Este blog, criado e dirigido pelo professor Michel Farah Valverde, traz ideias, reflexões e demais informações referentes à filosofia, política, artes e educação. É destinado a todos os interessados, em especial aos jovens, estudantes ou não. Os textos publicados pelo autor podem ser usados, com a condição de que seja citada a fonte.







segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A legalização do aborto no Brasil II (mensagem de Alberto Monteiro)

RESUMO DA MENSAGEM: NOVO ATAQUE AO


DIREITO À VIDA - II



SENADO RECEBE PLATAFORMA PARA A

LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL



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Na quarta feira dia 24 de agosto de 2011 enviei uma mensagem

expondo que as representantes de diversas ONGs que promovem a

legalização do aborto no Brasil foram recebidas em audiência

convocada por iniciativa da senadora Lídice da Mata, do PSB da

Bahia, com o apoio da senadora Ângela Portela, do PT de

Roraima, e da senadora Ana Rita, do PT do Espírito Santo,

para a entrega do documento da PLATAFORMA PARA

LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL.



http://www.senado.gov.br/noticias/movimento-de-mulheres-critica-projetos-de-lei-contrarios-a-interesses-femininos.aspx



As informações repercutiram por toda a Internet. Quem digitar no

Google a expressão [Senado recebe proposta legalização aborto]

encontrará 667.000 resultados, muitos dos quais contendo

transcrições da mensagem, e mais 186.000 resultados para a

expressão [Senado recebe plataforma legalização aborto]. Os

e-mails certamente multiplicaram-se mais do que os sites e a Igreja

Católica do Mato Grosso produziu e postou no You Tube dois vídeos

sobre a Plataforma nos endereços:



http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=kQTVPFyuzPM



http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ioCmZTnMx0E  



O documento da Plataforma apresentada ao Senado afirmava que o aborto

é apenas



"O RESULTADO DA INTERRUPÇÃO DA

GRAVIDEZ ATÉ A 22ª SEMANA DE GESTAÇÃO E

CUJO PRODUTO PESA ATÉ 500 GRAMAS",



que pretende retomar



"A PROPOSTA DE LEGALIZAÇÃO ELABORADA

PELA COMISSÃO TRIPARTITE, INSTITUÍDA

EM 2005 PELA SECRETARIA DE POLÍTICAS

PARA AS MULHERES, RETIRANDO A PRÁTICA

DE ABORTAMENTO DO CÓDIGO PENAL",



ou seja, o projeto elaborado pelo Governo Lula que pretendia tornar o

aborto legal durante todos os nove meses da gravidez.



A Plataforma afirma, ademais, em seu início, que pretende

"CRIAR UM CLIMA DE DIÁLOGO E DENÚNCIA

NA SOCIEDADE", mas logo a seguir afirma que tem como

objetivo



"IMPEDIR QUE ORGANIZAÇÕES RELIGIOSAS

PARTICIPEM NA ELABORAÇÃO E CONTROLE

SOCIAL DAS POLÍTICAS PÚBLICAS, OU

RECEBAM RECURSOS PÚBLICOS PARA AÇÃO

SOCIAL QUE SEJA ORIENTADA POR

PRINCÍPIOS RELIGIOSOS",



além de



"GARANTIR A ORIENTAÇÃO SEXUAL"



nas escolas e



"IMPEDIR A PRÁTICA DO ENSINO RELIGIOSO

NA REDE PÚBLICA DE EDUCAÇÃO".



Pedi a todos os que receberam aquela mensagem que

ESCREVESSEM E TELEFONASSEM AOS

GABINETES SENADORES PARA PEDIR-LHES

QUE SE MANIFESTASSEM CLARAMENTE, AO

TOMAREM A PALAVRA NO PLENÁRIO DO

SENADO, QUE ESTAS POSIÇÕES NÃO

REPRESENTAM O PENSAMENTO DO POVO

BRASILEIRO QUE OS ELEGEU, MAS DE

ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS QUE

QUEREM IMPOR AO PAÍS E AO MUNDO O

RECONHECIMENTO DO ASSASSINATO DE

INOCENTES COMO UM NOVO DIREITO HUMANO.



Agradeço à multidão de pessoas que multiplicaram a mensagem na

Internet e que entraram em contato com os senadores.



Nesta mensagem estou cumprindo a promessa de manter a todos informados

sobre o desenvolvimento dos acontecimentos.



O BRASIL ESTÁ ENFRENTANDO O MAIOR

ATAQUE JÁ DESENCADEADO CONTRA A

DIGNIDADE DA VIDA HUMANA QUE JÁ HOUVE

EM SUA HISTÓRIA. O problema transcende o próprio Brasil

e representa o coroamento de investimentos estrangeiros de várias

décadas que pretendem impor o aborto não só ao Brasil como também a

toda a América Latina e a todo o mundo.



