBUNAL PENAL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTERNACIONAL, DA MINISTRA DO SUPERIOR &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRIBUNAL MILITAR (STM) MARIA ELIZABETH &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GUIMARÃES TEIXEIRA ROCHA E DA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROCURADORA FLAVIA PIOVESAN, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESPECIALISTA EM DIREITOS HUMANOS". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI254038-15223,00.html"&gt;http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI254038-15223,00.html&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rede Bandeirantes, através de sua colunista Mônica Bérgamo, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;afirma que &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"AS MAIS FORTES CANDIDATAS À VAGA DE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELLEN GRACIE, QUE ESTÁ PRÓXIMA DA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;APOSENTADORIA, SÃO A JUÍZA SYLVIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;STEINER E A PROCURADORA FLÁVIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIOVESAN". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.band.com.br/noticias/brasil/noticia/?id=100000447346"&gt;http://www.band.com.br/noticias/brasil/noticia/?id=100000447346&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. ALGUNS TEXTOS DE FLÁVIA PIOVESAN &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEFENDENDO A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em 1997 Flávia Piovesan publicava na Folha de São Paulo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um artigo criticando os professores Hélio Bicudo e Ives Gandra &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martins por se oporem à tentativa do governo de estabelecer uma rede &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de atendimento aos casos de aborto decorrentes de estupro. A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;professora sustentava que o direito à vida, conforme afirmavam Hélio &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bicudo e Ives Gandra, não é absoluto: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A CONSTITUIÇÃO, NO ARTIGO 5º, GARANTE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A INVIOLABILIDADE DO DIREITO À VIDA, À &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIBERDADE, À IGUALDADE, À SEGURANÇA E À &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROPRIEDADE, MAS ESTES DIREITOS, AINDA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUE FUNDAMENTAIS, NÃO SÃO, CONTUDO, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABSOLUTOS", &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;afirmava Piovesan, que assinava o artigo como membro do Comitê &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Cladem). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[O DIREITO CONSTITUCIONAL AO ABORTO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEGAL, 27/11/97, Folha de São Paulo, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1997/11/27/opiniao/10.html"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1997/11/27/opiniao/10.html&lt;/a&gt;]&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIO: A rede de quase uma centena de hospitais que &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;oferecem serviços de abortos ditos "legais" no Brasil foi &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;patrocinada pela Fundação MacArthur de Chicago, com a intenção &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de criar os precedentes e desencadear os debates que deveriam ter &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;levado, posteriormente, à total legalização do aborto no Brasil e &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao seu alastramento no restante da América Latina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEIA E DIVULGUE O INFORME COMPLETO A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESPEITO NOS SEGUINTES RELATÓRIOS, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JAMAIS PUBLICADOS PELA IMPRENSA: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"LESSONS LEARNED": O RELATÓRIO SOBRE A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROMOÇÃO DO ABORTO NO BRASIL PELA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FUNDAÇÃO MACARTHUR &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.votopelavida.com/macarthurlessonslearned.pdf"&gt;http://www.votopelavida.com/macarthurlessonslearned.pdf&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DENÚNCIA: A VERDADE SOBRE A MENINA DE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALAGOINHA E O SILÊNCIO SOBRE O ABORTO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"LEGAL" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.votopelavida.com/silencioabortolegal.pdf"&gt;http://www.votopelavida.com/silencioabortolegal.pdf&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2003, Flávia Piovesan, assinando novamente como membro do &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLADEM, escreve outro artigo na Folha de São Paulo advogando &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a plena legalização do aborto no Brasil. A tônica do artigo tenta &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;passar ao leitor que o Brasil está obrigado a legalizar o aborto &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque a ONU assim o exige. As resoluções dos Comitês da ONU &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mencionados no artigo abaixo pela professora não são obrigatórias e &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;constituem interpretações abusivas dos tratados em que não se &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;encontra nenhuma obrigatoriedade de despenalizar o aborto nem de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;considerar o aborto como direito humano: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"NO DIA 28 DE SETEMBRO FOI CELEBRADO O &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIA INTERNACIONAL DA LUTA PELA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO. É &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOBRETUDO O GRAU DE INSTRUÇÃO QUE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEFINE A OPINIÃO DA POPULAÇÃO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASILEIRA QUANTO AO ABORTO. HÁ, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TAMBÉM, QUE ENFOCAR O ALCANCE DOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHAMADOS DIREITOS SEXUAIS E &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REPRODUTIVOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM 1994, NA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOBRE POPULAÇÃO E DESENVOLVIMENTO, NO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAIRO, 184 ESTADOS INEDITAMENTE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RECONHECERAM OS DIREITOS SEXUAIS E OS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIREITOS REPRODUTIVOS COMO DIREITOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HUMANOS. TRATA-SE DE DIREITO DE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AUTODETERMINAÇÃO, PRIVACIDADE, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTIMIDADE, LIBERDADE E AUTONOMIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INDIVIDUAL, EM QUE SE CLAMA PELA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÃO-INTERFERÊNCIA DO ESTADO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IMPORTA REALÇAR QUE A COMUNIDADE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTERNACIONAL, POR MEIO DOS COMITÊS DA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ONU SOBRE OS DIREITOS ECONÔMICOS, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOCIAIS E CULTURAIS (PIDESC) E SOBRE A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO CONTRA A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER (CEDAW), RECOMENDOU AO ESTADO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASILEIRO, APÓS AS REUNIÕES DE MAIO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESTE ANO, EM GENEBRA, E DE JULHO, EM &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOVA YORK, A ADOÇÃO DE MEDIDAS QUE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GARANTAM O PLENO EXERCÍCIO DOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS. AMBOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENFATIZARAM A NECESSIDADE DE REVISÃO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DE LEGISLAÇÃO PUNITIVA COM RELAÇÃO AO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABORTO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PIDESC LITERALMENTE RECOMENDA QUE A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEI SEJA REVISTA, PARA PROTEGER AS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHERES DOS EFEITOS DO ABORTO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLANDESTINO E INSEGURO E GARANTIR QUE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS MULHERES NÃO SE VEJAM CONSTRANGIDAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A RECORRER A TAIS PROCEDIMENTOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOCIVOS". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Aborto, Estado de Direito e religião Folha de São Paulo 06 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de outubro 2003 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0610200310.htm"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0610200310.htm&lt;/a&gt;] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIO: Para saber a verdade sobre como a ONU está &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;forçando os países latino americanos a legalizar o aborto, LEIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E DIVULGUE SEGUINTE RELATÓRIO, JAMAIS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PUBLICADO PELA IMPRENSA: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASSALTO E DESTRUIÇÃO: A APOSTA DA ONU &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NA PROMOÇÃO DO ABORTO NA AMÉRICA LATINA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.votopelavida.com/assaltodestruicao.pdf"&gt;http://www.votopelavida.com/assaltodestruicao.pdf&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do ano seguinte de 2004, quando o presidente Lula já se &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;preparava para constituir a Comissão Tripartite que iria apresentar o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;projeto de lei que teria legalizado o aborto durante os nove meses da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;gravidez, Flávia Piovesan assinava, em nome do CLADEM, outro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;artigo em que defendia a completa despenalização do aborto no &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A LEGISLAÇÃO PENAL ESTARIA EM &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONSONÂNCIA COM A CONSTITUIÇÃO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASILEIRA DE 1988 E COM OS PARÂMETROS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTERNACIONAIS CONTEMPORÂNEOS ACERCA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DO TEMA, RESPEITANDO AS MULHERES &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENQUANTO CIDADÃS? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CÓDIGO PENAL CRIMINALIZA O ABORTO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROVOCADO PELA GESTANTE OU POR &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO COM SEU CONSENTIMENTO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEFENDEMOS A URGENTE E NECESSÁRIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REVISÃO DESSA LEGISLAÇÃO PUNITIVA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO VIOLA OS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS DAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHERES, RECONHECIDOS COMO DIREITOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HUMANOS NAS CONFERÊNCIAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTERNACIONAIS DO CAIRO E COPENHAGUE, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM 1994, E DE PEQUIM, EM 1995. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IMPORTA REALÇAR QUE OS COMITÊS DA ONU &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOBRE OS DIREITOS ECONÔMICOS, SOCIAIS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E CULTURAIS (PIDESC) E SOBRE A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO CONTRA A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER (CEDAW) RECOMENDARAM AO ESTADO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASILEIRO, EM 2003, A ADOÇÃO DE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEDIDAS QUE GARANTAM O PLENO EXERCÍCIO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOS DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMBOS ENFATIZARAM A NECESSIDADE DA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REVISÃO DA LEGISLAÇÃO PUNITIVA COM &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RELAÇÃO AO ABORTO". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[A Lei do Aborto deve ser revista? Sim. Folha de São Paulo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18/12/04: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1812200409.htm"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1812200409.htm&lt;/a&gt;]&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entender como o governo do presidente Lula, apesar da grande &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;rejeição ao aborto no Brasil, conseguiu apresentar um projeto de lei &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que deveria ter legalizado totalmente esta prática durante TODOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS NOVE MESES DE GRAVIDEZ, LEIA E &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIVULGUE SEGUINTE RELATÓRIO, JAMAIS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PUBLICADO PELA IMPRENSA: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTEXTUALIZAÇÃO DA DEFESA DA VIDA: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMO FOI INTRODUZIDA A CULTURA DA MORTE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NO BRASIL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.votopelavida.com/defesavidabrasil.pdf"&gt;http://www.votopelavida.com/defesavidabrasil.pdf&lt;/a&gt; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. PARTICIPAÇÃO DE FLÁVIA PIOVESAN NO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLADEM &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome da professora Flávia Piovesan não consta do site oficial do &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLADEM. Não foram também encontrados trabalhos mais recentes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da professora assinados em nome do CLADEM. Talvez, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;coincidência ou não, porque pelo menos desde 2009 já se cogita o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seu nome para a sucessão da ministra Ellen Gracie. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2009 a revista Consultor Jurídico, apresentando a professora &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piovesan como &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"UMA ESTUDIOSA QUE TEM DEDICADO A VIDA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PESQUISAR OS DIREITOS HUMANOS", &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;afirmava que &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O TRABALHO DE FLÁVIA PIOVESAN FOI &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RECONHECIDO ESTE ANO PELA COMUNIDADE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JURÍDICA, QUE COGITA SEU NOME PARA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OCUPAR UMA POSSÍVEL VAGA A SER DEIXADA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PELA MINISTRA ELLEN GRACIE NO SUPREMO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRIBUNAL FEDERAL". &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.conjur.com.br/2009-abr-05/entrevista-flavia-piovesan-procuradora-estado-sao-paulo"&gt;http://www.conjur.com.br/2009-abr-05/entrevista-flavia-piovesan-procuradora-estado-sao-paulo&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas alguns sites internacionais ainda mencionam Flávia Piovesan como &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;membro do CLADEM. Entre eles estão: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- TORONTO INICIATIVES FOR ECONOMICS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AND SOCIAL RIGHTS, ADVISORY BOARD: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Professor Flavia Piovesan is a Member of the Latin American and &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caribbean Committee for the Defence of Women's Rights". &lt;br /&gt;&lt;a href="http://tiesr.org/b_piovesan.html"&gt;http://tiesr.org/b_piovesan.html&lt;/a&gt; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- UNITED NATIONS OFFICE OF THE HIGHER &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMISSIONER FOR HUMAN RIGHS: OHCHR &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1996-2011: "Professor Flavia Piovesan (Brazil) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;currently is also a Member of the Latin American and Caribbean &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Committee for the Defence of Women's Rights". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ohchr.org/EN/Issues/Development/Pages/FlaviaPiovesan.aspx"&gt;http://www.ohchr.org/EN/Issues/Development/Pages/FlaviaPiovesan.aspx&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contato: &lt;a href="http://br.mc431.mail.yahoo.com/mc/compose?to=albertomonteiro@mailandweb.com.br" ymailto="mailto:albertomonteiro@mailandweb.com.br"&gt;http://br.mc431.mail.yahoo.com/mc/compose?to=albertomonteiro@mailandweb.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-7149353093426886822?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/7149353093426886822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=7149353093426886822' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/7149353093426886822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/7149353093426886822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/08/mensagem-de-alberto-s-r-monteiro.html' title='Mensagem de Alberto S. R. Monteiro'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-4812981829668879550</id><published>2011-08-07T11:46:00.000-03:00</published><updated>2011-08-07T11:46:09.362-03:00</updated><title type='text'>Seria cômico se não fosse trágico!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;E-mail recebido de uma amiga.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nem santo aguenta!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Nem o Senhor Jesus aguentaria ser um professor nos dias de hoje....&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sermão da montanha (*versão para educadores*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomando a palavra, disse-lhes: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em verdade, em verdade vos digo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Felizes os misericordiosos, porque eles...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro o interrompeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É pra copiar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filipe lamentou-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esqueci meu papiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bartolomeu quis saber:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai cair na prova?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João levantou a mão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posso ir ao banheiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Judas Iscariotes resmungou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é que a gente vai ganhar com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Judas Tadeu defendeu-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi o outro Judas que perguntou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomé questionou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiago Maior indagou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai valer nota?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiago Menor reclamou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simão Zelote gritou, nervoso: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mateus queixou-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso que o senhor está fazendo é uma aula? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quais são os objetivos gerais e específicos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caifás emendou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E vê lá se não vai reprovar alguém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, foi nesse momento que Jesus disse: "Senhor, por que me abandonastes..."﻿&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-4812981829668879550?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/4812981829668879550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=4812981829668879550' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/4812981829668879550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/4812981829668879550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/08/seria-comico-se-nao-fosse-tragico.html' title='Seria cômico se não fosse trágico!'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-2094455615606254383</id><published>2011-07-30T10:37:00.000-03:00</published><updated>2011-07-30T10:37:14.653-03:00</updated><title type='text'>Economia e endividamento do Brasil</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Encontrei esta análise da dívida brasileira e repasso agora aos leitores deste blog.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Já que o governo, nas eleições do ano passado, se gabou tanto do pagamento da dívida com o FMI e outros credores internacionais, e até se deu ao luxo de emprestar dinheiro (Santo Deus! Mentira tem limite!), veja o que informa o economista Waldir Serafim a respeito disso:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente em: &lt;a href="http://arquivoetc.blogspot.com/2010/11/brasil-divida-interna-e-divida-externa.html"&gt;http://arquivoetc.blogspot.com/2010/11/brasil-divida-interna-e-divida-externa.html&lt;/a&gt; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;BRASIL – DIVIDA INTERNA E DIVIDA EXTERNA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Waldir Serafim&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;18/12/2010&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SAIBA O QUE LULA FEZ DE 2002 A 2010 COM A “DIVIDA INTERNA/EXTERNA” DO BRASIL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você ouve falar em&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DÍVIDA EXTERNA e DÍVIDA INTERNA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em jornais e TV e não entende direito vamos explicar a seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIVIDA EXTERNA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é uma dívida com os Bancos,Mundial, o FMI e outras Instituições,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no exterior em moeda externa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIVIDA INTERNA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é uma dívida com Bancos em R$ (moeda nacional) no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, quando LULA assumiu o Brasil,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em 2002, devíamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ü Dívida externa = 212 Bilhões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ü Dívida interna = 640 Bilhões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ü Total da Dívida = 851 Bilhões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007 Lula disse que tinha pago a dívida externa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é verdade, só que ele não explicou que, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para pagar a dívida externa, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ele aumentou a dívida interna:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007 no governo Lula:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ü Dívida Externa = 0 Bilhões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ü Dívida Interna = 1.400 Trilhão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ü Total da Dívida = 1.400 Trilhão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou seja, a Dívida Externa foi paga, mas a dívida interna quase dobrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, em 2010, você pode perceber que não se vê mais na TV e em jornais algo dito que seja convincente sobre a Dívida Externa quitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe por que? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que ela voltou…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2010 no governo Lula:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ü Dívida Externa = 240 Bilhões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ü Dívida Interna = 1.650 Trilhão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ü Total da Dívida = 1.890 Trilhão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou seja, no governo LULA, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a dívida do Brasil aumentou em 1 Trilhão!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí é que vem o dinheiro que o Lula está gastando no PAC,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bolsa família, bolsa educação, bolsa faculdade, bolsa cultura,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bolsa para presos, dentre outras mais bolsas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e… de onde tirou 30 milhões de brasileiros da pobreza !!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é com dinheiro do crescimento,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas sim, com dinheiro de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENDIVIDAMENTO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreenderam? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou ainda acham que Lula é mágico? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou que FHC deixou um caminhão de dólares &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para Lula gastar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer mais detalhes,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sobre dívida interna e externa do Brasil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acesse o site:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.sonoticias.com.br/opiniao/2/100677/divida-interna-perigo-a-vista"&gt;http://www.sonoticias.com.br/opiniao/2/100677/divida-interna-perigo-a-vista&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os brasileiros, vão pagar muito caro pela atitude perdulária do governo Lula,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que não está conseguindo pagar os juros dessa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dívida trilhardária”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tendo que engolir um “spread” (txa. juros) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;muito caro para refinanciar os “papagaios”, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sem deixar nenhum benefício para o povo, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas apenas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIVIDAS A PAGAR POR TODOS OS BRASILEIROS,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que pagam seus impostos…!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta que não quer calar é:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vai continuar esta gastança? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Dilma já disse por todo país, que será a continuação do governo Lula…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REPASSE PELO BEM DO PAÍS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;!!! ACORDA BRASIL!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;” O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Arnold Toynbee)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;… e fazendo as contas, cada cidadão brasileiro tem uma dívida, feita pelo Lula, de quase:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.0 MILHÃO DE REAIS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entenderam por que querem ressuscitar a CPMF?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-2094455615606254383?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/2094455615606254383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=2094455615606254383' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/2094455615606254383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/2094455615606254383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/07/economia-e-endividamento-do-brasil.html' title='Economia e endividamento do Brasil'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-1297082504070437679</id><published>2011-07-23T14:08:00.002-03:00</published><updated>2011-07-26T20:47:34.586-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Educação segundo Fernando Haddad&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicado no Jornal&lt;/em&gt; Diário de Sorocaba &lt;em&gt;em 16 de julho de 2011&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Está veiculado na internet o conglomerado de erros e intrujices que o Ministério da Educação e Cultura e sua equipe vêm cometendo nos últimos meses. Tais “equívocos” incluem no pacote: distribuição de livros didáticos com falhas grosseiras nas definições (um rio que não existe passando por Maceió) e incentivo ao uso errado da língua portuguesa sob a alegação de se evitar “preconceito lingüístico”; livros de história com largos elogios ao governo Lula e avaliação negativa do antecessor, Fernando Henrique Cardoso; o kit anti-homofobia, proibido de ser utilizado pela presidente Dilma Rousseff que percebeu, sem dificuldade, a propaganda homossexual subentendida nos vídeos; a ineficiência do sistema de inscrição on-line para alunos bem pontuados no ENEM, o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e as isenções fiscais indevidas outorgadas à várias faculdades pelo Prouni. Por aí segue a lista de problemas repercutidos em sites nas semanas anteriores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por trás de tamanha falta de competência esconde-se uma estratégia propedêutica para a doutrinação política eficaz: desvirtuar o patrimônio cultural da população, induzindo-a a renegar seus conhecimentos identitários para assumir outros preceitos e ideais como seus. Fernando Haddad, ministro da deseducação, um socialista à moda fascista (ele sim o é, e não seus críticos) travestido de justiceiro e proficiente em matéria pedagógica, posa de bom moço apenas para olhares amortecidos e dopados pela manobra petista. Na verdade, seu único interesse é vender suas concepções educacionais tortas para convencer os estudantes e cidadãos de que não é preciso grande esforço quando o assunto é dedicação ao exercício congnoscente, nem que devem se preocupar muito com isso. O certo e o errado deixam de serem conceitos analíticos para simplesmente representarem o que é válido ou inválido ao governo e seus desígnios, não importando mais o critério do valoroso e necessário ao povo, a quem lhes caberia zelar com as melhores intenções. Eficiência no sistema educacional para quê, se os estudantes brasileiros permanecem nos últimos lugares nos testes internacionais? Investir em educação por qual motivo, se aprender se tornou obsoleto, e vale mais entender apenas o seu entorno do que os conhecimentos superiores? Assim me parece pensar o senhor Haddad: com desdém e menosprezo pelo saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomando um caso específico – o da polêmica em torno da língua portuguesa - quando falam de preconceito contra quem utiliza a língua de maneira deturpada, sou tentado a ponderar o contrário: não será maior preconceito privar as pessoas de falarem o português oficial (aquele que todos deveriam aprender, sem exclusão)? Não será melhor cativar as crianças e os jovens a falarem a língua portuguesa de acordo com a norma culta? Não se trata de depreciar o usuário pelos erros cometidos, ou variantes lingüísticas se preferirem, mas de poder alertá-lo para a diferença entre o uso vulgar do idioma, devido às aplicações não formais da estrutura da língua e do uso conferido à palavra, e sua configuração consensual e normativa da qual os usos diferenciados derivam, ou variam (pois se utilizando da gramática podem-se verificar falhas de concordância, regência e deslizes de ordem semântica e sintática). Os professores de português, mesmo diagnosticando os modos correntes de se falar em contextos dessemelhantes, supõem que a norma culta é providente e prioritária no ensino da língua. Já sobre o erro de matemática em livros de apoio curricular distribuídos – “10-7=4” – o comentário não pode variar: quanta burrice, Deus do céu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Haddad prova a cada dia sua inaptidão crônica para administrar esse ministério. Agora, tenta salvar-se no cargo como garoto-propaganda para as elites esquerdistas tão incultas e fanáticas como ele. A educação a seu modo é o processo de anestesiamento da inteligência e aceitação apática de medidas imbecilizantes contra a população, da qual só deseja o voto e o apoio irrestrito. Não briga por melhoras e nem pela formação cultural do cidadão: induz ao comodismo e a heteronomia, tirando do indivíduo seu caráter de sujeito transcendental, que pode ir sempre além da sua situação-no-mundo, iniciativa para a qual a educação deveria impulsionar. Haddad não visa esse impulso, apenas quer manter os brasileiros no mar de mediocridade, bastante conveniente aos planos maquiavélicos dos “intelectuais” governistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-1297082504070437679?