Lula, Dilma e seus companheiros
O início da campanha presidencial foi marcado por uma declaração no mínimo ousada, que não passou despercebida por vários veículos de comunicação audiovisual e de jornalismo impresso e digital, apesar de já ter caído no esquecimento popular. Índio da Costa, vice-candidato do presidenciável José Serra, afirmou categoricamente que o PT mantém relações muito próximas com narcotraficantes membros das Farc (Forças Armadas da Colômbia), caracterizadas nas entrelinhas como relações de parceria. Quando indagado sobre a declaração bombástica, Serra comentou em palavras rápidas que todos já sabiam dessa ligação, mas por motivo de discrição política, costume rigorosamente mantido pela classe política brasileira, rapidamente desconversou e não se ouviu mais falar do assunto.
Isso chocou os mais fieis partidários petistas e alguns órgãos de imprensa – cito como exemplo a revista Isto É – que como cães de guarda de Lula saíram em defesa da honra e da dignidade do partido e do seu grão-mestre.
Na realidade, essa afirmação de Índio, ratificada por Serra, nada mais fez do que comunicar ao grande público a mais pura verdade, encoberta há muitos anos por esquemas sigilosos bem elaborados, por boa parte da mídia submissa e conivente com os partidários da esquerda brasileira, e pela covardia dos homens de estado que, mesmo cientes disso, preferiram se calar e omitir os fatos por pura “conveniência diplomática”.
O PT e alguns componentes das Farc mantêm encontros cordiais pelo menos desde a fundação do Foro de São Paulo, entidade igualmente mantida no ostracismo pelos canais jornalísticos, cuja finalidade foi e é reunir as lideranças revolucionárias dos países da América Latina em convenção, onde se discutem perspectivas de ação política (comunista) e intervenção nos rumos dos países sul-americanos. Tal associação teve o PT como agente impulsionador e o excelentíssimo Luiz Inácio Lula da Silva como seu primeiro presidente. Entre as assinaturas das atas do Foro podem-se encontrar alguns nomes com passado sujo ou no mínimo suspeito, como o de Raul Reyes e José Dirceu, nosso velho conhecido (Ver na Internet: http://www.youtube.com/watch?v=BRW-fdcaMfM). Embora tenha sido negada a sua existência oficial por quase vinte anos, vários jornalistas e formadores de opinião não se calaram diante de tamanho movimento (Na Internet: http://www.olavodecarvalho.org/semana/080128dc.html; http://www.youtube.com/watch?v=cTRz3tEXb9Y; http://www.youtube.com/watch?v=biKfwCdE5Sg
; http://www.youtube.com/watch?v=2iLrn38u8M0&p=F19A25B63D8BEB95&playnext=1&index=25
; http://www.youtube.com/watch?v=exuF7V_cRCE), que instaura uma aliança e intenta articular politicamente a tomada de poder dos esquerdistas em escala continental.
Lula, o mais popular elemento deste bando, faz pose de bom moço e ilustra os valores nacionais mais prezados pelo povo brasileiro, quando nos bastidores traça, com seus congregados do Planalto, um novo expediente político a direcionar os cidadãos para uma cilada sem volta, com a destruição impiedosa de tudo aquilo que foi conquistado à duras penas ou é preservado com zelo (liberdade de imprensa, proibição do aborto e das drogas, autonomia moral, tradições religiosas e sociais). Dilma Rousseff, a herdeira dessa missão, mostra-se na televisão como continuadora do melhor governo que o Brasil já teve; quando, porém, afirma a sua eleição como continuidade da mudança, não está mentindo: sabe do andamento dessas empreitas contra tudo o que estima os seus eleitores, mas não hesitará em molestar os bens morais e espirituais dos brasileiros para a manutenção monopolística do poder.
Embora Serra tenha se pronunciado sobre a declaração do seu vice, o PSDB não é isento de tal projeto, haja vista que fez, na era FHC, diversas concessões criticadas pelos partidos mais radicais, enquanto por baixo do pano servia à causa dos mesmos, se não pela intervenção direta, incostestavelmente pela omissão ativa quanto ao trabalho sórdido desses grupos. No Brasil do PT e do PSDB, criminosos são protegidos e gente de bem não tem proteção, e a alternância da ocupação dos cargos governamentais sob o fajuto jogo situação-oposição é pura lorota teatral para iludir o cidadão, representando um debate sério. Fernando Abrucio diz, no artigo “O atraso político é inimigo da direita e da esquerda” da revista Época, que o PT e PSDB na posse sucessiva do poder limitam a democracia brasileira ao embate entre partidos de esquerda com mínimas divergências; anular a direita das disputas eleitorais, conforme deseja e comemora o presidente em exercício, é mutilar a possibilidade de discussão séria sobre a política nacional e o bem público e substituí-los por imposições ideológicas.