Somente a formação de vários grupos que estudem estes e outros

problemas que ameaçam a democracia e a integridade de nosso país

poderá salvar o estado de direito no Brasil. NÃO PODE

EXISTIR DEMOCRACIA SEM PARTICIPAÇÃO

ATIVA DOS CIDADÃOS. Não se intimide com o tamanho da

mensagem. Ou entendemos esta verdade ou virá uma nova ditadura, pior

do que todas as precedentes que já tivemos.



PEÇO A TODOS QUE IMPRIMAM, DIVULGUEM E

ESTUDEM AS INFORMAÇÕES DESTA MENSAGEM.



Agradeço a todos pelo bem que estão ajudando a promover.



Alberto R. S. Monteiro



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LEIA A SEGUIR:



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1. A POSIÇÃO DO SENADO DIANTE DA

PLATAFORMA PELO ABORTO.



2. O QUE É O IPAS



3. OS PARTIDOS DE ESQUERDA E A PROMOÇÃO

DO ABORTO



4. ASSISTA OS VÍDEOS POSTADOS NO YOU

TUBE SOBRE A PLATAFORMA APRESENTADA NO

SENADO



5. RESUMO DA PLATAFORMA APRESENTADA AO

SENADO PARA A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO

BRASIL



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1. A POSIÇÃO DO SENADO DIANTE DA

PLATAFORMA PELO ABORTO



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A audiência em que foi apresentada a PLATAFORMA PARA A

LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL foi convocada

pela Senadora Lídice da Mata do PSB da Bahia, conforme consta

da Pauta da Subcomissão Permanente em Defesa da Mulher:



http://legis.senado.gov.br/sil-pdf/Comissoes/Permanentes/CDHSPDM/Pautas/20110818SC005.pdf  



A Agencia Senado de Notícias divulgou o evento nos seguintes

informes:



http://www.senado.gov.br/noticias/movimento-de-mulheres-critica-projetos-de-lei-contrarios-a-interesses-femininos.aspx



http://www.senado.gov.br/noticias/ilegalidade-do-aborto-prejudica-mulheres-pobres-e-negras-avaliam-participantes-de-audiencia.aspx



No entanto, após a realização da audiência, as pessoas que

entraram em contato com os gabinetes dos senadores em Brasília foram

unânimes em afirmar que a sua quase totalidade não tinham tido

conhecimento nem da audiência nem da PLATAFORMA, e

manifestavam indignação pelo conteúdo do documento.



Ao que tudo indica as diversas ONGs que apresentaram

PLATAFORMA, com o apoio das senadoras que convocaram a

audiência, realizaram o evento sem levá-lo ao conhecimento dos

demais parlamentares nem do público em geral, para poder divulgar mais

tarde a PLATAFORMA como fato consumado, apresentado e

recebido pelo Senado brasileiro sem que tivesse havido uma única voz

de protesto.



A PLATAFORMA PARA A LEGALIZAÇÃO DO

ABORTO NO BRASIL na realidade circulou apenas entre os

poucos parlamentares organizadores do evento. A audiência foi

divulgada pelos meios de comunicação do Senado, mas a Agência

Senado não divulgou o próprio texto da PLATAFORMA.



O conteúdo da PLATAFORMA havia sido lançado oficialmente,

por uma rede de organizações que promovem a legalização do aborto no

Brasil, no dia 28 de setembro de 2010. Esta data é

considerada por estas organizações como o Dia Latino Americano e

Caribenho pela Despenalização do Aborto.



O lançamento oficial da PLATAFORMA foi realizado no dia 28

de setembro de 2011 em ato público em frente à Igreja de Santo

Antônio, no Recife, com cobertura noticiosa da Agência Brasil:



http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2010-09-28/plataforma-para-legalizacao-do-aborto-no-brasil-sera-lancada-hoje 



http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2010-09-28/entidades-lancam-plataforma-para-legalizacao-do-aborto-no-brasil



Após o lançamento oficial da PLATAFORMA, o IPAS e

outras organizações que participaram da redação do documento

mantiveram o texto completo da PLATAFORMA na Internet até

alguns dias em seguida à denúncia da audiência pública do Senado no

dia 18 de agosto de 2011. Depois disso, com exceção da Liga

Brasileira de Lésbicas

[http://lblnacional.wordpress.com/plataforma-pela-legalizacao-do-aborto/]

os sites das ONGs que disponibilizavam o documento no seu original

PDF passaram a remover PLATAFORMA de suas páginas.