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/1297082504070437679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=1297082504070437679' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/1297082504070437679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/1297082504070437679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/07/educacao-segundo-fernando-haddad.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-8260663536622970169</id><published>2011-07-08T22:38:00.003-03:00</published><updated>2012-01-01T21:18:28.468-02:00</updated><title type='text'>Opinião</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Os intelectuais e as drogas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A investida para a legalização do uso da maconha no Brasil está crescendo a olhos vistos. Não parte do povo brasileiro este desejo pulsante, mas sim de grupos pró-descriminalização, movidos por uma agenda&amp;nbsp;ideológica de corromper os valores sociais cultivados no pais. Os intelectuais são notórios&amp;nbsp;promotores dessa mentalidade submersiva, no pior sentido&amp;nbsp;que isso possa ter, sobretudo para as futuras gerações. Políticos, "artistas", lideranças sociais se esguelam pedindo que a maconha seja permitida, e o fato de serem pessoas públicas faz parecer que tal campanha representa a vontade nacional, algo completamente falso apesar de conveniente aos interessados.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Apresento este artigo do bacharel em direito Pedro Cardoso da Costa, publicado no Jornal&lt;/em&gt; Diário de&amp;nbsp;Sorocaba &lt;em&gt;no dia 05 de julho de 2001, cujo conteúdo, bem delineado e implacável, exemplifica a situação descrita acima com brevidade.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;FHC quer legalização da maconha&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Por Pedro Cardoso da Costa &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;As campanhas pela legalização do consumo de maconha se expandem dia a dia pelo mundo todo. À medida que elas crescem, vão surgindo defensores de peso, como os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (Brasil) e Bill Clinton (EUA). Estes pesos-pesados dão uma conotação de legitimidade e de acerto pela legalização, mas não passam disso. Na prática, o Brasil não vai legalizar nada disso, pois, de mesma forma que existe a certeza de que o combate não resolveu nada até hoje, não se tem certeza de que poder consumir à vontade não agrave o problema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem posições acerca do uso da maconha que precisam ser clareadas para se afirmar se é a ilegalidade que ajuda na permanência do problema ou se restringe apenas à omissão do Estado, com ações ineficazes. Já foi diagnosticado que o combate na `ponta' não resolve, mas as fronteiras do Brasil são um queijo suíço e nada de efetivo foi feito agora. Até a única aeronave destinada ao combate nas fronteiras não tem previsão de utilização, por falta de condições. Não se vê a incineração das drogas apreendias e não raro somem toneladas das delegacias, como ocorreu em Campinas há algum tempo. &lt;br /&gt;Ao defender a legalização da maconha, Fernando Henrique segue uma convicção arraigada nos brasileiros de que os problemas se resolvem apenas colocando intenções em papel, numa lei. O excesso delas já apeou este País pela burocracia e confusão jurídica que se forma em torno delas e também por conta disso as demandas nunca terminam. O fato de a permissão constar numa lei não resolverá, nem minimizará o problema. Antes, deve se fazer o debate correto, já que predominam as distorções sobre o problema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os traficantes são corretamente demonizados por todos. Eles são xingados na televisão, no rádio e pelos familiares. Muitos pais que os xingam depois de o filho já estar viciado fizeram vista grossa quando seu pupilo chegava madrugada a dentro em casa, sem dar nenhuma explicação ou aceitando eles qualquer desculpa. Não sabiam e nem queriam saber (os pais) com quem andava. Esses mesmos pais fingiram que não percebiam a iniciação do filho com as drogas. Antes de culpar apenas o traficante, é preciso coerência no discurso, portanto. A formação de usuário e traficante é idêntica à geração de uma criança que, seja qual for o processo, ainda só é possível por meio de um homem e de uma mulher. Um é responsável pela existência do outro. Ao contrário do ovo e da galinha, entre usuário de droga e traficante, todo mundo sabe quem nasce primeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distorcem também quando se trata o usuário apenas como vítima de tudo, o cordeirinho, sem nenhuma responsabilidade pelo caos em que transforma sua própria vida. Quem defende essa posição se esquece do início do consumo, quando as pessoas que alertavam para o risco eram tachadas de caretas e sofriam todo tipo de deboche do grupo e do próprio usuário. Outra defesa infantil é chamar o usuário de doente, sem mencionar que quis e é o responsável pela sua doença, pois nunca se nasce com o vício, como não há vírus que desenvolva o vício. O viciado de hoje foi o autossuficiente, o arrogante, o avançado de outrora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro erro grosseiro foi a descriminalização do usuário, mas não a forma de aquisição da droga. Todas as formas de aquisição são criminalizadas. Seria complicada a situação de um policial que se depare com uma pessoa comprando droga para consumo próprio. Como não se pode ter um vendedor para cada usuário, estes seriam liberados e o traficante preso. Configura uma dicotomia inexplicável e incoerente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concomitante a um debate coerente sobre o tema, as autoridades deste País devem ser forçadas pela sociedade a criar e aparelhar clínicas de tratamento. Ora, o avanço tem que ser gigantesco e total, pois este País nem sequer cuida dos não viciados, que morrem todo dia nos hospitais públicos sem atendimento. Recife é apenas o exemplo recente, onde mais de mil pessoas precisaram, mas morreram antes de chegar a uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Sobre estes, o então presidente Fernando Henrique Cardoso se fez, fez pouco, e nunca pronunciou uma palavra em defesa deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diz o Jô Soares, sem repetir e já repetindo, a maconha é a porta de entrada para todas as outras drogas; o enfrentamento deve ser idêntico ao da morte. Mesmo que se tenha certeza da derrota, deve-se combatê-la sempre. Se apenas a legalização resolvesse o problema, antes de descriminalizar o consumo da maconha, dever-se-ia descriminalizar o assassinato. Quem sabe teria solução esse probleminha que mata mais de 40 mil por ano no Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-8260663536622970169?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/8260663536622970169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=8260663536622970169' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/8260663536622970169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/8260663536622970169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/07/os-intelectuais-e-as-drogas.html' title='Opinião'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-1523357995028191780</id><published>2011-07-02T12:37:00.002-03:00</published><updated>2011-07-26T20:49:19.011-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Os donos da moral&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicado no Jornal&lt;/em&gt; Diário de Sorocaba &lt;em&gt;em 01 de julho de 2011&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Entre as principais manchetes e notícias da televisão e demais veículos midiáticos, nas últimas semanas, encontram-se os acontecimentos relativos aos direitos dos homossexuais. Semanas atrás o Supremo Tribunal aprovou por quase unanimidade o reconhecimento da união de pessoas do mesmo sexo (ambiguamente denominado “união homoafetiva”); a PLC 122, lei que criminaliza a “homofobia”, volta à pauta do congresso e da exibição pública com argumentos a favor e opostos; agora, o Ministério da Educação se dispôs a avaliar com maior cuidado o chamado kit gay, ou kit anti-homofobia, material que pretende distribuir às escolas públicas brasileiras para serem apresentados aos estudantes do Ensino Médio como forma de “educação sexual”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de assuntos polêmicos e sem dúvida merecedores de atenção redobrada e prudente das autoridades e da sociedade. O problema é a falta de participação da segunda nestas decisões. O povo em nenhum momento tem sido contemplado pelo discurso de seus “representantes” (por direito, mas não de fato), e essa ausência torna questionável, para não dizer nula, a intenção dos agentes políticos envolvidos na tramitação desses movimentos, já que em estudos recentes os brasileiros mostram-se desfavoráveis ao abandono de valores tradicionais (para exemplificar, indico consulta à pesquisa Vox Populi de dezembro do ano passado publicada na internet: &lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/populacao+rejeita+mudancas+na+lei+sobre+aborto+gays+drogas/n1237848797384.html"&gt;http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/populacao+rejeita+mudancas+na+lei+sobre+aborto+gays+drogas/n1237848797384.html&lt;/a&gt; ). Os legisladores e juristas se abstêm de ao menos considerar na pauta de debates os conceitos da população e de outras representações, como as Igrejas cristãs, contrárias aos propósitos dos segmentos interessados nas mudanças. Falar, como alguns comentaristas ineptos e mendazes, que as religiões não devem opinar sobre a questão é, no mínimo, mutilar o direito democrático destas de interferir nas transformações sociais e de se expressarem conforme aprouver suas convicções; trocando em miúdos, uma censura às idéias divergentes dos mandantes políticos é desprezada pelo gesto autoritário do governo e das forças aliadas dos grupos segmentários. Isso é um ato de total repressão à liberdade de pensar e discordar de algo que não haja consenso, direito assegurado pela Constituição. Qualquer instituição social deve participar ativamente dos processos sociais, e ninguém pode ficar de fora por imposição ideológica de vigaristas e marqueteiros com objetivos claros de privilegiar setores da sociedade em detrimento de todos os cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PLC 122, tendo a frente Iara Bernardi e atualmente Marta Suplicy, desrespeita a diversidade de comportamentos e pontos de vista, algo contraditório com os princípios que pensam apregoar, e qualquer lei dessa natureza cria privilégio desigual em favor de uma parcela da população, causando atrito e cisão entre os grupos e, consequentemente, desestruturando todo o alicerce ético da cidadania. Conforme reflete Norma Braga num artigo brilhante, intitulado “Empurrados para o armário”, publicado no site Mídia sem Máscara, não se pode exigir um direito sem obrigar outra parte a abrir mão das suas prerrogativas. Todos os dissidentes da lei serão jogados no “armário” da censura e do totalitarismo. Se substituíssemos, imagina a autora, o artigo homossexualidade por cristianismo, haveria a mesma dificuldade: estariam vetadas todas as manifestações antagônicas às religiões cristãs, e isso seria igualmente admoestação e crime contra os direitos individuais de livre exibição de ideias. Não se resolve a discriminação selecionando o que pode ou não ser dito ou pensado, e como conclui Braga, tal medida pode inclusive gerar mais preconceito devido à indignação e repúdio do restante das pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deputado Jair Bolsonaro comete constantemente algumas gafes ao confundir avaliação racional da questão com preferências pessoais, assentadas em concepções um tanto ultrapassadas, porém suas teses, guardadas críticas pontuais, apresentam sentido. Distribuir um kit às escolas com vídeos sobre casais homossexuais, bissexualidade e transexualidade, não esclarece em nada a compreensão da sexualidade humana, somente vai confundir o jovem em desenvolvimento a assimilar ideias conflituosas e aporéticas. Muitos profissionais da psicologia, religiosos com formação acadêmica em filosofia e teologia e chefes de família não aceitam esse modelo de ensino, e obrigar os estudantes a terem uma educação sobre esses parâmetros, desprezando as contestações, é ignorar propositalmente a falta de conformidade em relação ao tema. Se assim ocorrer, a política mais uma vez sobrepujará a moralidade e as convenções populares, algo até comum no Brasil onde parece impossível realizar uma discussão séria, verdadeira e decente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São tantos os pontos a comentar que um artigo é insuficiente. Importa agora mostrar a intenção do governo e de lideranças filiadas às causas gays de ditarem a moral, dizendo as crenças e valores permitidos e proibidos, desrespeitando completamente a história e a gênese cultural brasileira. Os homossexuais têm o direito de exigir respeito e aceitação, e a sociedade o dever de acolher suas reclamações e promover meios das diferenças serem respeitadas, evitando atos discriminatórios e violência gratuita. Mas o Estado (aliás, o PT e seus aliados) não tem o múnus de impor aos cidadãos a “jeito correto”, conveniente a eles, de educar os jovens ou de questionar determinada conduta. Se todos tomarem consciência do perigo dessa intromissão arbitrária ao patrimônio moral, então é bom ser feito alguma coisa com urgência antes do cerco se fechar ainda mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-1523357995028191780?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/1523357995028191780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=1523357995028191780' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/1523357995028191780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/1523357995028191780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/07/os-donos-da-moral.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-5829539960726219821</id><published>2011-06-29T11:24:00.005-03:00</published><updated>2011-07-28T07:37:11.076-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Espaço Poesia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Felicidade&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;Vicente de Carvalho&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Só a leve esperança, em toda a vida,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Disfarça a pena de viver, mais nada&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Nem é a mais a existência, resumida&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Que uma grande esperança malograda&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;O eterno sonho da alma desterrada&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Sonho que a traz ansiosa e embevecida&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;É uma hora feliz, sempre adiada&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;E que não chega nunca em toda a vida&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Essa felicidade que supomos&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Árvore milagrosa que sonhamos&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Toda arreada de dourados pomos,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Existe sim: mas nós não a alcançamos&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Porque está sempre, apenas, onde a pomos,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;E nunca a pomos onde nós estamos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-5829539960726219821?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/5829539960726219821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=5829539960726219821' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/5829539960726219821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/5829539960726219821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/06/espaco-poesia.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-1312246970372591004</id><published>2011-05-18T18:05:00.004-03:00</published><updated>2011-07-26T20:51:38.743-03:00</updated><title type='text'>Crítica Teatral</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;REDESCOBRINDO UMA NAÇÃO: O OLHAR PINDORÂMICO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria imaginável uma visita inesperada, e de certo movida pelo acaso, do Senhor Jesus aos trópicos? Para o grupo teatral Nativos Terra Rasgada não só é admissível como realizável cenicamente. O espetáculo &lt;em&gt;Pindorama: A Saga de um Cristo&lt;/em&gt;, última criação dos sorocabanos, leva para a cena Jesus Cristo e um companheiro cego (ex-cego, depois de curado pelo mestre) que fogem para uma terra longínqua e inóspita, pronta para ser desbravada. A causa dessa travessia é apenas uma: Maria Madalena. A tal senhorita deseja se unir em matrimônio ao Salvador e devido a isso age com perseguição assediosa, mas quando Cristo se liberta da cruz resolve partir para outro continente, acompanhado de seu mais novo discípulo, a fim de ficar o mais distante possível da megera grudenta. Ela, porém, sem desistência, se alia ao diabo (uma diabinha na verdade) e partem a procura dos exilados em terras brasileiras, sem saber quais peripécias iriam acompanhá-las nessa missão intrépida, e aos fugitivos também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espetáculo traz à cena os atores Flávio Melo, Tom Ravazoli, Bruna Salatine, Stefany Cristiny e Juliana Prestes, tendo Rodrigo Zanetti na técnica e as contribuições de Carlos Doles e João Bid, para a encenação e o preparo vocal respectivamente. Todos consolidam um espetáculo leve e divertido, com ilustrações e cantos, narrações fictícias misturadas a acontecimentos verídicos da história do Brasil, como as artimanhas da colonização (a catequese dos índios, por exemplo) até o golpe militar e a edificação de Brasília, capital do país das contradições. Como recursos cênicos destacam-se os usos simbólicos de materiais e objetos, transformados de acordo com a narrativa e servindo de mote criativo ao jogo teatral entre os intérpretes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nativos tem se dedicado com atenção quase exclusiva ao teatro feito na rua, ou em lugares pouco usuais para espetáculos – ao menos assim considerados a primeira vista – e a trajetória do grupo mostra-se bem sucedida até o presente momento, predizendo pelas demonstrações da sua pesquisa e obras um futuro promissor. A sequência de espetáculos itinerantes, desde &lt;em&gt;Zorobe&lt;/em&gt;, passando por &lt;em&gt;A Romaria&lt;/em&gt; até o referido &lt;em&gt;Pindorama&lt;/em&gt;, é fruto de projetos cujo objetivo não é somente a exibição pública de uma produção teatral, mas a viabilização da investigação artística e proporcionalmente científica sobre o fazer teatro na rua e em espaços parateatrais, de natureza distinta e presumivelmente hostil, dada ao atributo simbólico dos locais não análogos ao senso comum do espaço cênico – palco e platéia, à maneira italiana. Os conceitos de teatro de rua (trabalho cênico realizado para espaços não tradicionais, com importância artística e destacadamente social pela transladação do espetáculo para públicos que não freqüentam habitualmente o teatro) e teatro popular (aquele que parte do contexto do povo e o coloca como protagonista, mesmo não sendo feito pelos “populares”) se intercalam e passam do plano da definição racional encerrada à matéria de conhecimento e debate, e dessa condição inacabada o grupo não abre mão. Mesmo sem completa teorização da linguagem levada à exibição cênica, algo bastante aceitável num procedimento investigativo de caráter experimental, o grupo busca inserção em círculos públicos de debate sobre teatro como propositor de idéias e ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pindorama&lt;/em&gt;, popular e moderno, realista e fantástico, põe a mostra algumas mazelas brasileiras e, contando tais fatos, deixa entrever a dúvida quanto à fala oficial transmitida para gerações e gerações de estudantes através dos livros e manuais usados pelo ensino oficial. Essa é uma virtude de qualquer artista que se preze a mexer com valores e discursos solidificados: o grupo não se furta a expor, na boca das personagens, o juízo próprio sobre os eventos marcantes da história deste país. Consentâneos ou não com o “olhar pindorâmico” sobre o processo cultural ocorrido nos trópicos (pois toda informação pode e deve passar pelo crivo dialético para melhor concepção do real verdadeiro), o Nativos avalia o percurso formativo do povo e da nação com inclusões diretas e certeiras, deixando claro ao espectador atento que se trata de observações contestatórias da aparente puerilidade dos conflitos dramáticos encenados, como apontamentos a retirar do público a aceitação torpe da fábula envolvente compositora de qualquer relato histórico, em especial aqueles destinados a falsear a realidade, portanto, paradoxalmente não-históricos. É demasiado interessante, assim, o comparecimento de personagens religiosos conduzindo a trama, o que prescreve a influência decisiva da cultura popular na dramaturgia do espetáculo, ao modo Gil Vicente, Ariano Suassuna e outros escritores do mesmo universo. &lt;em&gt;Pindorama&lt;/em&gt;, embora não trate de fé, utiliza-se das figuras bíblicas como representação das infelicidades e esperanças das pessoas. O Cristo (evidentemente não o Jesus histórico nem teológico) é a síntese de todas as incompreensões e incoerências do processo civilizatório brasileiro, e suas surpresas e inércia em determinadas situações é a mostra da surpresa e da inércia induzida do povo, passivo diante das falas competentes e planejadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena se divertir e pensar com &lt;em&gt;Pindorama&lt;/em&gt;, e mergulhar ludicamente pela dramaturgia criada na trajetória deste gigante feito pátria. Com Cristo ou sem Cristo, o olhar atencioso e avaliador sobre nossa história e nossas crenças (nossos mitos?) é a grande oportunidade que essa bem-sucedida encenação propicia ao espectador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-1312246970372591004?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/1312246970372591004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=1312246970372591004' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/1312246970372591004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/1312246970372591004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/05/redescobrindo-uma-nacao-o-olhar.html' title='Crítica Teatral'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-5169480672908186311</id><published>2011-05-05T00:37:00.004-03:00</published><updated>2011-07-27T18:57:21.367-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Regressão Continuada&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;em&gt;Publicado no Jornal&lt;/em&gt; Diário de Sorocaba &lt;em&gt;em 01 de maio de 2011&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A educação paulista, reflexo em parte da degeneração paulatina da educação nacional, vai de mal a pior, situação imposta por variados fatores, desde a omissão política e a falta de agentes realmente capazes de fazer a diferença, até as dificuldades culturais e sociais do povo que desfavorecem uma proposta educacional consistente e duradoura. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;É de conhecimento público, graças ao empenho do poder público em divulgar seus feitos sem maiores esclarecimentos, que o governo do Estado de São Paulo pagou um bônus para os profissionais das escolas bem sucedidas no SARESP – avaliação oficial da Secretaria de Educação – sucesso medido pela superação da meta proveniente do IDESP (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) da unidade escolar através da nota alcançada pelos alunos. O critério do pagamento sofreu alterações no governo José Serra, com o auxílio de Maria Helena Guimarães de Castro e Paulo Renato, secretários de educação da gestão do ex-governador, basicamente se assentando sobre o desempenho dos alunos. Receberam bônus, portanto, as escolas que sobrepujaram o indicador anual, quantificado a partir dos índices estabelecidos conforme o resultado da avaliação estadual e a nota de cada escola estadual em particular.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Há uma dupla estratégia política nessa tacada: o governo posa de bom samaritano ao “ajudar” os professores que se empenharam o máximo pelos seus alunos, e se exime de culpa caso não pague a equipe escolar que falha no objetivo de elevar o conhecimento dos estudantes. Resumindo: o Estado é, ao mesmo tempo, benevolente e justiceiro, recebendo as glórias por remunerar o sucesso da unidade escolar e se imunizando de qualquer crítica direta, visto que os “culpados” foram os educadores e gestores incompetentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Basta pensar com coerência e boa-fé para chegar a conclusão quase óbvia de que uma prova com esse perfil não avalia a qualidade de uma escola, pois não inclui as atividades, projetos e iniciativas que envolvem o todo escolar, dos quais o governo praticamente não toma parte. Além disso, o dado mais complicado é aquele referente ao envolvimento dos alunos com o aprendizado: a maioria dos jovens educandos não se importa nem um pouco com sua autoeducação, e sei por experiência própria e pelo relato de colegas que boa parte deles não se dedica nada no dia do SARESP, se omitindo de fazê-lo com seriedade. É justo o trabalho de um ano ser jogado na lata de lixo pela negligência e irresponsabilidade moral dos estudantes?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O maior culpado pelo resultado insatisfatório de muitas escolas é o próprio governo, que desde a implantação da Progressão Continuada somada à pressão &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;de dirigentes e supervisores de ensino para a obtenção de resultados e ocultamento de problemas, só fez piorar a qualidade do ensino tirando do aluno o dever de ter compromisso com sua formação. A obrigação de estudar é um valor que deveria ser disseminado pelos quatro cantos do Brasil, pois uma sociedade só evolui verdadeiramente se todos se conscientizarem da importância do conhecimento para a elevação moral e cidadã do coletivo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A Progressão Continuada, na prática, facilita o desprezo pela idoneidade da instituição escolar e pela necessidade de alcançar bom desempenho nos estudos (ouvi várias vezes de alunos de escolas estaduais: “nem me preocupo com a nota, já sei que vou passar mesmo, que ninguém repete!”). Com essa mentalidade, o professor fica de mãos atadas, não tem autonomia para exigir mais de seus alunos, sendo cobrado pelos manda-chuvas pedagógicos a aprovar estudantes incapazes de passarem para a série seguinte. A corrupção do sistema educacional paulista chega ao cúmulo de desprezar por completo o bem humano em troca de números favoráveis – mendazes – à beneméritos econômicos. No fundo, todos os envolvidos sabem do recuo da inteligência que essa “regressão continuada”, expressão dita a bom tempo por Reinaldo Azevedo (ver: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/regressao-continuada-mediocridade-politica/"&gt;http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/regressao-continuada-mediocridade-politica/&lt;/a&gt; )&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;provocou na geração da última década e continuará provocando caso não seja revista a postura da Secretaria da Educação. É urgente descer do pedestal de arrogância e rever o procedimento caótico antes da ruína total.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Como educador, espero das autoridades uma postura mais séria e comprometida com a valorização do professorado e seu labor pedagógico. Como cidadão, aguardo do Estado e dos políticos maior atenção aos jovens, sobretudo com medidas legislativas cuja finalidade seja o despertar do senso de responsabilidade e obrigação pessoal do aprendizado. Como brasileiro, torço para meus compatriotas tomarem consciência do tesouro que está sendo desperdiçado com a falta de atenção à educação, e com isso se motivem a correr atrás do prejuízo enquanto há tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-5169480672908186311?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/5169480672908186311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=5169480672908186311' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/5169480672908186311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/5169480672908186311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/05/regressao-continuada.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-1082221054214976745</id><published>2011-04-22T11:23:00.005-03:00</published><updated>2011-07-26T20:56:12.453-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Conceito e/ou Preconceito: confusões premeditadas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicado no Jornal&lt;/em&gt; Diário de Sorocaba&lt;em&gt;, em 17 abril de 2011&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente a palavra “preconceito” tem sido usada em excesso na mídia e nos eventos públicos de maneira irresponsável e redundante, para salvaguardar a visão propositalmente distorcida de grupos segmentários com intenções políticas bastante localizadas, nada de origem humanitária como fazem acreditar. Programas televisivos de entretenimento falam “contra todo tipo de preconceito”; jornalismo mostra com insistência casos de violência contra homossexuais (informações carecidas de detalhamentos e, portanto, suspeitas de conter inverdades no todo); movimentos sociais organizados acusando de preconceituosos membros da sociedade que pensem qualquer alternativa aos seus propósitos. Se uma averiguação apurada for feita, ainda outros apelos seriam diagnosticados, e suas forças conjuntas têm levado a enganos maléficos para o exercício livre da cidadania. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tematizei em esboço no artigo anterior escrito para o Diário (“Paradoxos (anti) democráticos”, edição de 10 de fevereiro de 2011) a empresa multilateral de certas frentes sociais, como o movimento gay, o feminismo e os defensores da descriminalização da maconha, em deturpar o significado do termo preconceito para fazer as pessoas acreditarem que, caso tenham posições intelectuais e morais divergentes dessas “minorias” (subsidiadas por organizações do terceiro setor e lideranças estatais influentes na conjuntura política brasileira e mundial) são crueis e desumanas, almas monstruosas cujo sentido de existir é atormentar os pobres coitados injustiçados, vítimas de discriminação. Não é de hoje que a estratégia é aplicada pelos esquerdistas radicais de plantão: perversão lingüística com a finalidade de confundir o receptor e incutir na sua mente a mensagem subliminar de acordo com suas conveniências. Todo aquele contrário às ideias propagadas por essa via são reacionários ou moralistas, preconceituosos e até criminosos. Em resumo, há um processo de aniquilação das oposições – fato compositor da essência da democracia – em favor dos mentores da nova ordem política e moral, da padronização cultural assentada nos pareceres das entidades interessadas na revolução total dos costumes e não na vontade da população em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo preconceito, um dos motores dessa ludibriação da consciência, precisa ser comparado com o vocábulo embrionário “conceito” do qual deriva. Conceito, de modo geral, é a definição racional feita a partir da constatação avaliada das propriedades daquilo que se quer afirmar. Pre-conceito, por seu turno, é toda opinião não formada pelo labor racional, baseada apenas no senso comum e na preferência individual. Note bem: o preconceito é a sentença ou atitude movida pelo irracionalismo, e somente assim tomado é um mal. Dizer, por exemplo, a um homossexual que ele é inferior a um heterossexual é preconceito, mas propor uma postura de vida embasada em teses globais sobre o fenômeno humano não compatíveis com a prática do homossexualismo (a orientação e não a pessoa) não configura-se discurso preconceituoso. Condenar o usuário de drogas como desgraçado e mau caráter pelo simples fato do uso de entorpecentes pode caracterizar ato de preconceito para com a história singular de vida da pessoa, não obstante, o alerta de que as drogas são grave problema social cuja conseqüência atroz resulta na morte de muitos jovens ou ao menos os causa sérias debilitações, e por isso a sua legalização (seja maconha ou outras ainda piores) é perigosa e imoral, não é preconceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há preconceito quando um comentário, direcionado a alguém, estende-se a todos da espécie ou do coletivo ao qual pertence, sem o devido esclarecimento e prova (falar que um religioso é fanático tem substancial dessemelhança de enunciar que todo religioso, por ser religioso, é fanático). Esse pré-julgamento precisa ser combatido, mas querer de todas as pessoas e instituições um pensar adestrado, comandado por cartilhas ditadas pelos segmentos badalados no cenário social, é acabar com a liberdade de pensamento, expressão e o direito à igualdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe inocência na divulgação dessas concepções e reclamações. A intenção maior desses ideólogos e de suas parcerias em nível nacional e internacional consiste na implantação do projeto covarde e melindroso de destruição da herança cultural do ocidente, e as exigências de direitos exclusivos são etapas progressivas de sua execução. Ninguém fala no preconceito que os representantes destes movimentos têm para com as religiões, a família, as tradições e os conceitos mantidos e defendidos pela maioria dos cidadãos brasileiros. Não caro (a) leitor (a), isso nem passa pela consideração desses líderes preconceituosos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o respeito à diferença é princípio constitucional, então deve prevalecer em todas as dimensões da sociedade indistintamente. Concordo com o protesto e a luta pela dignidade e convivência respeitosa, porém estas reivindicações não podem ocorrer por meio de recursos desonestos, maledicentes e parciais, claramente de uso político e cobiçoso para poucos “excluídos”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-1082221054214976745?