Sobre o governo Lula e a Sra. Dilma Rousseff, cabe algumas considerações ponderáveis:
1) As mudanças pelas quais se gaba o governo são pífias e superficiais, ao contrário do apresentado com euforia no horário eleitoral. O crescimento econômico, segundo analistas internacionais, não é tão sólido se considerar que muito do potencial econômico do brasileiro se deve a concessão de créditos e não a uma melhora real de vida. A famigerada Bolsa Família (e todas as bolsas de Lula, até para presos), embora tenha assistido vítimas de miséria, não converte ninguém em autônomo, apenas cativa o cidadão a dependência ininterrupta das esmolas estatais - medida diagnosticada pelo Sr. Lula como “populista” na campanha eleitoral de 1998, quando concorria com Fernando Henrique Cardoso e criticava o Bolsa Escola, semente do seu querido programa “social” Ver: http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1509057-17665-311,00.html) - pagas com dinheiro que poderia muito bem ser utilizado na criação de oportunidades sólidas de formação profissional e trabalho digno; aliás, na mente petista (ou esquerdista, se preferir), o progresso só ocorre se for exercido pelo Estado; o povo não é considerado agente de produtividade e avanço social por ele mesmo, precisa ser “domesticado” pelo governo. A participação do setor privado, se feita com precauções, garante aumento de investimentos, logo injeção de capital, e aperfeiçoa as relações comerciais, o que vai trazer benefícios fiscais. (Ler a respeito: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI91533-15223,00-OS+RISCOS+DA+ESTADOLATRIA+PARA+O+FUTURO+DO+BRASIL.html; http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI91683-15223,00-A+CONCORRENCIA+E+SAUDAVEL+JOAO+CARLOS+DE+LUCA.html)
O segundo problema é a aplicação deste modelo no campo moral, o que inevitavelmente levou o Estado ao papel de mentor ético e o fez introduzir vários instrumentos de controle na educação, na cultura e em outras relações sociais (Para exemplificar: http://www.youtube.com/watch?v=Salo1wxD1TI).
2) No plano moral há bem mais a refletir. As reformas urgentes que deveriam ter sido feitas no país foram jogadas pra debaixo do tapete, na certa por não ser conveniente para os líderes governamentais. O Brasil, de acordo com estatísticas oficiais, continua sendo um dos países mais violentos do mundo, com cerca de 50 mil homicídios anuais, e tudo o que Lula fez foi dar proteção a condenados e ao banditismo nacional e manter a impunidade parlamentar e os pactos deploráveis. Lembrando: apoio a Cesare Battisti (condenado italiano), Manuel Zelaya (cometeu crime contra o Estado, atentando aos direitos humanos); condescendente com Zelaya, verdadeiro golpista que afrontou a Constituição do seu país, com a alegação autoritarismo por parte dos militares intervencionistas, não se pronunciou quanto à eleição fraudulenta de Ahrmadinejad no Irã; não se manifestou a respeito dos abusos totalitários na Venezuela, Bolívia e Equador, princípio este que decretou no Brasil ao conferir benefícios irrestritos aos infratores; sem falar no “Mensalão”, o famoso pagamento de mesadas a parlamentares em troca de aprovação de ações do governo, e o apoio a Collor e Sarney, antes seus oponentes inconciliáveis; o golpe final foi o Plano Nacional dos Direitos Humanos 3, com destaque, entre outros absurdos, para a censura à imprensa, o “direito” a invasão de terra e a restrições de símbolos religiosos e descriminalização do aborto (Conferir: http://www.youtube.com/watch?v=c1hqa67AtAs).
3) A Sra. Dilma, provável sucessora de Lula, é igualmente mendaz. Não alude obviamente na sua campanha informações pessoais imprescindíveis para o processo de escolha democrática, como por exemplo a sua contribuição ao assalto executado contra Ademar de Barros no período da ditadura, como se isso fosse um atentado em honra à pátria e a democracia (sic.), e nunca justificou o paradeiro do dinheiro roubado – também pudera! Mentiu seu currículo e continuará a mentir para a população, enquanto estabelece o governo autoritário em surdina (a respeito do passado obscuro da candidata do PT, acessar: http://www.youtube.com/watch?v=bvwJko6_VRI
; http://www.youtube.com/watch?v=QvuCX-kl6xo
; http://www.youtube.com/watch?v=AZLeZtIC0NE
; http://www.youtube.com/watch?v=FkTr2WPTTaw
; http://www.youtube.com/watch?v=9rtHKFYppvo&feature=fvw). Pelo visto, caráter dúbio e atos ilícitos são prerrogativas dos gestores executivos, efetivos e aspirantes, do nobre Partido dos Trabalhadores.

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