O documento em formato PDF que foi recentemente removido do site do

IPAS no endereço



www.ipas.org.br/arquivos/plataforma_frente.pdf



pode ser ainda consultado, no formato original, no Cache do Google,

neste endereço:



http://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:0pZUb4U2w9EJ:www.ipas.org.br/arquivos/plataforma_frente.pdf+Plataforma+Legaliza%C3%A7%C3%A3o+aborto+Brasil&hl=pt-BR&gl=br&pid=bl&srcid=ADGEESg5JrB1KJi_SXpDv3k1kdsprw-CH9V4aoGwRPDcE9YX9-mO9Dw00XAAQ7UccRABgAn0LxGV5U3TEnRHjcWG-m3FgfT8muID2Nj5dMQ36SQhaYFGnKmxm892GMxJt4Kv1ZuvjTZx&sig=AHIEtbT1ImWvEnVrYKlnyX2WiHkcRpeHAQ



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2. O QUE É O IPAS



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Toda a pressão internacional para obrigar os países a legalizar e a

promover o aborto iniciou-se em 1952, quando o bilionário

americano John Rockefeller III reuniu uma equipe de especialistas

em demografia e fundou o Conselho Populacional em Nova York. À

iniciativa juntou-se em seguida a Fundação Ford e a Fundação

Rockefeller. Estas organizações lideraram, durante duas décadas,

um intenso trabalho de lobby junto ao governo federal americano para que

este considerasse o controle demográfico de todo o planeta uma

política de segurança dos Estados Unidos.



Estes esforços lograram êxito em 1967, quando o Senado norte

americano emendou o Título X (Programs Relating to Population

Growth - Programas Relacionados ao Crescimento Populacional) do

Foreign Assistence Aid (Lei de Assistência ao Exterior) de

1961, que havia criado a USAID (Agência dos Estados

Unidos para o Desenvolvimento Internacional).



http://www.usaid.gov/about_usaid/usaidhist.html  



A partir de 1967 o governo dos Estados Unidos criou dentro da

USAID um escritório de problemas demográficos, para cuja

direção foi nomeado o médico epidemiologista Reimert Ravenholt. O

governo americano, segundo as próprias palavras de Ravenholt,

confiou-lhe nada mais do que a missão de diminuir em todo o mundo a

taxa de crescimento populacional. As operações eram sigilosas, mas

no final do século XX o próprio Dr. Ravenholt publicou em um site

pessoal a documentação com todos os dados do trabalho então

executado.



http://www.ravenholt.com/



Foram gastos, entre 1968 e 1978, quase dois bilhões de

dólares para diminuir o crescimento populacional em praticamente todos

os países do terceiro mundo. Este foi, nas palavras de Ravenholt,

o segundo maior programa de ajuda externa da história dos Estados

Unidos, menor apenas do que o programa de reconstrução da Europa,

após a segunda guerra mundial, que havia custado aos cofres públicos

dezessete bilhões de dólares.



O dinheiro foi gasto não apenas com a distribuição de pílulas

anticoncepcionais, mas com o treinamento, nas dependências da

Universidade John Hopkins, de equipes médicas provenientes de quase

uma centena de países para habilitá-los na prática da

esterilização forçada das mulheres, uma prática que se difundiu

imediatamente em todo o mundo, sem que os governos conseguissem

descobrir sua origem. No Brasil a esterilização forçada das

mulheres se deu principalmente nos estados do Nordeste; foram

instaladas duas Comissões Parlamentares de Inquérito para

investigar as denúncias e as origens desta prática, sem que se

tivesse chegado a nenhuma conclusão. Entretanto, não é necessária

nenhuma CPI para investigar o assunto. Todos os dados estão

revelados no site pessoal do ex-diretor do Escritório de Problemas

Populacionais da USAID:



http://www.ravenholt.com/



Neste site pode-se constatar que os fabulosos recursos da USAID

foram gastos também com o treinamento de milhares de médicos em

técnicas de aborto clandestino. Os médicos nativos eram trazidos de

mais de 70 países do terceiro mundo para universidades americanas,

nas quais eram treinados a fazer abortos e onde recebiam equipamentos

especialmente desenvolvidos pela própria USAID para a prática de

abortos clandestinos em países com poucos recursos de saúde. A

USAID financiou também o desenvolvimento das primeiras drogas

abortivas da história que, na década seguinte, começaram a ser

distribuídas também clandestinamente por outras organizações

internacionais nos países onde o aborto não estava legalizado. Na

América Latina a distribuição maciça destas drogas iniciou-se no

nordeste brasileiro, um dos principais alvos deste trabalho. Graças

à USAID, uma rede de clínicas clandestinas de aborto e de

programas de esterilização forçada estendeu-se sobre todo o mundo.

O Dr. Ravenholt afirma que somente nos anos 70 o programa da

USAID impediu o nascimento de cerca de 1 bilhão de seres humanos

em todo o mundo. Esta última afirmação encontra-se num depoimento

autobiográfico que pode ser encontrado neste endereço:



http://www.smith.edu/library/libs/ssc/prh/transcripts/ravenholt-trans.pdf  



No final dos anos 70, devido à crescente revolta dos países do

terceiro mundo contra o ativismo populacional do governo dos Estados

Unidos, a USAID decidiu fundar uma organização não

governamental para continuar, com fundos privados, a atividade

anti-vida desenvolvida pela entidade. Foi assim criado o IPAS,

uma organização não governamental, fundada pelos líderes da

USAID nos anos 70 na Carolina do Norte, para promover, com

ajuda da iniciativa privada, o trabalho de capacitação de novos

médicos em técnicas de aborto e a disseminação de equipamentos para

a prática do aborto provocado em todo o mundo.