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/1082221054214976745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=1082221054214976745' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/1082221054214976745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/1082221054214976745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/04/conceito-eou-preconceito-confusoes.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-3562702172866732488</id><published>2011-04-08T14:33:00.003-03:00</published><updated>2011-07-26T20:57:04.846-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Palavras shakespeareanas!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoa-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distancias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem da vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam, perceber que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa – por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pois pode ser a última vez que as vejamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nos somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprende que não importa aonde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;WILLIAM SHAKESPEARE&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-3562702172866732488?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/3562702172866732488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=3562702172866732488' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/3562702172866732488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/3562702172866732488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/04/palavras-shakespeareanas.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-8013414683548163331</id><published>2011-02-20T14:29:00.002-03:00</published><updated>2011-07-26T20:58:04.561-03:00</updated><title type='text'>Crítica Teatral</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;ENTRE MITOS, CÂNTICOS E ORIXÁS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Uma poética do feminino... Eis o primeiro semblante de &lt;em&gt;Paó&lt;/em&gt;, espetáculo cuja narrativa gira em torno da sensibilidade de mulheres ante as situações da vida. A encenação foi criada por quatro atrizes virtuosas em busca de suas raízes identitárias nas personagens que compuseram (isso parece ficar claro nos seus depoimentos no programa distribuído), as quais reciprocamente, pela mágica teatral, emprestam as marcas vivenciais de suas criadoras e as reverberam em si. A Cia. Teatro do Fulô, um dos recentes grupos sorocabanos, une no elenco intérpretes de personalidade e compromisso elevado com o teatro e a pesquisa. Ana Antunes, Camila Rocha, Daiana Coelho e Vanessa Soares ousaram levar à cena as memórias coletivas da origem civilizacional brasileira, quando, juntando referenciais culturais oriundos de tradições étnicas distintas (até antagônicas), o povo brasileiro é “inventado” e se torna aos poucos nação plural. Vão ainda além: trazem os sinais incrustados nos seus corpos para, dialogicamente, harmonizar o real e o ficcional no espaço cênico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Paó&lt;/em&gt; nos aproxima com delicadeza e vigorosidade de quatro individualidades que resplandecem referências antepassadas em suas carnes, nas atitudes e crenças a movê-las e impulsioná-las a transitar por momentos únicos e inapagáveis (como a morte de um filho) sem aventar a renúncia inerme do enfrentamento. As palmas elevadas, os cantos lúdicos, saúdam as entidades sagradas e irreverentes, na tentativa leal de dizer o indizível, de verbalizar o logos interior, sem possibilidade de tradução vernácula. &lt;em&gt;Paó&lt;/em&gt; estabelece essas minúcias pelo jogo fortuito entre aspectos complementares da experiência vital, convertidas em expressões culturais: os ritos contam os mitos; os mitos conduzem aos ritos, tudo movido por algo de sagrado. Não há como descartar dos códigos cênicos o ecoar da voz da tradição, exprimida pelos signos da religiosidade, mais abrangentes do que uma doutrina ou credo particular. O povo aparece representado nos movimentos e falas das personagens sem pretender qualquer figuração narrativa; a noção de povo, impressa nas interpretações, é a mímesis da caminhada entusiasmante dos antepassados, mostrada não em palavras, mas pelo comparecimento dos corpos e intenções reavivadoras dessa identidade cultural. Nesse sentido vai o comentário da abertura deste escrito: as atrizes procuram as personagens em si próprias, e não em literaturas avessas à sua historicidade; o autoconhecimento se concilia com a “construção” da persona cênica, e esse processo intrainvestigativo se assenta sobre o exame da memória, que oferece a presença atualizada de eventos vividos, dos exercidos pelo sujeito nas ações passadas aos herdados pela convivência ou por estigmas arquetípicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses elementos são repercutidos simbolicamente pelos procedimentos espetaculares. O som feito ao vivo contextualiza a atmosfera mítica e os cantos e danças performáticas salientam a vida das mulheres e sua feminilidade, transformadas em poesia devido ao tipo de afecção despertado nos espectadores, certamente inebriante e sensível. As caixas usadas como mecanismo cenográfico possibilitaram uma suavidade agradável, e acabaram por não comprometer a fruição e as intelecções. Os pequenos contatos com o público proporcionaram um sentimento de familiaridade, embora o uso desse recurso não acrescente ou retire nada do todo da encenação, já conduzida desde o início por certo clima de misticismo popular. A indumentária situa ao mesmo tempo a territorialidade ancestral e a trivialidade mundana, ambas encarnadas e recuperadas a cada pulsar vital das personagens. Tudo, na simplicidade da composição, resultou em formidáveis ações de beleza inestimável, com lisuras e nuances realmente cativantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro mulheres, quatro individualidades: única feminilidade, única busca. A visita consciente à consciência mesma (embora isso aparente redundância lingüística) por intermédio da aventura da autodescoberta é o retrato mais próximo daquilo pelo qual &lt;em&gt;Paó&lt;/em&gt; se faz a cada cena, bem como suas luminosas intérpretes, provando com seu método arqueológico da memória que o teatro não acontece de fora para dentro, mas nasce exatamente do inverso, de uma intensa meditação acerca das escolhas reais e do curso das identificações componentes da personalidade. Todos os indicadores geram a incrível arte de viver, seja no teatro ou fora dele, e a recordação e aproveitamento das minúcias pessoais conferem um charme todo especial ao ofício de interpretar, repleto assim de força e vitalidade espiritual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Paó&lt;/em&gt; não é oco e vazio; possui alma e valentia. O feminino que se constitui como poética da ancestralidade está diante de todos inclusive, e oportunamente, dos esquecidos de suas origens, alienados das raízes frutuosas de suas histórias. O aprendizado oferecido por essas quatro mulheres, entre mitos, cânticos e orixás, da responsabilidade consigo e sua descendência, impregnada na totalidade de cada indivíduo, é algo deveras indispensável e talvez urgente nos tempos de presenteísmo abusivo e despersonalizado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-8013414683548163331?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/8013414683548163331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=8013414683548163331' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/8013414683548163331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/8013414683548163331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/02/entre-mitos-canticos-e-orixas.html' title='Crítica Teatral'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-1937988129376585430</id><published>2011-02-12T00:59:00.002-02:00</published><updated>2011-07-26T20:58:37.133-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Paradoxos (anti) democráticos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicado no Jornal&lt;/em&gt; Diário de Sorocaba&lt;em&gt;, em 10 de fevereiro de 2011&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A democracia é o regime mais adequado nos nossos tempos pelo simples fato de incluir todas as pessoas que compõem a comunidade política e lhes considerar aptas e admissíveis para colaborar na elaboração das diretrizes e encaminhamentos gerais da vida em comum. Pelo direito democrático, podemos ser ouvidos, ter nossas idéias acolhidas ou impugnadas, eleger quem queremos ou ao menos decidir por votar na oposição ao candidato mais cotado a assumir o poder. Tais prerrogativas, porém, levam inevitavelmente a certos abusos, detratores dos princípios mais elementares da regra democrática. Acometimentos dessa ordem são manifestos no cotidiano brasileiro quando parcelas da sociedade usam do direito isegórico (poder falar) e isonômico (igualdade social) para divulgarem suas ambições e códigos morais como únicas aceitáveis no momentâneo contexto social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tão conhecidos grupos segmentários (associações de pessoas com perfil comportamental e ideológico similar, com fins de fazerem-se reconhecer, perante a sociedade, a partir dos seus modos de pensar e agir específicos), dentre os quais se incluem os movimentos feministas radicais, a comunidade LGBT e as demais tribos que se autodesignam “excluídos”, ganharam espaço no cenário político ao divulgarem com grande êxito suas posições e ideais, seja em eventos públicos como a “Parada Gay”, em veículos midiáticos e através de formadores de opinião (jornalistas, intelectuais, educadores). A pauta mais alardeada contém as recentes agressões julgadas como homofóbicas e a liberação do aborto. Tais questões, porém, não são debatidas com a seriedade e isenção esperada para assuntos de interesse público; com malícia e cara-de-pau imperativa, os temas são usados como matrizes de uma série de palavreados demagógicos e unilaterais, de desprezo e discriminação às esferas sociais ditas “reacionárias” como as igrejas cristãs e instâncias do poder judiciário, mesmo havendo indícios de que as alegações e os eventos não são tão reais como fazem aparentar (Ver na Internet: &lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/populacao+rejeita+mudancas+na+lei+sobre+aborto+gays+drogas/n1237848797384.html"&gt;http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/populacao+rejeita+mudancas+na+lei+sobre+aborto+gays+drogas/n1237848797384.html&lt;/a&gt; &amp;nbsp;; &lt;a href="http://www.midiasemmascara.org/artigos/desinformacao/11637-a-manipulacao-dos-dados-de-assassinatos-contra-gays.html"&gt;http://www.midiasemmascara.org/artigos/desinformacao/11637-a-manipulacao-dos-dados-de-assassinatos-contra-gays.html&lt;/a&gt; ; &lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/051124jb.htm"&gt;http://www.olavodecarvalho.org/semana/051124jb.htm&lt;/a&gt; &amp;nbsp;). Com isso tem-se uma impressão clara da falta de diálogo com a herança cultural da população, e essa incomunicabilidade premeditada contra a tradição apenas visa envolver o máximo de indivíduos possível no combate aos valores sociais estimados e mantidos por gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos têm liberdade de expressarem o que sentem e pensam, de criticar e propor mudanças julgadas oportunas. O problema é quando essa prática se torna impositiva, a ponto de manipularem determinadas estruturas (fatos, dados, conceitos) para ludibriar a mente dos cidadãos, ao invés de esclarecê-los suficientemente sobre a matéria de discussão e torná-los cientes dos problemas com conhecimento de causa. Tal é a intervenção de boa parte destes grupos, decididos não a proteger seus afiliados, e sim ingressar na esfera de poder e detonar os seus críticos e desafetos. Esse é o primeiro paradoxo: a democracia favorece a diferença, e em nome dela quer-se homogeneizar os costumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para essa empreitada, uma das alternativas mais profícuas é o discurso mistificador, pelo qual as palavras são manejadas ao bel prazer do orador e associados, cuja meta é a divulgação das idéias convenientes a empreita e seus pretextos. O mais banalizado de todos os termos, usado a rodo por militantes de todas as ordens, é o dito “preconceito”, que de concepção cunhada por motivos particulares sem a devida avaliação racional, passou a ser o conjunto de sentenças discordantes de uma determinada classe ou linha de pensamento hegemônica entre uma casta de oportunistas. Se prestarmos atenção, os preconceituosos, no sentido verdadeiro da palavra, são os acusadores da moral tradicional, que por desconhecerem completamente a profundidade do seu fundamento legitimador lidam apenas com estereótipos forjados e sem consistência. Assim como na época de Platão, a democracia instaura a condição paradoxal da possibilidade do uso geral da fala para o desempenho de teorias perniciosas ao coletivo, cuja utilização não almeja outra coisa senão enganar e convencer os ouvintes de uma mentira travestida de veracidade.&lt;br /&gt;Violência a qualquer pessoa que exerça seu direito à escolha, seja qual área de sua vida isso se aplique (no caso citado, a opção sexual), é intolerável; discriminar e agredir uma mulher por um aborto cometido não vai originar justiça, apenas estenderá as conseqüências de uma atitude equivocada; são pontos de consenso entre as pessoas de bem. Não obstante, tentar manipular a opinião pública e a consciência moral dos cidadãos objetivando impor um modelo ético, com pretensões visivelmente político-partidárias, é ato grave e prejudicial à sobrevivência da democracia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta pela igualdade e respeito às diferenças não significa empreender medidas destrutivas, contrárias ao livre pensamento e a divergência de pontos-de-vista. Se falar contra um padrão de conduta ou procedimento pessoal for motivo de punição e censura, sem que tenha havido humilhação ou ação criminosa, então de fato a democracia perdeu o sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-1937988129376585430?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/1937988129376585430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=1937988129376585430' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/1937988129376585430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/1937988129376585430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/02/paradoxos-anti-democraticos.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-8776935149634842636</id><published>2011-01-09T12:21:00.001-02:00</published><updated>2011-07-26T20:59:08.516-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Oito anos de Lula&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicado no Jornal&lt;/em&gt; Diário de Sorocaba&lt;em&gt;, em 30 de dezembro de 2010&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No dia primeiro de janeiro, com a posse da presidente Dilma Rousseff, a era Lula chega ao fim. Será? O fenômeno “lulismo” parece ter seu lugar sedimentado no cenário político brasileiro, e seu espectro sempre permanecerá a rondar o Planalto e o imaginário popular, fomentado pelo maciço investimento midiático do PT e pelas ações governamentais que, se não solucionaram os reais problemas do país, pelo menos convenceram a maioria dos cidadãos disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas julgar o presidente Lula vai muito além da constatação de sua fama e popularidade. Cabe agora cogitar se seu governo foi tão esplêndido e mágico – conforme palavras próprias e de discípulos deslumbrados – como é pintado e reafirmado incessantemente pelo partido, aparentemente ratificado pela opinião pública. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula foi mais que presidente da República. Lula foi e continuará sendo um mito, dos mais arquitetados e expandidos vistos em terras brasileiras. E como todo o mito, sua força se sustenta pelo apelo imaginativo e sua correlação com alguns fatos perceptíveis, mas pouco provido de racionalidade. Todo aquele que sabe vender ilusões será aclamado pelas pessoas sedentas de sonhos e com esperança de um dia melhorar sua situação, o que não quer dizer em hipótese alguma a realização verídica dessa melhora.&lt;br /&gt;Pensando seus oito anos na presidência, alguns feitos precisam ser ponderados. No plano administrativo, o governo teve altos e baixos: a economia cresceu, mas necessita de maior solidificação e menor nível de estatização de serviços, caso queira manter o mercado na condição favorável de investimento e ampliação; reconhecendo méritos na gestão, não se pode esquecer os prósperos anos no âmbito econômico mundial do qual o Brasil foi beneficiado. A vida das pessoas pouco mudou em termos de padrão efetivo, embora a oferta de empregos tenha crescido, acompanhando o fortalecimento da economia; mesmo o governo vociferando as tais 28 milhões de pessoas que ascenderam à classe C, isso não garante continuidade e qualidade de vida em longo prazo, haja vista que a concessão de crédito e o aumento do consumo geram endividamento e alto índice de inadimplência, e tocar nesses números sem levar em conta o modelo estatístico aplicado, que considera pequenos valores como revolução de status, é ter uma visão parcial e mal direcionada na verificação desse particular; fora a carga tributária recordista que o cidadão paga ao Estado nessa gestão. Na área social, o apelo à todo-poderosa Bolsa Família, transformada na maior plataforma eleitoral já testemunhada no pleito brasileiro, concede ajuda interminável a pessoas que poderiam muito bem receber oportunidade real de transformarem, por si próprias, sua situação socioeconômica com dignidade e independência A infraestrututa teve praticamente o mesmo investimento do governo FHC, e a educação e saúde caminharam a passos lentos, em alguns pontos até para trás. A segurança pública continua péssima, com seus mais de 40 mil homicídios anuais, e os crimes mais comuns e violentos ainda contam com a “colaboração” do fraco sistema judiciário e as parcas leis que sempre protegem o infrator e criminoso. Os escândalos de corrupção e afronta aos valores populares, como o Mensalão (maior esquema de compra de políticos já denunciado no país) e o PNDH 3 (incentivador da censura e da prática abortiva legalizada), foram notórios, abundantes e contundentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, avaliar o presidente Lula apenas por dados numéricos e tabela de acertos e erros é, no mínimo, uma simplificação pragmática da sua atuação na sociedade brasileira. Lula representou uma mudança drástica e permanente na mentalidade nacional ao colocar alguns dogmas revolucionários como princípios práticos gerais, velando suas conseqüências nocivas à democracia e a decência republicana. Seu partido chegou ao poder para ficar, e não pretende dividi-lo ou repassá-lo a ninguém. Nos dois mandatos, sindicalistas e outros colegas de Lula ocuparam em torno de 2 mil cargos de confiança, bem mais que governos anteriores, aumentando ainda mais os gastos públicos. As ligações obscuras entre o PT e as FARC, denunciadas e logo esquecidas, não foram esclarecidas a contento, e o narcotráfico deitou e rolou pelas fronteiras brasileiras sem nenhum impedimento efetivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os primeiros anos de militância política, Lula e o PT tinham um objetivo basilar: destruir aos poucos e com sutileza as bases tradicionais e cultivadas pelo povo e estabelecer novo expediente político-ideológico favorecedor dos interesses dos ocupantes do poder. Isso já vem sendo implantado há pelo menos duas décadas pela ação do Foro de São Paulo, que reunindo militantes comunistas da América Latina, vinha agindo em sigilo para modificar radicalmente a orientação política e moral em favor da implantação de um sistema de governo autoritário e detrator, e tal organização teve como seu primeiro presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Ver “Lula, Dilma e seus companheiros” em &lt;a href="http://www.daimonfilosofico.blogspot.com/"&gt;http://www.daimonfilosofico.blogspot.com/&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Dilma Rousseff na presidência, juntamente com a velha-guarda petista, este esquema vai perseverar e expandir, cada vez mais cerceando direitos em surdina. A melhoria do país não deve, em hipótese alguma, calar a voz da verdade e da justiça, quando estas forem imperativas nos rumos sociais. Lula deixa o governo, mas não o poder, pois sua figura continuará sendo símbolo máximo do êxito de uma considerável etapa da hegemonia esquerdista brasileira e o maior ícone exortativo do triunfo final almejado por esta elite falsária a qualquer custo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-8776935149634842636?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/8776935149634842636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=8776935149634842636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/8776935149634842636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/8776935149634842636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2011/01/oito-anos-de-lula.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-8434199981924511621</id><published>2010-12-11T12:24:00.004-02:00</published><updated>2011-07-28T07:38:42.525-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;O emburrecimento da juventude&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicado no Jornal&lt;/em&gt; Diário de Sorocaba&lt;em&gt;, em 27 de novembro de 2010&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco tempo comemorou-se o Dia Nacional da Juventude no Brasil. Foram várias as manifestações celebrativas desta data, e certamente não faltaram nos discursos proferidos menções honrosas a movimentos juvenis de caráter filantrópico e a repercussão de ações construtivas de cunho social, por iniciativa de jovens. Contudo, tão importante quanto celebrar a juventude, é pensar como ela se encontra no mundo contemporâneo, e isso não acarreta algo animador. Com exceção dos jovens mais conscientes, comprometidos com a sua formação intelectual e moral, a juventude de modo geral está emburrecendo gradativamente, vitimada pelo descaso de autoridades para com o seu desenvolvimento integral e pelos produtos “culturais” decadentes dos quais são consumidores vorazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se comparados às gerações anteriores, os jovens de hoje deixam muito a desejar. Não conseguem se unir a causas maiores que seus interesses momentâneos, nem enxergam um horizonte cuja amplitude os inclua como sujeitos autônomos e sem amarras para decidirem suas vidas. Não conseguem diferenciar aquilo que pode ajudá-los a superar o lugar-comum do comportamento juvenil, do que tende a afundá-los cada vez mais, com crescente rapidez e intensidade, na lama da mediocridade e da conduta estereotipada. Não há, com tanta freqüência ou envolvimento, as organizações estudantis, comunitárias e religiosas para lutar pela justiça, liberdade e pela solução de algum problema, pelo simples fato da falta de ideais a defender, bem como a escassez de vontade em se empenhar por qualquer coisa alheia ao seu mundo interno fechado e quase inacessível aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, não se quer negar a mudança temporal necessária em prol do sustento de conservadorismo desdenhoso ou pessimismo anacrônico, apenas ressaltar a contínua degeneração da mente jovem, tão promissora e rica de esperança, em favor da substituição abusiva por ideias e valores servis à doutrinação depreciativa feita por grupos e práticas sociais altamente ilusórias, como o consumismo licencioso e as opiniões alienantes, espalhadas aos montes entre os meios ocupados pelos jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Culpar apenas a juventude é um ato de injustiça. A sociedade como um todo permitiu no decorrer dos anos que uma série de ideólogos e oportunistas invadisse o cenário juvenil e corrompesse a mente das crianças e adolescentes. Programas de televisão, músicas de baixa qualidade, costumes e modismos, são responsáveis pela invasão de informações de baixa qualidade crítica no âmbito da dita cultura juvenil, e isso, no decorrer das décadas, tem formado uma juventude débil e racionalmente limitada. Exemplos não faltam: seus ídolos são bandidos e viciados; suas personalidades estão situadas entre as sensações imediatas e os delírios grandiosos de ser quem não podem e não são, uma mistura doentia e heterônoma; leitura ou reflexão é o mesmo que nada, o vocabulário bastante limitado compõe-se de palavras e frases superficiais, bem como o pensamento supérfluo induzido pelos “formadores de opinião” do universo teen, e falar em autodidatismo é perda de tempo; seus julgamentos são elaborados (quando o são) com base em clichês televisivos e frases feitas de bandinhas de gravadora e astros instantâneos. Outrossim, farsantes em abundância, inseridos em instâncias de alcance direto deste público (educação, política, cultura), são altivos colaboradores do projeto de emburrecimento da juventude, amanhã adultos alienados e sem força para fazer nada de favorável por si e pelos semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta à sociedade se envolver mais com os rumos da juventude daqui pra frente, interagindo de maneira consciente e engajada no processo formativo destes que serão o futuro da humanidade, e isso significa batalhar desde já para que eles saibam construir sua autonomia com consciência, responsabilidade e inteligência voltada para o bem e a verdade. E aos jovens leitores deste modesto artigo, que a visão contida nestas linhas não seja motivo de desânimo ou aborrecimento, e sim uma provocação para estremecer o comodismo de uma vida insignificante e intelectualmente empobrecida, cujo propósito não é outro senão encaminhá-los para o fundo do poço da futilidade e da frustração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-8434199981924511621?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/8434199981924511621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=8434199981924511621' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/8434199981924511621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/8434199981924511621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2010/12/o-emburrecimento-da-juventude.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-7475010001122563628</id><published>2010-11-11T08:37:00.003-02:00</published><updated>2011-07-28T07:40:03.744-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;O futuro do Brasil!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicado no Jornal Diário de Sorocaba, em 06 de novembro de 2010&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mais um processo eleitoral chegou ao fim. Não há surpresa nos resultados: o PT permanece no poder, agora com Dilma Rousseff, e um bando de figurões que há anos roubam a cena na mídia continuará a dar as caras no Congresso Nacional, embora parte desses tenha sido eliminada do quadro de deputados e senadores. É hora de avaliar os fatos transcorridos em vista da compreensão profunda do significado de tudo o que foi vivido nestes meses de campanha, debates e polêmicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A responsabilidade social, manifestada pela ação do voto, parece que se diluiu em meio a promessas ufanistas e miraculosas (tradição dos políticos brasileiros) e intrigas planejadas com muito esmero, tanto do lado da petista como do tucano. Ambos, na verdade, representaram uma oposição ora acentuada, ora atenuada, mas no fundo basta analisar com cuidado para perceber que na base os dois projetos de governo são praticamente idênticos, mudando apenas em algumas estratégias específicas. O Brasil carece de uma discussão séria e contundente sobre política, coisa que não ocorreu neste ano, e uma crítica detalhista dos programas dos candidatos e de seus fundamentos ideológicos foi ausência bastante sentida nos comentários feitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a candidata eleita, Dilma Rousseff, não é de agora que se fala. Antes mesmo do anúncio oficial da sua candidatura à sucessão presidencial, vieram à tona informações pertinentes para o eleitor ponderar e presumir o caráter duvidoso e a proveniência delituosa dos tempos do famigerado regime militar, álibi conveniente na justificativa de atos de banditismo; contudo, haja vista o resultado do pleito, vê-se o êxito de Lula e sua “equipe” em deturpar a capacidade de julgamento racional dos cidadãos, dos quais a consciência e o senso de apreciação foram afanados em virtude da ilusão empreendida pela situação de mudança e melhora da condição de vida no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sra. Dilma, além de insuficiente competência para ocupar o lugar de maior prestígio e magnitude do país, ainda está envolvida até o pescoço em iniciativas impróprias, vindas do seu passado nebuloso, e posicionamentos no mínimo inescrupulosos segundo os valores cultivados pelo povo brasileiro, algo já avisado antecipadamente (ver meu artigo “Lula, Dilma e seus companheiros” em www.daimonfilosofico.blogspot.com). Nenhuma obra ou ajuda filantrópica pode substituir os qualitativos necessários para qualquer bom governante, sobretudo os que dizem respeito à honestidade de conduta, exigência apartada da candidata eleita e de todos os altos comandantes do PT. O povo, ludibriado pela propaganda engenhosa e pequenos benefícios cuja eficácia em nada transforma radicalmente a sua situação de vida, sentiu-se impelido a prestar nova confiança na atual gestão, em nome da continuidade de um projeto pouco favorável à modificação da pessoa em âmbito integral – seja no aspecto econômico e político, seja no campo moral e cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de eleita, Dilma não chegou à presidência com a facilidade esperada por Lula e o stablishment nacional. As pesquisas ressaltaram que a pretensa hegemonia petista está abalada e talvez precise se reciclar na esperança de permanecer no poder após 2014. Com isso, alianças e acordos indecorosos vão ocorrer, e mesmo sob a reprovação do eleitor, o governo empreenderá medidas contrárias à “vontade geral” (conceito do filósofo J. J. Rousseau para nomear a soberania popular como motor de viabilização política). A população, incluindo suas lideranças, não pode esmorecer diante de qualquer ditame autoritário que venha surgir no Planalto; deve, ao contrário, estar atenta e zelosa pelo bem comum e defesa dos bens fundamentais da sociedade brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A democracia não se esgota com o fim das eleições. O voto é ponto de partida de outra etapa do itinerário político do país, repleto de nuances e variações improváveis. Dilma não deve governar sozinha a partir de 2011, e sim conjuntamente ao povo, os maiores interessados nos rumos do Estado brasileiro. As instituições, como a Igreja – tão presente no contexto dos debates – precisam igualmente acompanhar com atenção e serem a voz da oposição quando necessário. Somente assim, com participação efetiva e constante, nossa maturidade democrática poderá enfim caminhar, mesmo sendo a passos lentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-7475010001122563628?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/7475010001122563628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=7475010001122563628' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/7475010001122563628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/7475010001122563628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2010/11/o-futuro-do-brasil.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-4061528352742011409</id><published>2010-10-28T18:54:00.004-02:00</published><updated>2011-07-28T07:40:49.785-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Lula, Dilma e seus companheiros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início da campanha presidencial foi marcado por uma declaração no mínimo ousada, que não passou despercebida por vários veículos de comunicação audiovisual e de jornalismo impresso e digital, apesar de já ter caído no esquecimento popular. Índio da Costa, vice-candidato do presidenciável José Serra, afirmou categoricamente que o PT mantém relações muito próximas com narcotraficantes membros das Farc (Forças Armadas da Colômbia), caracterizadas nas entrelinhas como relações de parceria. Quando indagado sobre a declaração bombástica, Serra comentou em palavras rápidas que todos já sabiam dessa ligação, mas por motivo de discrição política, costume rigorosamente mantido pela classe política brasileira, rapidamente desconversou e não se ouviu mais falar do assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso chocou os mais fieis partidários petistas e alguns órgãos de imprensa – cito como exemplo a revista Isto É – que como cães de guarda de Lula saíram em defesa da honra e da dignidade do partido e do seu grão-mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, essa afirmação de Índio, ratificada por Serra, nada mais fez do que comunicar ao grande público a mais pura verdade, encoberta há muitos anos por esquemas sigilosos bem elaborados, por boa parte da mídia submissa e conivente com os partidários da esquerda brasileira, e pela covardia dos homens de estado que, mesmo cientes disso, preferiram se calar e omitir os fatos por pura “conveniência diplomática”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT e alguns componentes das Farc mantêm encontros cordiais pelo menos desde a fundação do Foro de São Paulo, entidade igualmente mantida no ostracismo pelos canais jornalísticos, cuja finalidade foi e é reunir as lideranças revolucionárias dos países da América Latina em convenção, onde se discutem perspectivas de ação política (comunista) e intervenção nos rumos dos países sul-americanos. Tal associação teve o PT como agente impulsionador e o excelentíssimo Luiz Inácio Lula da Silva como seu primeiro presidente. Entre as assinaturas das atas do Foro podem-se encontrar alguns nomes com passado sujo ou no mínimo suspeito, como o de Raul Reyes e José Dirceu, nosso velho conhecido (Ver na Internet: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=BRW-fdcaMfM"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=BRW-fdcaMfM&lt;/a&gt;). Embora tenha sido negada a sua existência oficial por quase vinte anos, vários jornalistas e formadores de opinião não se calaram diante de tamanho movimento (Na Internet: &lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/080128dc.html"&gt;http://www.olavodecarvalho.org/semana/080128dc.html&lt;/a&gt;; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=cTRz3tEXb9Y"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=cTRz3tEXb9Y&lt;/a&gt;; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=biKfwCdE5Sg"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=biKfwCdE5Sg&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=2iLrn38u8M0&amp;amp;p=F19A25B63D8BEB95&amp;amp;playnext=1&amp;amp;index=25"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=2iLrn38u8M0&amp;amp;p=F19A25B63D8BEB95&amp;amp;playnext=1&amp;amp;index=25&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=exuF7V_cRCE"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=exuF7V_cRCE&lt;/a&gt;), que instaura uma aliança e intenta articular politicamente a tomada de poder dos esquerdistas em escala continental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula, o mais popular elemento deste bando, faz pose de bom moço e ilustra os valores nacionais mais prezados pelo povo brasileiro, quando nos bastidores traça, com seus congregados do Planalto, um novo expediente político a direcionar os cidadãos para uma cilada sem volta, com a destruição impiedosa de tudo aquilo que foi conquistado à duras penas ou é preservado com zelo (liberdade de imprensa, proibição do aborto e das drogas, autonomia moral, tradições religiosas e sociais). Dilma Rousseff, a herdeira dessa missão, mostra-se na televisão como continuadora do melhor governo que o Brasil já teve; quando, porém, afirma a sua eleição como continuidade da mudança, não está mentindo: sabe do andamento dessas empreitas contra tudo o que estima os seus eleitores, mas não hesitará em molestar os bens morais e espirituais dos brasileiros para a manutenção monopolística do poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora Serra tenha se pronunciado sobre a declaração do seu vice, o PSDB não é isento de tal projeto, haja vista que fez, na era FHC, diversas concessões criticadas pelos partidos mais radicais, enquanto por baixo do pano servia à causa dos mesmos, se não pela intervenção direta, incostestavelmente pela omissão ativa quanto ao trabalho sórdido desses grupos. No Brasil do PT e do PSDB, criminosos são protegidos e gente de bem não tem proteção, e a alternância da ocupação dos cargos governamentais sob o fajuto jogo situação-oposição é pura lorota teatral para iludir o cidadão, representando um debate sério. Fernando Abrucio diz, no artigo “O atraso político é inimigo da direita e da esquerda” da revista Época, que o PT e PSDB na posse sucessiva do poder limitam a democracia brasileira ao embate entre partidos de esquerda com mínimas divergências; anular a direita das disputas eleitorais, conforme deseja e comemora o presidente em exercício, é mutilar a possibilidade de discussão séria sobre a política nacional e o bem público e substituí-los por imposições ideológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o governo Lula e a Sra. Dilma Rousseff, cabe algumas considerações ponderáveis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) As mudanças pelas quais se gaba o governo são pífias e superficiais, ao contrário do apresentado com euforia no horário eleitoral. O crescimento econômico, segundo analistas internacionais, não é tão sólido se considerar que muito do potencial econômico do brasileiro se deve a concessão de créditos e não a uma melhora real de vida. A famigerada Bolsa Família (e todas as bolsas de Lula, até para presos), embora tenha assistido vítimas de miséria, não converte ninguém em autônomo, apenas cativa o cidadão a dependência ininterrupta das esmolas estatais - medida diagnosticada pelo Sr. Lula como “populista” na campanha eleitoral de 1998, quando concorria com Fernando Henrique Cardoso e criticava o Bolsa Escola, semente do seu querido programa “social” Ver: &lt;a href="http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1509057-17665-311,00.html"&gt;http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1509057-17665-311,00.html&lt;/a&gt;) - pagas com dinheiro que poderia muito bem ser utilizado na criação de oportunidades sólidas de formação profissional e trabalho digno; aliás, na mente petista (ou esquerdista, se preferir), o progresso só ocorre se for exercido pelo Estado; o povo não é considerado agente de produtividade e avanço social por ele mesmo, precisa ser “domesticado” pelo governo. A participação do setor privado, se feita com precauções, garante aumento de investimentos, logo injeção de capital, e aperfeiçoa as relações comerciais, o que vai trazer benefícios fiscais. (Ler a respeito: &lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI91533-15223,00-OS+RISCOS+DA+ESTADOLATRIA+PARA+O+FUTURO+DO+BRASIL.html"&gt;http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI91533-15223,00-OS+RISCOS+DA+ESTADOLATRIA+PARA+O+FUTURO+DO+BRASIL.html&lt;/a&gt;; &lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI91683-15223,00-A+CONCORRENCIA+E+SAUDAVEL+JOAO+CARLOS+DE+LUCA.html"&gt;http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI91683-15223,00-A+CONCORRENCIA+E+SAUDAVEL+JOAO+CARLOS+DE+LUCA.html&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;O segundo problema é a aplicação deste modelo no campo moral, o que inevitavelmente levou o Estado ao papel de mentor ético e o fez introduzir vários instrumentos de controle na educação, na cultura e em outras relações sociais (Para exemplificar: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Salo1wxD1TI"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Salo1wxD1TI&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) No plano moral há bem mais a refletir. As reformas urgentes que deveriam ter sido feitas no país foram jogadas pra debaixo do tapete, na certa por não ser conveniente para os líderes governamentais. O Brasil, de acordo com estatísticas oficiais, continua sendo um dos países mais violentos do mundo, com cerca de 50 mil homicídios anuais, e tudo o que Lula fez foi dar proteção a condenados e ao banditismo nacional e manter a impunidade parlamentar e os pactos deploráveis. Lembrando: apoio a Cesare Battisti (condenado italiano), Manuel Zelaya (cometeu crime contra o Estado, atentando aos direitos humanos); condescendente com Zelaya, verdadeiro golpista que afrontou a Constituição do seu país, com a alegação autoritarismo por parte dos militares intervencionistas, não se pronunciou quanto à eleição fraudulenta de Ahrmadinejad no Irã; não se manifestou a respeito dos abusos totalitários na Venezuela, Bolívia e Equador, princípio este que decretou no Brasil ao conferir benefícios irrestritos aos infratores; sem falar no “Mensalão”, o famoso pagamento de mesadas a parlamentares em troca de aprovação de ações do governo, e o apoio a Collor e Sarney, antes seus oponentes inconciliáveis; o golpe final foi o Plano Nacional dos Direitos Humanos 3, com destaque, entre outros absurdos, para a censura à imprensa, o “direito” a invasão de terra e a restrições de símbolos religiosos e descriminalização do aborto (Conferir: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=c1hqa67AtAs"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=c1hqa67AtAs&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) A Sra. Dilma, provável sucessora de Lula, é igualmente mendaz. Não alude obviamente na sua campanha informações pessoais imprescindíveis para o processo de escolha democrática, como por exemplo a sua contribuição ao assalto executado contra Ademar de Barros no período da ditadura, como se isso fosse um atentado em honra à pátria e a democracia (sic.), e nunca justificou o paradeiro do dinheiro roubado – também pudera! Mentiu seu currículo e continuará a mentir para a população, enquanto estabelece o governo autoritário em surdina (a respeito do passado obscuro da candidata do PT, acessar: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=bvwJko6_VRI"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=bvwJko6_VRI&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=QvuCX-kl6xo"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=QvuCX-kl6xo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=AZLeZtIC0NE"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=AZLeZtIC0NE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=FkTr2WPTTaw"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=FkTr2WPTTaw&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=9rtHKFYppvo&amp;amp;feature=fvw"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=9rtHKFYppvo&amp;amp;feature=fvw&lt;/a&gt;). Pelo visto, caráter dúbio e atos ilícitos são prerrogativas dos gestores executivos, efetivos e aspirantes, do nobre Partido dos Trabalhadores. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Eleger Dilma é permitir a reprodução de artimanhas antidemocráticas veladas pela propaganda ufanista e pragmática, tão hipócrita quanto seus idealizadores. Se o leitor deste Blog se puser a pensar nestes e outros minúcias, desprovido de quaisquer preconceitos e laços afetivos, verá o entulho de politicagens e intrujices a assaltar a nossa consciência da realidade, fazendo a todos entregar o seu direito de lutar pela justiça e dignidade em favor de aproveitadores bonapartistas que em tudo querem se fazer soberanos, inclusive sobre o nosso pensamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-4061528352742011409?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/4061528352742011409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=4061528352742011409' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/4061528352742011409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/4061528352742011409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2010/10/lula-dilma-e-seus-companheiros.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-416819648588522893</id><published>2010-10-18T19:58:00.002-02:00</published><updated>2010-10-18T20:07:08.514-02:00</updated><title type='text'>Sobre a Sra. Dilma Rousseff</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Recebi estes e-mails nas últimas semanas e resolvi partilha-los com todos os visitantes deste Blog. São pontos interessantes de serem refletidos.&lt;br /&gt;Afirmo que não defendo José Serra na presidência, pois enxergo nele e na Dilma (ou, se preferirem, no PSDB e no PT) as faces de uma mesma moeda. Posto estas mensagens para tentar contrapor a imagem hipnótica que os supostos "benefícios" feitos por Lula, bastante questionáveis, vêm causando no eleitor, confundindo-o.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARA REFRESCAR A MEMÓRIA DA CANDIDATA DILMA ROUSSEFF&lt;br /&gt;A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, já andou se estranhando um tanto com a verdade. Seu currículo posto até outro dia no site da Casa Civil e na Plataforma Lattes não me deixa mentir. Em marco de 2009, por exemplo, Dilma asseverou à Folha: “Nunca fiz nem treinamento no exterior nem ação armada”. Agora, quase um ano depois, ela admite que fez treinamento militar no Uruguai. Confrontada com a mentira, saiu-se com uma resposta esquisita. Informa o jornal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“[Dilma] alega que, à época, não queria falar sobre atos envolvendo outros países. Resolveu fazer a revelação depois da eleição de José Mujica, ex-guerrilheiro da organização Tupamaros, que lutou contra a ditadura militar uruguaia: ‘O presidente Mujica está ali e sabe como foram os anos 70’, diz Dilma”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não entendeu nada do que ela falou, a culpa não é sua, leitor. Que mal poderia fazer a Mujica a informação de que Dilma treinou guerrilha no Uruguai? Por acaso os uruguaios não sabiam que estavam elegendo um “ex-guerrilheiro”. A desculpa não faz o menor sentido. Melhor seria dizer que Dilma descobriu que essa mentira tinha pernas curtas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na entrevista concedida à revista Época, uma resposta de Dilma me deixou particularmente encantado. Reproduzo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex-ministro José Dirceu, no dia de sua posse na Casa Civil, chamou-a de “camarada de armas”. A senhora gostou?&lt;br /&gt;Ele estava fazendo para mim um cumprimento porque, para ele, era muito importante. Havia várias características nas diferentes organizações de esquerda. A minha fazia certas críticas às ações armadas, principalmente assaltos a banco. Tínhamos uma crítica a isso, e isso está registrado. Não fui condenada por ação armada, porque não a pratiquei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disputa eleitoral costuma deixar os políticos com a memória fraca. Mas a gente está aqui, alguns de nós ao menos, para lembrar o que eles esquecem. Dilma, pelo visto, participou de três organizações terroristas —Colina, VAR-Palmares e VPR — para cuidar de assuntos lítero-musicais. Ou para escrever o diário “A Moça e Seus Problemas”. O grupo tinha “críticas” aos assaltos a banco? Os banqueiros até podem achar bacana… Já em matéria de seqüestro, assassinato, execuções sumárias, bem, aí não havia crítica nenhuma. Acho chato ter de lembrar isso, mas lembro. Seguem as pessoas que as organizações a que Dilma pertenceu mataram. A lista completa com todas as pessoas assassinadas pelas esquerdas foi publicada no dia 12 de janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PESSOAS ASSASSINADAS PELA VPR OU COM SUA PARTICIPAÇÃO&lt;br /&gt;- 26/06/68- Mário Kozel Filho - Soldado do Exército - SP&lt;br /&gt;- 27/06/68 - Noel de Oliveira Ramos - civil - RJ&lt;br /&gt;- 12/10/68 - Charles Rodney Chandler - Cap. do Exército dos Estados Unidos – SP&lt;br /&gt;- 07/11/68 - Estanislau Ignácio Correia - Civil - SP&lt;br /&gt;- 09/05/69 - Orlando Pinto da Silva - Guarda Civil – SP&lt;br /&gt;- 10/11/70 - Garibaldo de Queiroz - Soldado PM – SP&lt;br /&gt;- 10/12/70 - Hélio de Carvalho Araújo - Agente da Polícia Federal - RJ&lt;br /&gt;- 27/09/72 - Sílvio Nunes Alves - Bancário – RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PESSOAS ASSASSINADAS PELA VAR-PALMARES OU COM SUA PARTICIPAÇÃO&lt;br /&gt;- 11/07/69 - Cidelino Palmeiras do Nascimento - Motorista de táxi – RJ&lt;br /&gt;- 24/07/69 - Aparecido dos Santos Oliveira - Soldado PM – SP&lt;br /&gt;- 22/10/71 - José do Amaral - Sub-oficial da reserva da Marinha – RJ&lt;br /&gt;- 05/02/72 - David A. Cuthberg - Marinheiro inglês - Rio de Janeiro&lt;br /&gt;- 27/09/72 - Sílvio Nunes Alves - Bancário – RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PESSOAS ASSASSINADAS PELO COLINA OU COM SUA PARTICIPAÇÃO&lt;br /&gt;- 29/01/69 - José Antunes Ferreira - guarda civil-BH/MG&lt;br /&gt;- 01/07/68 - Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen - major do Exército Alemão - RJ&lt;br /&gt;- 25/10/68 - Wenceslau Ramalho Leite - civil – RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma talvez fosse aos encontros da Colina, da VPR e da VAR-Palmares para tocar piano. Mas os seus “camaradas”, alguns saudados por ele em seu discurso como candidata, organizavam-se mesmo para assaltar banco, seqüestrar e matar. Eram os meios que julgavam válidos não para resistir à ditadura, mas para fazer a “luta revolucionária” e instaurar a ditadura do proletariado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentir sobre números do PAC, vá lá. Tripudiar sobre a história, aí já é um pouco demais. Daqui a pouco a VAR-Palmares se confunde com a Liga das Senhoras Católicas… Quem quiser que compre a falsificação. Eu rejeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Por Reinaldo Azevedo&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito dos 80% que aprovam o Lula, apesar de longa, vale ler essa&lt;br /&gt;mensagem, resultado da troca de e-mails entre duas eleitoras. Uma mãe&lt;br /&gt;mandou para a filha um e-mail sobre o governo do PT. A filha repassou&lt;br /&gt;o email para seus amigos que, por sua vez, repassaram para outros&lt;br /&gt;amigos. Então, uma petista se achou no direito de dar uma lição de&lt;br /&gt;moral na mãe da menina.&lt;br /&gt;Vale a pena ler, muito importante para refletir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De: Lígia (a petista) para a mãe da menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para: Sra. Maria Luisa Faro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mamãe que feio!!!... Ensinando a sua filhinha a acreditar nos&lt;br /&gt;absurdos que escrevem na internet? Acho melhor incentivá-la a estudar&lt;br /&gt;a história do Brasil e deixar que ela mesma tire as suas próprias&lt;br /&gt;conclusões, afinal quem estudar a história do Brasil, entenderá que&lt;br /&gt;nunca o nosso país esteve tão bem como hoje, tão forte na economia&lt;br /&gt;mundial, tão evidente, tão em crescimento e desenvolvimento quanto&lt;br /&gt;esteve nesses 8 anos de governo Lula!!! E agora o que acontece?&lt;br /&gt;Acontece que a oposição está desesperada, porque está vendo o quanto o&lt;br /&gt;POVO está satisfeito (governo Lula tem 88% de aprovação da população,&lt;br /&gt;aprovação que nenhum governo nunca tinha tido antes na história e aí&lt;br /&gt;vem me dizer que é porque o povo é ignorante? Não não meus queridos, o&lt;br /&gt;povo está satisfeito porque nunca teve tanta oportunidade, nunca teve&lt;br /&gt;tanta comida na mesa, nunca teve tanto emprego, isso sim) o quanto o&lt;br /&gt;Brasil cresceu e aí a única alternativa que resta é APELAR... Apelar&lt;br /&gt;para a ignorância, para a mentira e para a ingenuidade de pessoas&lt;br /&gt;inocentes e que acreditam em todos os absurdos que circulam por aí...&lt;br /&gt;Então fica a minha dica: pesquisem!!! Vejam o que realmente é&lt;br /&gt;verdade!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligia Rodrigues"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que a mãe (Sra. Maria Luisa Faro) respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cara Lígia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da educação da minha filha cuido eu e, decididamente, não preciso da&lt;br /&gt;sua ajuda, embora agradeça seu interesse. Se você imagina que eu seja&lt;br /&gt;alguma semialfabetizada, desconhecedora da história e que me socorra&lt;br /&gt;apenas da Internet, para compor a minha (in)formação, como lamentável&lt;br /&gt;e invariavelmente procede a maciça maioria dos jovens da sua geração,&lt;br /&gt;saiba que sou do tempo em que se liam livros e se redigia em bom&lt;br /&gt;português. Tenho 58 anos, sou mestre e doutora em Direito Ambiental&lt;br /&gt;pela PUC - São Paulo, professora universitária e brasileira que lê.&lt;br /&gt;Porque leio, tenho a nítida compreensão do embuste que representam os&lt;br /&gt;tais 80% de popularidade disto que você chama de presidente e que eu&lt;br /&gt;prefiro chamar de populista barato, parte de uma corja que tomou de&lt;br /&gt;assalto este país, no maior estelionato eleitoral já visto na história&lt;br /&gt;brasileira. Estelionato, porque esta malta petista se elegeu sob as&lt;br /&gt;vestes imaculadas da correção, da ética e da transparência na&lt;br /&gt;política. Vendeu produto podre cara Lígia e você, consumidora&lt;br /&gt;desavisada, está comprando.&lt;br /&gt;Todos que fomos formados nas hostes da esquerda brasileira, da década&lt;br /&gt;de 60 e 70, os que lutaram contra a ditadura (você seguramente não&lt;br /&gt;viveu o período sinistro da ditadura), dando a cara para a polícia&lt;br /&gt;militar bater, não raro comprometendo vidas profissionais em razão de&lt;br /&gt;envolvimentos políticos, em nome da restauração da democracia neste&lt;br /&gt;país, sentem-se ludibriados, enganados e feitos de palhaços pelo PT de&lt;br /&gt;hoje.&lt;br /&gt;Eu, que já fui eleitora de José Dirceu, sou obrigada a assistir cenas&lt;br /&gt;explícitas de sua "competente" coordenação na montagem do mensalão, um&lt;br /&gt;deslavado programa de compra de apoio de parlamentares, cuja tarefa,&lt;br /&gt;em contrapartida ao dinheiro (seu e meu) que receberam mensalmente do&lt;br /&gt;PT, era invariavelmente votar a favor DE TUDO que se lhes fosse&lt;br /&gt;requisitado.&lt;br /&gt;Saiba que aí começam os 80% da "popularidade" do seu presidente. E&lt;br /&gt;Lula, que sempre dormiu dentro do pijama de José Dirceu, nunca soube&lt;br /&gt;de nada...&lt;br /&gt;Eleitora de José Genoíno que também já fui, igualmente, sou também&lt;br /&gt;obrigada a assistir cenas explícitas de suas atividades como gerente&lt;br /&gt;do mensalão, como chefe dessa organização criminosa que se instalou no&lt;br /&gt;poder, sob a batuta, beneplácito e complacência de Lula, PARA QUEM&lt;br /&gt;TUDO SE PASSA, COMO SE NADA SE PASSASSE (até porque ele já resolveu a&lt;br /&gt;situação econômica até da quinta geração de seus descendentes, através&lt;br /&gt;da fortuna amealhada por seu filho, um ex-vigia de um zoológico no&lt;br /&gt;interior São Paulo e hoje trilhardário, - dificilmente em razão de seu&lt;br /&gt;trabalho e sua competência...).&lt;br /&gt;Dólares na cueca, Waldomiros... a lista é infindável. Mas, o mais&lt;br /&gt;monumental e ousado estelionato perpetrado contra a população deste&lt;br /&gt;país pela malta petista, está no "golpe de mestre" engendrado para&lt;br /&gt;viabilizar a reeleição de Lula: tomar dinheiro público, do erário,&lt;br /&gt;portanto, seu e meu, e distribuí-lo aos borbotões para a sofrida&lt;br /&gt;população carente do norte e nordeste, literalmente comprando o voto&lt;br /&gt;desses coitados (cada bolsa-alguma-coisa rende, por baixo, 6 votos,&lt;br /&gt;que é o tamanho de uma família média do norte e nordeste). Então, faça&lt;br /&gt;as contas e veja de onde vem a popularidade de seu presidente:&lt;br /&gt;maciçamente oriunda da adesão incondicional desses coitados, que não&lt;br /&gt;têm a menor idéia e nem sabem do que há embutido no dinheiro que&lt;br /&gt;recebem.&lt;br /&gt;Se eu fosse eles, tampouco quereria saber. Como não sou, sei: o PT&lt;br /&gt;copiou o projeto original de redistribuição de renda, concebido e&lt;br /&gt;operacionalizado inicialmente em Brasília, mudou o nome do programa&lt;br /&gt;como se cria sua fosse e, em mais um de seus estelionatos, assumiu a&lt;br /&gt;paternidade do programa, sem nunca ter tido a decência de dar CRÉDITO&lt;br /&gt;AO GOVERNO ANTERIOR QUE O CONCEBEU E IMPLANTOU. Com a abissal&lt;br /&gt;diferença, porém.&lt;br /&gt;O projeto original era vinculado a contrapartidas, como pré-requisito&lt;br /&gt;para a concessão da bolsa. Isto se chama investimento público e não&lt;br /&gt;aleluia com dinheiro público, distribuído obedecendo ao único e&lt;br /&gt;exclusivo critério de que cada bolsa-alguma-coisa, rende, como rendeu&lt;br /&gt;na reeleição de Lula, no mínimo, 6 votos. Então, Lígia, saiba que a&lt;br /&gt;popularidade desse presidente que lhe representa (a você, porque a mim&lt;br /&gt;não representa) tem o MESMÍSSIMO LASTRO, ORIGEM, NATUREZA, PERFIL E&lt;br /&gt;FORMATAÇÃO DO APOIO INCONDICIONAL que Lula recebeu dos parlamentares&lt;br /&gt;da Câmara Federal, durante o mensalão. E o dinheiro usado nessa mera&lt;br /&gt;transação comercial, aferível através de matemática simples, é seu,&lt;br /&gt;viu?&lt;br /&gt;Lula passou sua vida fazendo bravatas, como ele próprio admitiu. Como&lt;br /&gt;parlamentar, teve atuação pífia. Nunca se ouviu falar de um projeto de&lt;br /&gt;lei de sua autoria. Claro, pouco afeito à leitura, como ele próprio&lt;br /&gt;afirma, dele não se esperaria nada diferente. Como presidente, sem a&lt;br /&gt;menor afinidade com a rotina e a disciplina inerentes ao expediente,&lt;br /&gt;gastou seu tempo - à guisa de entabular "negócios" com outros países -&lt;br /&gt;literalmente rodando mundo, fazendo propaganda de si próprio, como o&lt;br /&gt;"coitado" (!) que deu duro e venceu.&lt;br /&gt;Saiba que Europeu e Americano amam o "exotismo" dos países periféricos&lt;br /&gt;(candomblé, mulher pelada no carnaval, favela etc.). Digo isto porque&lt;br /&gt;morei um ano nos E.U.A. em intercâmbio quando jovem, estudei Direito&lt;br /&gt;Internacional Público na Universidade de Edimburgo na Escócia, durante&lt;br /&gt;minha época de graduação em Direito e lecionei, por 7 verões&lt;br /&gt;consecutivos Direito Ambiental Brasileiro na graduação e no Mestrado&lt;br /&gt;da Universidade de Louvain, na Bélgica. Portanto, manjo bem o espírito&lt;br /&gt;com que europeus e americanos vêm o Brasil e a figura "exótica" de seu&lt;br /&gt;presidente. Pergunte se eles elegem populistas e políticos que mal&lt;br /&gt;sabem ler e escrever... Seu presidente, semi-alfabetizado que é (e&lt;br /&gt;isto é uma vergonha sim senhora!, para uma criatura que se dispôs a&lt;br /&gt;representar os brasileiros. Não obstante, ele carrega sua falta de&lt;br /&gt;estudo como um troféu).&lt;br /&gt;Nós merecíamos, no mínimo, que ele tivesse se dado ao trabalho de&lt;br /&gt;dominar as regras básicas da língua portuguesa, porque teve sim&lt;br /&gt;chance, teve sim, tempo e teve sim, condições de estudar, se tivesse&lt;br /&gt;aptidão que não tem, para a disciplina inerente a qualquer atividade&lt;br /&gt;de aprendizado. Marina, por exemplo, alfabetizou-se aos 16 anos. Teve&lt;br /&gt;vida incomensuravelmente mais sofrida do que a de Lula e não&lt;br /&gt;envergonhou a ninguém como parlamentar e ministra que foi, e jamais&lt;br /&gt;vociferou discursos na base do "menas gente" e "entendo de que...".&lt;br /&gt;Palanqueiro, demagogo, populista admirador das pataquadas de Chaves,&lt;br /&gt;de Ahmadinejad et caterva, seu presidente semi-alfabetizado confunde&lt;br /&gt;"prisioneiro político" com "prisioneiro comum", como o fez, para a&lt;br /&gt;imprensa internacional, no episódio de Cuba (você se lembra, do&lt;br /&gt;prisioneiro político cubano que morreu em greve de fome exatamente no&lt;br /&gt;dia em que Lula chegou a Cuba, episódio sobre o qual seu presidente,&lt;br /&gt;no melhor estilo Odorico Paraguaçu, declarou: "se a moda pega, as&lt;br /&gt;cadeias brasileiras ficariam vazias!!!!?). Sem comentários.&lt;br /&gt;Enquanto o mundo se empenha para banir a ameaça nuclear, seu&lt;br /&gt;presidente cruza o planeta com sua troupe, às custas de dinheiro&lt;br /&gt;público, para passar a mão na cabeça de um ditador sanguinário (vide&lt;br /&gt;dados recentes acerca das eleições e repressão à oposição no Irã) e&lt;br /&gt;negociar, sem ter mandato da comunidade internacional para isto,&lt;br /&gt;exatamente no papel de "bobo da corte" (foi assim que a comunidade&lt;br /&gt;internacional interpretou sua atuação no episódio) em torno do&lt;br /&gt;enriquecimento do urânio no Irã.&lt;br /&gt;No dia seguinte ao tal "acordo", que Lula festejou para a imprensa&lt;br /&gt;internacional como um feito monumental, o ditador do Irã confirma para&lt;br /&gt;essa mesma imprensa, que "vai continuar enriquecendo urânio sim!!!,&lt;br /&gt;como se Lula sequer lá tivesse estado. Bem feito! É isto que acontece&lt;br /&gt;quando se tem para conselheiro em política internacional&lt;br /&gt;"especialista" do calibre de um Marco Aurélio "top top" Garcia&lt;br /&gt;(lembra-se da comemoração furtivamente filmada no interior do Palácio&lt;br /&gt;do Planalto, assim que o jornal da Globo noticiou que o acidente da&lt;br /&gt;TAM se dera em razão de falha humana e não em razão das condições da&lt;br /&gt;pista de Congonhas?). Melhor teria sido até que as famílias das&lt;br /&gt;vítimas não tivessem testemunhado essa cena no Palácio, por parte de&lt;br /&gt;um assessor tão próximo do presidente). Escárnio, em nome de ganho&lt;br /&gt;político a qualquer preço. Esta é a política do PT atual, eleito com&lt;br /&gt;as vestais imaculadas da correção e da ética que vendeu e você&lt;br /&gt;comprou.&lt;br /&gt;Não satisfeito, obtuso por desconhecimento da história, seu presidente&lt;br /&gt;se arvora de "vírus da paz", no conflito do Oriente Médio que é&lt;br /&gt;BÍBLICO (sabe o que significa isto?). O mundo e a ONU se empenham HÁ&lt;br /&gt;DÉCADAS tentando compor este conflito de interesses que já produziu um&lt;br /&gt;número incalculável de mortes. Lula achou que ele era o cara! É ter-se&lt;br /&gt;em alta conta demais, para quem seguramente sequer se debruçou sobre&lt;br /&gt;um manual de história geral do segundo grau. Diz o ditado: dá-se mala&lt;br /&gt;para andante, já pensa que é viajante... Alguém precisa dizer-lhe, "se&lt;br /&gt;manca Lula!!!&lt;br /&gt;Seu presidente tem muitas qualidades, Lígia, mas levar a sério a&lt;br /&gt;expressão do Obama "that´s the guy" (que, SEM A MENOR DÚVIDA, foi&lt;br /&gt;proferida em razão das graças e piadas que são a forma através da qual&lt;br /&gt;Lula se afirma, nessas reuniões políticas, nas quais depende&lt;br /&gt;inteiramente de alguém para traduzir o que se passa...), é muita&lt;br /&gt;pretensão. Não acho que presidente brasileiro tenha por obrigação&lt;br /&gt;falar inglês, não. Mas, convenhamos, é uma vergonha um sujeito que&lt;br /&gt;sempre quiz ser presidente, não ter se dado ao trabalho de estudar uma&lt;br /&gt;língua estrangeira, em deferência aos brasileiros, para bem&lt;br /&gt;representar seu país. Mas não, dá-lhe pinga, piada e futebol. É assim&lt;br /&gt;a metáfora que faz, de nós brasileiros no exterior. A mim, me ofende&lt;br /&gt;como cidadã e me envergonha como brasileira. Ah, mas ele é super&lt;br /&gt;popular no exterior! É a admiração de que não precisamos. Americanos e&lt;br /&gt;europeus gostariam, tenha certeza, ainda muito mais, se nosso&lt;br /&gt;presidente fosse o Raoni (com todo o respeito e reverência que devemos&lt;br /&gt;aos sobreviventes das nossas comunidades indígenas, estes sim, vítimas&lt;br /&gt;de uma política indigenista de extermínio perpetrada por nós brancos,&lt;br /&gt;ao longo de todos os governos anteriores, inclusive por este, do PT).&lt;br /&gt;Eleito pela primeira vez porque significava a mudança e a ética, fez&lt;br /&gt;um primeiro mandato durante o qual NÃO TEVE COLHÕES para implementar&lt;br /&gt;nada do que apregoou durante a campanha. Literalmente DEU CONTINUIDADE&lt;br /&gt;às iniciativas do governo Fernando Henrique, pelando-se de medo da&lt;br /&gt;inflação voltar e não ter a envergadura que teve Fernando Henrique,&lt;br /&gt;como estadista que foi, de aniquilar uma inflação que já estava no DNA&lt;br /&gt;dos brasileiros, de tão endêmica e embutida na psiquê do brasileiro.&lt;br /&gt;Descobriu, depois da posse, que os rumos do governo não poderiam nem&lt;br /&gt;deveriam ser diferentes daqueles adotados no governo anterior. Mas&lt;br /&gt;achou forma de "faturar" em cima do mérito alheiro Até os índices&lt;br /&gt;positivos de safras de grãos recordes, obviamente fruto de políticas&lt;br /&gt;agrícolas do período anterior, foram colhidos e computados pela&lt;br /&gt;máquina publicitária do governo petista como se fossem fruto do&lt;br /&gt;governo que mal iniciara... Saiba que o que a máquina de propaganda&lt;br /&gt;deste governo apelidou de "herança maldita", foram os acertos dos&lt;br /&gt;governos anteriores que caíram no colo de Lula, ou alguém tem a ilusão&lt;br /&gt;de que implantação de políticas, de infra-estrutura etc.... rendem&lt;br /&gt;respostas no dia seguinte em que são implantadas.