Atualmente o IPAS treina, somente no Brasil, há mais de uma

década, mil novos médicos a cada ano nas técnicas e no uso de

equipamentos que podem ser utilizados diretamente para a prática de

abortos, em cursos ministrados abertamente nas principais maternidades

municipais, estaduais e federais brasileiras.



Leia aqui, neste relatório, como o IPAS trabalha em conjunto com

outras organizações a favor do aborto para a implantação de

clínicas clandestinas de aborto nos países da América Latina:



http://www.documentosepesquisas.com/financiamento-internacional-do-aborto.pdf



Veja neste outro endereço como o IPAS anuncia no Brasil os seus

cursos de Aspiração Manual Intra Uterina (AMIU), o aparelho

originalmente desenvolvido nos anos 70 pela USAID para difundir a

prática do aborto nos países do terceiro mundo:



http://www.aads.org.br/wp/?page_id=151



Para promover estes cursos o IPAS vale-se do fato que a técnica

de AMIU pode ser usada tanto para aspirar restos fetais de um aborto

já realizado, como para provocar um aborto em casos de estupro ou em

qualquer outro caso. Mas a literatura internacional é clara em

apontar o IPAS como um dos principais promotores do aborto

clandestino no mundo.



A PLATAFORMA PARA A LEGALIZAÇÃO DO

ABORTO NO BRASIL apresentada ao Senado brasileiro em

agosto de 2011 afirma pretender, entre outras reivindicações,



AMPLIAR O USO DO AMIU (ASPIRAÇÃO MANUAL

INTRA-UTERINA) PARA ABORTO ATÉ 12

SEMANAS, POIS PARA O INÍCIO DA GRAVIDEZ

ESTE É O MÉTODO SEGURO PARA A SAÚDE DAS

MULHERES.



[Leia o resumo da PLATAFORMA no final desta mensagem, ítem

5]



Durante a década de 1990 a Fundação MacArthur gastou somente

no Brasil a quantia de 36 milhões de dólares para promover a

cultura do aborto no país. O relatório das atividades

desenvolvidas, publicado pela própria MacArthur, afirma que o

IPAS foi um de seus principais parceiros no Brasil. Segundo o

relatório, que pode ser lido na íntegra no site abaixo indicado,



"COM O APOIO DA FUNDAÇÃO MACARTHUR, O

IPAS INICIOU UM PROGRAMA DE

TREINAMENTO DE SERVIÇOS MUNICIPAIS,

ESTADUAIS E UNIVERSITÁRIOS"



em técnicas que podem ser usadas tanto para atendimento pós-aborto,

como para a própria prática do aborto provocado. O relatório da

MacArthur usa palavras propositalmente suavizadas para descrever o

trabalho do IPAS, mas afirma que o financiamento da Fundação

permitiu que, através do IPAS,



"O NÚMERO DE LOCAIS NO BRASIL PARA

ASSISTÊNCIA AO ABORTO AUMENTASSE EM

60%",



e que o IPAS oferece



"UM SERVIÇO CRÍTICO PARA O TREINAMENTO

DE MÉDICOS E ENFERMEIROS EM

PROCEDIMENTOS SEGUROS, ELIMINANDO A

IGNORÂNCIA QUE ÀS VEZES SE TORNA UMA

DESCULPA PARA A FALTA DE AÇÃO".



Baixe e leia o relatório completo das atividades da Fundação

MacArthur para promover o aborto no Brasil deste endereço:



http://www.votopelavida.com/macarthurlessonslearned.pdf



O que fêz o governo brasileiro para coibir as atividades do IPAS

no Brasil? Fechou os olhos, omitiu-se vergonhosamente? Muito pelo

contrário: O GOVERNO LULA CONDECOROU O IPAS

PELOS RELEVANTES SERVIÇOS PRESTADOS À

NAÇÃO. No dia 9 de março de 2009, durante o Seminário

Nacional de Direitos da Mulher, o ministro da saúde do governo

Lula, em nome do estado brasileiro, entregou oficialmente uma placa

de reconhecimento ao IPAS pelos 25 anos de serviços prestados à

saúde da mulher no Brasil. Apesar da homenagem ter sido realizada no

Brasil, somente páginas do estrangeiro registram hoje o evento:



BRAZILIAN MINISTRY OF HEALTH HONORS

IPAS'S ADESSE:

http://www.ipas.org/Library/News/News_Items/Brazilian_Ministry_of_Health_honors_Ipass_Adesse.aspx



MINISTERIO DE SALUD BRASILEÑO

HOMENAJEA A LEILA ADESSE, DIRECTORA DE

IPAS BRASIL:

http://www.ipas.org/Library/News/News_Items/Ministerio_de_Salud_brasileno_homenajea_a_Leila_Adesse_Directora_de_Ipas_Brasil.aspx



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3. OS PARTIDOS DE ESQUERDA E A PROMOÇÃO

DO ABORTO



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A moderna promoção internacional do aborto iniciou-se em 1952

graças às iniciativas do mega milionário John Rockefeller III,

da Fundação Rockefeller e da Fundação Ford. O OBJETIVO

ERA O DE COIBIR O CRESCIMENTO

POPULACIONAL NOS PAÍSES DO TERCEIRO

MUNDO.



No início dos anos 90, constatando que a simples difusão dos

métodos anticoncepcionais e a legalização do aborto não eram

suficientes para reduzir o crescimento populacional a zero, porque

metade da população desejavam casar para ter filhos e formar uma

família, a Fundação Ford idealizou um programa a nível mundial de

promoção da emancipação da mulher ao mercado de trabalho e de

lançamento de novos direitos sexuais e reprodutivos. A idéia era

justamente a de promover uma revolução sexual internacional, promover

novas estruturas familiares, desassociar o sexo com a idéia da

família, induzir as pessoas a não desejarem ter filhos e promover o

aborto não como um mal menor necessário, mas como um direito e um

bem.



O relatório programático da Fundação Ford que iniciou este vasto

programa de controle mundial de comportamento pode ser lido aqui:



RESUMO EM PORTUGUES:

http://www.votopelavida.com/fundacaoford1990.pdf



ORIGINAL COMPLETO EM INGLÊS:

http://www.votopelavida.com/fordfoundation1990.pdf



A questão do controle demográfico possui notável semelhança com a

questão da exploração do trabalho operário que deu origem aos

partidos de esquerda no século XIX.



A revolução industrial, que possibilitou o surgimento de novos meios

de produção para a humanidade, gerou também o surgimento de um grau

inédito de exploração sem precedentes da classe trabalhadora. Os

empresários obrigavam um número cada vez maior de operários, vindos

do campo em busca de melhores condições de vida, a jornadas de

trabalho desumanas em troca de salários que somente permitiam um nível

mínimo de subsistência. À medida em que o lucro do empresariado

aumentava, crescia também o número de fábricas assim como o

contingente do operariado oprimido.



A maneira mais simples de se ter evitado o agravamento desta situação

teria sido a repartição humana do lucro entre empresários e

trabalhadores, mas a ganância dos empresários buscava, em vez

disso, o maior lucro juntamente com o alastramento das condições

desumanas dos trabalhadores. O próprio capitalismo ia neste sentido

contra si mesmo, produzindo a contradição de um contingente cada vez

maior de operários que, se compreendessem a real situação do que

sucedia, poderiam facilmente organizar-se e tomar o poder que haviam

conquistado os empresários.



À medida em que este processo se desenvolvia, os próprios

empresários passaram também a competir entre si e o poder econômico

tornou-se hegemônico sob o controle de poucos monopolistas. Os

grandes empresários não somente não repartiam com os operários,

como também não repartiam entre eles próprios. O poder econômico,

cada vez mais monopolista, alcançou proporções mundiais e o mundo

passou a ser dividido como propriedade particular entre pouquíssimas

pessoas. Surgiu deste modo o fenômeno do imperialismo capitalista.

A contradição estava em que, à medida em que um número cada vez

menor de milionários detentores do poder repartiam o mundo entre si,

estavam também construindo as próprias bases para a destruição de

seu poder. Os atuais partidos de esquerda anunciaram sua fundação

tendo como objetivo acelerar a derrubada do sistema opressor.



A questão populacional insere-se dentro da mesma lógica que deu

origem há um século aos partidos de esquerda, mas parece hoje eles

não querem ou já não são mais capazes de entender o problema

fazendo, ao contrário, o próprio jogo do imperialismo que juraram

combater.



A questões populacionais iniciaram-se no mundo moderno no século

18, quando o desenvolvimento da ciência promoveu avanços

significativos na agricultura, no saneamento público e na medicina.

Estes avanços iniciaram uma drástica diminuição da mortalidade na

Europa. Esta diminuição da mortalidade promoveu, em

conseqüência, o crescimento demográfico.



Mas a história mostra que o crescimento demográfico europeu,

conseqüência da queda da mortalidade humana, logo em seguida veio a

equilibrar-se.



A causa foi o mesmo desenvolvimento científico que permitiu, também

na Europa, depois de mais algumas gerações, o surgimento da

revolução industrial. A revolução industrial somente ocorreu

depois de avanços significativos na agricultura, no saneamento e na

medicina, que haviam diminuído a mortalidade na Europa. A

migração da população camponesa para as cidades e o seu emprego nas

fábricas promoveu um aumento significativo da urbanização que, sem

necessidade do uso de métodos de controle de natalidade ou da

promoção do aborto, fêz com que diminuísse também a natalidade,

além da mortalidade que já estava em decréscimo. A mortalidade

baixa, agora equilibrada com uma natalidade também baixa, fêz com

que o crescimento populacional zerasse. É fato muito conhecido que na

primeira metade do século XX o crescimento populacional da Europa

estava equilibrado e isto era basicamente devido à nova estrutura da

sociedade proporcionadas pelo desenvolvimento da ciência e pela

revolução industrial. Se a agricultura, a medicina e o saneamento

básico haviam diminuído a mortalidade, por outro lado a

industrialização e a urbanização haviam diminuído a natalidade.