&lt;br /&gt;A crise internacional, que se festeja não ter chegado no Brasil,&lt;br /&gt;realmente não faz grandes marolas em um país que tem uma monumental&lt;br /&gt;parte da sua economia no plano informal, longe dos números oficiais.&lt;br /&gt;Este país anda, Lígia, com Lula, sem Lula ou com cover de Lula. Não é&lt;br /&gt;ele o artífice de nenhuma proeza política. É, sim, o artífice de uma&lt;br /&gt;monumental máquina de propaganda governamental, isto sim, "sem&lt;br /&gt;precedentes na história deste país". Aliás, nem acredito que o mérito&lt;br /&gt;seja dele, porque ele é apenas a marionete à frente da cortina nesse&lt;br /&gt;teatro, por ser palanqueiro e empolgar a massa como Goebels fez no&lt;br /&gt;Alemanha nazista e menos votados como Jânio Quadros e Collor fizeram&lt;br /&gt;no Brasil. Deu no que deu, se você conhece história.&lt;br /&gt;Na era da televisão, usando dinheiro público na manutenção do circo,&lt;br /&gt;vende o produto Lula deslavadamente na embalagem que quer (vide esse&lt;br /&gt;programa virtual, que é mera versão e não fato, chamada PAC) para uma&lt;br /&gt;população infelizmente consumidora de novelas na telinha. A maciça&lt;br /&gt;maioria da nossa população não lê jornais. Ou você acha que é mera&lt;br /&gt;coincidência que ele não se elegeu nos estados de sul e sudeste, onde&lt;br /&gt;os índices de analfabetismo são muito menos drásticos. Lula é produto&lt;br /&gt;da desinformação e do analfabetismode um lado e, de outro, do&lt;br /&gt;oportunismo de segmentos que viram no governo Lula a chance de se&lt;br /&gt;candidatar a uma das tetas dentre as inumeráveis (vide o número de&lt;br /&gt;ministérios que criou, para manter com o seu dinheiro) para, na base&lt;br /&gt;do clientelismo, perpetuar-se nas benesses do poder e usufruir das&lt;br /&gt;mamatas que sobejamente conhecemos. A próxima mamata para os petistas&lt;br /&gt;é a nova estatal criada para cuidar do pré-sal. Aguarde para ver o&lt;br /&gt;número de cabides de emprego para acomodar petistas que serão criados.&lt;br /&gt;Ah, sempre foi assim? Ah bom, pensei que o PT durante 20 anos pregando&lt;br /&gt;o contrário, fosse o partido da ética e de políticos honestos, porque&lt;br /&gt;foi isto que venderam a mim e à população brasileira? Era bravata? Ah&lt;br /&gt;bom. Então tá. Em tempo: assine um jornal. Se há alguém mal informado&lt;br /&gt;aqui, talvez não seja exatamente a minha pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Luisa Faro." &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-416819648588522893?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/416819648588522893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=416819648588522893' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/416819648588522893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/416819648588522893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2010/10/sobre-sra-dilma-rousseff.html' title='Sobre a Sra. Dilma Rousseff'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-624602066718474688</id><published>2010-10-01T01:07:00.001-03:00</published><updated>2011-07-28T07:42:47.376-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Quem eleger?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos de eleição, é sempre adequado refletirmos os termos da participação popular na decisão do futuro político – e consequentemente econômico, cultural, etc. – do país, haja vista as prerrogativas democráticas pertencentes ao cidadão e por ele legitimadas em cada pleito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Norberto Bobbio define democracia como “um conjunto de regras que consentem a mais ampla e segura participação da maior parte dos cidadãos, em forma direta ou indireta, nas decisões que interessam a toda coletividade”. Pensando assim, podemos interrogar se a qualidade do agir democrático está na mesma proporção da adesão quantitativa, ou seja, se o cidadão é suficientemente politizado a ponto de fazer do direito de interferir nos rumos da comunidade política uma efetiva contribuição social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre isso, as dúvidas a respeito do destino do voto são apontadas em primeira mão como matéria de debate e esclarecimento. Em quem votar é a questão que muitos eleitores se colocam, e no geral acabam por escolher seus candidatos com base em justificativas arbitrárias. Entendo que a pergunta certa a se fazer, antes mesmo de resolver em quem votar, seria a seguinte: como eleger?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao eleitor consciente e responsável cabe examinar quais os critérios para eleger alguém, e isso passa pela avaliação objetiva do estado político atual e ponderação racional dos valores essenciais que solidificam a vida em sociedade, bem como suas correspondências no quadro referencial demonstrado pelos aspirantes ao executivo e legislativo. Depois dessa autoavaliação, serão mais certas e prudentes as sentenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para quem deseja partir de alguma pauta, cuja orientação colabore no despertar da consciência política, vale à pena recordar alguns detalhes indispensáveis no curso das eleições. Não se trata de uma receita estática e dogmática, e sim de pontos necessários que compõe a prática da democracia direta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Em primeiro lugar, ao acompanhar a campanha dos candidatos, é bom reparar com cuidado nas propagandas e se fazer três questionamentos: o que os políticos dizem de si mesmos, o que dizem uns dos outros e qual a verdade indiciada pelos fatos. Lembrando a função da propaganda de convencer mediante estratégia de enaltecimento, sem manchas e contradições, a inteligência precisa estar atenta para não se enganar com qualquer “fala encantada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Permita que a realidade torne evidente o empreendimento político efetuado. Dizer uma porção de obras feitas e mostrar rostos sorridentes não serve para expressar todas as nuances do processo de transformação social, nem as inúmeras estatísticas fabulosas apresentadas são certezas absolutas, dignas de fé total. Olho na realidade e confronto com as informações mostradas até o último instante.&lt;br /&gt;3) Considere as prioridades do bem comum. Não venda o voto em troca de “favores” estatais que privilegiem poucos ou uma parcela da população em detrimento do todo. Um programa de governo que se preze visa engendrar oportunidades para todos os interessados em adquirir autonomia, e não cede pequenos benefícios exclusivos com o objetivo inconfundível de ganhar compensações ulteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Veja se o projeto político e os ideais partidários são coerentes com o discurso e a práxis do candidato. Aliás, tenha bom conhecimento dos princípios ideológicos dos partidos, assim como a sua atuação histórica. Há muitos lobos com pele de cordeiro espalhados pelo vasto Brasil, justo portanto que sejam desmascarados e execrados pelas pessoas de bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Pesquise com apuração detalhada a história pessoal e política dos candidatos. Saiba com amplitude qual o perfil daquele por quem você se interessa em votar. Lembre-se de que os jornais, as revistas e sobretudo a internet são meios convenientes de consulta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essas medidas, e outras ainda melhores, podemos nos munir de instrumentos e precauções para exercermos nossa contribuição de forma autêntica e comprometida com a pátria. Nada é mais notável do que um povo de bom senso e ligado pelo espírito de unidade, pronto a fazer o melhor pelo coletivo, com plena convicção daquilo que quer e livre de qualquer amarra intelectual e social cuja força iniba o exercício pleno da cidadania.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-624602066718474688?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/624602066718474688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=624602066718474688' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/624602066718474688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/624602066718474688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2010/10/quem-eleger.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-3177711812602140191</id><published>2010-09-24T14:11:00.001-03:00</published><updated>2011-07-28T07:44:54.141-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Uma palavra sobre o caso Neymar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou cronista esportivo nem comentarista de futebol, mas me concedo o direito de expor um ponto de vista sobre a ocorrência que ganhou enorme notoriedade no meio jornalístico nos últimos dias: o comportamento arredio do jogador Neymar. Todos acompanharam o ato de rebeldia passional do atleta santista para com o técnico Dorival Júnior, somado a outros momentos de agressividade e falta de companheirismo. Essa sequência de fatos negativos envolvendo o jogador suscitou inúmeras opiniões, a maioria de reprovação. O mais áspero de todos foi o comentário de René Simões, ao chamar Neymar de mal-educado e afirmar, categoricamente, que o futebol está criando um monstro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francamente não me surpreendo com tamanha polêmica, e acredito que a repercussão desse caso deva se estender para um nível mais profundo de reflexão. A atitude de Neymar demonstra claramente a falta de limites e preparo do jovem na atualidade, vítima direta da postura omissa e permissivas dos “doutores da lei” e governantes. No Brasil, onde reina uma política de complacência sob a égide da formação cidadã, a negligência para com a constituição de caráter, incluindo no seu bojo o reconhecimento necessário de possibilidades e limitações, torna-se cada vez mais uma patologia social. Os responsáveis pelas diretrizes legais e morais (a última bastante escassa quando se trata do bem do povo brasileiro) não permitem à juventude cultivar responsabilidade pelas suas ações, e dessa forma conseguem criar uma lacuna abissal entre os modos de aferição comportamental: leis rígidas para o adulto e demais flexíveis para os jovens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha pouca experiência profissional na educação, constato um diagnóstico deprimente e triste, o qual pode muito bem ser relacionado ao acontecido com o craque Neymar: jovens superficiais, desregrados, tomados por futilidades e acometimentos egocêntricos, e a causa maior disso é a falta de base educacional familiar e de recursos constitucionais de cobrança para exigir postura adequada e respeitosa. O ECA, embora contribua na prevenção e proteção da criança e do adolescente, na prática gerou uma discrepância entre direitos (em excesso) e deveres (parcos); não leva em conta a formação de um autêntico sujeito social, íntegro e consciente daquilo que lhe é assegurado e das suas obrigações. A falta de equilíbrio e constância deteriora a personalidade de qualquer indivíduo, fazendo-o cativo de paixões e privilégios e sem o mínimo senso de autoavaliação. Neymar não é o único culpado pelo ocorrido, embora não possa ser eximido dos seus erros. Ele também é fruto da crise da autoridade, fundadora do hábito de desrespeito e da aversão pelas referências de valor, porção inegável no aprimoramento ético de qualquer pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquém da punição conferida pelo Santos à Neymar, vale ressaltar a preocupação com o futuro dessa juventude, perdida em meio a tantas artimanhas sedutoras e impulsos infantis. Negligenciar os rumos das ações educativas e a degeneração juvenil crônica é aprovar o surgimento de uma significativa quantia de “monstros” para afligir o esporte e toda a sociedade brasileira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-3177711812602140191?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/3177711812602140191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=3177711812602140191' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/3177711812602140191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/3177711812602140191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2010/09/uma-palavra-sobre-o-caso-neymar.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-8301465205580896853</id><published>2010-09-12T17:32:00.002-03:00</published><updated>2010-09-15T18:13:23.367-03:00</updated><title type='text'>Comemoração do Centenário do Corinthians</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Cem anos de Timão!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Hora de suspender as investigações teóricas para saudar o grande Corinthians, que comemora seu século de existência e nos faz bastante felizes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Os corinthianos da Escola Estadual Hélio Del Cistia parabenizam o Todo-Poderoso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Salve o Corinthians, campeão dos campeões!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Eternamente dentro dos nossos corações!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-a0e9aa103949fd31" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v16.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3Da0e9aa103949fd31%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330332499%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D15E28DCB939B0F10FCCDD2C2910BBEA4E99DA793.42F6B0400D98B126E669DD6C84514DE7A2D7B57A%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Da0e9aa103949fd31%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DmA5s9wDEk7igWblmHx1y9Sjv9s8&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v16.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3Da0e9aa103949fd31%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330332499%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D15E28DCB939B0F10FCCDD2C2910BBEA4E99DA793.42F6B0400D98B126E669DD6C84514DE7A2D7B57A%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Da0e9aa103949fd31%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DmA5s9wDEk7igWblmHx1y9Sjv9s8&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-8301465205580896853?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/8301465205580896853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=8301465205580896853' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/8301465205580896853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/8301465205580896853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2010/09/comemoracao-do-centenario-do.html' title='Comemoração do Centenário do Corinthians'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-2767162238081477907</id><published>2010-07-13T21:08:00.003-03:00</published><updated>2010-07-13T21:16:28.321-03:00</updated><title type='text'>PT e a camisinha</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Recebi este email tempos atrás e acho um bom momento para disponibilizá-lo a todos. O humor é chulo mas bastante verossímil, para não dizer&lt;br /&gt;totalmente verdadeiro. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Apreciem e reflitam!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;ESSA É A DEFINIÇÃO MAIS PERFEITA QUE JÁ LI ATÉ HOJE, SOBRE O PT... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O governo Petista é igual à camisinha: A camisinha permite inflação, impede produção, destrói a próxima geração, protege um bando de porras e ainda transmite um sentimento de segurança... Enquanto, na verdade, alguém está sendo fodido!!!&lt;br /&gt;Incontestável...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-2767162238081477907?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/2767162238081477907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=2767162238081477907' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/2767162238081477907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/2767162238081477907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2010/07/pt-e-camisinha.html' title='PT e a camisinha'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-151361001399606199</id><published>2010-07-10T19:16:00.005-03:00</published><updated>2011-07-28T07:47:24.495-03:00</updated><title type='text'>Crítica Teatral</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A MEIO-CAMINHO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partir e chegar, chegar e partir... Estar em algum lugar, e ao mesmo tempo viver o não-lugar. A partida traz no seu deslocamento as minúcias de uma vida, a nostalgia da despedida e a saudade dos momentos que fizeram valer a pena cada minuto do passado. E isso não é privilégio de ninguém, tampouco castigo para os desafortunados. Trata-se da mais comum e fatal aventura do homem: o exílio para o desconhecido. Inserido nessa dinâmica intransponível, ele conta com a memória, forte aliada contra a solidão e o desamparo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorrendo esse universo, fatual e onírico, o espetáculo &lt;em&gt;Desterro&lt;/em&gt;, do Coletivo Cê, apresenta a história e a lembrança de um jovem, cuja angústia pela vida perdida faz com que rememore, entre os anos decorridos do seu caminhar, os episódios mais importantes, causa de inspiração e pesar, e os embates de maior repercussão interior. O grupo sorocabano exibe no Casarão da CPFL (espaço da encenação) o suceder de vínculos e interrogações de um sujeito a procura de si próprio nas coisas, pessoas e afetos que participaram das etapas de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concebido como espetáculo itinerante, o público – não mais de vinte e cinco pessoas – é conduzido por alguns cômodos e pelo pátio, donde aprecia as cenas que formam o quebra-cabeça do consciente do protagonista, o jovem nômade. O elenco, bastante comprometido com o seu trabalho, alterna personagens e compõe também o coro musical que entremeia os blocos de representação. Em cena, o jovem se confronta com a alegoria do tempo, personificada como a memória que o introduz e retira ininterruptamente pelas entranhas da sua psique atormentada, sentida igualmente nos detalhes cenográficos e atmosféricos, propostos por uma iluminação parva e desfocada. Os objetos escolhidos, com características rústicas e bucólicas, traduzem com sucesso o anseio do protagonista de retornar ao local de segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo de tudo, a travessia pelas estações resididas (o café com a mãe, a colheita de mangas, a visita ao prostíbulo) remete à procura incessante pela identidade, princípio de toda atitude libertária, e a insistente recorrência aos fatos de outrora apenas ilustra o quanto essa lacuna urge em ser preenchida. Freud, em um de seus escritos, menciona a existência do sentimento “oceânico”, espécie de estado de plenitude que remete ao ilimitado, infinito, e tal é a expectativa de completude levantada pelo desdobrar das ações cênicas. Será possível alcançar a plena realização humana? Talvez essa condição eminente exija abdicações na mesma proporção das aquisições, e no limiar da falta e do acúmulo esteja o ponto de recomeço que lance cada indivíduo para horizontes mais promissores. Se pôr errante, e não ficar no meio do caminho, entre lamentações e culpa – eis uma inferência interessante de considerar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Desterro&lt;/em&gt; cumpre com perícia a proposta de despertar nos espectadores a mesma busca do jovem protagonista: a tentativa de se ver pela própria história e de olhar para a distância vindoura, com coragem e desprendimento das amarras da alma, postas pelas fugas e decisões mal assimiladas. Prestigiar esse espetáculo é ter a decência de se enxergar num espelho e desafiar-se a rememorar quem se é, distinguindo as resoluções inevitáveis e as gaiolas das quais se pode e não se pode fugir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-151361001399606199?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/151361001399606199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=151361001399606199' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/151361001399606199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/151361001399606199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2010/07/meio-caminho.html' title='Crítica Teatral'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-882704466076670209</id><published>2010-04-17T21:31:00.002-03:00</published><updated>2011-07-28T07:49:17.031-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Vida longa ao Grupo Katharsis!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Publicado no site do grupo&lt;/em&gt;: &lt;a href="http://www.grupokatharsis.com.br/"&gt;http://www.grupokatharsis.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A dificuldade de grupos teatrais do interior paulista, em especial aqueles que se dedicam à pesquisa experimental, terem seus trabalhos integrados aos espaços de rotatividade de produções da capital, é uma constante a muito estabelecida. São nesses espaços, localizados principalmente nas universidades e centros culturais, que se torna possível a visibilidade das criações artísticas para um público especializado (além dos espectadores em geral, obviamente) e para a imprensa dedicada à crítica estética, o que confere aos referidos locais de exibição, prestigiados pela mais alta casta de intelectuais e artistas de renome, a condição de meios de legitimação de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso se dá por pelo menos duas razões. A primeira refere-se ao nível dos trabalhos que são realizados pelos grupos interioranos, muitos sem qualificação e base conceitual que sustentem a proposta materializada em espetáculo. A falta de formação teatral mais apurada e experiência sólida e consolidada no fazer teatral podem ser o fator principal ausente no processo criativo. A segunda, tão ou mais cáustica, diz respeito aos direcionamentos políticos e artimanhas de bastidores – pouco transparentes portanto – sempre mordazes, apesar de sutis, que ordenam os conluios e escolhas de comissões e julgadores para apreciar determinados grupos e companhias em detrimento de outros que permanecem afastados e distantes do cenário cultural de grande prestígio. Dessa forma, devido a conchavos entre dirigentes da cultura e os “protegidos” com alto grau de efetividade na estada do entretenimento, muitos trabalhos realmente dignos de valorização ficam “a ver navios” e são desacreditados de algum dia agregar à confraria dos iluminados. Somado a isso, a inépcia de vários artistas para com os instrumentos legais de angariação de fundos de incentivo e de como tornar acessível um projeto de valor cultural considerável, derrotam por completo as chances de inserção em espaços de referência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, a arte encontra seus caminhos, e a dedicação, coragem e seriedade ainda conseguem romper barreiras consideradas intransponíveis. O Grupo Katharsis, da Universidade de Sorocaba, completando vinte anos, prova que vale a pena investir na pesquisa e na exploração de probabilidades diferenciadas de fazer o teatro acontecer. O mais recente espetáculo dos “kathárticos” (apelido dado aos atores pelos próprios), Astros, patas e bananas, conquistou a oportunidade de ser apresentado em temporada no TUSP (Teatro da Universidade de São Paulo), escolhido dentre 63 montagens concorrentes. A comissão julgadora selecionou o Katharsis por unanimidade, e no mês de junho o espetáculo poderá ser conferido na capital. O mesmo espetáculo foi bastante elogiado por críticos, entre os quais Valmir dos Santos e Alexandre Mate, e ganhou o prêmio oferecido pela Cooperativa Paulista de Teatro, referente ao ano passado, de Melhor Espetáculo do Interior e Litoral, algo verdadeiramente notável e producente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Katharsis não chegou por politicagem ou boa vontade de terceiros, mas por mérito e capacidade coletiva. Sou suspeito para falar, já que até o final de 2009 era integrante do grupo e participei da criação de Astros..., mas afirmo com entusiasmo e apreço a importância e consistência da investigação sobre linguagem cênica empreendida pelo grupo, tanto que essa postura radical e consciente de busca por caminhos não convencionais de realizar teatro me cativou e motivou a querer me somar ao elenco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O responsável maioral pelo impulso dessa empreitada (não único responsável, como o referido salienta, pois todo o grupo se sente partícipe da pesquisa) é o professor e diretor teatral Roberto Gill Camargo, vulgo Gill, que com maestria racional, rigorosidade científica e sensibilidade poética, concentrou sua inteligência no cultivo de um procedimento artístico ancorado em estudos interdisciplinares consistentes e na vivência e ponderação de anos de carreira bem sucedida. São cúmplices nesta empreitada: Andréia Nhur (também pesquisadora em dança), Douglas Emílio, Fabiana Souza, Gui Martelli, Luiz Esparrachiari, Paola Bertolini e Robson Roso, sem esquecer a mestra Janice Vieira na direção musical, acompanhada recentemente por seu filho e igualmente músico Ramon Vieira. Outros passaram e contribuíram, a seus modos, no processo. Digo cúmplices de propósito, pois esse trabalho guarda o toque da subversão, e se coloca a percorrer a trilha da contramão em relação às montagens em circulação de avantajada repercussão, pelo menos em expressão midiática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guinada do convencional para a experimentação deu-se há cinco anos, quando o grupo montou um espetáculo intitulado Endoscopia, chamado de teatro-conferência por se dedicar à investigação das entranhas do teatro, daquilo que o estrutura como tal. Concluiu-se no decurso que o teatro realizado até então (salvaguardadas as devidas exceções) nutria uma distância quase insolucionavel entre a dramaturgia, entendida aqui como texto escrito, e a encenação. O teatro parece surgir a partir de acúmulos de peças distintas cujo encaixe formata uma composição única, no entanto repleta de dissonâncias internas. Gill comenta essa impressão: “Esta experiência ‘endoscópica’ revelou nitidamente haver um espaço separando texto e cena. O texto parecia algo coagulado, como um cristal cheio de energia eletromagnética armazenada, sem possibilidade de estabelecer trocas com o ambiente. Primeiro o texto, depois a cena, cinco dias, dez anos, vinte e cinco séculos depois, ou coisa assim.” (Processos cênicos coevolutivos, p.1). Desde então o grupo se voltou para a tentativa de sanar esse nicho entre texto e cena, e a “solução” (nada acabado evidentemente) foi o abandono do texto escrito e a co-criação da dramaturgia com a encenação, ambas indissociáveis desde o princípio. Essa dinâmica propicia e salienta uma das primeiras exigências dos trabalhos feitos pós-2005: a negação de levar ao palco uma ilustração de qualquer enredo de historinhas prévias. Após esse espetáculo, o grupo iniciou a trilogia da teatralidade, tendo a referida por objeto principal de conhecimento, a qual formaliza e define com clareza e maturidade a linha de pesquisa: o primeiro foi Aves, ovos e parafusos, durante três anos premiado em vários festivais; a seguir, Água, luz e clorofila, momento de revisão e melhoria da fundamentação teórica da linguagem; encerrando, em 2009, Astros, patas e bananas, com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura do município de Sorocaba, donde reside o grupo.&lt;br /&gt;O teatro proposto pelo Katharsis não se detém na demonstração de repertório cênico tradicional, inusitado ou incomum, ou de outras variantes esperadas. Começa a modificar a concepção da cena já na resolução de um método de criação alternativo ao protocolar, instaurado há bastante tempo. Ou seja, o espetáculo não surge da leitura de um texto dramatúrgico previamente estudado e debatido, cuja encenação se dará a partir das diretrizes possíveis de serem tomadas de acordo com as “exigências” do material literário, mas ele “aparece” de forma processual sem ter por trás de si qualquer roteirização prévia. O grupo não parte de um texto pronto; não há falas decoradas de antemão, nem rubricas ou qualquer tipo de antecedente que venha a limitar os intérpretes; também se descarta esquemas semelhantes ao canovaccio da Commedia dell’Arte, onde constavam as principais ações a serem desenvolvidas livremente pelos cômicos. Existem apenas os corpos, com todo o seu potencial performático (vale lembrar desde já que a concepção adotada pelo grupo não assume a perspectiva cartesiana do dualismo entre a res extensa e a res cogitans; corpo e mente são inseparáveis) e o jogo no espaço nu, pronto a servir para a intencionalidade dos atores, e é aí que ideias e ações são cunhadas espontaneamente, afiadas ao labor dos intérpretes-criadores.&lt;br /&gt;Essa forma de pensar e fazer teatro não se pauta por determinações: prima por possibilidades. O texto é livremente criado no mesmo encejo em que a iluminação é experimentada, o figurino é provado e reprovado, as falas em off e objetos são inseridos e retirados, a música incidental é composta. A simultaneidade no processo de criação, presente desde os primeiros ensaios e geradora da interatividade constante e imbricada entre os elementos, faz o método de trabalho. Assim afirma Gill: “As ideias, as personagens, os diálogos e a estruturação da narrativa deveriam surgir no palco, com os atores a postos, com os músicos de prontidão para as intervenções sonoras, com os figurinos e objetos à mão e com o iluminador atento à operação de luz. Tudo deveria participar do mesmo exercício de criação dramatúrgica, utilizando para isso os procedimentos habituais de qualquer processo de criação, tais como escolhas, associações, comparações, supressões, combinações, oposições, elipses, substituições, etc.” (Ibid., p.2). Este é o denominado processo cênico coevolutivo, baseado no conceito de coevolução delineado por Ehrlich e Raven a partir da teoria evolutiva sedimentada por Darwin, que postula a interseção processual de elementos geradores de novas cadeias e estados. Assim o teatro pode ser visto: um trânsito interminável de matérias, percepções, energias, interposições de todos os teores, cujo resultado configura-se no palco como troca informativa complementar e gênese de sentido, surgido pela combinação voluntária e involuntária destas inúmeras mônadas doadoras de qualidades particularizadas.&lt;br /&gt;Não se trata, porém, de um teatro privado de condução e aprimoramento técnico. Contrariamente, há supervisão rígida e autocrítica por parte do diretor, dos músicos e dos atores, todos certos da importância fundamental desse exercício para a excelência final da produção. O colaborativo aqui é tomado no sentido sóbrio – tal como deve acontecer – de contribuição ativa dos agentes envolvidos no processo de criação, sem, contudo, abrir mão da função específica que cabe a cada integrante. Aliás, o ofício do grupo é colaborativo necessariamente, pois a sua concretização se dá pelo envolvimento de intérpretes-criadores, e não por via unilateral imposta pelo encenador. Ninguém dita o procedimento ou manda executar ordens alheias. Sugestões e propostas são inseridas como força motriz de algo novo a surgir, e se esse algo não encontrar refúgio no desenrolar da montagem é retirado sem culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo conduzido e avaliado, o processo inicia com os corpos em cena sem qualquer imposição antecipada e prescrições ulteriores. O corpo é a origem criadora, pois ele “empresta” as informações orgânicas para, junto às interferências do ambiente, compor aquilo que se chama de personagem, embora o Katharsis não admita no seu conjunto a noção realista de personagem, imbuído de precedentes psicológicos e detalhamentos históricos, mas lida com o surgimento de personas (não identificada com o intérprete) oriundas das múltiplas e transitórias relações cuja proposição origina-se e pertence ao desempenho cênico do ator-criador, o corpo vivo em contínuo contato e troca com tudo o que compartilhar com ele a espacialidade no palco. Nasce a dramaturgia do ator, e pela suas descobertas e intercâmbios o sentido brota livre das ações, e não de ideias à parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas ponderações deixam a desejar quando o objetivo é conceituar a linguagem cênica apresentada pelo Grupo Katharsis. E palavras não dão conta de comunicar a totalidade dessa experiência teatral altamente complexa. Ficam a espreitar as mínimas percepções aprazíveis e sequiosas de contemplar, sempre uma vez mais, o espetáculo primoroso feito por um elenco primoroso. Astros, patas e bananas, atual obra de arte com a qual somos brindados, estimula a viajar pelos recônditos do sonho e faz, no mesmo instante, enxergar a realidade por ângulos pouco ortodoxos, e toda essa magnitude se apresenta ao alcance dos interessados em apreciar tal mosaico de beleza e expressividade. Espero que por muito tempo os espetáculos do Gill e seus parceiros possam nos fazer sentir a gratificação de estar na platéia para admirar a genialidade humana. Esse é o desejo de todo amante do bom teatro. Vida longa ao Katharsis!