Logo após a Segunda Guerra Mundial, quando a economia mundial

estava dominada pelo monopólio centrado nos Estados Unidos e na

Europa Ocidental, a recém fundada ONU soou para o mundo o alarme

de que estava havendo uma explosão populacional nos países em

desenvolvimento, apesar de que o fenômeno já fosse conhecido e estava

sendo estudado em silêncio pelas grandes fundações americanas. O

fenômeno estava acontecendo porque os progressos da medicina e do

saneamento estavam reduzindo a mortalidade nos países do terceiro

mundo, mas a sua economia agrícola e pouco industrializada era incapaz

de criar uma estrutura social que favorecesse uma queda da natalidade.

Uma solução era evidente, mas impensável. Assim como os

empresários poderiam dividir os lucros humanamente com os empregados,

os detentores da hegemonia econômica poderia dividir o monopólio do

desenvolvimento tecnológico com os restantes dos países do mundo.

Esta solução, porém, destruiria a própria estrutura do

imperialismo monopolista. Não fazer nada, entretanto, também não

seria uma solução. Um aumento populacional moderado, por menor que

fosse, produziria a médio e a longo prazo um mercado econômico nos

países em desenvolvimento que acabaria se tornando tão grande que

acabaria por destruir as própria estrutura do monopolismo econômico

centrado nos Estados Unidos e na Europa. Era a mesma contradição

que havia surgido com a industrialização. A ganância dos

empresários não repartia os lucros com o proletariado, enquanto a

própria sede de lucro fazia crescer desmedidamente a classe proletária

de tal modo que chegaria o dia em que ela própria promoveria uma

revolução e tomaria o poder. Na questão populacional a ganância

dos dirigentes da economia jamais os faria repartir equitativamente o

progresso entre os diversos países mas, enquanto isso, a mesma sede

de poder promovia uma explosão populacional que acabaria por alterar de

tal modo as dimensões do mercado econômico que acabaria por destruir o

monopólio.



Mas, diversamente do caso do proletariado, o imperialismo monopolista

tem uma solução simples para a contradição do problema

populacional. O imperialismo não pode destruir o proletariado,

porque neste caso ninguém irá operar as fábricas.



Mas no caso do crescimento populacional o imperialismo pode remover

muito facilmente a contradição que o ameaça através da promoção da

anticoncepção e do aborto e através do financiamento de teses de

economia como o famoso trabalho "Crescimento Populacional em Países

de Baixa Renda" de Ansley Coale e Edgar Hoover. Este livro,

publicado em 1958, financiado pelas organizações Rockefeller e

pelo Banco Mundial, representou durante 20 anos a última palavra

nos meios especializados para justificar os programas de controle

demográfico e de promoção do aborto no mundo. Em uma linguagem

complexa a obra afirma, em última análise, que as altas taxas de

crescimento populacional fazem com que o elevado número de crianças

desviem os investimentos em bens de capital para despesas com

alimentação, moradia e educação e que, portanto, países pobres

como a Índia se desenvolveriam mais rapidamente se reduzissem as suas

taxas de crescimento demográfico.



Os partidos de esquerda, porém, EM VEZ DE

PROMOVEREM O CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO

MODERADO DO MUNDO EM DESENVOLVIMENTO

que, ao contrário do que afirmam Coale e Hoover, é na verdade UM

FATOR DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E

TAMBÉM UMA DAS PRINCIPAIS AMEAÇAS AO

IMPERIALISMO MONOPOLISTA, promove, em vez

disso, uma política populacional que está levando o Brasil a um

crescimento demográfico negativo e ao inverno demográfico, justamente

uma das metas do poder econômico para garantir a geopolítica do

monopólio. E tudo isso, executado rigorosamente conforme a cartilha

dos programas idealizados pela Fundação Ford, revestidos sob o

manto da emancipação da mulher e dos novos direitos sexuais e

reprodutivos, e com direito à condecoração do governo Lula pelos

eminentes serviços prestados à nação pelo IPAS, que não faz

nada mais do que continuar em todo o mundo em desenvolvimento as

políticas hediondas iniciadas pela USAID.



O seguinte fato pode ilustrar o quanto esta situação é inédita.



Em 1966 John Rockefeller III, querendo envolver as Nações

Unidas em seus planos de controle demográfico, percorreu pessoalmente

52 países para colher as assinaturas de seus governantes com a

finalidade de aprsentar uma DECLARAÇÃO DOS LÍDERES

MUNDIAIS sobre a ameaça populacional que pudesse viabilizar a

criação do Fundo das Nações Unidas para Atividades

Populacionais. Hoje, este Fundo (FNUAP) é um dos principais

promotores do aborto no mundo e o principal apoiador internacional da

política do filho único e do aborto obrigatório na China. Na

China não existem direitos sexuais e reprodutivos para as mulheres: o

aborto é obrigatório para a mulher a menos que ela obtenha uma

licença, raramente concedida, para gerar um segundo filho.



A carta preparada por Rockefeller em 1966 dizia, entre outras

coisas, que



"ACREDITAMOS QUE O PROBLEMA

POPULACIONAL DEVE SER RECONHECIDO COMO

ELEMENTO PRINCIPAL NO PLANEJAMENTO DOS

OBJETIVOS ECONÔMICOS DAS NAÇÕES.



ACREDITAMOS QUE A MAIORIA DOS PAIS

DESEJAM POSSUIR OS MEIOS PARA PLANEJAR

SUAS FAMÍLIAS.



ACREDITAMOS QUE O OBJETIVO DO

PLANEJAMENTO FAMILIAR É O

ENRIQUECIMENTO DA VIDA HUMANA.



ACREDITAMOS QUE A PAZ DEFINITIVA E

DURADOURA DA HUMANIDADE DEPENDE EM

GRANDE PARTE DE COMO O DESAFIO DO

CRESCIMENTO POPULACIONAL SERÁ

ENFRENTADO".



http://www.jstor.org/pss/1965194



A Declaração foi assinada pelo governo dos Estados Unidos, da

Inglaterra, da Holanda, Japão, Índia, Paquistão,

Indonésia, Austrália e mais representantes de um terço de toda a

população do planeta. Além destes países, John Rockefeller

havia enviado a carta também para o Vaticano e para a URSS.



O Vaticano simplesmente não respondeu.



A URSS inicialmente respondeu, através de sua missão

diplomática, que tomaria uma posição definitiva após os devidos

estudos e considerando o pedido como tema de relevância. Algumas

semanas depois a resposta finalmente veio sob a forma de um telegrama

enviado a John Rockefeller III. O documento, assinado por

Aleksei Kosygin, na época o presidente do Conselho de Ministros do

Kremlin, agradecia o convite, mas recusava-se a assinar a carta. O

motivo alegado, segundo o próprio texto do telegrama, era que



"SEGUNDO A POSIÇÃO DE NOSSO PAÍS, AS

CAUSAS DA GUERRA NÃO RESIDEM NO

CRESCIMENTO POPULACIONAL, MAS SIM NAS

POLÍTICAS IMPERIALISTAS DE CERTOS

PAÍSES".



http://www.documentosepesquisas.com/worldstatement.pdf



O DIREITO À VIDA NÃO SE INICIA COM O

NASCIMENTO. Todo ser humano, nascido ou não nascido, tem

direito à vida. O aborto elimina uma vida humana. O ABORTO É

UM ATENTADO CONTRA O MAIS FUNDAMENTAL

DOS DIREITOS HUMANOS.



A imposição internacional do aborto, promovida por fundações

internacionais, mesmo contra a opinião pública majoritária dos

povos, não tem por objetivo a emancipação da mulher.



A imposição internacional do aborto obedece a uma nova forma de

imperialismo que pretende impor-se através de técnicas sofisticadas

de manipulação do comportamento humano.



Tal como é descrita nos relatórios da Fundação Ford e está sendo

executada através das agências das Nações Unidas, a imposição

internacional do aborto é, na realidade, a primeira experiência

promovida a nível global de manipulação do comportamento através de

modificações planejadas da estrutura social.



A ÚNICA MANEIRA DE ENFRENTAR ESTE

DESAFIO É ATRAVÉS DA PARTICIPAÇÃO DE

CADA UM DOS CIDADÃOS AOS QUAIS OS

GOVERNANTES REPRESENTAM.



O BRASIL ESTÁ ENFRENTANDO O MAIOR

ATAQUE JÁ DESENCADEADO CONTRA A

DIGNIDADE DA VIDA HUMANA QUE JÁ HOUVE

EM SUA HISTÓRIA. O problema transcende o próprio Brasil

e representa o coroamento de investimentos estrangeiros de várias

décadas que pretendem impor o aborto não só ao Brasil como também a

toda a América Latina e a todo o mundo.



TRANSMITA ESTA MENSAGEM A TODOS OS SEUS

CONTATOS DE SUA LISTA DE ENDEREÇOS,

RECOMENDANDO, COM SUAS PRÓPRIAS

PALAVRAS, O SEU ESTUDO E DIVULGAÇÃO.



Não se intimide pelo tamanho desta mensagem. Não existe outra

maneira de defender a democracia.



JUNTE OUTRAS PESSOAS EM SEU TRABALHO,

EM SUA SUA COMUNIDADE OU EM SUA IGREJA

PARA A LEITURA, O ESTUDO E A DIVULGAÇÃO

DESTA MENSAGEM.



No seguinte endereço, promovido por um consórcio latino americano de

grupos em defesa da vida, pode-se encontrar maior quantidade de

material para estudos em grupo:



http://www.votopelavida.com/  



Graças ao trabalho de todos, segundo dados do SUS o número de

abortos no Brasil tem diminuido, pelo menos nos últimos quatro anos,

a uma taxa de 12% ao ano, a aprovação ao aborto, que já é

baixíssima, continua diminuindo ano após ano, e o conhecimento sobre

o significado e a gravidade da questão da defesa da vida tem crescido a

olhos vistos em nossa sociedade.