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-882704466076670209?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/882704466076670209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=882704466076670209' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/882704466076670209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/882704466076670209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2010/04/vida-longa-ao-grupo-katharsis.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-4954070296781829354</id><published>2010-04-17T20:30:00.004-03:00</published><updated>2010-04-18T17:36:36.098-03:00</updated><title type='text'>Desabafo de uma professora</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Recebi este e-mail de uma amiga professora. Acaba mais uma greve dos professores do Estado de São Paulo e a situação precária da educação vai continuar. Conheço vários professores que passaram por poucas e boas no exercício da profissão, desde atos de indisciplina até ameaças explícitas à integridade física, isso sem incluir a negligência do governo para com os problemas estruturais e até conceituais relacionados ao modelo educacional vigente . Tanta pressão acaba por prejudicar e muito o exercício da profissão. Vale a pena ler e refletir sobre a situação calamitosa da educação paulista.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROFESSOR – UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO&lt;br /&gt;Por Verônica Dutenkefer (20/06/2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse texto que escrevo precisamente agora é mais um desabafo.&lt;br /&gt;Desabafo de uma profissional que está lecionando há mais de 22 anos e que não sabe se sobreviverá por mais dez anos, que é o tempo que ainda precisará trabalhar (por mais que ame muito o que faz).&lt;br /&gt;Trago comigo muitas perguntas que não querem calar. E talvez a mais inquietante seja: O que será necessário acontecer para se fazer uma reforma educacional neste país????&lt;br /&gt;Constantemente, ouço ou leio reportagens com as autoridades educacionais proclamarem a má formação de seus professores. Culpando as Universidades, a falta de cursos de formação e culpando-nos, evidentemente.&lt;br /&gt;Questionamentos:&lt;br /&gt;Como um professor de escola pública pode fazer o seu trabalho se ele precisa ficar constantemente parando sua aula para separar a briga entre os alunos, socorrer seu aluno que foi ferido por outro aluno, planejar várias aulas para se trabalhar os bons hábitos, na tentativa vã de se formar cidadãos mais conscientes e de melhor caráter?&lt;br /&gt;Nos cursos de formação nos é passado constantemente a recusa de um programa tradicional e conteudista, mas nossas avaliações de desempenho das escolas, nossos vestibulares e concursos públicos ainda são tradicionais e nos cobram o conteúdo de cada disciplina.&lt;br /&gt;Como pode num país.....num estado...num município haver regras tão diferentes entre a rede particular e pública?&lt;br /&gt;Na rede particular as escolas continuam conteudistas, há a seriação com reprovação, a escola pode suspender ou até mesmo expulsar um aluno que não esteja respeitando as regras daquela instituição.&lt;br /&gt;A rede pública vive mudando o enfoque pedagógico (de acordo com o partido que ganhou as eleições), é cobrado cada vez menos do aluno, não se pode fazer absolutamente nada com um aluno indisciplinado que até mesmo coloca em risco a segurança de outros alunos e funcionários daquela instituição..&lt;br /&gt;Dia a dia...minuto a minuto... os professores são alvos de agressões verbais e até mesmo físicas pelos alunos. A cada dia somos submetidos a níveis de stress insuportáveis para um ser humano.&lt;br /&gt;Temos que dar conta do conteúdo a ser ensinado + sermos responsáveis pela segurança física de nossos alunos + sermos médicos + enfermeiros + psicólogos + assistentes sociais + dentistas + psiquiatras + mãe + pai ......&lt;br /&gt;E, quando ameaçados de morte, se recorremos a uma delegacia pra fazer um boletim de ocorrencia ouvimos: “Isto não vai adiantar nada!”&lt;br /&gt;Meus bons alunos presenciam o mal aluno fazendo tudo o que não pode ser feito e não acontecendo nada com ele. É o exemplo da impunidade desde a infância...&lt;br /&gt;Meus bons alunos presenciam que o aluno que não fez absolutamente nada durante o ano, passou de ano como ele, que se esforçou e foi responsável.&lt;br /&gt;Houve um ano que eu tinha um aluno que era muito bom. E ele começou a faltar muito e ir mal na escola. Os colegas diziam que ele ficava empinando pipa ao invés de ir pra escola. Um dia, tive uma conversa com ele, e perguntei o que estava acontecendo? E ele me disse: “Prá que eu vou vir prá escola se eu vou passar de ano mesmo assim?”&lt;br /&gt;Então eu procurei aconselhar (como faço com meus alunos até hoje) que ele devia frequentar a escola, não para tirar notas boas nas provas ou passar de ano. Ele deveria vir à escola para aumentar seu conhecimento que é o único bem que ninguém poderá roubar.Que a escola iria ajudá-lo a aprender e trocar conhecimentos com os outros e ajudá-lo a dar uma melhor formação na vida..&lt;br /&gt;Depois dessa conversa ele não faltou mais tanto...mas nunca mais voltou a ser o excelente aluno que era.&lt;br /&gt;Qual a motivação de ser bom aluno hoje em dia?&lt;br /&gt;Seus ídolos são jogadores de futebol que não falam o português corretamente e que não hesitam em agredir seus colegas jogadores e até mesmo os árbitros. Ensinando que não é necessário haver respeito às autoridades e aos outros.&lt;br /&gt;Ou são dançarinas que mostram seu corpo rebolando na televisão e pousando nuas para ganhar dinheiro.&lt;br /&gt;Para quê me matar de estudar, se há tantas profissões que não são valorizadas e nem respeitadas? ??&lt;br /&gt;Conheci (e ainda conheço e convivo) ao longo de minha carreira na escola pública, inúmeros profissionais maravilhosos. Pessoas que amam a sua profissão, que se preocupam com seus alunos, que fazem trabalhos excepcionais, que se dedicam. Que possuem um conhecimento e formação excelentes, mas que estão desgastados e quase arrasados diante da atual situação educacional.&lt;br /&gt;Li, há poucos dias, num artigo que os cursos de Filosofia, Matemática, Química, Biologia e outros todos ligados à área de magistério não estão tendo procura nas Universidades.&lt;br /&gt;Lógico!!!!!Quem é que quer ser professor??? ??????&lt;br /&gt;Quem é que quer entrar numa carreira que está sendo extinta, não só pela total desvalorização e respeito, mas também pela falta de segurança que estamos enfrentando nas escolas?&lt;br /&gt;Fiquei indignada com uma reportagem na TV (que aliás adora fazer reportagens sensacionalistas colocando o professor sempre como vilão da história) em que relatava que numa escola um aluno ameaçava os outros com um revólver e, num determinado momento, o repórter perguntou:”Onde estava o professor que não viu isso??!!”&lt;br /&gt;E agora eu pergunto: “O que se espera de um professor (ou de qualquer ser humano), que se faça com uma arma apontada pra você ou pra outro ser humano??? Ah...já sei...o professor deveria enfrentar as balas do revólver!!!! Claro!!! As universidades e os cursos de aperfeiçoamento de professores não estão nos ensinando isso..&lt;br /&gt;Vocês tem conhecimento de como os professores de nosso país estão adoecendo??? ?&lt;br /&gt;Vocês sabem o que é enfrentar o stress que a violência moral e física tem nos submetido dia a dia?&lt;br /&gt;Você sabe o que é ouvir de um pai frases assim:&lt;br /&gt;“Meu filho mentiu, mas ele é apenas uma criança!”&lt;br /&gt;“Eu não sei mais o que fazer com o meu filho!”&lt;br /&gt;“Você está passando muita lição para meu filho, e ele é apenas uma criança!”&lt;br /&gt;“Ele agrediu o coleguinha, mas não foi ele quem começou.”&lt;br /&gt;“Meu filho destruiu a escola, mas não fez isso sozinho!”&lt;br /&gt;Classes super lotadas, falta de material pedagógico, espaço físico destruído, violência, desperdício de merenda, desperdício de material escolar que eles recebem e, muitas vezes, não valorizam (afinal eles não precisam fazer absolutamente nada para merecê-los), brigas por causa do “Leve-leite” (o aluno não pode faltar muito, não por que isso prejudica sua aprendizagem, mas porque senão ele não leva o leite.) E sem esquecer do bolsa-escola!&lt;br /&gt;Regras educacionais dissonantes de acordo com a classe social dos alunos.&lt;br /&gt;Impunidade.&lt;br /&gt;Mas a educação não vai bem, por causa do professor..&lt;br /&gt;Encerro esse desabafo com essa pergunta que li há poucos dias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável."Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"&lt;br /&gt;O BOM NESTE PAÍS É SER POLITICO. APOSENTA-SE COM 8 ANOS DE "TRABALHO(?) ", E QUE SALÁRIO!!! (sem contar que não precisa grande formação acadêmica pra isto, infelizmente...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-4954070296781829354?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/4954070296781829354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=4954070296781829354' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/4954070296781829354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/4954070296781829354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2010/04/recebi-este-e-mail-de-uma-amiga.html' title='Desabafo de uma professora'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-6047687404784264185</id><published>2010-01-27T10:55:00.001-02:00</published><updated>2011-07-28T07:50:41.932-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Breves comentários sobre o “maravilhoso” governo Lula ( II )&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicado no Jornal&lt;/em&gt; Diário de Sorocaba&lt;em&gt;, em 14 de janeiro de 2010&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A popularidade fabricada de Lula não exime seu governo de suspeitas, tampouco proíbe levantar hipóteses ou realizar denúncias contra a sua administração. Contrariando todos os ditadores e déspotas, a liberdade de expressão é uma arma democrática da qual não se pode abrir mão, e no Brasil não deve ser diferente. Lula, inimigo dessa prerrogativa (quando não o favorece), sustenta o direito à fala exclusivamente no seu discurso jocoso, posto que se furta de toda explicação alegando a ladainha costumeira: ou desconhece os problemas e crimes que o circundam, ou é vítima de traição e golpe . Certas coisas, todavia, transparecem como água para o astuto observador, e acabam por evadir do sistema protetor orquestrado pelos mentirosos profissionais, diretamente aos ouvidos e olhos atentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filósofo José Arthur Giannotti, na edição do dia 05 de setembro de 2009 do programa Canal Livre, analisando o escândalo dos atos secretos no Senado, faz apontamentos dignos de se pensar. Afirmou que o governo Lula submete o Estado aos seus interesses, ou seja, manipula a política nacional e suas instituições conforme lhe aprouver. Lula, na opinião do filósofo, possui a capacidade de representar aquilo que a população quer, e não o melhor para ela, e isso produz uma resignação a aceitar como normal a situação dada de acordo com a conveniência necessária (cria a ilusão da “vida boa como está”). Tal sentimento introduz continuamente a ideia do “rouba mas faz” na mentalidade nacional, e só vem confirmar a democracia denegrida, ancorada sobre favores. Em contrapartida, as alianças partidárias, meros acordos para o exercício de poder sem restrições e ameaças, correm soltas para viabilizar intermináveis politicagens. No caso dos 663 atos secretos do Senado, e os demais surgidos no decorrer das investigações, os senadores do PT, na ocorrência, seguiram o posicionamento de Lula e votaram pelo arquivamento dos processos contra Sarney, amicíssimo do presidente e protegido pela sua amabilidade e complacência. A criminalidade mais uma vez ficou acima da justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tentativa de desviar o foco, o governo divulga benfeitorias, como o crescimento da oferta de emprego e os avanços no campo social, mas tais acontecimentos são discutíveis. Primeiro, porque os empregos criados em 2008 no Brasil foram os mais discretos em 10 anos (cerca de 300 mil) e prossegue estagnado. Depois, a superação da pobreza não pode ser medida apenas pela oscilação de quem está empregado – fixo ou temporário – e sim pelas condições efetivamente criadas e mantidas de avanço social, o que não é análogo a distribuir auxílio financeiro provisório. Além do mais, segundo dados da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), a indigência e miséria nos países latinoamericanos cresceu de 68 milhões para cerce de 71 milhões em 2008, provando que a boa qualidade de vida proporcionada pelos “virtuosos” governos sulamericanos não passa de fachada arquitetada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De dissimulações, aliás, vive o governo brasileiro. Na esteira dos demais líderes dos países vizinhos, Lula estabelece, cada vez mais, a mentalidade estadista de gerenciar, mentalidade esta a negociar o intervencionismo político por benevolências pouco ou nada profícuas. Este modelo de governabilidade, no parecer de José Fucs, quer identificar povo e Estado como uma só comunidade, pensamento de caráter totalitário (à moda Stalin, Mussolini, Hitler, Fidel Castro e outros estadistas conhecidos) que faz exercer controle estatal livre sobre as atividades econômica, sem estímulo algum ao setor privado. Fucs ainda notifica: as maiores crises brasileiras ocorreram com a intromissão da gestão pública em departamentos que não lhe dizem respeito (ver &lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI91533-15223,00-OS+RISCOS+DA+ESTADOLATRIA+PARA+O+FUTURO+DO+BRASIL.html)"&gt;http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI91533-15223,00-OS+RISCOS+DA+ESTADOLATRIA+PARA+O+FUTURO+DO+BRASIL.html)&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, discretamente o governo, sob o comando de Lula, procura instaurar, à maneira gramsciana, o comunismo no país, com todos os seus ingredientes nocivos dos quais nos envergonhamos, e a história demonstra claramente para quem quiser ver a sua consequência trágica. Um país para prosperar não precisa do comunismo, nem de outra diretriz ideológica que salvaguarde apenas uma pequena parcela de indivíduos, e sim de valores humanos sólidos e solidários, agregadores de corresponsabilidade entre os homens, contra a sociedade desigual e excludente. Somente criando meios seguros e eficazes de inserção de pessoas na vida econômica e social, a impelir a liberdade individual sem desprezar a situação alheia, pode-se conseguir a prosperidade e justiça social tão almejada pelos idealistas e esperançosos. Socializar algo não é semelhante a repartir tudo em comum (coisa que os excelentíssimos políticos nem pensariam em pôr para votação) ou manter os desfavorecidos na dependência de donativos estatais; socializar é tornar sociável oportunidades reais restritas para todos dispostos a mudar de vida. Lula opõe-se ao desenvolvimento humano quando sujeita ao consumo assíduo de benefícios estatais ao invés de oferecer condições estruturais de autonomia econômica. Mas o que esperar de um governo tão contraditório, que por um lado não fez nenhuma reforma necessária para emancipar os cidadãos honestos e dar-lhes recursos próprios de subsistência e crescimento, e ao mesmo tempo permite descaradamente a impunidade, com proteção a condenados e ao banditismo nacional, em Brasília e no restante do território nacional. Pelo visto o povo é o último a ter voz e vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula comemorou a ausência da direita nas eleições de 2010, prova cabal da sua falta de espírito democrático e respeito pela divergência de pensamento. Se a sua ânsia pelo poder e seu projeto de domínio estão acima de tudo, cabe ao povo, no seu voto, mostrar que deve ser diferente, e nenhum plano com tendência unívoca e pretensiosa pode cercear o direito de contrapor esse preceito inefável. Pense bem, e não decepcione na urna, para a grandeza do Brasil e o bem da democracia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-6047687404784264185?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/6047687404784264185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=6047687404784264185' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/6047687404784264185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/6047687404784264185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2010/01/breves-comentarios-sobre-o-maravilhoso_27.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-6654185878778426530</id><published>2010-01-27T10:53:00.002-02:00</published><updated>2011-07-28T07:51:32.446-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Breves comentários sobre o “maravilhoso” governo Lula ( I )&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicado no Jornal&lt;/em&gt; Diário de Sorocaba&lt;em&gt;, em 13 de janeiro de 2010&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O ano de 2010 reserva inúmeras mudanças para o povo brasileiro, e muitas delas serão provocadas e outorgadas no cenário político, com ou sem a participação popular no sentido pleno dessa ação, ou seja, livre de quaisquer formulações alheias ao seu exercício consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhando para o fim do segundo mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em declarações e propagandas nos meios de comunicação, gaba-se de ser responsável pela copiosa prosperidade do Brasil no seu governo. Apresenta dados e ações para tentar justificar o êxito completo da sua presidência e capacitar perante a opinião pública – transferindo os méritos que julga merecer - sua possível sucessora, Dilma Rousseff, a ocupar seu lugar a partir de 2011. Tudo seria bom se tal plano de transição não fosse preenchido nos bastidores com mentiras, trapaças e muita cara-de-pau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A confiança do presidente se dá, em grande medida, pelas últimas pesquisas realizadas no segundo semestre de 2009 em que a popularidade de Lula atinge cerca de 80%, e em torno de 65% está a aprovação popular do governo federal. Esses números podem sinalizar muitas coisas, entre elas as seguintes: 1) O governo do PT, auxiliado pelos aliados, modificou o Brasil a tal ponto que os cidadãos brasileiros, felizes da vida pela súbita melhora extrema de suas finanças, aprova os rumos implantados pelos governantes; 2) Lula lembra um astro de fama internacional, como Michael Jackson, que desperta no povo uma síndrome de identificação compulsória e o desejo veemente de idolatrar a tão estimada figura pública; 3) O governo conseguiu, nestes anos inglórios no poder, manobrar a opinião pública com forte campanha publicitária e programas “sociais” de transformação real questionáveis, apelando para um marketing altamente histriônico e cheio de mentirinhas pouco consideráveis e, por isso mesmo, relegadas rapidamente ao esquecimento. De todas, julga a terceira como provável. A primeira é mentirosa: as pessoas continuam com necessidades, os pobres continuam pobres, e nenhum trabalhador tornou-se isento de dificuldades ou abusos autoritários. A segunda é meia-verdade: Lula não se assemelha a nenhum astro internacional exceto àqueles famosos líderes com os quais mantém amizade “diplomática” como Hugo Chavez, Manuel Zelaya e alguns outros dessa estirpe, apenas acrescido a ele uma imagem piedosa de homem do povo e sofredor vitorioso, machucado pelas artimanhas crueis de ardilosos malfeitores (imagem esta criada a todo o custo para compor a mise-en-scène de Barack Obama).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira é verídica: Lula e a excelente assessoria que o acompanha produziram uma das maiores farsas políticas brasileiras ao ludibriar o povo e privar os eleitores e os demais membros da sociedade das politicagens feitas sob o pano. Os índices levantados pelas pesquisas são fortes mas não qualitativos – em si, garantem a constatação de preferências relativas e não eficiência objetiva. Qualquer um pode se iludir pela tática persuasiva competente, prática essa a assolar a política no ocidente desde a sua fundação. Pensando no todo, tais pesquisas começaram a aparecer na mesma época em que cogitou-se a pretensão do terceiro mandato, e essa hipótese levantada pela situação acentua a tendência mais geral dos governos da América Latina, qual seja, a perpetuação no poder de líderes erigidos por meios pouco ortodoxos, intensificando assim a força estatal. O congresso vetou o novo mandato, embora não seja de se duvidar uma nova investida nesse sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, embora os marketeiros e intrujões tomem os eleitores como meros fantoches a serem manipulados ao belprazer oligárquico, fatos têm vindo à tona para abrir os olhos de todos os entorpecidos e enganados. Um deles é o investimento bilionário em propaganda para divulgação do governo na grande mídia, conforme informa Júlio Severo, no seu artigo “O preço da elevada popularidade de Lula”, publicado em 12 de junho no site Mídia sem Máscara ( &lt;a href="http://www.midiasemmascara.org/"&gt;http://www.midiasemmascara.org/&lt;/a&gt; ). Severo notifica que, entre 2003 e 2008, o governo investiu cerca de 6,3 bilhões de reais em publicidade, sendo em torno de 5.297 jornais, revistas, rádios e televisões favorecidos por este empreendimento. A campanha contínua do governo para ludibriar o povo da atuação benfazeja do presidente e sua equipe parece ter funcionado a contento, pois hoje desfrutam de prestígio e simpatia diante do eleitorado persuadido pelo charme dantesco de um homem que se quer mito, direcionamento a muito tomado pelos sortilégios esquerdistas em escala mundial. Verídico, por trás desse país maravilha, continuam os ataques contra os valores fundamentais preservados pela maioria da sociedade ao estimular sorrateiramente a liberalização do aborto; por permitir o apoio à descriminalização da maconha por autoridades em exercício; pela omissão diante dos esquemas de corrupção vigorantes no Congresso e na sociedade; pelo desprezo para com a oposição e todos os comentários contrários ao seus planos, com especial desafeto quando vindos pela imprensa (sobre isso, ver apontamentos de Alberto Dines em &lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/alberto_dines/2009/10/23/pavor+de+fiscais+8921047.html)"&gt;http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/alberto_dines/2009/10/23/pavor+de+fiscais+8921047.html)&lt;/a&gt; ) entre outras afrontas ditas e insinuadas nestes quase oito anos de desfrute no poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De mentiras em mentiras se faz um presidente, o “filho maravilha” da nação brasileira. Porém, toda mentira, mais dia ou menos dia, acaba sendo desmascarada, e essa ocasião não tarda a chegar – assim esperam os homens e mulheres de bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-6654185878778426530?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/6654185878778426530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=6654185878778426530' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/6654185878778426530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/6654185878778426530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2010/01/breves-comentarios-sobre-o-maravilhoso.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-6115401880323398804</id><published>2010-01-08T10:11:00.001-02:00</published><updated>2011-07-28T07:52:38.063-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;O que esperar de 2010?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicado no Jornal&lt;/em&gt; Diário de Sorocaba&lt;em&gt; em 07 de janeiro de 2010&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo encerramento e recomeço do ciclo anual coloca diante de nós a oportunidade de fazer uma espécie de balanço sobre a vida, refletindo sobre as decisões tomadas e omitidas, os acontecimentos marcantes para o bem e para o mal, as peripécias entusiasmadoras e detestáveis, as frustrações e as alegrias desfrutadas, e tantas outras experiências são levantadas com o fim de obter, mediante a revisão cônscia e ponderação valorativa, uma renovação catártica para, livre de culpa e nostalgia, adentrar o ano seguinte com disposição e entusiasmo. Nesse clima de novidade à vista, a mudança de ano suscita bons presságios, comemorações – onde se deseja que o ano novo traga tudo de bom – e uma série de empreendimentos pretendidos, desejados para o ciclo seguinte, dentre os quais destacam-se as promessas, umas modestas, de fácil execução, e algumas complicadas de se cumprir, requerentes de maior dedicação e renúncia. Aguardadas as benfeitorias, espera-se do ano nascente a as chances de efetivar os planos particulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o êxito do ano não está no próprio ano, no tempo corrente e demarcado. A única dependência necessária para a vinda de acontecimentos venturosos é da própria consciência engajada na tarefa de fazer acontecer na vida pessoal o melhor possível, de acordo com a precisão real e o objetivo focado, e isso não se resume à uma mentalização funcional ou a condicionamentos meramente corriqueiros e sem reverberação verdadeiramente existencial. Destarte, o primeiro passo no caminho para conseguir se comprometer inteiramente está em alterar a ordem da pergunta: não o que nós podemos esperar de 2010, mas o que 2010 pode esperar de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de mera inversão retórica, apenas forja uma perspectiva diferenciada. Partindo do indivíduo e não dos fatos a porvir, o ponto de partida para conquistar (ou melhor, evocar) coisas boas para si consiste em trazer, de si próprio, o preparo e a força exigidas na travessia da existência e disso constituir um indivíduo fortalecido e disposto a enfrentar qualquer obstáculo ou incógnita. No exemplo deixado pelos grandes místicos e sábios, nas tradições espirituais, religiosas, filosóficas, tradições de idade milenar, somos impelidos a buscar, antes de algum ganho acidental ou efêmero, a lapidação do “eu” em sintonia com os anseios mais profundos que brotam da experiência humana, sendo esses também caminhos oferecidos aos corações destemidos e ardorosos. Isso só se concretiza na medida em que se mergulha nas entranhas do ser, interligado com o conhecer-se, sem o qual não se pode realmente discernir nada de verdadeiro e bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autoconhecimento e melhoramento interior: primeira meta a se alcançar, e ela não acontece pela obrigação de corresponder a um feito prometido no réveillon. As realizações procuradas à deriva da transformação integral do sujeito, como soluções a pronta entrega, não geram frutos de amadurecimento e acabam por se resumir a meros ingredientes intersticiais, momentâneos e isolados, dissociados da fragilidade e das aspirações mais profundas. Os objetivos almejados, quaisquer que sejam, não podem ser postos como bens a adquirir durante o transcorrer do ano, alheios aos designos pessoais, alienados da vida real. Devem constar nas aquisições progressivas da peregrinação persistente e compenetrada pelos recônditos da interioridade. Daí faz sentido maior a vontade de renovação, pois renovar-se é preciso, no entanto só pode acontecer de dentro para fora e não o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior compromisso de ano novo carece ser o aperfeiçoamento da consciência e das atitudes. O crescimento individual garante o bem coletivo e inspira os convivas a construir valores essenciais para viver dignamente, aproximando a felicidade (a legítima felicidade) de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que 2010 receba de nós contribuições sólidas e perenes, fruto do avivamento espiritual, da revigoração dos ideais e do refinamento de caráter, disposições estas certamente encontradas em pessoas notáveis e diligentes, prontas a entrar de cara e com coragem na etapa inédita que irão vivenciar. Possamos nós igualmente desfrutar de tão salutar presença de espírito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-6115401880323398804?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/6115401880323398804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=6115401880323398804' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/6115401880323398804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/6115401880323398804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2010/01/o-que-esperar-de-2010.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-625895544346047056</id><published>2009-12-21T17:01:00.001-02:00</published><updated>2009-12-21T17:02:50.310-02:00</updated><title type='text'>Aos estudantes que se vão!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Palavras dedicadas aos formandos 2009 da Escola Estadua Hélio Del Cistia (Sorocaba/SP)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta Casimiro de Abreu traduziu em versos uma verdade existencial certeira. Diz ele para iniciar o poema  Meus oito anos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Oh! que saudades que tenho&lt;br /&gt;Da aurora da minha vida,&lt;br /&gt;Da minha infância querida&lt;br /&gt;Que os anos não trazem mais!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o poeta, imbuído de nobre saudosismo, se remete ao passado no seu presente para reviver, ainda que pela memória, sua afortunada vida infantil, ele o faz, certamente, sem negligenciar os anos vindouros, ainda por marcar a alma com outras emoções e qualidades a serem rememoradas com não menos nostalgia. Quando se reflete o passado, alegre ou triste, se faz mediante a experiência individual de alguém que recorda no presente, e estar no presente é também, de certa maneira, pertencer ao futuro, esse incerto mas aprazível “lugar temporal” pelo qual cada pessoa pode se realizar nas diversas etapas de sua vida. Um desapego, porém, tem de acontecer para essa transição ocorrer sem traumas ou arrependimentos, qual seja, a certeza da ruptura com determinada situação vivida e irrepetível. Você hoje, concluindo o ensino básico, rompe de uma vez a passagem pela escola, e a consciência desse fato único deve servir como alerta e preparo para o que há de vir pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o anúncio definitivo: é chegada a hora de partir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há palavras acertadas para confortar os sofredores ou emocionar os eufóricos. Algo estranho vai acontecer: ao cruzar os portões da escola, você estará despindo-se da veste de estudante secundário para sempre, sem chance de regresso, e irá se deparar com um mundo novo de possibilidades. As vivências carnais e espirituais ocorridas nas salas de aula, nos intervalos, na diretoria e nas outras dependências pelas quais você transitou, serão apenas lembranças arquivadas na consciência, até se transformarem em pura força etérea a ir desaparecendo no tempo. As amizades que você conquistou, os professores com quem conviveu (e brigou ... e xingou ... e se afeiçoou), as zoeiras e aprontadas memoráveis, as provas e os trabalhos, as lições feitas e não feitas, as desculpas esfarrapadas para conseguir driblar uma possível reprova, os funcionários, os projetos... tudo, absolutamente tudo, ficará para trás. Restará apenas você e o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante disso, muitos saltarão de alegria, e talvez se dêem conta desta drástica mudança  em anos vindouros. Outros já sentirão essa nova condição de imediato, e perceber a natureza disso certamente causará angústias e – se a coisa for encarada com seriedade exagerada – pânico. Mas essa “dor da separação” do passado confortável para uma nova etapa ainda a desbravar deve ser vista com otimismo, pois trata-se de uma oportunidade inédita de existência na liberdade, com a chance de apresentar-se diante de caminhos até então ignorados; de poder escolher rumos ousados para seguir vivendo, rumos amparados unicamente pela responsabilidade por si mesmo. Não haverá uma escola para “ditar” o que fazer, os prazos para fazer, as consequências de não fazer. Tudo isso será estabelecido por você. Professor para orientar? Não, ele não estará com você. Diretor com medidas punitivas? Esquece! Sobra apenas suas decisões e iniciativas. Está preparado (a), jovem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pergunta se interpõe no seu caminho: você está pronto para deixar a escola?. Esta pergunta evoca o histórico de opções realizadas, medos e desejos que cada estudante guarda dentro de si. Se a resposta for SIM, significa um grau de maturidade atingido, um porto seguro a garantir uma boa partida para a viagem à vida adulta. Entretanto... se for NÃO ou TALVEZ, significa apenas uma coisa: é hora de agir em prol de si e confrontar os medos e incertezas numa reflexão decisiva que norteie seu destino daqui por diante. Seu destino é selado, em grande medida, pelas suas escolhas e tomadas seguras de decisões. Escolha acertada aproxima a felicidade um pouco mais de cada pessoa, somente possível pela iniciativa individual com êxito, ou quando o erro de uma atitude tomada serve como oportunidade de autoconhecimento e retomada do agir. Diz Santo Agostinho, em relação ao pecado, que o importante não é lamentar o pecado cometido mas ter força e persistência para levantar e continuar a caminhada na intenção de ser bom. Algo semelhante aplica-se nessa ponderação: cada  passo dado, mesmo o equivocado, pode servir de trampolim para o salto mais alto e longilíneo em direção à horizontes novos e instigantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jovem, não permita que a sua passagem pela escola seja empobrecida com anseios imediatistas de encerramento da “chatice das aulas” ou qualquer coisa parecida com isso. Aproveite a chance de reconhecer, na sua longa trajetória dentro desta instituição, os momentos cruciais e marcantes da sua experiência de vida. A escola é parte de você e nunca deixará de ser. Sua vida é a somatória das vivências experienciadas nas mais singulares ocasiões, cujo resultado unifica-se espontaneamente na travessia da existência, causando satisfações, surpresas e demais sentimentos claros e contraditórios. Neste meio, a escola representa o primeiro momento existencial da procura e descoberta da identidade, da paulatina conquista da individualidade, da transição do vínculo familiar excessivo até a agonia pela independência e desligamento do berço paterno e materno; na fase estudantil, dentro da escola, você começa a saber quem você é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há muito mais a dizer. As palavras não são suficientes na expressão das emoções sentidas. Deixo por fim os meus votos sinceros e esperançosos de ver você realizado na sua vida, feliz e próspero de acordo com aquilo que almejar ser. Nunca deixe de batalhar pelo que julga justo e verdadeiro. Procure inesgotavelmente a sabedoria; apaixone-se por ela. Tenha valores e suportes espirituais confortadores e de nobreza engrandecedora. Enfim, busque crescer, amadurecer, e não desperdice jamais as oportunidades de rememorar a sua vivência escolar. Lembre-se: é a sua história, da qual todos nós (professores, gestores, colegas de turma ou de outras salas, funcionários) partilhamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até algum dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prof. Michel F. Valverde&lt;br /&gt;EE Hélio Del Cistia&lt;br /&gt;Novembro de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-625895544346047056?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/625895544346047056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=625895544346047056' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/625895544346047056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/625895544346047056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2009/12/aos-estudantes-que-se-vao.html' title='Aos estudantes que se vão!'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-4189477402829382099</id><published>2009-12-21T16:37:00.002-02:00</published><updated>2009-12-21T16:57:45.285-02:00</updated><title type='text'>Carta de uma estudante</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Esta carta foi escrita a meu pedido por Daniella Detoni Moraes, estudante concluinte do Ensino Médio no ano de 2008. Quando visitei seu blog (grayheaven.blogspot.com) me deparei com uma gratificante surpresa ao perceber, imbuido de admiração, o talento para a escrita dessa jovem. Pedi que escrevesse uma carta de incentivo aos meus alunos, exortando-os a buscarem horizontes mais ousados, a prosseguirem nas trilhas do conhecimento. Ela, muito gentilmente, atendeu-me sem demora. Partilho aqui, para todos aqueles jovens aturdidos por dúvidas, a sua mensagem. A você, Daniella, os meus mais sinceros agradecimentos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos alunos do Prof. Michel Valverde,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de saber um pouco mais detalhadamente sobre vocês antes de começar a escrever, mas sendo algo complicado de acontecer nesse momento, me contento em restringir tal introdução à minha mera apresentação. Meu nome é Daniella, muito prazer. Moro em Valinhos e tenho agora dezoito anos. Terminei o ensino médio ano passado e ao longo deste ano tenho dado o melhor de mim para que eu possa realizar em breve um dos meus maiores sonhos: cursar Letras na Universidade de São Paulo. Sim, Letras. Já perdi a conta de quantas pessoas me questionaram, abismadas: “Mas você quer ser professora?”. Nunca entendi o que há de tão errado nisso e confesso que ver a reação das pessoas ao ouvirem um “E porque não?” pulando pra fora da minha boca ao responder essa pergunta é um tanto quanto desalentador.&lt;br /&gt;Alguns dos meus amigos, quando souberam que eu não havia sido aprovada na segunda fase da fuvest me disseram: “Mas ano que vem você vai prestar Jornalismo, não é? Já que vai fazer cursinho, preste alguma coisa mais reconhecida. Você daria uma ótima jornalista”. Fiquei triste nesse dia. Não exatamente pelo fato de meu amigo ter dito-me que, pra ele, aquilo que eu quero fazer pelo resto da minha vida é algo completamente sem valor, mas sim por ter sido obrigada a reconhecer que pouquíssimas pessoas correm atrás daquilo que realmente lhes proporciona júbilo e inspiração.&lt;br /&gt;Sendo sincera, não trago comigo uma carga tão grande de experiências a ser compartilhada com vocês, visto que nossa diferença de idade, se é que ela existe, deve ser de uma pequenez insignificante. Entretanto, minha curta vivência já foi capaz de me apresentar alguns dos mais valiosos princípios que ao certo devo destacar dos demais como sendo prioritários, e entre eles se encontra aquele que me proíbe de posicionar qualquer tipo de imposição ou busca por aceitação social acima das minhas próprias realizações e ambições pessoais, da minha felicidade e aspiração por conhecimento.&lt;br /&gt;Desde muito nova eu me interessei pela leitura, pelos cadernos de caligrafia e confesso que até mesmo pelas redações ao estilo “Minhas Férias” que toda criança algum dia já teve que fazer a contragosto. E essa simpatia pelo mundo das letras foi crescendo dentro de mim gradualmente. Até que, quando tinha doze anos, li pela primeira vez Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe. E por mais inacreditável que possa parecer, eu me encantei. Agora me digam, se alguém aqui já leu Werther, como pode uma criança de doze anos se encantar com tamanho amontoado nada atrativo de letras lamuriosas e feias? Não ter a resposta pra essa pergunta me aborrecia, e foi a partir de então que comecei a me afogar em livros até o pescoço em busca de respostas. E tenho conseguido até os dias de hoje. Porém, é uma sede que não cede, essa vontade de saber mais e mais criou raízes dentro de mim. Mas ironias à parte, felizmente nós possuímos uma boa relação de mutualismo.&lt;br /&gt;“Afinal - talvez pensem vocês – o que essa garota quer dizer com tudo isso?” Bom, se levarmos ao pé da letra, eu não quero dizer nada, só vim até vocês contar um pouco sobre a minha paixão pelas Letras. Entretanto, a minha mensagem vai um pouquinho além disso. Obviamente, não escrevo essas palavras com o intuito de convencer ninguém a gostar daquilo que não lhe convém. Afinal, ninguém até hoje me convenceu a gostar de matemática e palavras não transformam afinidades. Contudo, ainda que muitos de vocês possam ter aversão à gramática, literatura e suas derivações, é pouco provável que não exista algum anseio maior dentro de cada um de vocês por alguma especificidade que valha a pena ser estudada. Tudo vale a pena ser estudado, e vale muito. E mesmo que você tenha dúvidas sobre o que te traz a verdadeira inspiração, ou ainda que você seja completamente indiferente quanto a isso, todos os dias podem ser o dia em que essa perspectiva se ampliará. Além do mais, poucas coisas são consideradas mais gratificantes do que adquirir sabedoria através de si próprio, impelido por um desejo maior. E como já diria Hermann Hesse, em Sidarta: sabedoria não é algo que se possa partilhar por palavras, não é algo comunicável. E caso seja dita, sempre cheirará a tolice. Convenhamos, ele sabia muito bem do que estava falando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que com essas ágeis palavras possa ter-lhes acrescentado algo que seja de fato proveitoso e com os melhores agradecimentos, subscrevo-me com muita consideração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                      Daniella Detoni Moraes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não temos motivo algum para desconfiar de nosso mundo, pois ele não está contra nós. Caso possua terrores, são nossos terrores; caso surjam abismos, esses abismos pertencem a nós; caso existam perigos, então precisamos aprender a amá-los. Se orientarmos a nossa vida segundo aquele princípio que nos aconselha a nos aferrarmos sempre ao que é difícil, o que agora nos parece ser muito estranho se tornará o que há de mais familiar e confiável” –  Rainer Maria Rilke.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-4189477402829382099?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/4189477402829382099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=4189477402829382099' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/4189477402829382099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/4189477402829382099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2009/12/carta-de-uma-estudante.html' title='Carta de uma estudante'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-6020578801251497921</id><published>2009-11-27T18:53:00.001-02:00</published><updated>2011-08-03T21:29:31.020-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Lazer, Cidade e Turismo: Reflexões&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicado no Jornal&lt;/em&gt; Cruzeiro do Sul&lt;em&gt;, em 24 de novembro de 2009&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No meu artigo anterior, publicado neste caderno (Turismo e ludicidade: a redescoberta do urbano, em 01/09/09), propus uma leitura da cidade enquanto potência e fonte de interatividade criativa, sendo o lúdico – jogo sensorial e imaginativo travado com os outros e o ambiente, em que se desfruta convivência e inúmeras descobertas e surpresas – a forma pela qual cada indivíduo pode recriar a sua experiência, muitas vezes banalizada ou julgada como trivial, na busca de um olhar distinto sobre a realidade urbana.&lt;br /&gt;Para tanto, proponho aprofundar um pouco mais a articulação dessas entidades através de algumas considerações realizadas por Raquel Rolnik no artigo O lazer humaniza o espaço urbano, e Juan Carlos Mantero no texto Turismo e lazer.&lt;br /&gt;Raquel Rolnik aponta que, no mundo moderno, a oposição entre lazer e trabalho não é tão clara, afinal, muito das atividades exercidas pelo indivíduo para adquirir melhor qualidade de vida (frequentar academias por exemplo) contém boa dose de trabalho. Rolnik questiona se o espaço urbano favorece ou prejudica a apreciação do tempo livre, pois com o desenvolvimento espacial mediante tecnologias e planejamentos (ou a falta deles) criam-se impecilhos para a fruição, e a cidade parece ter de fragmentar os lugares de lazer.&lt;br /&gt;O lazer, encarado como elemento motivacional da vida social, toma grande sentido para a vida em sociedade na medida em que, não só contribui com a socialização, mas associa-se intransferivelmente com a busca de qualidade de vida. Diferente da visão de lazer como consumo de prazer, o que o restringiria a alguns locais delimitados como fornecedores de diversão e relaxamento, o lazer “encarnado na cidade” como diz Rolnik não pode resumir-se a meios de proporcionar prazer segmentados em pontos díspares e isolados. Agiria, sim, enquanto agente privilegiado de vitalidade. O problema é a diluição da proporção política da cidade, que fazia dela o ambiente de convívio e interatividade por excelência, para se tornar a cada dia um depósito de segmentos privados e com interesses não mais coletivos – a dimensão pública se esvai na prevalência dos guetos fechados. Diz a autora: “A dimensão pública vai perdendo cada vez mais sua dimensão política de contrato social e acaba reduzindo-se à administração do trânsito, da rede de água e de esgoto etc. Na verdade, o espaço público vai diminuindo ao ser capturado e privatizado, restando apenas e tão somente aquele necessário para a circulação de mercadorias, inclusive das mercadorias humanas; esvazia-se a dimensão coletiva e o uso multifuncional do espaço público, da rua, do lugar de ficar, de encontro, de prazer, de lazer, de festa, de circo, de espetáculo, de venda. Assim, funções que recheavam o espaço público e lhe davam vida migraram para dentro de áreas privadas, tornando-se, em grande parte, um de espaço circulação.” Rolnik, por fim, percebe que, aliado à políticas públicas eficientes para retomar a característica da cidade de encontro das diferenças e aproximação de indivíduos, o lazer é um instrumento capaz de viabilizar esse intento.&lt;br /&gt;Juan Carlos Mantero, por sua vez, levanta como eixo de aproximação entre o turismo e o lazer a cidade, o espaço público potencialmente favorável para atividades lúdicas, e exalta o tempo livre (que não considera oposto radicalmente ao trabalho) enquanto motor dessa iniciativa, permeadora não só de indivíduos isolados mas também, e até em maior proporção, de toda a sociedade. Considera o seguinte: “Se em nossa sociedade persiste uma concepção conformista que tende a reivindicar para o lazer funções individuais, pessoais, como descansar, distrair-se e desenvolver-se, há também quem mantenha uma posição crítica que vê no lazer, no uso do tempo livre, uma funcionalidade social, uma forma de atenuar, de diminuir, de reduzir as disfunções sociais.” Elenca três ações possíveis de serem feitas no tempo livre – o descanso, o lazer e a criação – e sugere a articulação dessas, sobretudo do lazer e da criação, à vida urbana, cuja essência é o convívio das diferenças. Sendo assim, nada melhor que práticas de interatividade, principalmente as de cunho ocioso (no bom sentido do termo) para salientar este espaço público, de todos, e promover encontros programados e aleatórios. Isso, para Mantero, faz da cidade um porto acolhedor: “O espaço da cidade, isto é, o espaço do fluxo e das necessidades diferenciadas de habitar, de circular, de divertir-se e de trabalhar, constitui o cenário e a paisagem de convivência dos habitantes desse lugar; cria as oportunidades de confluência, de fluxo e de presença das pessoas sem exclusões; representa uma proposta aberta de práticas sociais genuínas de expressão cultural, não só de nossa geração mas também das gerações que se sucederam através dos tempos. O espaço público, onde as pessoas transitam e se locomovem, é também o âmbito de interação social que se expressa nas praças, nos lugares de encontro e troca, nas áreas verdes – lugares de uso e desfrute do natural – e nos espaços de testemunho, os lugares de identidade e de patrimônio, raramente explorados”.&lt;br /&gt;Feitas essas reflexões, pode-se extrair algumas conclusões imediatas:&lt;br /&gt;1) O lazer faz do meio urbano um lugar de humanização – relação de indivíduos sem determinar fins recompensadores para alguma parte, exceto as satisfações naturais provenientes das interações gratuitas;&lt;br /&gt;2) O Turismo propicia novos relacionamentos – gera troca de informações e percepções, conduzindo a exercícios sensoriais e de cognição indispensáveis para o desenvolvimento integral do indivíduo;&lt;br /&gt;3) O Turismo deve reconhecer no espaço urbano o lugar do convívio das diferenças, ao mesmo tempo visando momento de fruição e apreciação de identidades, presentes no interior deste espaço e responsáveis, em grande medida, pela sua definição. Cabe aproveitar esse reconhecimento para investir em estratégias que venham a contribuir no contínuo aprimoramento humano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-6020578801251497921?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/6020578801251497921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=6020578801251497921' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/6020578801251497921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/6020578801251497921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2009/11/lazer-cidade-e-turismo-reflexoes_27.html' title=''/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-1310049342108483485</id><published>2009-10-30T11:59:00.003-02:00</published><updated>2011-08-03T21:30:20.571-03:00</updated><title type='text'>Crítica Teatral</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O ENCONTRO DE BOB WILSON E HEINER MÜLLER&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quem pôde prestigiar o espetáculo &lt;em&gt;Quartett&lt;/em&gt;, encenação do renomado diretor americano Robert Wilson (ou Bob Wilson, como é chamado), certamente se sentiu privilegiado por ver um espetáculo refinado em detalhes e com interpretações maduras e nada espalhafatosas. O espetáculo esteve em São Paulo, no SESC Pinheiros, entre os dias 12 a 16 de setembro, apresentado posteriormente em Porto Alegre nos dias 23 e 24 do mesmo mês. Trazia como protagonistas Isabelle Huppert e Ariel Garcia Valdés, além de Rachel Eberhart, Michel Beaujard e Benoit Maréchal completando o elenco virtuoso, escolhido a dedo pelo diretor texano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil falar de &lt;em&gt;Quartett&lt;/em&gt; sem sofrer constantes rupturas no pensamento, sendo que tais fragmentações na estratégia racional de descrição e ordenamento são precisamente a motivação implícita nas obras teatrais de Wilson, para não afirmar, seu objetivo central. As encenações de Bob Wilson não estão para o lógos e sim para o pathos; nada escapa à presença do espectador que, sentado diante da cena, está vulnerável à sua impetuosidade visual, convidativa à introspecção estética. A plasticidade e a duração das impressões, ocasionadas pela justaposição de imagens e ações, são marcas intransferível do teatro de Wilson, um teatro arquitetado pela montagem autoral do encenador. Seus espetáculos são criados com ênfase na própria espetacularidade do teatro, ou seja, independente da estrutura literária. A palavra, tomada como integrante de um quadro maior de recursos, corporifica ainda mais a força cênica do concreto, da materialidade e da forma com que esta aparece. Toda expressividade forjada nas cores, nos gestos precisos e lapidados, no som e na cenografia planejada, não se situam no lugar-comum dos efeitos especiais, mas pressiona continuamente a percepção ativa e focada a se dispor a cada instante para uma nova gama de informações provocadas, sem contudo partir para a imposição da “leitura” (pensada como narrativa). Heiner Müller, a respeito do trabalho realizado peloTeatro Nacional Francês Odéon-Théâtre de l’Europe de Paris, fala de Wilson com desprendimento: “De certa maneira o americano Robert Wilson liberou o teatro europeu da obrigação da “ilustração naturalista.” Nas suas obras, ele encena sonhos. Nos sonhos quase sempre aparecem textos já ouvidos – digamos citações. Nos sonhos sempre faltam as transições e as razões para o próximo passo. E isso é o que constitui o teatro. O teatro delineia uma contra-realidade. Outra realidade além desta da qual as pessoas vem e para a qual elas vão.” Aliás, o programa do espetáculo guarda diversas correspondências entre o autor e o diretor ao longo de pelo menos duas décadas, o que evoca uma atmosfera intimista e interssubjetiva entre eles. Wilson também comenta as obras de Müller: “As peças de Heiner Müller são esplêndidas porque não foram escritas de uma maneira pela qual nos sentimos obrigados a entendê-las. É como Shakespeare. Não podemos entender “Hamlet”. Existem muitas possibilidades de entendê-lo. Hoje é isto e aquilo, mas na próxima noite será completamente diferente. É muito bom ler Müller, porque é simplesmente grande poesia – mas destes textos não se pode fazer música, pois a música já está ali.” Ambos colocam, cada qual ao seu propósito, uma incógnita ao teatro contemporâneo quando deslocam-no da sua confecção “clássica” (convencionada e tradicional) para a aventura ousada da ruptura, a ponto de Hans-Thies Lehmann elegê-los, no seu livro Teatro pós-dramático, como precursores, entre outros, do denominado por ele “pós-dramático”, uma renovação cênica e de seus fundamentos ocorrida a partir da década de 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quartett&lt;/em&gt; retrata os conflitos e contradições de um casal, Valmont e Merteuil, imbuídos de matizes emocionais e fragilidades nocivas, embriagantes e corrosivas. O relacionamento e seus percalços é desvelado em gradação sutil, cuja consequência direta é o rompimento de todos os escrúpulos, com os desejos e dores despejados. Na fina interpretação dos atores, as neuroses das relações afetivas entre as personagens, recheadas de contrassensos e descompassos, vêm à tona pela crise do casal (ou será da instituição casamento?), que imprime, de maneira alternada, os sofrimentos de uma decepção e a tortura motivada pelo amor, talvez desgastado ou apenas exibidor de uma face monstruosa que se realiza na pobre contingência, desencantada e fria. Difícil assistir o espetáculo sem se remeter à gama de conjecturas envolventes do social e do desejo, das prescrições e da libido, da ilusão romântica e da emotividade passional. &lt;em&gt;Quarttet&lt;/em&gt; provoca no espectador a angústia de querer jogar, e as regras desse jogo são dadas não pelo texto, por si só eloquente, mas pelos códigos criados pelo encenador, no qual as palavras ganham novo dimensionamento, sobretudo pelo distanciamento empregado por Isabelle Huppert e Ariel Garcia Valdés. Ademais, pode-se destacar a iluminação, um dos pontos fortes do projeto cênico de Wilson. Nos seus espetáculos – e em &lt;em&gt;Quarttet&lt;/em&gt; não é diferente – luz é dramaturgia, e as variações de cores materializa estados sensoriais concomitantes ou discrepantes à cena; a beleza visual como um todo afeta o público de formas inesperadas. Os gestos compostos pelos atores, bem lapidados, tinham no detalhe a sua força maior, juntamente com os recortes e mobilidades sígnicas provenientes do conjunto tecnicamente afinado e perfeito, o que não obriga a cena ser redundante, haja vista a transladação insistente entre a repetição quase previsível e as sonoridades e outros efeitos não integrados, deixando margem para a fuga da linearidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os atores também brincam com as personagens, ou melhor, com as personas, não identificadas com Isabelle e Ariel mas transitórias entre eles, sem com isso caricaturar a interpretação. Valmont e Merteuil são intercalados pelos protagonistas, enquanto o restante do elenco pontua certas intenções subtextuais, exacerbando sentimentos ditos ou velados via ação física. O painel criado é o de uma explosão libidinosa refletida na violência moral cometida entre o casal, donde transita a fina ironia entre uma agressão e outra, ironia voltada para a sociedade avessa à animosidade irascível, por ser verdadeira. Sobra aos humanos, mortais e efêmeros, a inópia daquele desejo coletivo a realizar-se em cada indivíduo: a felicidade. Não é possível ser feliz, realizar-se no desejo (idealizado ou contingente), vivendo entre sombras e hipocrisias, sem coragem de encarar com decisão e abrandamento o espelho, revelador da miséria e da degradação progressiva de mentes doentias e alienadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bob Wilson e Heiner Müller: um encontro no mínimo interessante. Nas atrações e nas repulsas, um diz e desdiz o outro, e nessa dialética confrontadora do político e do estético, do sagrado e do profano e de oposições consolidadas pelo dualismo cultural, a obra de arte acontece. A nós – público, vítimas, cúmplices – cabe somente o deleite das nossas próprias contradições.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-1310049342108483485?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/1310049342108483485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=1310049342108483485' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/1310049342108483485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/1310049342108483485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2009/10/o-encontro-de-bob-wilson-e-heiner.html' title='Crítica Teatral'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-3547460804108985591</id><published>2009-10-17T15:24:00.001-03:00</published><updated>2009-10-17T15:27:45.922-03:00</updated><title type='text'>As razões do professor</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Publicado no Jornal&lt;/em&gt; Diário de Sorocaba&lt;em&gt;, dias 14 e 15 de outubro de 2009&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;No 15 de outubro comemora-se o dia do professor. Acredito, porém, que o professor não tem motivos reais para comemorar seu próprio dia, e isso afirmo por experiência própria. A razão é simples: a profissão comemorada não vem tendo a devida atenção que merece, e essa carência estende-se não apenas ao profissional do ensino, mas a educação como um todo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É lamentável, para não dizer ultrajante, constatar o descaso das autoridades competentes, de intelectuais e da população em geral para com o problema educacional brasileiro. Digo “problema” exatamente para tornar evidente o impasse ao qual chegamos e enfatizar a urgência de se debater, com profundidade, a educação e em especial a instituição escolar, donde provém a oportunidade coletiva de produção de conhecimento. Sem dúvida o leitor pode contrapor: “Mas tanto se fala de educação, faz-se propagandas continuamente sobre a valorização do professor e da escola, e ainda ela está desamparada?” A resposta é inevitavelmente sim. Tomar medidas pragmáticas e de rápida repercussão não resolve nem faz com que o problema educacional seja superado, apenas tapeia as estatísticas e o povo que, iludido de que tudo está melhorando, acaba por relaxar e ignorar os percalços enfrentados pelos educadores. Alhures, o palavreado áureo e otimista (para não dizer ingênuo e utopista no seu significado pejorativo) de muitos teóricos da educação – os quais faço questão de eliminar da minha biblioteca particular – enuncia propostas educativas impossíveis de serem realizadas na atual conjuntura, em decorrência da estrutura escolar mórbida e ultrapassada. Estes “grandes pensadores” da educação (na minha concepção, vários deles se resumem a educadores de gabinete), com seus marabalismos teoréticos, conseguem estimular a nossa imaginação evocando sonhos tão gratificantes quanto distantes, e a acalentação inevitavelmente acaba por ceder lugar para a irrealidade, já que não cabe nos seus discursos o complexo estado pela qual se dá a realização efetiva do ensino. Da Escola Nova ao Construtivismo, ainda nenhuma fórmula mágica (se existe uma!) foi traçada para transformar a instituição escolar, formatada por padrões pouco amistosos ao favorecimento da integração total das partes pensantes, em ambientes geradores do conhecimento tal qual pintam tais ideias. Resultado: os alunos não têm suporte intelectual e moral para exercer sua participação como “construtores” do conhecimento ativamente, o professor perde a credibilidade e a autoestima e a escola é avacalhada por não conseguir articular docentes e discentes num procedimento eficiente de aprendizagem. Não se trata de culpados e inocentes, trata-se, sim, da falência de um paradigma educacional e da necessidade de revisar certos preceitos estruturadores.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No cotidiano escolar, onde fica visível as contradições, se somam e se repelem paixões e ações. Tem-se conflitos de todas as ordens: jovens pouco interessados em aprender e arredios aos modelos de aprendizagem, pais desorientados e sem firmeza para educar seus filhos, professores desiludidos e desanimados com as mudanças que nunca ocorrem, gerenciadores incompetentes e negligentes que se omitem de defender uma postura mais radical com medo de serem jubilados, enfim, são pequenas coisas cotidianas bombardeadas sobre a educação, ofuscando assim a missão de educar e a razão de se fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em relação ao professor tudo se fala. De sábio reverenciado ao baderneiro desocupado, este profissional veste diversas personalidades para a opinião pública, umas verossímeis e outras estereotipadas e inventadas por órgãos pouco interessados com as causas educacionais. E quando profissionais da educação, realmente comprometidos em mudar a situação padecente do ensino, querem debater publicamente o assunto, há inúmeras taxações, provocadas intencionalmente por interesses politicamente incorretos, que interferem drasticamente na leitura das pessoas – supostamente as mais interessadas em acompanhar o rumo do processo educacional – ao ponto de muitas se voltarem contra o propósito de melhorias. Aí, novamente, o professor passa por mentiroso e vagabundo, sem ao menos ter o direito de esclarecimentos. A verdade, porém, é que este profissional vivencia todos os dias a situação caótica da sala de aula, o omissão de governantes em repensar decisões de outrora, hoje insuficientes e prejudiciais, a exposição emocional a problemas em graus extremados na convivência diária. São efeitos gritantes e assustadores cuja causa reside no desleixo de encarar de frente estas dificuldades e ir fundo na raiz do mal para solucionar. Sobra alternativas igualmente condenáveis: se ele não faz nada para mudar o sistema é acomodado ou aproveitador; se questiona ou protesta contra o sistema é agitador vil e mal intencionado. De toda a maneira, sua voz acaba soando aos ouvidos como brados sem sentido, completamente desconexos e proselitistas e sem apelo convincente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entretanto, basta observar atentamente o cotidiano escolar, o comportamento frívolo de grande parte da juventude e justapor discursos sobre a educação e a realidade das escolas para averiguar, sem dificuldades, que o sistema carece de revisão e encaminhamentos diferenciados. Alguns pontos são notórios, os demais não. Resumiria alguns empecilhos nestes termos:&lt;br /&gt;1) As medidas educacionais divulgadas são redutivistas, ou seja, baseia-se, subliminarmente, em procurar culpados e oferecer remediações que ocultem a falência do sistema de ensino e protelem as suas falhas estruturais, exigentes de maior atenção e investimento para uma solução eficaz;&lt;br /&gt;2) Há um choque frontal entre o ideal a ser feito e o que se deve fazer de fato. Enquanto a educação navegar apenas por idealismos, nunca vai haver transformação real nenhuma, haja vista a ausência da perspectiva dialética em confrontar as teorias racionalizadas com o atual estado da escola e suas mazelas;&lt;br /&gt;3) O trabalho do professor é feito sob pressão. Salários baixos, precariedade instrumental e tecnológica de algumas unidades escolares, ameaças e desrespeito são alguns dos ingredientes dessa massa indigesta, refletindo o menosprezo pela carreira;&lt;br /&gt;4) Talvez a maior delas: ensinar quem não quer aprender. O Construtivismo, por exemplo, acrescenta o jovem como co-protagonista do conhecimento, mas não indaga se, realmente, o jovem quer conhecer, sobretudo o conhecimento que a escola tem por obrigação ensinar. Partir de pressuposições metafísicas a respeito da vontade de saber não permite inferir a aprendizagem verdadeira de todo o aluno, nem que vai haver disposição pessoal efetiva para determinado saber. E não adianta partir para a análise pedagógica que converge à sentença “aula mais criativa e dinâmica”, pois não é possível trabalhar todo o conteúdo pelo viés lúdico, tampouco o processo de conhecimento se presta a ser banalizado por dinâmicas primárias e babacas de livros didáticos (eca!). O buraco, caros leitores, é muitíssimo mais embaixo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Existem iniciativas voluntariosas de professores, coordenadores, diretores e de escolas como um todo dignas de louvores. Contudo, esperar apenas do voluntarismo é virar a cara para o compromisso com a qualidade e a validação da instituição que se quer educadora. Quanto maior a liberdade de a escola agir por sua conta e risco, maiores as chances de sucesso ou de fracasso. Isso, porém, não exime a sociedade de participar com maior interatividade das questões educacionais, tão imprescindíveis ao desenvolvimento cultural de uma nação.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quanto ao professor, cheio de razões para almejar um ensino melhor, deseja apenas, no seu dia, um presente especial: respeito. Respeitar o professor é garantir a ele o múnus de educar; não nomeá-lo como detentor do conhecimento, mas considerá-lo orientador de caminhos corretos para este; é valorizá-lo como porta-voz da tradição que pode e deve ser revivida junto aos estudantes, sempre resgatando no presente os ensinamentos passados com vista a horizontes desafiadores. Dissuadir o professor da autoridade educativa sob a alegação errônea e simplista de “igualdade” (na prática funciona como exacerbação de indisciplinas e desvirtuamento de prioridades) não revela sabedoria e sim descaso e pouca inteligência. Professor, como mestre, é alguém em que se possa confiar e de quem se espera reciprocidade na resolução, ou ao menos encaminhamento, de dúvidas e inquietações carentes da experiência de vida de alguém mais vivido. Eliminar estas perspectivas é acabar com qualquer tentativa docente de educar para a cidadania e para a transcendência. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-3547460804108985591?