Agradeço a todos pelo imenso bem imenso que estão ajudando a

promover.



Alberto R. S. Monteiro



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4. ASSISTA OS VÍDEOS POSTADOS NO YOU

TUBE SOBRE A PLATAFORMA APRESENTADA NO

SENADO



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A Igreja Católica do Mato Grosso produziu e postou no You Tube

dois vídeos denunciando a PLATAFORMA PARA A

LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL:



http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=kQTVPFyuzPM



http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ioCmZTnMx0E



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5. LEIA AQUI O RESUMO DA PLATAFORMA

APRESENTADA AO SENADO PARA A

LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL



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Nosso intuito é reverter o processo de denúncias, humilhações e

ações judiciais em curso, que atingem tanto mulheres que abortaram

quanto as trabalhadoras que as atendem e as organizações que lutam

pela legalização.



As forças reacionárias estão fortes e enraizadas no Estado. No

Congresso, desde 2008, a organização desses setores vem

avançando continuamente. Quatro frentes parlamentares anti-aborto

atuam de forma extremamente organizada no Parlamento. Frentes

estaduais de parlamentares começam a ser formadas. No final de

2008, estes setores propuseram uma CPI que não foi

implementada, mas parlamentares reacionários e machistas seguem se

articulando para sua efetivação.



Paralelamente, projetos de lei retrógrados, contrários aos direitos

das mulheres, que foram propostos entre 2007 e 2009, tramitam

no Congresso sob forte pressão para votação. Entre eles, há o

Estatuto do Nascituro, que, se aprovado, impedirá a realização

de abortos até em casos de estupro e criminalizará o debate e luta

pela legalização.



No inicio do ano de 2010 ocorreram novos fatos que atacaram ainda

mais a democracia. Setores da direita, entre eles integrantes da

Igreja Católica, ruralistas e defensores da ditadura militar

atacaram frontalmente o Terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos

(PNDH 3). Dentre os temas criticados por esses setores, está

o apoio à revisão da legislação punitiva do aborto. O plano,

elaborado a partir de conferências públicas, foi totalmente

desqualificado por esses grupos, que querem impor o retrocesso de

direitos, a subordinação e controle sobre o corpo e a vida das

mulheres.



Os processos eleitorais tem sido momentos em que esses grupos

conservadores, em nome da falsa defesa da vida, chantageiam

candidatas(os) e eleitorado para fazer prevalecer sua visão

ideológica e ampliar as bases conservadoras no poder. Com isso, o

debate do aborto fica rebaixado para o âmbito judicial.



Diante da desinformação generalizada da população, a Assembléia

da Frente, realizada no final de 2009, decidiu pela elaboração

e difusão de uma Plataforma pela Legalização do Aborto no

Brasil.



Essa Plataforma pretende:



- Efetivar a proposta de legalização elaborada pela Comissão

Tripartite, instituída em 2005 pela Secretaria de Políticas

para as Mulheres, retirando a prática de abortamento do código

penal.



- Ampliar o uso do AMIU (Aspiração Manual Intra-uterina)

para aborto até 12 semanas, pois para o início da gravidez este é

o método seguro para a saúde das mulheres;



- Assegurar o uso de fármacos, misoprostol ou similares, seguido de

curetagem quando necessário, para abortos a partir da 12ª semana;



- Garantir atendimento rápido, seguro, humanizado e respeitoso às

mulheres em situação de abortamento.



- Garantir informação sobre a legalização do aborto no âmbito das

políticas públicas e ação do governo brasileiro, combatendo

quaisquer formas de cerceamento ao debate;



- Refutar a tese de que se pretende legalizar o aborto até o nono

mês de gestação. Informar a população que ao tratar do aborto

estamos falando do resultado da interrupção da gravidez até a 22a

semana de gestação e cujo produto pesa até 500g.



- Desqualificar o argumento de que legalizar o aborto estimula esta

prática.



- Explicar porque o plebiscito não pode ser usado no caso do aborto.

O aborto é uma decisão pessoal da mulher, não é uma questão

plebiscitária.



- Impedir que organizações religiosas participem na elaboração e

controle social das políticas públicas, ou recebam recursos públicos

para ação social que seja orientada por princípios religiosos.



- Impedir a prática do ensino religioso na rede pública de

educação, e garantir a orientação sexual que inclua a informação

e distribuição de preservativos.



A ilegalidade do aborto viola os direitos humanos das mulheres,

bloqueia o exercício do direito de decidir, sua autonomia, impõe a

maternidade obrigatória e fere a dignidade das mulheres.



Nenhuma mulher deve ser presa, perseguida, humilhada ou maltratada

por ter feito um aborto.



FRENTE NACIONAL CONTRA A

CRIMINALIZAÇÃO DAS MULHERES E PELA

LEGALIZAÇÃO DO ABORTO

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