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/3547460804108985591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=3547460804108985591' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/3547460804108985591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/3547460804108985591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2009/10/as-razoes-do-professor.html' title='As razões do professor'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-2264099617334773604</id><published>2009-09-04T11:07:00.002-03:00</published><updated>2009-09-04T11:10:12.203-03:00</updated><title type='text'>Turismo e ludicidade: a redescoberta do urbano</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Publicado no Jornal&lt;/em&gt; Cruzeiro do Sul&lt;em&gt;, em 01 de setembro de 2009&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a diversão e a distração dos afazeres rotineiros fazem parte do turismo é indiscutível. Toda opção alheia às obrigações diárias acabam por despertar o desejo e a vontade de esvaziar as tensões e as responsabilidades, oriundas das exigências externas, para dar vazão às necessidades vitais mais elementares presentes na interioridade. O relaxamento, a alegria e a descontração são condições salutares de uma vivência mais plena e revigorante, o que gera maior interesse pelas possibilidades de exercer atividades distintas daquelas já estipuladas, ao mesmo tempo fazendo destas não um desgosto contínuo, mas uma parte potencializadora de novas oportunidades. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Escapa, porém, à percepção comum, que esta relação entre o lúdico e o turismo é mais complexa e benfazeja do até aqui imaginado. O lúdico no turismo não é adendo casual ou pura consequência lógica de atividades programadas e executadas; é, sob certa condição, o seu possibilitador e sua força maior. Ou seja, o lúdico não se alia ao turismo para concretizar com êxito uma ação, ele age como parte ativa do turismo, de modo a não ser possível uma separação. Ludicidade é necessidade quando se fala em turismo, e a compreensão desse intrincado vínculo permite um salto para longe da superficialidade compulsória, redutora de todas as situações a mercadorias em potencial. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Lúdico refere-se ao jogo. A diversão está ligada à manifestação livre dos indivíduos que, de acordo com seu estado e disposição, se põem a praticá-la livremente. Huizinga, importante pesquisador do assunto, afirma a presença do lúdico não como produto cultural, mas um elemento básico da formação da cultura, mostrando no seu conhecido trabalho Homo ludens a presença da ludicidade nos variados segmentos culturais. Por seu turno, Batista Mondin, no livro O que é o homem?, define o jogo como um desenvolvimento de atividades com vista à distração, ao divertimento, à satisfação e à realização de si mesmo. Mondin aponta no lúdico uma série de elementos complementares que o tornam uma dimensão essencial da existência humana, e esse inclui no seu bojo a satisfação imediata, a liberdade do exercício prazeroso, sem almejar outro bem senão o próprio prazer, a distração diante das turbulências cotidianas entre outros. Nesse ínterim, afirma Mondin: a dimensão lúdica compreende, efetivamente, inteligência e vontade, ação e habilidade, mas, ao mesmo tempo, supera o conhecer, o querer, o agir porque implica também em alegria, satisfação e liberdade. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Há detalhes que não podem passar despercebidos. O lúdico se refere, principalmente, ao jogo de percepções e impressões sensoriais, articulador substancial da relação entre realidade e imaginação. Nessa dinâmica revelam-se pelo menos três ingredientes fundamentais da sua constituição: a curiosidade (ativação da percepção), o descompromisso (contra a mecanização dos sentidos) e o envolvimento gratuito (atração desimpedida pelo que cativa a atenção). Tais ingredientes são principais na atividade turística, e por unirem a ludicidade a um planejamento forjado com objetivo predeterminado - no caso de uma viagem ou passeio organizado previamente - devem ser presença intencional e visceral em cada pessoa que se entrega a experienciar novos ares. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Com isso, anula-se o perigo da repetição e do tédio. Sempre a novidade se revelará aos olhos atentos e interessados. Para exemplificar, pode-se questionar se uma viagem a qualquer cidade do mundo pode valer a pena. A cidade pode ser atrativa? Ela própria é um bem a se vislumbrar ou o seu status imaginário o é? É viável sair do meu lugar para ver um lugar que tem os mesmos bens, com poucos detalhes diferenciais? A chatice de alguém pode chiar: para ver casas, ruas e prédios nem preciso sair daqui, vejo na minha cidade mesmo!. Contudo, é exatamente ao observar a criação humana, mesmo se tratando de algo comum à inteligência, com uma nova intenção e motivado pelas propriedades lúdicas já descritas, tudo muda e passa a interessar como fenômeno inédito. A procura deve se situar na esfera do jogo, ou seja, na vivência com intensidade de uma realidade paralela ao trivial, para assim gerar o divertimento na apreciação da realidade percebida que se faz nova a cada olhar curioso. O meio urbano revela o potencial humano de criar e recriar o seu mundo e produzir significados a cada instante. Constitui-se num laboratório de experimentações simbólicas com alto teor revelador, uma força provocadora de questionamentos sobre a existência concretizada. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Qualquer cidade, inclusive a sua, pode permitir essa interação lúdica, basta se convencer disso e se entregar ao deleite do jogo. E sempre vale a pena lembrar das crianças: elas conseguem transformar um tijolo numa nave interplanetária, e a calçada de suas casas na galáxia por onde viajar. Elas, com certeza, têm muito a nos ensinar. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-2264099617334773604?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/2264099617334773604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=2264099617334773604' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/2264099617334773604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/2264099617334773604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2009/09/turismo-e-ludicidade-redescoberta-do.html' title='Turismo e ludicidade: a redescoberta do urbano'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-413973112416548461</id><published>2009-09-01T20:41:00.001-03:00</published><updated>2009-09-01T20:41:55.237-03:00</updated><title type='text'>Imoralidades televisivas</title><content type='html'>A semana iniciada no dia 9 de agosto foi o palco de uma disputa patética protagonizada por duas grandes emissoras de televisão brasileiras, a Rede Globo e a Record, tendo como elemento propulsor a denúncia acerca das fraudes cometidas por Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, e mais nove pessoas a ele ligadas. Segundo noticiou a mídia impressa, televisiva e alguns sites na Internet, a 9ª Vara Criminal de São Paulo aceitou a acusação do Ministério Público, envolvendo o bispo Macedo e “os nove”, de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Conforme divulgado, Edir Macedo e seus comparsas teriam usado os donativos arrecadados pelos templos na compra de bens privados e na aplicação em empresas, sendo esse um dinheiro que deveria ser investido na manutenção das igrejas e em obras de cunho social. Uma das afirmações decorrentes e veiculadas na imprensa é a possibilidade da Rede Record ter sido comprada a partir desse esquema, disfarçada pelos meios tradicionais de falcatrua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rede Globo divulgou a notícia no Jornal Nacional com grande ênfase, numa matéria de cerca de 10 minutos, exibindo não só os fatos recorrentes mas outros vídeos, já utilizados em ocasião semelhante no passado, que comprometeriam Macedo como uma espécie de explorador da boa vontade alheia. Nos tais vídeos, Edir Macedo ensina pastores a usar de retórica apelativa para extorquir dinheiro dos fieis, e faz outras orientações cujo conteúdo pareceria inadequado a qualquer líder espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demorou mais de dois dias para a Record, na sua programação noturna, dar o troco. Exibiu uma matéria, tão ou mais longa que a mostrada pela concorrente, cuja temática foi desvendar a intenção vil da Globo ao exibir tais acusações, num ataque direto e explícito ao monopólio Global e denunciando suas artimanhas manipulatórias já forjadas desde a época da sua fundação. Mostrou inclusive trechos de um documentário produzido pela BBC de Londres a mais de quinze anos, intitulado Muito além do Cidadão Kane, que comenta e dimensionaliza o poder da televisão na sociedade brasileira, enfatizando as tramas silenciosas feitas pelo “magnata” Roberto Marinho, as verbas que a emissora teria recebido ilegalmente do exterior, etc. Em suma, a Record acusa a Globo de perseguição invejosa devido a sua ascensão de audiência, além, é claro, de tentar defender a idoneidade do bispo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pretendo expor detalhes dessa briguinha porque são bem conhecidos nossos, portanto frescos na memória. Apenas venho neste espaço privilegiado para demonstrar a minha repulsa pelo tratamento dado aos fatos. Uma denúncia dessa natureza, que abarca a legitimidade da fé, a generosidade de crentes esperançosos e o abuso criminoso de exploradores sem caráter, não pode servir de  arma para um porco combate entre empresas de comunicação que se dignificam (e passam longe de ser) “éticas e isentas”. Se tudo será confirmado ou não é trabalho da justiça averiguar, mas as duas emissoras, tomando a efervescência do impacto dessa revelação de acordo com suas conveniências, conseguiram transformar um caso sério em balela leviana. A Globo inflacionou a ação do Ministério Público ao ponto de partir da divulgação da denúncia em si e concluir alfinetando a emissora concorrente. Por seu turno, A Record desviou a atenção do problema envolvendo membros do seu grupo com réplicas agressivas, jogando o espectador contra a rival sob a alegação de que esta deturpa a verdade e realiza campanha contra a Igreja Universal e o canal televisivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teatro barato apresentado é mais uma amostra corriqueira do abuso que a mídia, comprometida apenas com seus interesses, pode cometer contra o uso da liberdade de expressão e da credibilidade jornalística. A distorção das mensagens seguem os mesmos padrões: um fato real é moldado arbitrariamente e transmitido  segundo “critérios editoriais” pré-estabelecidos, fecundando a interpretação direcionada pela qual se consegue coibir divergências e uniformizar o julgamento pessoal à aferição falsificada. Assuntos polêmicos e de curiosidade geral são largamente formatados nesses moldes, e a população, merecedora de uma imprensa íntegra, acaba sendo parte de um jogo diabólico velado entre poderosas corporações fortificadas, exatamente, pela adesão cega da audiência. Tanto a Globo como a Record engendram esse mecanismo de aniquilamento do senso de responsabilidade social da informação; nenhuma é inocente. Não defendo Edir Macedo ou a Igreja Universal. Se houve um crime, consumado sob o falso pretexto religioso, a sociedade deve saber ao certo a gravidade e verdade dessa situação, pois ninguém tem o direito de usar a religião para enriquecimento próprio. Acredito, contudo, que os fieis da Universal mereçam maior respeito da parte dos comunicadores e diretores administrativos dos canais citados, aparentemente pouco preocupados com os valores e sentimentos desse povo, talvez as maiores vítimas dessa guerra imoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de tamanho embuste mental, estar confuso e incerto é consequência previsível. Só resta aos telespectadores brasileiros tentar escapar dessa sina ou assistir, impotentes, aos capítulos ulteriores desta novela sem fim. Que Deus nos acuda!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-413973112416548461?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/413973112416548461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=413973112416548461' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/413973112416548461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/413973112416548461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2009/09/imoralidades-televisivas.html' title='Imoralidades televisivas'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-5909371194557566704</id><published>2009-08-12T14:22:00.001-03:00</published><updated>2009-08-12T14:33:24.474-03:00</updated><title type='text'>Políticas de botequim</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Publicado no Jornal&lt;/em&gt; Diário de Sorocaba&lt;em&gt;, em 12 de agosto de 2009&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O editorial do DIÁRIO DE SOROCABA, de 1º de agosto, levantou um assunto muito pertinente para esta época pré-eleitoral, a saber: a multiplicidade descontrolada de partidos políticos no Brasil. De fato, são tantos partidos constituídos, de diferentes linhas ideológicas (ou sem linha nenhuma), que fica difícil para o brasileiro discernir corretamente em qual representante de qual partido confiar o seu voto e sua esperança. Mas essa proliferação nada mais significa além de retratar, com esmero e sem contestação, um quadro deveras decepcionante: a banalidade da consciência política que acomete a maioria dos cidadãos. Da parte dos candidatos ao exercício profissional da política - se é correto afirmar assim -, o banal já se entranhou de tal forma que chega a ser praticamente impossível reverter o estado de atrofiamento do caráter em favor do comprometimento racional de administrar o bem comum. Não quero acusar os políticos de ladroagem e sim alertar aos referidos sobre o conflito existente entre as intenções sinceras do fazer político e a necessidade corporativa imposta a todos os membros da classe parlamentar, conforme já apontado em outros termos por Max Weber.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No que se refere ao povo, a gravidade da falta de consciência política se abate severamente, em muito pelo esforço insistente dos seus representantes em mantê-los nessa inércia antissocial, a ponto de instruí-los a seguir passa-a-passo suas orientações, a acreditar sem titubear em todo o palavrório dito, de preferência com o acréscimo caloroso de palmas e ovações. Esse tipo de populismo, alienador em essência, cunhado com alianças partidárias, gastos extraordinários em propaganda e marketing e muita omissão, é o perfil do atual governo federal, e qualquer crítica que possa surgir contra este stablishment instaurado no Brasil de longa data é tomado como ataque gratuito à Presidência ou ao próprio País, já que o governo parece querer a identificação absoluta do Estado com a população e seus ideais. Diante dessa situação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou severamente os opositores do Bolsa Família, alegando que todos aqueles contrários a essa política social ou ignoram a sua virtuosidade ou são imbecis (e não petistas, é claro!). Disse, conforme divulgado pela imprensa: "Alguns dizem que o Bolsa Família é uma esmola, é assistencialismo, é demagogia e por aí vai. Tem gente tão imbecil, tão ignorante, que ainda fala que o Bolsa Família é para deixar as pessoas preguiçosas, porque quem recebe não quer mais trabalhar". E continuou, ríspido: "Somente uma pessoa ignorante ou de má-fé, ou ainda que não conhece o povo brasileiro, será capaz de dizer que uma pessoa que recebe o Bolsa Família vai ficar vagabundo e não quer mais trabalhar. É não conhecer a sociedade brasileira".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Comentar sobre a retórica de botequim do Lula é chover no molhado, mas falar das suas políticas de botequim é necessário. Afinal, se manter 11 milhões de brasileiros no nível de pobreza, recebendo uma ninharia que nem pode sustentar uma pessoa (nem com um salário mínimo dá para se viver dignamente, quanto mais com 68 reais) e repassando o dinheiro do contribuinte - de uma forma ou outra o é -, para criar um grupo eleitoreiro fiel à comodidade do benefício (e isto não é o mesmo que chamar as pessoas de preguiçosas, como quer fazer pensar as declarações do Presidente), não for assistencialismo, então toda definição dessa ordem está equivocada. Acho, contudo, mais confiável a ciência política do que os discursos presidenciais. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além do mais, ter a cara-de-pau de denominar esse programa de "social" requer, no mínimo, algumas considerações. A assistência social, para sê-lo, precisa se preocupar em inserir o indivíduo na sociedade como sujeito ativo e não mantê-lo dissociado das chances de crescimento, como objeto de altruísmo do Estado. Isso significa que o cidadão deve possuir condições reais de participar do mercado, de ter estabilidade econômica, de adquirir bens e oferecer trabalho de acordo com suas escolhas e pelas circunstâncias. Quando esquerdistas criticam as ideias liberais por julgarem que elas não são a favor da colaboração do Estado para diminuir a pobreza, intensificando as desigualdades entre ricos e pobres, estão redondamente errados. O Estado pode e deve colaborar com a verdadeira promoção humana, qual seja a de oferecer oportunidades para transformar vítimas da desigualdade em sujeitos autônomos, não dependentes de filantropos e autogerentes das suas vidas, e isso o Bolsa Família não faz. O comodismo, e não vagabundagem, nasce exatamente da ausência de um projeto radical de mudança e para quem tem pouco é mais sóbrio manter-se do mesmo jeito. O governo, então, interfere na vida dos brasileiros de maneira superficial e essa ação não estimula transformação dos cidadãos e nem lhes abre portas promissoras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se o Lula conhece bem a sociedade brasileira, deveria, então, pressupor a urgência de valorizar o potencial desse povo tão batalhador e forte, para assim criar nele a vontade de mudar. Se o Presidente nega o direito de questionar suas atitudes e planos (chamar todos os opositores de imbecis e idiotas traduz uma postura autoritária e inabilidade democrática, além de não ser de bom tom), também poderá negar, com igual má-fé atribuída aos seus desafetos, outros direitos mais elementares de cidadania e humanização, ligados à autonomia individual e corresponsabilidade social entre pessoas dignas e realmente valorizadas. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Políticas de botequim são enganações propositadas, objetivando conturbar as mentes frágeis e iludi-las pela encenação bufônica da democracia, no fundo uma farsa divertida e para poucos privilegiados - e estes não estão entre os 11 milhões de bolsistas, pode apostar. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-5909371194557566704?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/5909371194557566704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=5909371194557566704' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/5909371194557566704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/5909371194557566704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2009/08/politicas-de-botequim.html' title='Políticas de botequim'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-2173811827766545480</id><published>2009-08-01T14:45:00.001-03:00</published><updated>2009-08-05T13:16:57.678-03:00</updated><title type='text'>Seremos condescendentes com as drogas?</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Publicado no Jornal&lt;/em&gt; Diário de Sorocaba&lt;em&gt;, em 01 de agosto de 2009&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jornal Ipanema publicou, na sua edição de 4 de julho de 2009, uma reportagem intitulada “Segmentos discutem a descriminalização” tematizando as opiniões contrárias e à favor da liberalização da maconha, sobretudo para uso privado, assunto muito falado no Brasil já faz algum tempo. Entre os defensores da liberação da droga para a comercialização, estão o ex-presidente da república Fernando Henrique Cardoso e o atual ministro do meio ambiente Carlos Minc, ambos representantes do povo em instâncias diferentes mas aparentemente despreocupados com os princípios de vida deste mesmo povo que julgam defender politicamente. Além deles, autoridades jurídicas e médicas, também dois homens envolvidos com dependência química, opinaram sobre a polêmica, enfatizando suas opiniões favoráveis ou não a partir de justificativas pessoais ou respaldadas em bases científicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou contra a utilização livre de maconha. O que está em jogo não é um moralismo barato como alguns viciados de plantão ou oportunistas negociadores da referida droga podem alegar; tampouco uma retrocedência democrática como podem deduzir certos parasitas despóticos vestidos de guardiães incorruptíveis dos bons costumes. Está, sim, a fomentação de uma nova mentalidade destrutiva sobre a formação de caráter e o comprometimento com os valores essenciais de uma sociedade que se quer sadia e próspera. É fácil para pessoas públicas como FHC e Minc exporem um posicionamento tão permissivo na comodidade da sua situação, cercados por glórias e fortunas. Mas não são eles que, como eu e muitos outros professores, acudiram jovens perturbados pelo uso irresponsável de uma droga altamente prejudicial à saúde, mesmo a longo prazo, e percebem a dificuldade destes jovens usuários, tanto pela perturbação psíquica quanto pelo distanciamento da realidade e da sua própria condição, de se integrar normalmente no convívio social. Os distintos políticos também não comentaram o maciço esquema de traficantes para viciar adolescentes, criando assim nichos de consumo desenfreado e cego, e se a droga for legalizada esses mesmos “benfeitores da liberdade” serão mais valorizados e poderão perturbar a ordem pública de maneira irrestrita e respaldada pela lei que deveria proteger a preservação da vida, sem falar no monopólio que as organizações hoje clandestinas terão ao ascenderem ao grau de empresas legais (que acabarão por enriquecer ainda mais os bolsos já cheios dos marajás as custas do condicionamento químico de pessoas inocentes dos fabulosos esquemas de pilantragem em curso no país). Os políticos referidos ainda não mencionaram a cultura de liberação já fomentada dentro de algumas universidades, ainda que acobertada pelo discurso academista e “crítico”, formando lideranças para incentivar a perversão dos hábitos sociais cunhados a muito custo pelas pessoas de bem, em nome de ideologias políticas pouco ou nada democráticas. Membros de agremiações partidárias defendem estas ideias liberalistas não pensando no melhor para a nação; pensam exatamente em destruir as barreiras que ainda existem e os impedem de empreender um projeto maquiavélico de despotismo amoral, julgando de maneira depreciativa as crenças e práticas da população. Serão os nossos compatriotas, nossos familiares e conhecidos os prejudicados diretamente pelo discurso insano de líderes de meia-tigela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo com o promotor público de São Paulo, Marcelo Baroni, que a descriminalização só vai incentivar a proliferação de um problema há tempos enfrentado pelas autoridades, e que é vergonhoso um ministro do governo, ligado às questões ambientais, apoiar semelhante coisa. O promotor não deveria se surpreender, afinal, se no Brasil escondem dólar na cueca, abrigam terroristas e outros bandidos, sediam encontros de organizações revolucionárias que incluem entre seus participantes contatos das Farc, enganam o povo com maestria sobre os assuntos de interesse geral, significa apenas um desdobramento do projeto a muito cunhado pelos atuais senhores do Planalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, autorizar o uso pessoal de maconha sem punição prevista ou conceder autorização para a produção da droga com respaldo da lei são praticamente indissociáveis, e não seria estranho a segunda decorrer da primeira em pouco tempo. O poder público, todavia, não pode se submeter a pressões de diversas origens se entender (como entende) o possível prejuízo generalizado que poderá causar a toda sociedade brasileira pela descriminalização de qualquer droga. Não se pode deixar as preferências pessoais, assentadas unicamente na procura de prazeres privados e passageiros, decidir a ação da justiça. Seria ceder aos “podres poderes” o mando daquilo que deve acontecer no país, independente dos males futuros ou da vontade de todos. Se alguns usuários ou intrujões alegam a liberdade como fator determinante para descriminalizar, também afirmam querer a liberdade as milhares de mães e pais que pensam na segurança e bem-estar dos seus filhos, as escolas e demais instituições que defendem a vida verdadeiramente livre (e não escrava de bens ilusórios), a sociedade carente de proteção e benfeitores realmente emancipados da sujeira da politicagem nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drogas são um mal irremediável. Permitir seu uso e consumo livre é instaurar uma situação de caos com consequências ulteriores lastimosas. Preocupar-se com isso é almejar um futuro melhor para todas as pessoas de bem, merecedoras de uma sociedade equilibrada, ostentadora da vida, da dignidade humana e da liberdade como supremo valor a não ser violado por ninguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-2173811827766545480?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/2173811827766545480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=2173811827766545480' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/2173811827766545480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/2173811827766545480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2009/08/seremos-condescendentes-com-as-drogas.html' title='Seremos condescendentes com as drogas?'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-4647311003060402498</id><published>2009-07-28T11:58:00.000-03:00</published><updated>2009-07-28T12:01:22.991-03:00</updated><title type='text'>As certezas burras!</title><content type='html'>Num mundo de multiplicidade e estados efêmeros, em que cada escolha pode conduzir para lugares não imaginados ou até temidos e pouco amistosos, é de se esperar – com amargura e preocupação – a fragilidade das decisões e a total superficialidade dos fundamentos da vontade que permitem as maiores atrocidades irracionais, sem qualquer ponderação. É gritante o padecer do discernimento sincero e inteligente em meio à onda nefasta e arrasadora de ignorância e mentiras que tem se abatido sobre a dita “cultura contemporânea”, mais em retrocesso e menos em evolução. Ocorre a displicência por parte das pessoas, alienadas do seu poder de reflexão e ação, muito iludidas pelas ideias fáceis e comportamentos “da moda” ao ponto de esquecerem suas próprias identidades. No Brasil, então, é tamanha a adesão pelas falsidades, tanto pela massa popular quanto pela elite letrada, que fica difícil romper esse estigma para despertar a todos do mundo encantado, onde habitam as popozudas, os galãs e divas, os ídolos pop, juntamente com as opiniões fúteis e simplificadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maior parte das vezes, porém, falta poder de reação contra tamanha barbárie intelectual, e como adquirir essa postura exige árduos sacrifícios (renunciar ao comodismo e a preguiça mental por exemplo), acaba sendo preferível aceitar as fórmulas acabadas e faceiras, distribuídas em pacotes temáticos, ao invés de exercitar a inteligência em prol de posições pessoais autônomas. Esse é o princípio e consequência da chamada  certeza burra. A certeza burra caracteriza-se por dissuadir o sujeito da sua responsabilidade pela informação recebida e comunicada, de modo a lhe condicionar à aceitação de ideias sem o crivo cognoscível. Em palavras simples, é a ignorância admitida como tal e sem a pretensão de se modificar, ou seja, a teimosia de permanecer a mesma diante da sequência dos acontecimentos ou das evidências contrárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A certeza burra não se faz isolada de um sujeito pensante, e está aí a sua maior potência e real perigo. Quando um indivíduo filtra suas percepções sem a deliberação racional a respeito do percebido, a interpretação fica debilitada e as conclusões frágeis e certamente enganosas. Guardadas as devidas proporções, Platão especificou a natureza desse problema ao diferenciar a doxa (opinião) da episteme (conhecimento verdadeiro) e estimula nos seus escritos a busca do segundo para gerar a consciência filosófica e retirar o homem das trevas do obscurantismo. Aqueles que gostam de ficar “no fundo da caverna”, vivendo entre os achismos, alimentam em si a certeza burra, e se não abrirem um espaço mínimo para o entendimento, suas mentes vão aos poucos definhando e se iludindo com verdades delivery, recebidas de todas as fontes possíveis sem investigação prévia. Com isso, tem-se um pensamento acostumado a ser receptáculo e porta-voz de crendices e preconceitos, e não um processo vivo e complexo de interconexões e apuramentos. A inteligência, tapeada,  recusa averiguar outras possibilidades para eliminar suspeitas e contradições, permanecendo na inércia diante do batalhão informativo  retroalimentado pelo senso comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta reparar nas falas ouvidas todos os dias para verificar a linguagem viciada utilizada pelas pessoas menos esclarecidas, e mesmo vários intelectuais, que deveriam alertar esse tipo de procedimento, acabam por reforça-lo e ainda prescrevem novas certezas desse nível, visando impregnar a cabeça dos cidadãos com posições ideológicas da qual são representantes. Hoje, está na moda atacar as religiões e os costumes tradicionais sem ao menos ter a decência de debater a sério os pontos questionados. Bem diferente é o teórico que levanta complicações e discute-as de maneira autêntica daquele que as cria propositadamente para  gerar uma polêmica, com fins bastante interesseiros e, sob certa medida, imorais. O uso de equívocos individuais para invalidar valores e práticas a muito cultivados pela civilização não pode receber nenhum tipo de crédito, a não ser o de tumultuar as mentes já alvejadas pela sabatina de frivolidades destrutivas. Quem incentiva a certeza burra em vez de tentar eliminá-la resolutamente pretende se aproveitar dessa ingenuidade em benefício próprio. Também os comportamentos são opinados, sem relevar os por quês e relacioná-los de forma isenta e responsável. Outras gravidades como as drogas e a violência são manipuladas ao belprazer dos partidos políticos e lideranças seculares dispostas mais a defender seus intentos e projetos particulares do que prestar um serviço humanitário. A certeza burra alicerça a falta de julgamento coerente e iniciativa emancipadora, deixando seus portadores à mercê de qualquer vigarista ou aproveitador barato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ninguém se deixe envolver pela tentação de acreditar na infalibilidade das suas crenças e convicções, pois elas podem estar recheadas de  inverdades cultivadas amiúde pela sociedade e seus membros desavisados ou omissos.  A certeza burra precisa ser eliminada o quanto antes da vida de todos os bem intencionados, e isso deve acontecer rápido, enquanto a inteligência humana ainda pode respirar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3827234305143692342-4647311003060402498?l=daimonfilosofico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/feeds/4647311003060402498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3827234305143692342&amp;postID=4647311003060402498' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/4647311003060402498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3827234305143692342/posts/default/4647311003060402498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daimonfilosofico.blogspot.com/2009/07/as-certezas-burras.html' title='As certezas burras!'/><author><name>Michel Valverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13903807188441048247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_WQ6pQdHTIAw/S5Aq7Z-xWwI/AAAAAAAAABM/4nbgFgHs_Kk/S220/michel+a4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3827234305143692342.post-498067153375530461</id><published>2009-07-19T15:31:00.001-03:00</published><updated>2010-07-13T21:20:47.778-03:00</updated><title type='text'>WOYZECK E O DILACERAMENTO DA ALMA</title><content type='html'>O homem possui muitas faces. Todas elas revelam algo de si, ainda que por meios não razoáveis. E a grande verdade antropológica é exatamente o fato dele transitar pelos inúmeros “eus” que compõem o seu magnífico e desolador existir, tão perturbador aos intrépidos e aos gênios indomáveis quanto intensa na sua finitude certeira. Diante disso, a sombra do desespero paira na instabilidade das certezas e do bom senso, restando ao homem, na fragilidade das suas crenças e no abalo de sua identidade haurida, tentar encontrar novos abrigos para sua alma atormentada pelo mundo desconhecido que o assola, sendo estes na lucidez alienante ou na irascível loucura.&lt;br /&gt;Inquietações como estas emergem do espetáculo &lt;em&gt;A ferida Woyzeck&lt;/em&gt;, produzido pela quarta turma de Teatro/ Arte-educação da Universidade de Sorocaba (UNISO) que estreiou no dia 26 de junho de 2009 na Usina Cultural, em Sorocaba. A encenação de Ingrid Koudela, com direção de cena de Joaquim Gama, levou ao solo da Usina um Woyzeck relido aos mold
